quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Boa tarde, Carlos Drummond de Andrade!

"Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la."

Aniversários de 110 anos de Carlos Drummond de Andrade

Bienal da UNE recebe inscrições de estudantes de todo país


O maior festival estudantil da América Latina acontecerá em janeiro de 2013 no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. Com o tema “A Volta da Asa Branca”, a 8º Bienal da UNE - União Nacional dos Estudantes - recebe produções universitárias nas áreas da cultura, ciência e tecnologia e extensão. Os interessados em expor trabalhos devem se inscrever pelo site da entidade até o dia 7 de dezembro.





O tema “A Volta da Asa Branca” se refere ao nordeste brasileiro e à canção imortal de Luiz Gonzaga, cujo centenário está sendo comemorado em 2012. Os estudantes podem participar com trabalhos nas mostras de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais, literatura, ciência e tecnologia e, pela primeira vez nas Bienais, projetos de extensão.

Estudantes de todas as instituições de ensino do Brasil podem inscrever até três trabalhos por categoria. As inscrições podem ser realizadas individualmente ou em grupo, com o preenchimento do formulário disponibilizado no site.

A inscrição custa R$10,00 e a divulgação dos trabalhos selecionados para a Bienal está prevista para o dia 14 de dezembro.

A volta da Asa Branca

Em seus 14 anos de atividades, a Bienal da UNE tem, como característica, trazer temas e discussões voltados à formação do povo brasileiro. Nesta oitava edição, o festival propõe um novo olhar sobre a região nordeste, as idas e vindas de seu povo, seu passado e futuro referenciados pela música de Luiz Gonzaga. “A Volta da Asa Branca” também representa o retorno da Bienal a Pernambuco, dez anos depois da sua terceira edição, no ano de 2003.

Formato da Bienal

Durante cinco dias, a Bienal abre espaço para a produção de ideias, para a apresentação e a descoberta de artistas estudantes, para a troca de saberes artísticos, científicos e de outras vivências acadêmicas. O evento é composto pela grande mostra estudantil, apresentando os trabalhos selecionados entre alunos de todo o Brasil, e pela mostra convidada, com atrações de destaque no cenário nacional.

Há apresentações musicais e teatrais em grandes palcos e uma sala de exibição para cinema e outras produções audiovisuais. Além disso, os estudantes participam de oficinas artísticas e atividades esportivas que acontecem dentro da programação.

A Bienal é aberta com uma aula-espetáculo ligada ao tema abordado e que norteia suas demais discussões. O evento também envolve, tradicionalmente, uma atividade chamada Lado C, em que a juventude dialoga com a comunidade local em visitas turísticas pela cidade ou em pontos culturais. A Bienal é encerrada com uma passeata cultural, a “Culturata”, que nessa edição tomará as ladeiras de Olinda.

Caravanas estudantis

Para a 8ª Bienal são esperados mais de 10 mil estudantes, vindos em caravanas de todo o país, para celebrar uma festa plural onde os sotaques se misturam e a troca de experiências é a riqueza maior. A UNE disponibilizará, em seu site, os contatos dos responsáveis pelas caravanas em cada estado, assim como todas as dicas de viagem, procedimentos e referências para a chegada dos jovens a Pernambuco.

Memória

A Bienal da UNE já passou por Salvador (1999 e 2009); Recife e Olinda (2003); São Paulo (2005); e Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011). O festival tem como principal proposta valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país. É considerada um instrumento de mapeamento e difusão da produção desenvolvida por jovens brasileiros, apresentando também um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos.
Já participaram da Bienal personagens como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara (filha de Che Guevara), Ariano Suassuna, Augusto Boal, José Leite Lopes, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Racionais MCs, Beth Carvalho, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr Catra e Naná Vasconcelos.

Fonte: Site da UNE

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Maior parque tecnológico do país, Recife vira a 'Índia brasileira'


A concentração de empresas de software e telemarketing em Recife tem crescido tanto que a cidade já começa a ser chamada de "Índia brasileira", em alusão ao país asiático que se destaca nos dois setores.


 
C.E.S.A.R. Centro de Estudos e Sistema Avançados do Recife, localizado no Porto Digital. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

As áreas, porém, diferem em mão de obra e salário. Enquanto a de software paga melhor, mas exige qualificação, a de telemarketing remunera mal, mas é a chance de o jovem conseguir seu primeiro emprego.

A indústria do "call center" não exige experiência e já emprega mais que montadoras.

As empresas dos setores se reúnem no Porto Digital, polo no Recife cuja produção lhe rendeu o título de maior parque tecnológico do Brasil.

Os profissionais de lá têm renda três vezes maior que os do restante da cidade.

Numa rara conexão entre poder público, iniciativa privada e academia, a cidade atrai empresas não só para atender o mercado local mas também o mundo.

"Temos uma combinação entre o pensar o mundo, sem compromisso, com um trabalho que, em última análise, paga a conta", diz Silvio Meira, cientista chefe do Cesar, braço de pesquisa do Porto.


SOFTWARE

A Accenture, gigante da engenharia de software que faturou US$ 27,9 bilhões em 2012, tem 350 funcionários no Porto. Mas, para levar o escritório de Recife a ser um centro global, triplicará os postos, diz José Carlos Vilela, diretor de tecnologia do Brasil. A Microsoft também está lá.

As empresas são duas das 200 do polo, que, em 2013, sediará a feira mundial de áreas de inovação. O tema está na gênese do parque que reformou casarões centenários para abrigar empresas: o elo entre tecnologia e cidades.

Faturaram juntas R$ 1 bilhão em 2012 e empregaram 7 mil pessoas. A meta é chegar a 20 mil em 2020.

José Bertotti, secretário de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Recife

O Porto envereda agora pela economia criativa, para aliar cultura e tecnologia.
Os benefícios fiscais passaram a valer para essas empresas em 2011. "Para transformar esse caldo cultural em bem econômico, a tecnologia vira ferramenta", diz José Bertotti, secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Recife.

Exemplo disso é a Ogilvy, segunda maior agência de publicidade do mundo, que se fixou em Recife há quatro anos com dez pessoas. Até o meio de 2013, terá 160.

A ampliação serve como preparativo para o escritório se transformar no primeiro centro de desenvolvimento da empresa nas Américas -o outro fica na Ásia.

TELEMARKETING

A Contax em Recife possui 5,7 mil posições de atendimento e subestação elétrica própria capaz de abastecer uma cidade de 120 mil habitantes.

