sexta-feira, 31 de julho de 2026

O que o metrô de Montréal nos ensina sobre poder, cidade e mobilidade?

Quando pensamos em um projeto de metrô, é comum imaginar questões como engenharia, custos, trajetos e prazos de execução. No entanto, grandes projetos de infraestrutura urbana envolvem muito mais do que decisões técnicas. Eles também refletem disputas de ideias, interesses políticos, visões de cidade e diferentes formas de compreender o espaço urbano.

Foi justamente essa perspectiva que motivou nossa mais recente publicação na Revue Communiquer, uma revista científica internacional dedicada aos estudos da comunicação. O artigo analisa os discursos produzidos em torno da proposta da Linha Rosa do metrô de Montréal, um dos projetos de mobilidade urbana mais debatidos na última década no Canadá.

A pesquisa parte de uma questão fundamental: como se constroem os discursos que legitimam ou contestam um grande projeto urbano?

Para responder a essa pergunta, utilizamos a análise foucaultiana do discurso e examinamos documentos oficiais, reportagens e publicações em redes sociais produzidos entre 2011 e 2022. O objetivo não foi discutir se a Linha Rosa deveria ou não ser construída, mas compreender como diferentes atores políticos, institucionais e sociais produziram narrativas capazes de influenciar o debate público.

Os resultados mostram que o projeto deu origem a três posições discursivas principais: uma favorável à implementação da linha, outra crítica à proposta e uma terceira que buscava negociar interesses e alternativas. Essas posições revelam que a mobilidade urbana não é apenas uma questão de transporte, mas também de poder, governança e construção de consensos.

Esse debate é particularmente relevante em um contexto em que as grandes cidades enfrentam desafios relacionados ao crescimento urbano, às mudanças climáticas, à inclusão social e à necessidade de tornar os sistemas de transporte mais eficientes e sustentáveis. Compreender como os discursos moldam as políticas públicas torna-se essencial para entender por que determinados projetos avançam, são modificados ou deixam de existir.

Mais do que um estudo sobre Montréal, esta pesquisa oferece elementos para refletirmos sobre os desafios enfrentados por metrópoles em diferentes partes do mundo. Afinal, toda cidade é resultado não apenas de obras e investimentos, mas também das ideias, disputas e narrativas que orientam suas transformações.

Leia o artigo completo (acesso aberto):
https://journals.openedition.org/communiquer/13641

Se você se interessa por cidades, inovação, políticas públicas, comunicação e governança urbana, acompanhe também o A História na Parede, onde compartilhamos pesquisas, análises e reflexões sobre os desafios que moldam as cidades contemporâneas.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pesquisador sem Fronteiras: conhecimento, pesquisa e caminhos para transformar ideias em projetos

Fazer pesquisa é muito mais do que escrever um texto acadêmico. É aprender a formular perguntas, construir argumentos, organizar ideias, dialogar com autores, analisar informações e, principalmente, transformar uma inquietação em conhecimento capaz de circular e produzir novos debates.

Foi a partir dessa perspectiva que nasceu o Pesquisador sem Fronteiras, uma iniciativa dedicada a aproximar pesquisadores, estudantes e pessoas interessadas no universo acadêmico, oferecendo conteúdos, orientações e ferramentas para diferentes etapas da trajetória científica.

Da ideia à publicação

Muitos estudantes possuem boas ideias de pesquisa, mas encontram dificuldades para transformar essas ideias em um projeto estruturado. Outros já desenvolveram seus estudos, mas não sabem como organizar um artigo, escolher um periódico ou preparar um trabalho para submissão.

O Pesquisador sem Fronteiras busca justamente contribuir nesse percurso: da primeira ideia à organização da pesquisa e, posteriormente, à divulgação dos resultados.

Entre os conteúdos e serviços oferecidos estão orientações relacionadas à elaboração de artigos científicos, organização de projetos de pesquisa, preparação para processos de mestrado e doutorado, estruturação de trabalhos acadêmicos e estratégias para publicação científica.

A proposta não é oferecer fórmulas prontas, mas compartilhar conhecimento, experiências e caminhos que possam ajudar cada pesquisador a construir sua própria trajetória.

