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domingo, 25 de setembro de 2011

Com 4 a 0 mais que sonoro, Sport goleia o Vitória e entra no G-4

Marcelinho Paraíba, Willians, Bruno Mineiro e Wellington Saci marcaram para os donos da casa, que jogaram diante de uma Ilha lotada
Da Redação do pe360graus.com
Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo
Finalmente, o Sport conseguiu. O falado, procurado, sonhado e almejado G-4 agora tem o Leão da Ilha do Retiro como um dos seus seletos integrantes. Cobrados durante quatro rodadas, os comandados de PC Gusmão dormem na quarta posição da tabela da Série B após derrotar o Vitória, nesta sábado (25), por 4 a 0, com gols de Marcelinho Paraíba, Willians, Bruno Mineiro e Wellington Saci. 

Convocada pelos jogadores, técnico e diretores, durante a toda a semana, a torcida fez a sua parte e lotou a Ilha do Retiro. Com uma arquibancada pronta para apoiar o time, o Sport manteve a invencibilidade do clássico nordestino em seus domínios de forma fulminante, marcando o primeiro gol logo aos 2 minutos de partida.

Com ótima atuação de Marcelinho Paraíba, que dominou o meio de campo no primeiro tempo, e Bruno Mineiro fazendo o pivô e sendo sempre perigoso para a defesa baiana, os pernambucanos desestruturaram o adversário com o gol relâmpago de Paraíba e passaram a atuar nos contra-ataques de um Vitória atordoado. Sempre aproveitando as brechas do rival, o Sport foi construindo o resultado a partir de toques rápidos e do nervosismo do primo nordestino. 

“Entramos com raça, com luta. Aproveitamos os espaços do Vitória e, com a força dessa torcida maravilhosa, conseguimos entrar no G-4”, disse, eufórico, o lateral Thiaguinho, ao final da partida.

Após a conquista dos preciosos três pontos, o time viaja neste domingo (25) para Santa Catarina, para pegar o Criciúma na próxima terça-feira (27). O Americana, antiga barreira leonina para entrar no G-4, agora está em quinto, com 41 pontos. 

O JOGO
Frénetico, empurrado pela torcida, o Sport poderia ter aberto o placar logo no primeiro minuto do jogo. Numa bela jogada pela direita, Rithely deu um balão no zagueiro e cruzou nos pés de Willians. Na pequena área, de frente para o goleiro Fernando, o atacante chutou de mau jeito e o arqueiro defendeu. No rebote, Marcelinho Paraíba chutou em cima do camisa 1 baiano, que encaixou a bola. Um gol feito, perdido por Willians. 

Só que não deu nem tempo para o Vitória respirar. No minuto seguinte, o Sport recuperou a bola no meio de campo, Thiaguinho recebeu e passou voando pela lateral direita para cruzar na cabeça de Bruno Mineiro, que, em velocidade, meteu no travessão. No rebote, sem goleiro, Marcelinho Paraíba completou para as redes, explodindo a Ilha do Retiro. Nono tento do vice-artilheiro leonino. 

Desnorteado, o Rubro-Negro baiano não conseguia respirar, enquanto o Sport continuava apostando nas subidas dos seus laterais, Thiaguinho e Wellington Saci. No meio, domínio total do dono da casa. Uma avalanche. Aos poucos, mas sem resultados, o Vitória foi equilibrando a partida, mas, sem marcação fixa em Marcelinho, o meia fez o que quis e ditou o ritmo do jogo. 

A liberdade era tanta que, numa bola rifada por ambos os times, ela caiu nos pés do meia, que meteu para Bruno Mineiro. O centroavante rubro-negro fez o pivô e tocou, encobrindo o zagueiro. Era o toque perfeito para Marcelinho chutar cruzado, mas foi marcado impedimento de Willians, que tentou concluir. 