A maior empregadora, porém, é uma empresa de telemarketing que foi a Pernambuco atrás de melhores condições, como alíquotas menores de ICMS e ISS.

Presente em todo o Brasil, a Contax tem na cidade um prédio que parece um shopping center. Nas trocas de turno, jovens lotam o lobby, com praça de alimentação e escadas rolantes -18 mil trabalham ali, a maioria mulheres.

Samuel Monteiro, 29, entrou como operador de telekarmeting há sete anos e agora é gerente de operações. "Aqui me formei e comprei casa própria."

Leia mais:



Fonte: Folha de São Paulo

Ministro defende royalties do petróleo para cumprir PNE


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a defender nesta terça-feira (30) a destinaçã de 100% dos royalties do petróleo para educação. Segundo ele, a proposta, que tem apoio da presidenta Dilma Rousseff, é a alternativa “concreta” para garantir a destinação, em dez anos, de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor, conforme prevê o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pela Câmara dos Deputados. O projeto ainda será votado no Senado.


“A única alternativa real e concreta que eu vejo é vincularmos todos os royalties do petróleo à educação em todos os níveis, federal, estadual e municipal, além de 50% do fundo social (do pré-sal). Como o petróleo é uma energia não renovável, a que a próxima geração não terá acesso, a nossa obrigação é deixar um Brasil melhor e o único passaporte é a educação”, disse, após participar de um seminário sobre os desafios da educação no Brasil, no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

Mercadante acredita que o novo modelo de partilha dos royalties pode ser votado na próxima semana no Senado. “Essa proposta tem apoio do governo, agora precisamos de voto no Congresso e não vai ser uma disputa fácil. Estão marcando para votar quarta-feira, não sei se votam. Eu acho que vão votar neste fim de ano”, disse.

O governo já sinalizou que a aprovação, até o final do ano, no Congresso Nacional, do Plano Nacional de Educação (PNE) e do novo modelo de partilha dos royalties é prioridade. A intenção é tratar os dois assuntos de forma casada para que o pré-sal assegure recursos para a educação.

Fonte: Agência Brasil


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Recife recebe seminário gratuito de negócios digitais


Recife recebe a 2ª Edição do Seminário Locaweb de Negócios Digitais, realizado pela Locaweb, líder em Hosting & Infrastruture Services no Brasil e América Latina em 2011, segundo a International Data Corporation e pioneira em Cloud Computing no Brasil.



 O Evento tem como principal objetivo debater melhores práticas de tecnologia e promover discussões sobre como ampliar os resultados dos negócios online. Para isso, convidou especialistas em e-commerce, inovação e cultura digital.

As palestras acontecerão durante todo o dia 29 de outubro, quinta-feira, e quem abrirá o Evento será Silvio Meira, fundador do Porto Digital de Recife. Ele irá falar sobre como o Cloud Computing pode acelerar a inovação. “Cloud computing em ação” será o tema da participação de Rodrigo Assad, diretor de pesquisa e inovação da IKEWAI e fundador da USTO.RE, empresa especializada em armazenamento de dados em nuvem.

Depois será a vez de Diego Eis, coordenador de programação Front-end da Locaweb, com o “Manual de Sobrevivência do Desenvolvedor Web”. Alexandre Soncini, diretor de Vendas e Marketing da VTEX, encerra o dia de debate com “Dicas práticas para aumentar os lucros da sua loja virtual”.

“Em toda sua história, a Locaweb tem buscado investir em eventos que levam conhecimento e evolução ao mercado de internet. Nosso objetivo agora é promover essas discussões também em outros centros do país”, afirma Luis Carlos dos Anjos, gerente de Marketing Institucional da Locaweb.

A cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi a primeira a receber o Seminário, que já passou também por Bauru, no interior de São Paulo, e Londrina, no Paraná. Até novembro, Fortaleza, Goiânia e Florianópolis também sediarão o Evento. A primeira edição do Seminário Locaweb de Negócios Digitais aconteceu em 2011 e foi realizado em três cidades, reunindo 800 pessoas ao todo.

Serviço: 

2° Seminário Locaweb de Negócios Digitais
Local: Edifício Vasco Rodrigues
Rua Cais do Apolo 222 – Recife
Data: 29 de Outubro de 2012
Horário: das 13h30 às 19h 


Inscrições: 

As inscrições são gratuitas.

Programação
13h30 - Credenciamento
14h - “Inovação”- Silvio Meira
15h30 – “Cloud Computing em ação”- Rodrigo Assad
16h30 - Coffe Break
17h00 - “Manual de Sobrevivência do Desenvolvedor Web”- Diego Eis
18h00 - “Dicas práticas para aumentar os lucros da sua loja virtual!” – Alexandre Soncini

Bom dia, Carlos Drummond de Andrade!

Que a felicidade não dependa do tempo, 
nem da paisagem,nem da sorte, nem do dinheiro. 
Que ela possa vir com toda a simplicidade, de dentro para fora, 
de cada um para todos.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 27 de outubro de 2012

ANPG lança consulta pública sobre PNAES

Considerando a necessidade de inclusão dos pós-graduandos nas ações e objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), estamos lançando hoje uma consulta pública destinada a ouvir as demandas dos estudantes espalhados pelo País. O atual PNAES, executado no âmbito do Ministério da Educação, tem por finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal,  visando o atendimento de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial.
A necessidade de reformulação da política vigente, que também é uma demanda do movimento nacional de pós-graduandos e bandeira da ANPG, está sendo levantada na comissão incumbida de acompanhar as ações do Ministério da Educação (MEC) com vistas à consolidação do processo de expansão das universidades federais e de tratar dos assuntos estudantis correlatos ao tema.
A ANPG tem dois assentos nessa comissão, juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e membros do MEC, e apresentará proposições para a continuidade do processo de expansão em relação à pós-graduação e assistência estudantil.   Leia mais aqui
Para contribuir nesse processo de reformulação, basta acessar este link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDZKSkhTeThrbFRmTjROMUp3NGJBNGc6MQ#gid=0 
Em breve,  vamos disponibilizar um link para envio de mais documentos que tratem sobre a assistência estudantil para os pós-graduandos. Aguardem e participem das enquetes interativas!
Vamos apresentar com muita força nossa pauta!  Ajude a compartilhar os instrumentos de consulta sobre o PNAES!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Jakobskind: Lei de meios e mecanismo do pensamento único


Dezembro se aproxima e no sétimo dia do mês o grupo argentino Clarín terá de se adaptar aos dispositivos da lei dos meios de comunicação, também conhecida como Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. Na data vence o prazo fixado pela Corte Suprema para a medida cautelar com a qual o grupo Clarín paralisou a implementação da lei, durante três anos, após sua aprovação no Congresso.


