A obra conta com a participação de docentes da Université de Montréal, no Canadá.
Por: Redação CBN
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Imagem: Divulgação
O pesquisador pernambucano Anderson Diego Farias lançou o livro “Regulação cultural em territórios de inovação: lições do Porto Digital”. A obra propõe um olhar crítico e aprofundado sobre como a cultura, a economia criativa e o urbanismo se conectam na capital de Pernambuco.
A publicação examina de que forma os conceitos de inovação e criatividade transformam o planejamento das cidades. O estudo analisa os impactos diretos na criação de políticas culturais, nos modelos de governança e nas dinâmicas sociais, além de aprofundar soluções para os conflitos simbólicos e os desafios de desenvolvimento que surgem com grandes projetos voltados à economia criativa.
O livro conta com prefácio assinado por docentes da Université de Montréal, no Canadá, e traz o aval de Cláudio Marinho, ex-secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco e um dos fundadores do Porto Digital. Doutorando na instituição canadense, Anderson Diego investiga reconfigurações urbanas em distritos culturais pelo mundo, traçando paralelos entre a experiência do Recife e a do Quartier des Spectacles, em Montréal.
De 11 à 15 de maio de 2026 ocorrera o 93e Congrès de l'Acfas e eu terei a oportunidade de apresentar a comunicação intitulada Discours d’innovation et transformations urbaines : enjeux et tensions dans le Quartier des spectacles à Montréal. O trabalho integra pesquisas desenvolvidas no âmbito do doutorado em Sciences humaines apliquées pela Université de Montréal e propõe uma análise crítica dos discursos de inovação presentes nas transformações urbanas contemporâneas.
A pesquisa investiga como o conceito de “inovação” é mobilizado por diferentes atores institucionais, culturais e econômicos na construção das políticas urbanas em Montréal, especialmente no contexto do Quartier des spectacles — um dos principais símbolos das estratégias de cidade criativa no Canadá.
Inspirado pela teoria do discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, bem como pelas contribuições analíticas de Jason Glynos e David Howarth, o estudo busca compreender como diferentes narrativas disputam sentidos sobre desenvolvimento urbano, cultura, criatividade e inovação.
A metodologia combina entrevistas semiestruturadas com atores públicos, culturais e empresariais, análise documental de projetos urbanos e observação etnográfica em eventos e instalações culturais realizados no Quartier des spectacles. Os resultados preliminares apontam que o termo “inovação” atua como um “significante flutuante”, produzindo conflitos simbólicos e materiais que impactam diretamente as dinâmicas urbanas e culturais da cidade.
A apresentação no congresso reforça a relevância internacional do debate sobre cidades criativas, governança cultural e reconfigurações urbanas, além de destacar a contribuição das abordagens discursivas para a compreensão crítica das transformações contemporâneas das metrópoles.
A participação no congresso também amplia o diálogo acadêmico entre pesquisadores interessados em políticas urbanas, cultura, inovação e espaço público, fortalecendo redes de pesquisa no Canadá e internacionalmente.
No Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, tenho a alegria de anunciar o lançamento do meu novo livro intitulado Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital, agora disponível em versão bilíngue português–inglês.
Este lançamento representa a materialização de uma trajetória acadêmica e profissional dedicada à compreensão das relações entre cultura, inovação e desenvolvimento territorial. A obra nasce a partir das reflexões desenvolvidas durante minha pesquisa de mestrado, realizada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco (Propad-UFPE), e busca ampliar o debate sobre os processos culturais que moldam territórios inovadores.
🌍 Cultura, inovação e territórios criativos
Vivemos um momento histórico em que a inovação deixou de ser apenas um fenômeno tecnológico para se tornar também um processo cultural e institucional. Nesse contexto, compreender o papel da cultura na construção de ecossistemas inovadores torna-se essencial para pesquisadores, gestores e formuladores de políticas públicas.
O livro apresenta uma análise aprofundada do Porto Digital, reconhecido como um dos mais relevantes polos de tecnologia e economia criativa do Brasil. A partir desse estudo de caso, a obra discute como dinâmicas culturais, simbólicas e institucionais influenciam a consolidação de territórios voltados à inovação.
