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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Lançamento do livro Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital

No Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, tenho a alegria de anunciar o lançamento do meu novo livro intitulado Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital, agora disponível em versão bilíngue português–inglês.

Este lançamento representa a materialização de uma trajetória acadêmica e profissional dedicada à compreensão das relações entre cultura, inovação e desenvolvimento territorial. A obra nasce a partir das reflexões desenvolvidas durante minha pesquisa de mestrado, realizada no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco (Propad-UFPE), e busca ampliar o debate sobre os processos culturais que moldam territórios inovadores.

🌍 Cultura, inovação e territórios criativos

Vivemos um momento histórico em que a inovação deixou de ser apenas um fenômeno tecnológico para se tornar também um processo cultural e institucional. Nesse contexto, compreender o papel da cultura na construção de ecossistemas inovadores torna-se essencial para pesquisadores, gestores e formuladores de políticas públicas.

O livro apresenta uma análise aprofundada do Porto Digital, reconhecido como um dos mais relevantes polos de tecnologia e economia criativa do Brasil. A partir desse estudo de caso, a obra discute como dinâmicas culturais, simbólicas e institucionais influenciam a consolidação de territórios voltados à inovação.

Ao longo do livro, são abordados temas como:

  • Cultura como elemento estruturante da inovação
  • Regulação cultural e governança territorial
  • Economia criativa e desenvolvimento regional
  • Dinâmicas institucionais em territórios de inovação
  • O papel das organizações e dos atores sociais na construção de ecossistemas criativos

Mais do que um estudo de caso, o livro propõe reflexões que dialogam com desafios contemporâneos enfrentados por cidades e organizações que buscam integrar cultura e inovação em seus processos de desenvolvimento.

🎓 Prefácio internacional e diálogo acadêmico

Um dos grandes destaques desta obra é a honra de contar com o prefácio de dois reconhecidos pesquisadores internacionais:

  • Professor Will Straw (McGill University)
  • Professor Patrick Cohendet (HEC Montréal)

Suas contribuições fortalecem o diálogo internacional sobre inovação, cultura e desenvolvimento territorial, ampliando o alcance acadêmico e institucional do livro.

🤝 Uma obra construída coletivamente

Este livro não é apenas resultado de uma pesquisa acadêmica, mas também fruto de múltiplas colaborações e apoios institucionais e pessoais.

Registro aqui minha profunda gratidão:

A Deus, pelo dom concedido e pela oportunidade de trilhar este caminho.

À minha esposa Alinny e aos meus filhos, pelo amor, incentivo e apoio constantes ao longo desta jornada.

Aos atores sociais implicados no Porto Digital, que gentilmente abriram espaço para a realização desta pesquisa e contribuíram com suas experiências e visões.

Ao Propad-UFPE, instituição fundamental para a realização do estudo que inspirou esta obra.

A todos aqueles que, direta ou indiretamente, contribuíram para que este projeto se tornasse realidade.

📚 Onde adquirir o livro

O livro Regulação Cultural em Territórios de Inovação: Lições do Porto Digital já está disponível para aquisição nas seguintes plataformas:

📖 Um Livro
https://loja.umlivro.com.br/regulacao-cultural-em-territorios-de-inovacao--licoes-do-porto-digital-8430400/p

📖 Feira do Livro
https://feiradolivro.com.br/livro/1160/regulacao-cultural-em-territorios-de-inovacao?termo=anderson%20diego

📖 Amazon
https://a.co/d/076KiD7U

🎤 Próximos passos: eventos de lançamento

Em breve, serão realizados eventos presenciais e remotos dedicados à apresentação da obra e à discussão dos principais conceitos que estruturam o livro.

Esses encontros serão oportunidades valiosas para:

  • Compartilhar reflexões sobre inovação e cultura
  • Dialogar com pesquisadores e profissionais
  • Promover debates sobre desenvolvimento territorial
  • Fortalecer redes acadêmicas e institucionais

Mais informações sobre datas e locais serão divulgadas em breve.

🌟 Um convite à leitura e ao diálogo

Este livro é um convite à reflexão sobre o papel estratégico da cultura na construção de territórios inovadores. Ao analisar experiências concretas e dialogar com diferentes campos do conhecimento, a obra busca contribuir para o fortalecimento de práticas inovadoras mais sensíveis às dimensões culturais e sociais do desenvolvimento.

Que esta publicação possa inspirar novos estudos, estimular debates e contribuir para a construção de territórios mais criativos, colaborativos e sustentáveis.