Por Mário Augusto Jakobskind*, no Direto da Redação


Nesse sentido, o grupo terá de se desfazer de alguns espaços midiáticos sob seu controle. Vale lembrar que pela nova legislação, os espaços midiáticos são divididos de forma igualitária – 33% – para as mídias privadas, públicas e estatais.

É preciso lembrar também que o projeto foi amplamente discutido pela sociedade argentina e só depois aprovado pelo Congresso. Mas os barões da mídia tentaram de tudo para evitar a entrada em vigor da lei. Não se conformam e divulgam acusações descabidas afirmando que a legislação é restritiva à imprensa, quando acontece exatamente o contrário, ou seja, o espaço midiático na Argentina democratizou-se.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que reúne o patronato do setor nas Américas, que apoiou golpes recentes, como em Honduras e Paraguai e outros ao longo da história, esteve reunida em São Paulo.

Os jornalões deram grandes espaços ao evento onde estiveram presentes, entre outras, figuras como Fernando Henrique Cardoso, mas não contaram com a presença da Presidenta Dilma Rousseff, que convidada preferiu não comparecer. Fez bem, porque quem apareceu por lá eram apenas figuras carimbadas, ou seja, defensores eminentes da liberdade de empresa, mas para disfarçar utilizando o jargão de liberdade de imprensa. É desta forma que tentam enganar leitores, telespectadores e ouvintes nos diversos países americanos.

Os defensores incondicionais da liberdade de empresa cerraram baterias contra a Presidenta Cristina Kirchner, que com coragem não tem se intimidado às pressões dos barões midiáticos. E a pauta anti-Kirchner se intensificou nos jornalões quase em seguida ao término do encontro em São Paulo.

Os empresários, como barões da mídia que são, fazem exatamente o jogo do grande grupo empresarial argentino que segue o ideário da não aceitação de nenhum tipo de contraponto.

Muito pelo contrário, tratam pejorativamente os opositores e se pudessem voltariam a apoiar os que em tempos passados prendiam e arrebentavam em nome, vejam só, da democracia.

As opiniões favoráveis à lei dos meios de comunicação na Argentina não são divulgadas ou então seus defensores são adjetivados como autoritários ou algo do gênero.

Não foi divulgado que representantes de mídias alternativas e de movimentos sociais protestaram em São Paulo contra as ”verdades” da SIP.

Nenhuma mídia de mercado nacional, pelo menos que este jornalista tenha visto, divulgou a opinião do relator especial da Organização das Nações Unidas para a Liberdade de Expressão e Opinião sobre a referida legislação.

Frank La Rue entende que: 

“...a Argentina tem uma lei avançada. É um modelo para todo o continente e para outras regiões do mundo”. 
 
E foi mais adiante ao afirmar que: 

“...eu a considero um modelo e a mencionei no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. E ela é importante porque para a liberdade de expressão os princípios da diversidade de meios de comunicação e de pluralismo de ideias são fundamentais”.

Na verdade, o silêncio em relação a quem tem opinião diferente ao da SIP faz parte do ideário do pensamento único.

Os jornalões e telejornalões que pretendem ditar regras a quem atinge preferiram dar espaço total ao final de uma novela intitulada “Avenida Brasil”. E o fizeram de uma forma tão avassaladora, como se todos os brasileiros tivessem a obrigação de acompanhar a novela. Ou como se a cultura brasileira se resumisse a (repetida à exaustão) teledramaturgia da TV Globo, receita também seguida por outras emissoras.

É até possível que meios de comunicação de outros países tenham caído no conto do “fenômeno de massa” imposto pela Rede Globo. Os correspondentes que eventualmente embarcaram na canoa do oba-oba global não entraram em detalhes sobre a necessidade que o grupo empresarial teve de realizar uma jogada de marketing para, segundo especialistas do setor, tentar interromper a queda de audiência nas novelas por se tornarem repetitivas em seu todo, o que começava a ser percebido até por telespectadores mais assíduos.

Na verdade, esse esquema faz parte do mecanismo do pensamento único, que acompanha hoje praticamente todas as editorias da mídia de mercado destas e de outros quadrantes.

Por estas e muitas outras é cada vez mais necessário que o Brasil aprofunde a discussão sobre a legislação dos meios de comunicação, porque a atual está completamente defasada e urge modificá-la. É preciso levar em conta também que novos atores sociais precisam ocupar os espaços midiáticos, não podendo continuar o quadro atual de hegemonia absoluta dos grandes grupos, onde se encontram os tais barões da mídia.

A matéria é complexa. Existe um lobby poderoso que tenta de todas as formas impedir que o Brasil se modernize e democratize nesse setor. Não é à-toa que a própria SIP se reúna em São Paulo neste momento exatamente para defender interesses de seus associados.

Ah, sim, os leitores podem imaginar uma entidade como a SIP, já dirigida por um personagem de nome Danilo Arbilla, que foi porta-voz da ditadura uruguaia, defendendo os “valores democráticos”?

Mário Augusto Jakobskind* é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE.

Fonte: Portal Vermelho


Bom dia, Cecília Meireles!


As Meninas

Arabela
abria a janela.
.
Carolina
erguia a cortina.
.
E Maria
olhava e sorria:
"Bom dia!"
.
Arabela
foi sempre a mais bela.
.
Carolina
a mais sábia menina.
.
E Maria
Apenas sorria:
"Bom dia!"
.
Pensaremos em cada menina
que vivia naquela janela;
uma que se chamava Arabela,
outra que se chamou Carolina.
.
Mas a nossa profunda saudade
é Maria, Maria, Maria,
que dizia com voz de amizade:
"Bom dia"

Por Cecília Meireles

domingo, 21 de outubro de 2012

Consumismo ou investimento: qual a melhor estratégia?


A diferença de comportamento do Brasil e da China quanto à conduta perante a crise financeira internacional ilustra bem as distintas estratégias a respeito de modelos de crescimento e desenvolvimento econômicos. O Brasil parece ter engatinhado ao longo das últimas décadas, enquanto a China alcançou níveis até então inimagináveis de crescimento de seu PIB.