Conhecimento também precisa circular

A ciência ganha força quando o conhecimento circula. Um artigo publicado, um livro, uma apresentação em congresso ou uma conversa sobre pesquisa podem alcançar pessoas diferentes e gerar novas perguntas.

É também essa ideia que orienta A História na Parede, projeto de divulgação que procura transformar temas relacionados à pesquisa, inovação, empreendedorismo, cultura e produção de conhecimento em conteúdos acessíveis e interessantes para diferentes públicos.

A pesquisa pode estar na universidade, mas suas perguntas e seus impactos ultrapassam os muros acadêmicos.

Livros para quem quer pesquisar e publicar

Dentro dessa proposta, também estão disponíveis livros voltados à formação acadêmica e à compreensão dos processos de inovação.

Entre eles está Como Criar um Artigo Científico – Do Zero à Publicação, uma obra pensada para quem deseja compreender melhor as etapas envolvidas na elaboração e publicação de um artigo científico.

Outra publicação é Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital, resultado de uma trajetória de pesquisa dedicada às relações entre cultura, inovação, economia criativa e territórios de inovação. A obra também possui uma edição bilíngue em português e inglês, ampliando suas possibilidades de circulação entre leitores brasileiros e internacionais.

Os livros fazem parte de uma proposta maior: contribuir para que o conhecimento produzido pela pesquisa possa ser compartilhado, discutido e utilizado por outros estudantes, pesquisadores e profissionais.

Pesquisador sem Fronteiras

O nome Pesquisador sem Fronteiras traduz uma ideia simples: a pesquisa não precisa estar limitada por fronteiras geográficas, institucionais ou disciplinares.

Pesquisar é atravessar áreas do conhecimento, dialogar com diferentes perspectivas, conhecer outras experiências e construir novas possibilidades.

Para quem está começando uma pesquisa, pensando em ingressar no mestrado ou doutorado, preparando um artigo ou buscando compreender melhor o processo de publicação científica, o projeto oferece conteúdos e serviços voltados a diferentes momentos dessa trajetória.

Conheça, acompanhe e participe

Pesquisador sem Fronteiras está presente nas redes sociais compartilhando dicas, reflexões e conteúdos sobre pesquisa e vida acadêmica.

Se você deseja transformar uma ideia em projeto, organizar melhor sua pesquisa, preparar um artigo ou conhecer materiais que podem auxiliar sua trajetória acadêmica, acompanhe o perfil e conheça os produtos disponíveis.

Pesquisar é fazer perguntas. Publicar é compartilhar respostas. E aprender é continuar perguntando.

Pesquisador sem Fronteiras — conhecimento sem fronteiras.

Acesse: @pesquisadorsemfronteiras 

Entrevista completa para o programa CBN Total da Radio CBN


 

CBN Caruaru: Pesquisador pernambucano lança livro sobre impactos do Porto Digital no estado

 A obra conta com a participação de docentes da Université de Montréal, no Canadá. 

Por: Redação CBN

O pesquisador pernambucano Anderson Diego Farias lançou o livro “Regulação cultural em territórios de inovação: lições do Porto Digital”. A obra propõe um olhar crítico e aprofundado sobre como a cultura, a economia criativa e o urbanismo se conectam na capital de Pernambuco.

A publicação examina de que forma os conceitos de inovação e criatividade transformam o planejamento das cidades. O estudo analisa os impactos diretos na criação de políticas culturais, nos modelos de governança e nas dinâmicas sociais, além de aprofundar soluções para os conflitos simbólicos e os desafios de desenvolvimento que surgem com grandes projetos voltados à economia criativa.

O livro conta com prefácio assinado por docentes da Université de Montréal, no Canadá, e traz o aval de Cláudio Marinho, ex-secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e um dos fundadores do Porto Digital. Doutorando na instituição canadense, Anderson Diego investiga reconfigurações urbanas em distritos culturais pelo mundo, traçando paralelos entre a experiência do Recife e a do Quartier des Spectacles, em Montréal.

Fonte: https://cbncaruaru.com/2026/07/24/pesquisador-pernambucano-lanca-livro-sobre-impactos-do-porto-digital-no-estado/.