📚 Boa leitura!

sábado, 10 de abril de 2021

Convite: webinar intitulado "Economia Criativa: conhecimento, criatividade e empreendedorismo para uma sociedade sustentável"

 


Olá, leitor(a)!

Eu gostaria de convidá-los para participar do webinar intitulado "Economia Criativa: conhecimento, criatividade e empreendedorismo para uma sociedade sustentável" que irei realizar junto com a profa. Dra. Cláudia Leitão, que foi Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC) à época da gestão do ministro Gilberto Gil. Vale salientar que a Profa. Cláudia Leitão é uma especialista na área da Economia Criativa e possui larga experiência com o desenvolvimento de projetos criativos no Brasil.

Este Evento será transmitido pelas redes sociais da Unifacol (Facebook e YouTube), como atividade letiva do curso de bacharelado em Administração, no dia 14 de abril de 2021, a partir das 19:30 horas.

Conto com a sua participação!

#economiacriativa #ProjetosCriativos #criatividade #empreendedorismo #Sustentabilidade #CláudiaLeitão #AndersonDiego #SecretariaNacionaldaEconomiaCriativa #MinC #Webinar #Unifacol #administração


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Economia criativa: Desafios de um setor em ascensão na América Latina



A economia criativa é um dos setores da economia que apresenta maior rapidez de expansão, compreendendo áreas como o design, a música, a literatura, as artes visuais, artes cênicas, cinema, fotografia, livrarias, museus, galerias, entre outros. O termo tornou-se popular em 2001, quando o escritor John Howkins aplicou o conceito a 15 indústrias relacionadas com criatividade cultural e inovação, que seriam as "indústrias culturais e criativas”.

Reprodução

Para a Unesco, é preciso compreender que a economia criativa gera valores além dos financeiros, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável inclusivo e centrado nas pessoas.

Na época, Howkins estimava, que no ano 2000, a economia criativa já tinha um valor de US$ 2,2 bilhões de dólares, com crescimento de 5% ao ano.

Para mapear esse setor inovador, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançou, recentemente, o relatório Economia Criativa 2013. A 1ª edição mundial em espanhol foi apresentada na cerimônia do Acordo de Cooperação Educacional, Cultural e Científica entre o governo do México e Unesco, realizada no Aberto Mexicano de Design, em novembro último, na Cidade do México.

O documento inclui estudos de caso, análises estatísticas de diversos países e indicadores sobre o valor da criatividade e da cultura, considerados motores do desenvolvimento sustentável. Para o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, "demasiados programas de desenvolvimento bem intencionados têm falhado por não considerarem o contexto cultural... o desenvolvimento nem sempre é centrado suficientemente nas pessoas. Para mobilizar a população, devemos entender e aceitar sua cultura. Isso significa promover o diálogo, ouvir as vozes individuais e garantir a cultura e os direitos humanos conforme o novo rumo do desenvolvimento sustentável”.

A aplicação do termo "indústrias culturais e criativas” pode variar conforme o contexto. Existem muitos modelos e classificações. A economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, incluindo também processos, modelos de negócios e modelos de gestão. Um recente modelo proposto pela Fundação do Trabalho no Reino Unido representa essas indústrias através de círculos concêntricos, estabelecendo uma distinção entre as indústrias culturais e criativas, situando ambas dentro da economia como um todo.

De acordo com o relatório, na América Latina e Carib,e o panorama é bem diversificado. Países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Cuba já têm um quadro de economia criativa instaurados, enquanto o México, Peru e Uruguai estão começando a reconhecer o potencial do setor. Já a Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela ainda precisam dar o pontapé inicial. As diferenças entre os países estão relacionadas com a associação da cultura à qualidade de vida e aos direitos sociais, independentemente dos resultados econômicos. Ou seja, em países que priorizam e investem na cultura, a economia criativa tem um ambiente mais favorável.

Reconhecer a cultura como "arte e patrimônio”, implantando políticas para indústrias audiovisuais e de design, por exemplo, são medidas adotadas em nações mais avançadas na economia criativa.

O informe aponta que, na Argentina, a média de crescimento do setor cultural foi de 7,8% (de 2003 a 2011), com especial destaque para a indústria de livros, que produziu a cifra recorde de 31.691 títulos e 118.700.987 exemplares. Já Bogotá, capital da Colômbia, foi nomeada, em 2012, "Cidade da Música” pela Rede de Cidades Criativas da Unesco, também pelo destaque do país no setor.