Por: Paulo Kliass, em Carta Maior


Se tomarmos o início dos anos 1980 como base de comparação, a economia chinesa cresceu a uma taxa média anual de 10%. Assim, caso seu PIB fosse igual a hipotéticos $100 em 1980, hoje seria equivalente a $2.100. Ou seja, o valor do produto foi multiplicado por 21 ao longo dos 32 anos. Já a economia brasileira conheceu um crescimento médio anual em torno de 3%. Portanto, caso seu PIB fosse também igual aos mesmos hipotéticos $100 lá em 1980, hoje seria equivalente a $257 - um crescimento de apenas 2,5 vezes ao longo do mesmo período. Essa simulação nos informa que a economia chinesa cresceu mais de 8 vezes do que a economia a economia brasileira.

Esse diferencial de taxa de crescimento está na base da explicação das distintas posições relativas ocupadas pelos 2 países na lista de países por ordem de magnitude PIB. Em 1982, por exemplo, o Brasil era a oitava economia e a China aparecia como a décima-primeira do mundo. Hoje, a China é a segunda economia (atrás apenas dos Estados Unidos), enquanto o Brasil ocupa a sexta posição.

Crescimento do PIB e seus componentes

No entanto, para além da simples taxa de crescimento do PIB de um país, é importante que se verifiquem outros atributos. E não vamos aqui nem introduzir a crítica a respeito da metodologia de cálculo do Produto Interno e nem as necessárias ponderações para os elementos de desenvolvimento humano, desigualdade entre setores da sociedade, concentração de renda e sustentabilidade sócio-ambiental do modelo. Trata-se tão somente de analisar quais são os chamados “componentes” do PIB que estão sendo os mais dinâmicos e responsáveis pelo crescimento atingido.

Uma primeira maneira de efetuar tal análise é verificar se o estímulo à atividade econômica está se realizando mais pelo lado do consumo de bens e serviços ou pelo aumento dos níveis de investimento do país. Outro recorte possível é comparar o crescimento geral da economia entre os diferentes segmentos da atividade, segundo mercadorias importadas ou produzidas internamente. Também é interessante verificar o que ocorre de acordo com a tradicional divisão de setores: i) primário (agricultura e recursos minerais); ii) secundário (indústria); e iii) terciário (comércio e serviços).

No caso específico desse artigo, a intenção é verificar as diferenças entre a opção de puxar o crescimento pelo lado do estímulo ao consumo, em sua comparação com o incentivo às atividades vinculadas ao aumento do investimento. E aqui também sob essa perspectiva, nota-se uma grande diferença entre os modelos adotados pelo Brasil e pela China. Ao longo dos últimos anos, a China tem apresentado uma elevada participação do investimento no total do PIB. Assim, a chamada “taxa de investimento” do gigante asiático tem apresentado a impressionante média de 48%. O caso brasileiro é bastante distinto: nossa participação do total de investimento no Produto revela uma média histórica recente de apenas 18%.

Os limites do modelo lastreado no consumismo

Ora, essa discrepância entre as duas medidas é a expressão de duas estratégias diferentes para orientar o crescimento e o desenvolvimento econômicos. A sustentação de algum modelo de crescimento no tempo exige algumas pré-condições básicas. E vejam que nem se trata de algo mais sofisticado, do tipo incluir um desenvolvimento social e ambientalmente sustentável. Não, imagine apenas um padrão de crescimento que se mantenha por um determinado período, em um arranjo econômico minimamente equilibrado. Desse ponto de vista, a opção por um modelo baseado essencialmente no consumo não se apresenta como estratégia viável ou coerente a longo prazo. Isso porque essa alternativa (a prioridade ao consumo) implica a dependência de manter e elevar a participação dos produtos importados no total dos bens consumidos. Essa tendência se deve ao fato de que o conjunto de bens de capital e infra-estrutura existente em um país sofre permanente processo de depreciação e necessita contínua substituição, acompanhada de um aumento da capacidade instalada em novos patamares tecnológicos.

Caso não se mantenha um ritmo adequado (que varia segundo a formação social e o momento histórico considerados) dos investimentos, o desequilíbrio em favor de um viés consumista termina por comprometer o modelo logo ali na frente. De que adianta estimular o consumo frenético de automóveis se a indústria automobilística não investe em parques mais modernos, com tecnologia de ponta? Ou se o país não oferece uma infra-estrutura urbana ou de rodovias compatível? Ou se o conjunto do sistema educacional e de ciência & tecnologia não pesquisa alternativas de modelos de transporte que representem a substituição dessa opção que já se apresenta como inviável nos dias de hoje?

Saindo de um foco setorial e pensando no conjunto da economia, a incapacidade de oferecer investimentos em infra-estrutura implica o risco de o país bater nos chamados “gargalos” de transportes, comunicações, energia. Isso sem mencionar os problemas derivados das deficiências nas áreas sociais, como saúde, educação, previdência social e ciência e tecnologia. O estímulo focado no exagero do consumismo concentra os recursos financeiros, monetários e creditícios apenas na ponta do modelo: a compra final de bens e serviços. Com isso, as necessidades de elevar a capacidade de investimento para trás (na escala produtiva) e para frente (no tempo) ficam comprometidas. Dessa forma, em algum momento o conjunto dos atores econômicos sentirá a carência de infra-estrutura, com problemas de risco de “apagão”, aumento de custos por atraso tecnológico e perda de competitividade por eficiência nas redes de suporte à atividade produtiva. 

Dificuldades em sair do consumismo e avançar no investimento

Ora, mas então, se é reconhecida essa necessidade de harmonizar o investimento com o consumo, por que os países não conseguem lograr uma situação de equilíbrio e segurança nesse quesito? Justamente pelo fato de que a economia não é uma ciência exata e que seus elementos fundadores são determinados na luta política e na disputa de interesses dos agentes econômicos. Os analistas liberais mais fundamentalistas ainda acreditam que tudo isso deve ser deixado à livre acomodação das forças de oferta e demanda – a velha crença nos super-poderes do mercado. Já os liberais mais pragmáticos, em especial nos momentos de crise, acreditam ser mais inteligente chamar o Estado a dar sua contribuição como agente regulador e regulamentador nesse quesito, de maneira a assegurar que a infra-estrutura necessária seja efetivamente viabilizada. Mas de toda a maneira, o fato é que os recursos de investimento precisam aparecer, eles devem estar disponíveis para se concretizar na ampliação da capacidade produtiva e econômica do país.