Ao longo do livro, são abordados temas como:
Cultura como elemento estruturante da inovação
Regulação cultural e governança territorial
Economia criativa e desenvolvimento regional
Dinâmicas institucionais em territórios de inovação
O papel das organizações e dos atores sociais na construção de ecossistemas criativos
Mais do que um estudo de caso, o livro propõe reflexões que dialogam com desafios contemporâneos enfrentados por cidades e organizações que buscam integrar cultura e inovação em seus processos de desenvolvimento.
🎓 Prefácio internacional e diálogo acadêmico
Um dos grandes destaques desta obra é a honra de contar com o prefácio de dois reconhecidos pesquisadores internacionais:
Professor Will Straw (McGill University)
Professor Patrick Cohendet (HEC Montréal)
Suas contribuições fortalecem o diálogo internacional sobre inovação, cultura e desenvolvimento territorial, ampliando o alcance acadêmico e institucional do livro.
🤝 Uma obra construída coletivamente
Este livro não é apenas resultado de uma pesquisa acadêmica, mas também fruto de múltiplas colaborações e apoios institucionais e pessoais.
Registro aqui minha profunda gratidão:
A Deus, pelo dom concedido e pela oportunidade de trilhar este caminho.
À minha esposa Alinny e aos meus filhos, pelo amor, incentivo e apoio constantes ao longo desta jornada.
Aos atores sociais implicados no Porto Digital, que gentilmente abriram espaço para a realização desta pesquisa e contribuíram com suas experiências e visões.
Ao Propad-UFPE, instituição fundamental para a realização do estudo que inspirou esta obra.
A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para que este projeto se tornasse realidade.
📚 Onde adquirir o livro
O livro Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital já está disponível para aquisição nas seguintes plataformas:
Em breve, serão realizados eventos presenciais e remotos dedicados à apresentação da obra e à discussão dos principais conceitos que estruturam o livro.
Promover debates sobre desenvolvimento territorial
Fortalecer redes acadêmicas e institucionais
Mais informações sobre datas e locais serão divulgadas em breve.
🌟 Um convite à leitura e ao diálogo
Este livro é um convite à reflexão sobre o papel estratégico da cultura na construção de territórios inovadores. Ao analisar experiências concretas e dialogar com diferentes campos do conhecimento, a obra busca contribuir para o fortalecimento de práticas inovadoras mais sensíveis às dimensões culturais e sociais do desenvolvimento.
Que esta publicação possa inspirar novos estudos, estimular debates e contribuir para a construção de territórios mais criativos, colaborativos e sustentáveis.
Com o intuito de ampliar as fronteiras do conhecimento e de difusão de experiencias que nos ajudam a compreender o mundo em que vivemos, foi que criamos o podcast “A história na parede”, que vai expandir sua forma de ouvir — e pensar.
🎙️ “A história na parede” já está disponível no Spotify e traz conversas profundas sobre temas que atravessam memórias, narrativas culturais, lugares e ideias que moldam o mundo em que vivemos.
Esse podcast também é um espaço de reflexão sobre empreendedorismo, inovação, criatividade e cultura, conectando teoria e prática de forma acessível, crítica e inspiradora.
Episódios pensados para quem ama pensar de forma crítica
Conteúdo acessível mas com profundidade
É o tipo de conteúdo ideal para ouvir enquanto você:
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🚀 Por que ouvir agora?
O formato podcast continua a crescer como meio de comunicação e reflexão — e A história na parede se destaca por propor uma escuta atenta e inteligente. É uma oportunidade de mergulhar em temas culturais, sociais e históricos sem perder a leveza e fluidez da conversa.
Se você gosta de conteúdo que educa, inspira e provoca curiosidade, este podcast merece um lugar na sua playlist.
Foto: Anderson Diego apresentando o seu estudo em um congresso de inovação em Londres (UK) (2025)
O que o estudo aborda
Neste trabalho, investigamos como a abordagem relacional da teoria institucional pode contribuir para a compreensão da organização dos sistemas de inovação regionais — com foco específico no Pernambuco Innovation System (SPIn), no estado de Pernambuco. O método utilizado foi um estudo de caso qualitativo, com análise documental e entrevistas, a partir de três dimensões: regulamentos, organizações e instituições.