Mais do que produtos e serviços, a economia criativa se preocupa com a experiência, tanto para quem produz quanto para quem consome. O que difere os produtos e serviços advindos da economia criativa dos demais é, justamente, o valor simbólico que carregam. Dessa interação entre cultura e economia surge a expressão "economia cultural”, revelando a perspectiva de que a economia é também uma parte da cultura.

A economia criativa é considerada pela Unesco e Pnud um dos meios mais transformadores em termos de geração de renda, criação de emprego e benefícios de exportação. De acordo com o informe, o setor movimentou US$ 624 milhões em 2011, com a taxa anual de crescimento em torno de 8,8%.

Entre os obstáculos ao crescimento da economia criativa ainda estão: a falta de infraestrutura e capacitação, falta de proteção da propriedade intelectual, ausência de suporte estatal, investimento de capital insuficiente e renda disponível. A empresa cultural, operando num sistema misto entre atividade comercial e atividade sem fins lucrativos, precisa encontrar um equilíbrio adequado.

O relatório propõe 10 principais recomendações para estimular novos canais culturais para o desenvolvimento. Entre elas estão: investir no desenvolvimento sustentável das empresas criativas ao longo da cadeia de valor; posicionar a cultura nos programas de desenvolvimento econômico e social locais, mesmo dentro de prioridades concorrentes; investir no aumento da capacitação local para potencializar os criadores e empresários culturais, os funcionários da administração e as empresas do setor privado.

Para a Unesco, é preciso compreender que a economia criativa gera valores além dos financeiros, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável inclusivo e centrado nas pessoas. A cultura e a criatividade, como eixos centrais do segmento, devem ser percebidas como facilitadoras do processo de desenvolvimento econômico, social e ambiental. A economia criativa também traz importantes dimensões de empoderamento.

Fonte: Adital

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ocupe Design'14 promove debate acerca da economia criativa

Entre os dias 20 a 24 de outubro, o IFPE - Campus Recife promove o Ocupe Design 2014. Este evento teve como intuito "se tornar um convite anual de discussões, em forma de festa, para todos aqueles que podem beneficiar e serem beneficiados pelo que os envolvidos com design no IFPE e fora dele podem oferecer, além de disseminar o design e suas competências. O Ocupe vem para mostrar que o design está presente na nossa vida de várias formas e é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da sociedade".



No dia 21 de outubro, às 14 horas, ocorreu no auditório principal do IFPE - Campus Recife, a mesa redonda "Economia Criativa, suas principais ideias e oportunidades", que teve como palestrantes: Alfredo Galamba (Expolab), Anderson Diego (Mestre em Administração e Professor), Henrique Muzzio (Doutor em Administração e Professo) e Edmilson Dantas (C.E.S.A.R.).


Discussões sobre cidades criativas e cidades inteligentes, inovação e criatividade, novos negócios e maneiras de empreender, além de casos de sucesso - como o do Arranjo Produtivo Local pernambucano de Tecnologia da Informação e Comunicação e Economia Criativa (o Porto Digital) e do Portomídia foram alvos do debate, dentre outros.


Poderão assistir a chamada do evento (com a participação dos palestrantes da mesa) no link: https://www.youtube.com/watch?v=hC2EoEGW_IM



Por Anderson Diego.

sábado, 2 de agosto de 2014

Série documental aborda conceitos e desafios da Economia Criativa

Ambiente Criativo
Fonte: Secretaria da Cultura PE/Fundarpe

O programa Ambiente Criativo é uma série documental, composta por três episódios, fruto da parceria entre a produtora audiovisual Vicioclipes e a equipe de Economia Criativa da Secretaria de Cultura de Pernambuco/Fundarpe.
No primeiro episódio, o programa aborda os vários conceitos possíveis para a economia criativa, contando com entrevistas da pesquisadora e professora Raquel Lira, o produtor e músico venezuelano Alejandro Vargas e a ex-secretária de Economia Criativa do MinC, uma das mais respeitadas pesquisadoras da área, Cláudia Leitão.
As novas tecnologias da informação, principalmente a internet, mudaram profundamente os processos da produção cultural. No segundo episódio da série podemos entender os impactos dessas tecnologias para a cadeia criativa da música, das artes plásticas e do cinema, através das falas de Fernando Catatau, músico cearense da Cidadão Instigado; Rafael Cortes, gerente do selo Assustado Discos; Daaniel Araújo, artista plástico e designer; além dos cineastas Kleber Mendonça Filho e Cláudio Assis, e o produtor da REC associados, João Junior.
O episódio final apresenta um balanço histórico sobre as políticas de fomento à produção cultural independente, tendo como entrevistados o deputado federal Pedro Eugênio, relator do projeto de lei conhecido como Procultura, que revisa o sistema de financiamento do MinC e monetiza o Fundo Nacional de Cultura. Também com a participação do diretor do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, Thiago Rocha, que explica o funcionamento do sistema estadual, instituído há mais de dez anos.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Governador anuncia instalação do Porto Digital em Caruaru