No caso brasileiro, vira e mexe surge a polêmica a respeito da nossa suposta baixa capacidade de poupança. E essa constatação vem associada à idéia de que haveria uma precedência cronológica da poupança em relação ao investimento. O ponto é que para uma parcela importante dos economistas, não faz sentido raciocinar para o fenômeno macro-econômico da maneira como pensamos para o comportamento dos indivíduos ou das famílias. O senso comum e os comentaristas das colunas “suas finanças” dos grandes meios de comunicação insistem na tecla de que é necessário poupar antes para que esse recurso se transforme em investimento. Mas para a escala de um país, as variáveis operam segundo outra lógica e obedecem a outra dinâmica. O importante é tomar a decisão de investir, pois a partir desse momento a complexidade de relações entre a economia e a sociedade termina por criar as condições para drenar recursos para o investimento agregado.

A dificuldade tupiniquim nesse quesito sempre esteve mais associada ao estímulo ao financismo e à carência crônica de necessidades básicas por parte da maioria da população. Dessa forma, os recursos disponíveis para aumentar o nível de investimento eram drenados para a atividade parasita do circuito financeiro, em busca da remuneração elevada no curto prazo. E esse modelo era assegurado pelo próprio governo, por meio da política monetária de juros oficiais estratosféricos. Na outra ponta, a profunda desigualdade de renda e o nível de sobrevivência a que historicamente esteve submetida a grande maioria de nosso povo não contribuíam para uma mentalidade poupadora no plano individual ou familiar. Finalmente, as décadas de convivência com elevadas taxas de inflação e as experiências negativas com os planos de estabilização econômica anteriores ao Plano Real colaboraram também para a baixa credibilidade dos mecanismos de poupança de longo prazo.

A importância de se elevar a taxa de investimento

A intenção não é que se adote o modelo chinês como referência. Inclusive porque ele apresenta um conjunto de problemas, a exemplo da manutenção de uma taxa de investimento em relação ao PIB muito elevada, talvez até mesmo em excesso. Sim, pois por mais contraditório que possa parecer, essa condição não é a melhor para um país no longo prazo. Para a China, num primeiro momento, foi importante manter taxas de investimento do PIB em torno de 50%. Foi o instrumento encontrado para conseguir recuperar o “atraso” em relação às grandes potências e dar o grande salto à frente – transitar do modelo baseado na agricultura e avançar rumo à industrialização. Porém, a continuidade desse tipo de repartição entre investimento e consumo pode criar um fenômeno associado à baixa utilização da capacidade instalada. Naquele país, como investimento em infra-estrutura ainda é capitaneado pelo Estado, esse problema não adquire as repercussões de um modelo em que os parques de transportes, comunicações e energia sejam operados ou de propriedade do setor privado. No caso, uma eventual baixa na taxa de retorno esperado, pode significar redução na oferta de infra-estrutura. E isso sinaliza uma porta de entrada para uma conjuntura de recessão.

Assim, toda a ciência e a arte estão em encontrar pontos mais adequados para a taxa de investimento em relação ao PIB. No nosso caso, com certeza algo bem acima da média histórica dos 18%, sem precisar chegar no exagero chinês dos 50%. Mas de qualquer, a contribuição do Estado é fundamental para se alcançar esse elevação tão necessária, por meio das políticas públicas e do estímulo às atividades umbilicalmente ligadas ao investimento. Esperar tão somente pelo “espírito animal” do empresariado não tem se revelado como estratégia eficiente para alcançar essa meta.

Bom início de semana a todos(as)!!

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver." 

Dalai Lama ...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Fliporto 2012 faz homenagem ao pernambucano Nelson Rodrigues


 Personalidades da literatura, teatro e cinema se reúnem em Olinda de 15 a 18 de novembro deste ano para homenagear o escritor e dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues, na edição 2012 da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto). A expectativa para este ano é que 90 mil pessoas passem pela festa, que traz como tema "A vida é um espetáculo". Os detalhes do evento foram divulgados nesta quarta-feira (17).



 A abertura contará com um recital de poesias com Maria Bethânia, no dia 15 de novembro, às 19h. "Tivemos o desafio de fazer uma homenagem a Nelson Rodrigues, mas sem sermos óbvios. A abertura com Maria Bethânia foge do óbvio, não é ela cantando, nem lendo textos de Nelson. São poemas que marcaram a vida dela de alguma forma, é dramático. É um recital de amor à palavra", explica o curador literário da festa, Mário Hélio.

Abordar um autor rico como Nelson Rodrigues e trazer o que o público espera, mas sem cair no óbvio foi um verdadeiro desafio para o curador. "Ele é muito bom em teatro, crônica e romance. Esses três gêneros estão muito presentes nele. Buscamos explorar de uma maneira diferente, fugindo do convencional. Por exemplo, o cinema trouxemos através do filho dele, Nelson Rodrigues Filho, que participa de um painel junto com amigos que transformaram a obra do Nelson pai para o cinema", conta Hélio. O painel de Nelson Rodrigues Filho com Braz Chediack, Neville de Almeida e Lucelia Santos acontece no dia 15 de novembro, às 20h.

Entre os destaques da programação neste ano estão, além dos painéis, as leituras e peças. A autora Betty Milan apresenta o painel 'Teatro e psicanálise', para em seguida apresentar sua peça 'A vida é um teatro', no dia 15, às 16h15. "É uma oportunidade única, a maravilhosa Betty Milan apresenta esse texto pela primeira vez fora de São Paulo", conta o curador do evento, Antônio Campos.

Prefeito Renildo Calheiros, Antônio Campos, Mário Hélio e Eduardo Cortês, durante a apresentação da Fliporto 2012

Edney Silvestre apresenta pela primeira vez seu texto 'Boa noite a todos'. Essa é a primeira leitura dramática da peça e a convidada para esse momento será a atriz Christiane Torloni. A apresentação acontece no dia 17 de novembro, às 20h.

Uma das diferenças neste ano é que os painéis não têm todos a mesma duração, variando de 40 minutos até duas horas. "Com isso, ganhamos uma liberdade maior e conseguimos distribuir melhor a progrmação", acredita Mário Hélio.