Os resultados mostram que o SPIn opera sob tensões entre as estruturas regulatórias existentes e as práticas organizacionais emergentes, o que exige uma governança regional adaptativa e de curto prazo para viabilizar a nova Estratégia de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (2023-2027).
Por que esta publicação importa
A publicação em uma conferência internacional com edição Springer confere visibilidade global ao trabalho e fortalece a cadeia de impacto — relevante para candidaturas de bolsas, parcerias internacionais, e para a visibilidade acadêmica.
O tema se conecta diretamente à minha linha de pesquisa doctoral — Imaginer l’innovation : conflits de sens et reconfigurations urbaines à Montréal — especialmente no que se refere à reflexão crítica sobre inovação, discurso e reconfigurações territoriais.
Para pesquisadores e profissionais de inovação regional, políticas de ciência e tecnologia e sistemas organizacionais, o artigo oferece uma lente institucional relacional para pensar como se estruturam (e reconfiguram) os sistemas de inovação numa lógica urbana-territorial.
Convite à leitura
Se você se interessa por inovação, reconfiguração urbana, análise institucional ou políticas de C,T&I, este trabalho é uma excelente porta de entrada. Convido você a ler o capítulo completo — e estou à disposição para diálogo, parcerias ou extensão desse tema em outras regiões ou contextos.
Eu gostaria de partilhar um novo estudo publicado, dessa vez, na Revista Eletrônica de Administração (Online), v. 20, n.2, ed. 39. O estudo é intitulado de "Os Fatores Críticos de Sucesso na gestão de um equipamento público de suporte à Inovação e ao Empreendedorismo: o caso do Complexo Tecnológico Armazém da Criatividade", e tem por objetivo analisar a gestão de um equipamento público de suporte à inovação e ao empreendedorismo denominado de Complexo Tecnológico Armazém da Criatividade, na cidade de Caruaru (PE). Para tanto, a lente teórica dos Fatores Críticos de Sucesso (FCS) de Rush et al. (1995) foi utilizada.
Hoje (21/12), eu participei de uma iniciativa bem bacana da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe), órgão vinculado ao Governo do Estado de Pernambuco, que é o Programa de Extensão Tecnológica para Governo (PET-GOV) para contribuir para a formação qualificada de recursos humanos em nível superior no setor público do Estado de Pernambuco.
Como avaliador de projetos, eu tive a oportunidade de conhecer iniciativas desenvolvidas por instituições de ensino (professores e alunos) e empresas em diversas regiões do Estado de Pernambuco, bem como os resultados por estas alcançados.
Grande satisfação em ter participado como avaliador desse projeto. Parabéns à Facepe!
Um trabalho de conclusão de curso de discentes do curso de Administração da UNIFACOL – Centro Universitário Facol foi publicado na Revista de Empreendedorismo e Gestão de Micro e Pequenas Empresas (REGMPE). Produzido pelos alunos Jeymison Carlos Silva Ramos, Maria Eduarda Santana de Barros e Islania de Santana Silva, o artigo teve como tema “Inovações que melhoram a Experiência do Consumidor: uma análise da tecnologia Self-Checkout em Lojas da Amazon”.O professor Anderson Diego, que orientou os acadêmicos, que concluíram o curso no semestre letivo 2019.2, explicou sobre a publicação. “Nessa pesquisa procuramos investigar os desdobramentos da globalização dos mercados e das alterações tecnológicas na forma como os indivíduos consomem e utilizam tecnologias que visam aperfeiçoar a sua forma de relacionamento com os empreendimentos. Estudamos o caso da empresa americana Amazon, por meio da tecnologia self-checkout, que visa otimizar a experiência de consumo de seus clientes e a sua satisfação no processo de compras”, disse.
Para a aluna Maria Eduarda Santana, a publicação do artigo é uma grande conquista. “Estamos muito felizes com o resultado, pois, não foi fácil! Porém, com muito esforço e dedicação, conseguimos concluir o nosso artigo. E hoje queremos destacar para todos os graduandos que nunca desistam, por mais difícil que seja. Continuem tentando até chegar ao seu alvo. Agradecemos a UNIFACOL, pela formação e por ter contribuído para o nosso crescimento profissional. Agradecemos ao nosso orientador Anderson Diego, pois sem seu empenho e ajuda, além de todo ensino transmitido a nós, não teríamos chegado tão longe”, frisou.