O Porto Digital se expandirá para Caruaru. O governador João Lyra Neto anunciou, nesta quinta-feira (29/05), a instalação do Armazém da Criatividade, que ficará localizado no Espaço Cultural Tancredo Neves (a antiga Fábrica Caroá). A ação faz parte de uma das metas estabelecidas pelo governador, ao assumir o mandato, no mês passado: levar o polo de desenvolvimento de softwares e economia criativa para o Interior do Estado.
 
"Com o Armazém da Criatividade, ofereceremos a experiência do Porto Digital aos jovens do Interior com formação técnica ou superior, que poderão empreender, inspirados num modelo de desenvolvimento econômico local voltado para o conhecimento, criatividade e inovação. Com isso, reafirmamos o nosso compromisso com a estratégia de redução das desigualdades subregionais, através de ações de impacto para o desenvolvimento da nova economia no Interior do nosso Estado. A unidade de Caruaru será a primeira no Interior, e brevemente expandiremos a experiência do Porto Digital para todo o Agreste e Sertão", destacou o governador.
 
O Armazém da Criatividade será instalado num galpão, ao lado do museu da antiga Fábrica Caroá. O local será dividido em três núcleos (criação, prototipação e editorial) e contará com laboratórios, salas de treinamento, incubadora, estúdio de fotografia, showroom e coworking, além de um núcleo empresarial, com salas comerciais para instalação de novos empreendimentos. A previsão é que o espaço seja inaugurado em dezembro de 2014.
 
Na área de tecnologia da informação, a unidade terá como foco as partes de moda, gráfica, animação e games. Já no tocante à economia criativa, a atuação será voltada para design gráfico, design de moda e editorial de moda.
 
FÁBRICA - Fundada em 1935, a fábrica foi responsável por impulsionar a economia de Caruaru e da região do Agreste pernambucano. A indústria fabricava barbantes, cordões, sacos e estopas. O empreendimento encerrou definitivamente suas atividades em 1978, e a área onde estava situada passou para o município oito anos depois, graças à atuação do ex-deputado federal Fernando Lyra. O terreno foi aproveitado para o Espaço Cultural Tancredo Neves e o Pátio de Eventos, além de abrigar um museu com exposição do maquinário utilizado na confecção de tecidos e painéis que contam a trajetória da fábrica.

Fonte: http://www.pe.gov.br/b/8662

domingo, 8 de setembro de 2013

Cláudia Leitão: Economia Criativa é mola propulsora e agregadora do desenvolvimento