Bons chutes de Fernandinho e Nino Paraíba e outras tentativas barradas pela defesa do Sport foram as únicas incisões do visitante. E após uma dessas tentativas, num contra-ataque do Leão, a bola foi lançada para Willians e o zagueiro Uelligton furou, deixando cair nos pés do atacante, que não perdoou. Na saída de Fernando, uma bomba no ângulo direito, com a bola batendo no travessão e caindo para o fundo do gol: 2 a 0, aos 25 minutos do primeiro tempo. Na comemoração, Willians tentou homenagear a filha que está para nascer, puxando uma chupeta, mas Marcelinho Paraíba não deixou, com medo que o companheiro levasse um cartão amarelo. O sétimo tento do atacante ficou sem a prometida homenagem. 

Cinco minutos depois, o volante Naldinho, que voltava de contusão, sentiu o tornozelo esquerdo e saiu, para a entrada do estreante Róbston. No primeiro lance do meia, uma cobrança de falta de Marcelinho e o cabeceio do novato, triscando a trave esquerda de Fernando. Logo depois, o volante Uelligton bateu boca com o goleiro, após ter sido questionado pelo arqueiro. O zagueiro Maurício acabou separando. Esse descontrole foi a tônica do Vitória no primeiro tempo. 

SEGUNDO TEMPO
Na volta do intervalo, o Vitória tentou tirar o atraso, mas sem muita eficiência. Em compensação, assim como Marcelinho Paraíba na etapa inicial, o meia Geovanni foi o dono da faixa de campo no segundo tempo. Assim, o time baiano se tornou mais perigoso. 

Aos 10 minutos, Geovanni puxou pela esquerda e cruzou rasteiro para Fábio Santos. Foi um lance parecido com o de Willians no início do jogo, só que, desta vez, o zagueiro Montoya salvou o time da casa, com um carrinho travando o atacante. 

Com o Vitória tentando um gol e o Sport travando a partida, Robston cruzou na cabeça do artilheiro Bruno Mineiro, que, entre dois zagueiros, em velocidade, meteu no lado direito de Fernando. Foi o décimo gol dele, aos 15 minutos, praticamente acabando com as chances do visitante. Três a zero no placar.

Dois minutos depois, outro gol, mas desta vez anulado. Novamente Bruno Mineiro cabeceou, porém Willians, em posição irregular, participou, atrapalhando Fernando. O árbitro marcou o impedimento corretamente.

Com Preto machucado, andando em campo, sem poder ser substituído pelo fato de o técnico Vagner Benazzi já ter feito as três substituições, o Vitória teve seu caixão fechado. Novamente pelos pés de Bruno Mineiro: ele recebeu em velocidade, tirou o zagueiro e foi derrubado pelo arqueiro baino. Pênalti. Saci cobrou, bola de um lado, Fernando do outro. 4 a 0. Quatro de G-4. 

FICHA DO JOGO
Sport: Magrão; Thiaguinho, César (Montoya), Tobi e Wellington Saci; Hamilton, Rithely, Naldinho (Robston) e Marcelinho Paraíba; Willians (Danielzinho) e Bruno Mineiro. Técnico: PC Gusmão;
Vitória: Fernando; Nino Paraíba, Alison, Maurício e Felipe (Jean); Uelliton, Preto, Fernandinho e Geovanni; Marquinhos (Arthur Maia) e Neto Baiano (Fábio Santos). Técnico: Vágner Benazzi;
Cartões amarelos: Willians e Montoya (Sport); Alison e Fernando (Vitória);
Local: Ilha do Retiro;
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG);
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (asp.Fifa/MG) e Ivaney Alves Lima (SE);
Público: 26 mil pessoas.

sábado, 20 de agosto de 2011

Sport vence o Paraná Clube na primeira vitória fora de casa


Leão da Ilha acaba com a sequência de três derrotas seguidas e se reabilita na Série B

Do globoesporte.com
Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo
Mesmo dos camarotes da Vila Capanema, PC Gusmão deu sorte para o Sport, que venceu o Paraná Clube por 2 a 1, com gols do atacante Willians, aos 20 minutos da etapa inicial, e um do meia paranista Júnior Urso, que marcou contra, aos 30 da etapa final. O volante Everton Garroni descontou para o time paranaense.

Contratado nessa semana, Gusmão não ficou à beira do gramado, mas participou ativamente do pré-jogo do Leão, inclusive realizando a preleção. Coincidência ou não, o Sport dominou o jogo, teve a marcação como ponto forte, ganhou e acabou com a sequência de três derrotas seguidas, enquanto o Paraná desperdiçou mais uma chance de se aproximar dos três primeiros colocados da série B.