A extensa programação conta ainda com grandes nomes como o americano Robert Darton e o moçambicano Mia Couto, ambos um pedido especial do público da Fliporto há muitos anos, segundo o curador. Ariano Suassuna também participa. "Mas, pessoalmente, uma grande conquista para a nossa programação foi o pesquisador francês Fredéric Martel, que tem um trabalho maravilhoso sobre a cultura de massa. Ele sabe de Bollywood a Miami, entende de tudo. A conversa vai girar em torno dessa cultura de massa e a relação com o livro, com a questão 'será que existe espaço para ele?'", conta o curador literário.

Nova Geração

O espaço voltado para crianças e adolescentes se consolida pelo segundo ano, trazendo atrações internacionais, como a ilustradora argentina Maria Wernicke. "Ela é uma das maiores ilustradoras da América Latina atualmente", conta animado o curador do espaço, Antônio Nunes. O espaço presta também uma homenagem a Sylvia Orthof, uma das principais autoras brasileiras de teatro infantil.

Uma das novidades neste ano são as oficinas para estimular o público jovem para a produção literária, como a de Haikai [poema japonês] para crianças, com a escritora paraibana Maria Valéria Rezende, e a de criação de poesia com Ângela Leite de Souza. "Existe toda uma lógica para a elaboração da programação, tudo isso interage com Nelson Rodrigues, com o espetáculos, mas sem precisar ser direto", explica Nunes.

Para o público mais jovem, a Fliporto está abrindo um espaço em Olinda, no largo do Amparo, dedicado à leitura. "[O espaço] A Casa do Livro Infantil é a nossa contribuição para a formação de novos leitores", explica Campos. A Casa deve ser inaugurada no começo de novembro.

Outros espaços

Um dos novos espaços dessa edição da Festa é o 'Solar Sarau da Marquesa', na Rua Joaquim Nabuco, que vai contar com saraus e performaces de artistas, escritores e autores. A atriz Christiane Torloni e o ator e escritor Eduardo Ruiz lançam e autografam os livros 'A Loba' e 'Violenta', respectivamente.

A Fliporto traz mais uma vez o espaço Eco Fliporto, que funciona neste ano no Clube Atlântico, a E-Porto Party, dedicada à tecnologia, a Cine Fliporto e a 3ª Feira do Livro. "Nesse ano, trouxemos mais editoras infantis", adianta Antonio Nunes.

Fonte: G1 PE

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Reflexão...Boa noite, Manuel Bandeira!

"O dia vem, e, dia adentro, continuo a possuir o segredo grande da noite." (Bandeira, o Manuel)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PE é destaque na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia


Com o tema 'Sustentabilidade, Erradicação da Pobreza e Economia Verde', os polos de Pernambuco realizarão entre os dias 15 e 21 de outubro a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).


 
As ações da SNCT acontecerão em todo o Estado contando com 906 eventos já cadastrados. O objetivo do evento é mobilizar a população e contribuir para a popularização da ciência de uma forma mais integrada nacionalmente.

PERNAMBUCO - No Estado, o diferencial da SNCT são as atividades unificadas. O Espaço Ciência, coordenador estadual do evento, propôs que todos os polos desenvolvessem seis atividades. Por exemplo, em cada polo terá uma referência simbólica representada por um totem do 'triângulo impossível', símbolo do evento, para chamar a atenção da população para participação na Semana.

A construção de fogões solares também integram as ações. Serão distribuídos materiais necessários para confecção de um fogão solar de baixo custo, com objetivo de observar seus funcionamentos, utilizá-los para cozinhar alimentos, medindo tempos de cozimento e comparando com o dos fogões convencionais e otimizando seu funcionamento.

Outra proposta será confeccionar um pluviômetro educativo padrão para obter dados sobre a pluviometria em Pernambuco. Serão promovidas oficinas educativas para a construção dos pluviômetros utilizando folha de acetato e um medidor de volume. Todos os polos também promoverão sessões diárias dos vídeos do VER CIÊNCIA durante a Semana.

Utilizando a ferramenta disponível no site da ONG WWF para o cálculo individual de cada pessoa em relação a exploração ambiental de acordo com o seu estilo de vida, será promovida a Pegada Ecológica. Pretende-se reunir os dados coletados em cada polo no site do Espaço Ciência para divulgação e comparação das informações obtidas.

Especialmente para crianças, o concurso Descobrindo com uma Lupa! será uma atividade para aguçar a curiosidade dos “pequenos“. Jovens de todo o Estado poderão participar do concurso através de formulário online disponível no site do Espaço Ciência. Os participantes terão que descrever com breves palavras o que descobriu com uma lupa. Os melhores registros serão divulgados na página principal do site e redes sociais do museu.

A abertura oficial da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Pernambuco acontecerá no dia 15 de outubro, às 16h, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, com a participação da Caravana da Ciência e dos parceiros.

ESPAÇO CIÊNCIA - A programação do Museu contará com 23 oficinas, 4 exposições e visita guiada. Uma das maiores atrações deste ano será a exposição NanoExplora. Nela, o Espaço Ciência é pioneiro em dispor de um Microscópio de Tunelamento, onde o objeto de estudo é aumentado um bilhão de vezes, permitindo “visualizar átomos?“. Outra grande atração é um modelo gigante da molécula de fulereno na forma de um giroscópio, onde os visitantes são convidados a participar da simulação do que acontece na escala atômica.

A exposição “A História Química da Humanidade“ também faz parte da programação. Composta por painéis e experimentos interativos, a mostra estará aberta ao público no Espaço Ciência demonstrando o importante papel da química. Na área de astronomia, o Planetário Digital oferecerá aos visitantes uma experiência inesquecível que permite a observação de cerca de 9 mil estrelas, objetos de fundo de céu visíveis a olho nu e a Via-Láctea. O planetário ainda simula viagens na superfície da Terra, viagens no tempo e no espaço sideral.

CARAVANAS - Outra iniciativa que acontecerá durante a SNCT é a Caravana, que este ano estará dividida em três equipes devido à demanda do ano passado: Caravana da Ciência, Caravana Notáveis Cientistas Pernambucanos e Caravana da Astronomia. Formada pelo Espaço Ciência, Instituto Oceanário e UFRPE, a caravana percorrerá diversos municípios do Estado, aproximando a população de conhecimentos produzidos e desenvolvidos em suas sedes. A expedição científica visitará a UFRPE, Fundação Joaquim Nabuco ? FUNDAJ, Colégio Militar do Recife, Museu Louis Jacques Brunet, Assembleia Legislativa de Pernambuco e os municípios de Ipojuca, Santa Cruz do Capibaribe, Tracunhaém e Garanhuns, levando à população experimentos interativos, telescópios e exposição de tubarões e tartarugas.