Acaba de ser publicado um estudo, fruto de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) do Centro Universitário Facol - Unifacol, no curso de Administração, sob título "Inovações que melhoram a Experiência do Consumidor: uma análise da tecnologia Self-Checkout em Lojas da Amazon".
Nessa perspectiva, os discentes analisaram a experiência da empresa de varejo on-line Amazon, com a criação de lojas físicas com autoatendimento. O estudo teve por objetivo "analisar o comportamento do consumidor com o uso da tecnologia Self-Checkout a partir da experiência da Amazon, determinando quais os benefícios essa ferramenta tecnológica pode proporcionar para o cliente".
Caros, com sua licença, é com muito prazer que compartilho o estudo de minha autoria e em parceria com pesquisadores do Lócus de Investigação em Economia Criativa da UFPE, na Revista da ANPG: Ciência, Tecnologia e Políticas Educacionais.
A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) aumentou o valor das bolsas concedidas para estudantes de pós-graduação stricto sensu (mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado). Até o ano passado, os incentivos para mestrado eram da ordem de R$ 1.200. Em agosto de 2012, o valor da bolsa sobe para R$ 1.525, o que representa um aumento de 27%. A cifra é ainda superior para as bolsas de doutorado, que recebem 36% de aumento, passando de R$ 1.800 para R$ 2.440.
A elevação dos valores soma-se à ampliação, em 20%, da oferta de bolsas, implantada em 2012. Mais 56 bolsas anuais de mestrado elevaram o número das anteriores 280 para 336. Já as bolsas para doutorado passaram de 150 a 180. Com isso, o investimento da Fundação em bolsas de pós-graduação chega a R$ 23,4 milhões em 2012.
O aumento nos valores e no número de bolsas representa um esforço do Governo de Pernambuco na ampliação da formação de recursos humanos qualificados, visando a atender suas necessidades de desenvolvimento econômico e social, bem como atrair estudantes de pós-graduação stricto sensu para o Estado. Atualmente, são cerca de 500 bolsistas de mestrado e 630 de doutorado apoiados pela Facepe.
Investimento crescente – Desde 2008, a Facepe passou a oferecer, anualmente, 280 bolsas de mestrado e 150 de doutorado, investindo R$ 5,34 milhões no primeiro ano. Em 2009, a continuação das bolsas implantadas no ano anterior somada à nova oferta elevou o investimento para mais de R$ 12,6 milhões. Em 2010, foram formados os primeiros mestres, dando lugar a outros 280 novos mestrandos, ao mesmo tempo em que continuaram a ser ofertadas 150 novas bolsas de doutorado, elevando o investimento do governo estadual para R$ 16,9 milhões. O mesmo processo se repetiu em 2011, atingindo um total anual de R$ 21,24 milhões.
Com isso, a partir de 2012, 280 novos mestres e 150 novos doutores são formados por ano, com apoio da Facepe, mas como o investimento não parou de crescer, esse fluxo continuará aumentando nos próximos anos.
Com o incremento da oferta e dos valores das bolsas em 2012, a Facepe vai investir em 2013 cerca de R$ 30 milhões somente em bolsas de mestrado e doutorado.
A Fundação – A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) foi criada em 26 de dezembro de 1989. Vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec), a Facepe tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento científico e tecnológico do estado de Pernambuco através de incentivo e fomento à pesquisa, apoio à formação de recursos humanos altamente qualificados, e estímulo à inovação tecnológica.
A Facepe financia a realização de projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, atendendo à demanda espontânea dos pesquisadores ou a demandas induzidas, em chamadas temáticas. Há prioridade para áreas estratégicas para o desenvolvimento de Pernambuco, com foco nos temas da nova economia estadual, no aperfeiçoamento de políticas públicas e nos desafios da mudança ambiental.
Por meio da concessão de bolsas de estudo de diversas modalidades, a Fundação apóia a formação de recursos humanos para a pesquisa, a docência no ensino superior e o atendimento da demanda dos setores público e privado. A concessão de bolsas bolsas de mestrado e doutorado é um dos investimentos mais significativos, representando cerca de 40% do orçamento anual.