Novamente o Paraná é “ajudado” pelos resultados dos outros confrontos. Como Goiás e Criciúma não venceram, a equipe paranaense continua no G-4, com 28 pontos somados. O próximo adversário é o Bragantino, no sábado, às 16h20m (de Brasília), no estádio Nabi Abi Chedid.

Para o Sport, os três pontos nunca foram tão valorizados. Também auxiliados pelos placares da rodada, o Leão deu um salto da 13ª colocação para sexto, com 26 pontos. Para fechar o primeiro turno, o time pernambucano joga na terça-feira, às 20h30, contra o Vila Nova, na Ilha do Retiro.

Sport sai na frente
Nem parecia que o Paraná estava jogando em casa. Nos quinze primeiros minutos da partida, o jogo foi movimentado, com chances para os dois lados. Porém, precisando do resultado para acabar com a sequência de três derrotas seguidas, o Sport era mais eficiente, assustando mais a meta do goleiro Zé Carlos.

O Tricolor Paranaense aproveitava as investidas do Leão para sair com velocidade nos contra-ataques, além de explorar as faltas frontais.

Não demorou muito para a pressão dar resultado. Aos 20 minutos, contando com a ajuda da defesa da zaga paranista, o atacante Willians recebeu lançamento de Thiaguinho e com calma empurrou para o fundo das redes, sem chances para Zé Carlos.

O placar poderia ser mais elástico, senão fosse o escorregão fatal do atacante Júnior Viçosa, que na pequena área paranista teve a chance de marcar o segundo.

Para correr atrás do prejuízo, o Paraná Clube foi para o ataque e a situação se inverteu, com o Leão fechado atrás e saindo no contra-ataque. Mas a pressão paranaense não dava efeito, principalmente, por conta da boa marcação do time nordestino, que no estilo “abafa”, marcava no campo de ataque paranista.

O Paraná teve ainda um gol anulado, pelo fato do atacante Borebi estar impedido, aos 39 minutos. Observando a atuação desencontrada do time paranaense, o técnico Roberto Fonseca promoveu uma substituição: tirou o volante Serginho e colocou o meia Jefferson Maranhão, dando uma cara mais ofensiva ao Tricolor Paranaense.

Reação paranista não foi suficiente
A etapa complementar começou com o mesmo script do primeiro tempo. Oportunidades para os dois lados, mas com um Sport mais decisivo. Inclusive, Júnior Viçosa desperdiçou mais uma chance preciosa, ao sair cara a cara com o arqueiro Zé Carlos e, ao invés de chutar, tocou fraco para o lado, facilitando a vida do goleiro adversário.

Sem mudar o esquema tático, o treinador paranista tentou uma nova substituição e trocou o atacante Borebi pelo, também, atacante Hernani. Alteração que deu efeito. O Tricolor foi com tudo para cima do Sport e dominou a partida.

A alternativa usada pelo time pernambucano era apertar mais a eficiente marcação, tanto que abusou das faltas frontais ao gol de Magrão. Em uma cobrança, o lateral Lima assustou Magrão, que imóvel, só ficou olhando a bola passar perto do travessão.

De tanto tentar, o Paraná foi premiado. Aos 18 minutos, o meia Welington cobrou escanteio e o volante Everton Garroni subiu mais alto que a zaga do Leão, empatando o jogo.

Vendo a reação do time da casa, o técnico Mazola Júnior resolveu mexer no time: no ataque saiu Willians para a entrada de Danielzinho, e o meia Maylson deu lugar a Welligton Saci. O empate não bastava ao Leão da Ilha.

Tanto que em uma rápida saída, Viçossa cruzou para a área e o meia Júnior Urso tentou cortar, mas acabou mandando contra a meta do Paraná. Sport na frente de novo.

O técnico paranista ainda tentou a última alternativa ao colocar o meia Douglas Parcker no lugar de Welington, mas apesar da insistência do elenco paranaense no ataque, o Paraná tropeçou pela terceira vez em casa e o Sport se recuperou na série B.