CURSOS - Como parte das atividades integradoras entre o Espaço Ciência, UFPE e UFRPE serão realizados quatro cursos na cidade de Garanhuns. Serão beneficiados 80 estudantes de escolas públicas e 40 professores. Os cursos oferecidos são nas áreas de biologia, química, matemática, astronomia e física. A iniciativa, que faz parte da Rede Novos Talentos da Rede Pública, tem apoio financeiro da Capes e FINEP.

O encerramento acontecerá no dia 21, às 13h, no Parque Euclides Dourado, em Garanhuns. Haverá a culminância de todas as atividades realizadas pelos polos de Pernambuco.

A coordenação nacional da SNCT é de responsabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Departamento de Popularização e Difusão de C&T da Secretaria de C&T para a Inclusão Social. A coordenação em Pernambuco está sob direção do Espaço Ciência e da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.

Fonte: Portal da Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco

PNE: vencemos uma etapa, mas a luta continua, diz Iliescu


“Esta é mais uma vitória da educação, daqueles que lutam para valorizar este setor. Agora nossa luta será no Senado”, disse em entrevista ao Vermelho Madalena Guasco, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), ao falar sobre a aprovação da redação final do Plano Nacional de Educação (PNE), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, nesta terça-feira (16). Com a aprovação o PNE segue para o Senado.


Joanne Mota, do Vermelho em São Paulo




Madalena lembra que o PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. “A principal delas, alvo de muita polêmica durante a longa tramitação do projeto, é a que estabelece um patamar mínimo de investimento em educação – atualmente o Brasil aplica 5,1% do PIB na área. O último plano esteve em vigência entre 2001 e 2010”, destacou.

Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), disse que a UNE encara a luta pelos 10% do PIB como uma tarefa desta geração. “Essa é a grande oportunidade que a nossa geração tem para contribuir de forma concreta para um avanço sólido e real do nosso país.”


Ele lembra que o dia 26 de junho marca um momento histórico para educação. “Nessa data a UNE e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) realizaram uma marcha dos estudantes ao Ministério da Educação e ocuparam o Congresso. Essa pressão mostrou ao governo, bem como ao Congresso e demais setores da sociedade, que o povo, em especial os estudantes, tem ciência do que significa investir na educação para o país”, rememorou.

Para Maria Izabel Azevedo Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeosp), a vitória do 10% do PIB para Educação é fruto de uma unidade nacional em torno dessa bandeira. “Está claro que o Plano Nacional de Educação é muito importante e que sem financiamento esse documento vira mais uma carta de intenções. E para que o PNE vire realidade de fato, precisamos continuar nossa luta para aprovação no Senado.”

Royalties Pré-Sal

Sobre a sinalização do governo sobre o uso dos royalties do Pré-sal para a educação, Maria Izabel destacou ser muito positiva a sinalização da presidenta Dilma Rousseff e do ministro Aloísio Mercadante do uso dos recursos do Pré Sal para garantir o financiamento da educação no país.

“Isso demonstra o compromisso do governo em querer fazer a coisa andar. Penso que a postura do governo nos coloca em um terreno mais seguro, pois temos a obrigatoriedade da Lei e a sinalização concreta de onde virão os recursos. Tanto a presidenta como o ministro foram bastante coerentes com a preocupação de fazer valer essa luta tão antiga.”

Um passo para o desenvolvimento

Renato Rabelo, presidente nacional do Partido Comunista do Brasil, destacou o papel da UNE e da Ubes no norteamento dessa luta, que envolve diversos setores da sociedade civil.


“A luta pelo 10% do PIB para a Educação é uma luta antiga e que envolve diversas entidades, mas destacaria aí o papel da juventude nas figuras da UNE e da Ubes. No último encontro que tive com a presidenta Dilma Rousseff, ela destacou o engajamento destas duas entidades na luta por uma educação de qualidade e frisou que é muito importante ver que a juventude não perdeu o gás na luta pela transformação do país.”

Segundo Renato, “a educação é hoje, juntamente com a inovação e a ciência e tecnologia, um setor fundamental para o nosso país, por isso deve ter toda a atenção e ampliação dos investimentos. E investir em educação, significa preparar e formar o povo, tornar soberana a sociedade, colocar o país em um circuito amplo de desenvolvimento, este com inclusão e distribuição de renda. E o PCdoB avalia que essa luta dos 10% do PIB caminha nesta direção”.

Para o dirigente comunista, “com uma melhor educação, garantimos mão de obra mais especializada e com isso setores mais modernos e competitivos. Ou seja, investir em educação significa investir no desenvolvimento do país, em ciência e tecnologia, o que refletirá em diversos setores, tais como o da indústria”.

Essa opinião é compartilhada pela presidenta da Apeosp. Para  Maria Izabel a educação não se mede por uma régua. “A educação não pode ser tida como qualquer setor e nem medida com uma régua. Ela é política estruturante, e como tal ela necessita de um olhar macro. Ou seja, é a educação que estrutura o setor de desenvolvimento dos estados, do país. É ela quem dá a base para as futuras gerações que governarão nosso Brasil.”

Fonte: Portal Vermelho

Acordo Egito e Mercosul deve ser avaliado neste ano


Acordo que prevê o livre comércio entre os países do Mercosul e o Egito será levado ao Congresso Nacional para aprovação ainda neste ano

Publicado em 17/10/2012, às 12h50

AE

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Tatiana Prazeres, informou nesta quarta-feira (17) que o acordo de livre comércio entre os países do Mercosul e o Egito será levado ao Congresso Nacional para aprovação ainda neste ano. A secretária ainda comentou que as negociações para a abertura do comércio bilateral entre Brasil e Golfo e Jordânia estão avançando e há perspectiva de que sejam concluídas - com resultado favorável - em breve.

Tatiana comentou que, mesmo com a crise externa e empecilhos impostos por mercados relevantes, como a Argentina e China, por exemplo, o Brasil encerrará o ano com superávit na balança comercial "até com um saldo maior do que o mercado está esperando."