A Facepe mantém programas permanentes de atração e fixação de pesquisadores no Estado de Pernambuco, notadamente no Interior, onde a oferta de cursos de pós-graduação tem crescido nos últimos anos, e nas áreas relacionadas à nova economia estadual, para as quais se procura reunir competências. Atualmente 138 pesquisadores são apoiados com diversas modalidades de bolsas de atração e fixação. A Fundação também dá apoio à realização de cursos, treinamentos e reuniões científicas.
Em sua atuação, a Facepe tem como um dos objetivos norteadores ampliar a percepção social do valor da ciência, da tecnologia e da inovação para o desenvolvimento sustentável, promovendo a divulgação e a popularização da ciência.
Inovação Tecnológica - Por meio de programas dirigidos ao setor empresarial, a Fundação estimula a criação de um ambiente favorável à inovação tecnológica, buscando incrementar o envolvimento das empresas nas atividades de pesquisa, visando à geração de novos produtos e processos.
São 50 vagas para agentes, 40 de cadastro reserva e dois orientadores. Remuneração será por meio de bolsa do CNPq de R$ 2.400.
Do G1 PE
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está selecionando profissionais para serem orientadores e também para integraram o projeto Agentes Locais de Inovação (ALI). Em Pernambuco, serão selecionados até 90 bolsistas, sendo 50 para contratação imediata e 40 para cadastro de reserva.
O projeto busca aumentar a competitividade das pequenas empresas por meio da difusão de informações sobre inovação, tecnologia e aplicação de soluções do Sebrae, conforme as características de cada negócio. A função do agente é atuar junto a pequenas empresas, identificando oportunidades de inovação.
Todos os selecionados vão passar por um curso de 300 horas no Sebrae, onde devem aprender a metodologia desenvolvida para o ALI e, em seguida, iniciar a atividade com aplicação, diagnóstico, sugestão do plano de negócio e acompanhamento. A duração da atividade é de dois anos, com remuneração através de bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 2.400 para todos os agentes.
Os candidatos a bolsa de agentes devem estar formados há até três anos em um curso de nível superior reconhecido pelo Miniostério da Educação (MEC) e ter disponibilidade integral para participar do projeto de formação.
Além dos 50 agentes, serão selecionados dois orientadores, que devem ter no mínimo mestrado, e vão ter como missão orientar todos os Agentes Locais de Inovação. Outro pré-requisito é ter formação superior mínima de seis anos, além de experiência em extensão nas áreas de inovação ou tecnologia, fora ter conhecimento dos setores da indústria, comércio e serviços.
As inscrições vão até o dia 16 de maio e devem ser feitas no site do projeto.
O Projeto Meta UFPE, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), realiza nos próximos dias 05 e 06 de março, das 9h às 17h, o minicurso “Atores da Inovação: Políticas de Regulação da Tecnologia”.
O minicurso possui 30 vagas e será ministrado pelo professor Alfons Bora da Universidade de Bielefeld da Alemanha, no auditório da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da UFPE.
O minicurso objetiva debater sobre: Políticas de inovação; Formas de participação da sociedade nas decisões de política de inovação; Formas de interação entre a sociedade, universidade, empresas e governo.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do preenchimento de ficha de inscrição disponível aqui.
A ficha deve ser assinada e enviada para o e-mail secdine.propesq@ufpe.br . O minicurso será ministrado em inglês, sem tradução.
A Prefeitura da Cidade do Recife através da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico realizará nos dias 06 e 07 de outubro (quinta e sexta-feira), o "Seminário de Desenvolvimento Econômico e Inovação".
O Objetivo deste Seminário é lançar o livro "Inovações Tecnológicas em Cadeias Produtivas Selecionadas - Oportunidade de Negócios para o Município do Recife", além, de anunciar as medidas que a Prefeitura da Cidade do Recife tomará visando estimular o desenvolvimento econômico do município a partir da Inovação.
O evento ocorrerá no auditório da FIEPE, conforme informações do convite e da programação abaixo. Mais informações, acessem: www.recife.pe.gov.br
O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado. O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação - CT&I (7%). A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”.
A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.
De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, “quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica”, diz o documento.
“O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos”, declarou Mercadante.
A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.
Após o veto, Lula ainda encaminhou ao Parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.