"Teremos em 2012 um segundo melhor ano para a balança comercial, mesmo com as dificuldades atuais de retração da demanda de mercados e queda de preços praticados no exterior", declarou no seminário 'Perspectivas das Relações Econômicas entre o Brasil e os Países Árabes', realizado em São Paulo. Para ela, o governo está adotando uma série de medidas para manter a competitividade dos itens brasileiros no exterior, como a desoneração da folha de pagamento e o Reintegra.

Especificamente sobre o comércio Brasil e países árabes, Tatiana disse que há potencial de crescimento das relações, principalmente com a diversificação dos itens. Segundo ela, 50% das exportação brasileiras aos países árabes são alimentos e açúcar, e o restante, milho, trigo e minério de ferro. Já nas importações, 85% são combustíveis e lubrificantes e 10%, adubos e fertilizantes. "Há oportunidades ainda em alimentos e bebidas, com o aumento das exportações de itens processados, de maior valor agregado, além de serviços, moda, segurança e defesa e itens hospitalares", declarou a secretária. Os investimentos, segundo ela, também tem potencial de crescimento.

De acordo com Tatiana, somente nos Emirados Árabes, há instalações de 25 empresas brasileiras (bancos, alimentos, construção civil e equipamentos industriais) e quatro construtoras nacionais já estão no Quatar, de olho em oportunidades com a Copa do Mundo de 2022.

Em 2011, a corrente de comércio Brasil e países árabes somou US$ 25 bilhões. No acumulado deste ano até setembro, houve queda de 3,4%, por conta da queda dos preços do minério de ferro, cujas perdas em receitas já somam US$ 300 milhões.

domingo, 14 de outubro de 2012

Boa tarde, Mario Quintana

"A amizade é um amor que nunca morre."

Mario Quintana

Bom domingão a todos(as)!!

“Toda aquela falta de tudo me assustava, mas era teu jeito incompleto de ser. Nunca era o bastante, mas prendia a minha atenção. A tua falta equilibrava meu exagero. A tua calma matava a minha pressa. O teu sorriso fazia parecer que tudo estava certo. A falta de informações era superável, porém insuportável. Superável por serem faltas. Insuportável por serem suas.”

— Sean Wilhelm.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

8ª Bienal da UNE ocorrerá em Recife e Olinda


8ª Bienal da UNE já tem morada e data: Olinda e Recife, 22 a 26 de janeiro de 2013
A oitava edição do principal festival que reúne a diversidade da produção cultural e artística dos estudantes brasileiros já achou a sua morada. Olinda e Recife, duas das mais belas e interessantes cidades do Brasil, acolherão a 8ª Bienal da União Nacional dos Estudantes de 22 a 26 de janeiro do ano que vem. E que chegue logo 2013, e assim passe esse tão falado 2012.
Em época de eleição, não custa nada evocar um dos bordões mais vociferados Brasil afora: Quem conhece, confia. Então, vá ou arrependa-se. As inscrições individuais e de trabalhos já estão abertas (leia mais abaixo).
Ao trazer para a 8ª Bienal o tema “A Volta da Asa Branca”, a UNE celebra um aspecto especial da música de Luiz Gonzaga –cujo centenário é comemorado em 2012– encontrando no sertão um traço de esperança maior do que suas tragédias sociais e climáticas.
O sertão nordestino – imortalizado pela música de Luiz Gonzaga – é portanto um misto de lar e trânsito, uma espécie de estrada magna da formação nacional, enriquecida pelas histórias do povo que um dia desceu a terra ardendo e hoje pavimenta, com luta suor e criatividade, um país feito também por caminhos de volta.
Composta por Gonzaga e Humberto Teixeira e lançada em maio de 1947, “Asa Branca” é uma canção que reflete, de forma fidedigna, a realidade do nordeste brasileiro em seu longo e penoso convívio com a seca e outras mazelas. Foi eleita pela Academia Brasileira de Letras em 1997 a segunda canção nacional mais marcante do século XX, empatada com “Carinhoso”, e atrás de “Aquarela do Brasil”.
A volta da Asa Branca é um convite ao novo nordeste, tanto aquele que já existe como o que se deseja. Nessa dinâmica de idas e vindas, os conhecimentos popular e erudito se trombam e se transformam, o regional se torna global, as aves retornam em seu fluxo migratório, as aves gorjeiam da mesma forma, como se não existisse aqui ou lá.

CONHEÇA A HISTÓRIA DA MÚSICA ASA BRANCA

COMO SE INSCREVER NA 8ª BIENAL DA UNE

As inscrições de trabalhos e as inscrições individuais para a 8ª Bienal da UNE já estão abertas.
As inscrições dos trabalhos deverão ser feitas até o dia 7 de dezembro de 2012. Uma inovação da 8ª edição é que todos os trabalhos inscritos, seja qual for a categoria, serão recebidos online, no momento do preenchimento do formulário de inscrição de participante pela internet (clique aqui e faça a sua inscrição ).
Já as inscrições individuais podem ser feitas pela internet até o dia 13 de janeiro de 2013, com preços promocionais para quem efetuar o pagamento antecipadamente. Uma vez inscrito, o participante terá direito a participar de todas as atividades da Bienal e no valor estão contemplados o alojamento e transporte interno (clique aqui e faça a sua inscrição ).

14º CONEB DA UNE

Antecedendo a 8ª Bienal da UNE, de 18 a 21 de janeiro, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), acontecerá o 14º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, um dos principais fóruns de deliberação do movimento estudantil, que receberá representantes de Centros e Diretórios Acadêmicos (CAs e DAs) de todo o Brasil para para decidir os rumos que o movimento estudantil vai tomar no próximo período.
Para participar do 14º CONEB da UNE é simples, basta fazer a sua inscrição individual preenchendo o formulário online, e efetuando o pagamento bancário do boleto que será gerado (clique aqui e faça a sua inscrição).
Um e-mail automático será encaminhado ao participante e assim que houver a confirmação do banco sobre o pagamento, então a inscrição será consolidada.
Para realizar a inscrição para a 8ª Bienal da UNE e para o 14º CONEB da UNE conjuntamente, basta no ato de sua inscrição individual, optar pelas duas atividades.
Para segurança do inscrito, o comprovante de pagamento boleto deve ser guardado e apresentado no dia do evento, quando o participante for efetuar seu credenciamento e retirar seu crachá.
O inscrito no 14º CONEB da UNE tem direito, durante a duração do encontro, à alimentação, alojamento e transporte interno.
Da Redação
Fonte: www.une.org.br