Cláudia Leitão reuniu-se com a equipe MinC Nordeste
A Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura Cláudia Leitão foi a convidada do último dia de atividades do Seminário Economia criativa e espaço urbano: reflexões sobre o quadrilátero do Bairro de Santo Amaro”. O encontro, que reuniu acadêmicos, estudantes e profissionais de arquitetura, design, T.I. e empreendedores, foi uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (MDU/UFPE), em parceria com o Porto Digital e a Secretaria das Cidades.
Durante sua fala, a secretária defendeu uma maior mobilização e apropriação de informações acerca das estratégias de fomento à economia criativa, com foco na contribuição deste segmento para o desenvolvimento econômico e social. “Está na hora do Brasil aproveitar o seu potencial de mentes criativas e exportar bens que agreguem idéias e valores, que possuam capital intelectual, com valor cultural e comercial. Basta olhar para o que está estampado, por exemplo, em diversas mídias, como o cinema, o design de moda, os jogos eletrônicos e tantos outros: países como os Estados Unidos, Austrália, e a China estão em um estágio avançado neste setor. Desta forma, eles ampliam o seu campo de ação, reforçando seu desempenho no campo das exportações, como já acontece no setor de alimentos, artigos industrializados e serviços, entre outros.
De acordo com Cláudia Leitão, as possibilidades de aplicação da Economia Criativa só têm a acrescentar ao crescimento do país, a partir da interrelação com diversas áreas, promovendo a qualificação do desenvolvimento a partir da cultura, com foco na inclusão social e na superação da miséria e das desigualdades regionais. “Tudo está interligado e gera aplicações concretas na educação, na saúde, no turismo, na agricultura… basta ser atento e enxergar além”, afirmou a secretária.
Para ilustrar o potencial da economia criativa, Cláudia Leitão apresentou um quadro geral da Secretaria de Economia Criativa no Ministério da Cultura, e exemplificou como o incentivo à pesquisa e inovação podem render inúmeros benefícios à sociedade. “As fontes de conhecimento locais devem ultrapassar os limites acadêmicos e encontrar a rua, o povo, aplicar seus conhecimentos lá fora, estabelecer parceria com parques tecnológicos,  promover o conhecimento e colher crescimento para todos”, concluiu.
O encontro também foi palco do lançamento dos “Anais da I Conferência Internacional sobre Economia Criativa do Nordeste”, um livro que reúne artigos de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras, que traça um panorama sobre a Economia Criativa, e a aplicação dos mais recentes conhecimentos aplicados aos novos modelos de negócios, aos novos processos, às novas tecnologias.
Os mestrandos em Administração com especialização em Economia Criativa e Mobilidade, Girlaynne Farias e Anderson Diego, acharam positiva a aproximação do Ministério da Cultura na disseminação de novos valores a serem cultivados pela sociedade: “Para nós é muito importante ter este contato. Queremos contribuir na construção de um cenário mais inovador e competitivo,  para que o desenvolvimento seja pleno, para todas as áreas”, afirmou Girlaynne.
A secretaria da Economia Criativa está em diálogo com superintendentes nacionais da Caixa Econômica Federal (CEF) de Micro e Pequenas Empresas,  de Programas Sociais e de Renda Básica, na discussão de propostas com ações conjuntas para fomentar os empreendedores criativos brasileiros, como a inclusão dos artesãos no Microcrédito Crescer Caixa, um programa de financiamento a juros reduzidos dirigido a pequenos empreendedores, assim como a inclusão bancária, a partir de contas simplificadas. Os encontros prosseguem neste fim de ano e devem mostrar resultados em breve.
Texto: Juliano Mendes da Hora – Ascom / MinC RRNE

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Portomídia inicia nova etapa do parque tecnológico do Recife

“Que venham os que sabem fazer acontecer. Agora começa a parte mais interessante, que é trazer o talento e a genialidade dos pernambucanos e nordestinos que vão ter aqui espaço para seu poder criador”, afirmou o governador Eduardo Campos ao inaugurar, nesta segunda-feira (12/08), o Portomídia.




O equipamento é resultado de um investimento global de R$ 24 milhões com investimentos do Governo do Estado e do Governo Federal, que juntos somam R$ 3,5 milhões. Outras quatro instituições injetaram verbas na concretização do projeto: BNDES (R$ 8,8 milhões), Financiadora de Estudos e Projetos – Finep (R$ 3,8 milhões), Ministério das Comunicações (R$ 7,8 milhões) e Sebrae (R$ 128 mil).

O Centro dá início à implementação de uma nova etapa do parque tecnológico, localizado no antigo Bairro do Recife que é a produção áudio-visual realizada na cidade. Com a nova estrutura, diretores e produtores locais não precisarão se deslocar a centros como São Paulo ou NY para finalizar projetos em andamento. O espaço nasce com o objetivo de incentivar as empresas que lidam com as áreas da Economia Criativa, mas que o fazem com uso intensivo de Tecnologia da Informação, uma área onde o Porto Digital já é referência no cenário nacional e internacional.

Segundo Eduardo, o Portomídia “guarda sinergia” com o esforço de estruturação de toda a cadeia da tecnologia da informação no Estado. "Também guarda relação com o esforço que o governo tem feito em estruturar uma política publica na área de cultura", colocou.

Multimídia e design

O espaço de 500 metros quadrados, localizado na rua do Apolo, no Bairro do Recife, vai beneficiar um tripé formado por produtores, criadores e tecnólogos em seis setores da economia criativa: Multimídia, Jogos digitais, Cine-vídeo-animação, Design, Fotografia e Música. A atuação desses setores será guiada por quatro pilares: Educação, Empreendedorismo, Exibição e Experimentação.

Presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, explicou que o projeto surgiu há cerca de três anos durante elaboração do planejamento estratégico da instituição, que identificou a necessidade de incluir um segundo grupo de atividades que tivesse “sinergia” com a área de Tecnologia da Informação.

"Esse empreendimento não chega para promover concorrência com produtoras privadas, mas sim para contribuir para o desenvolvimento na cidade do Recife, de cadeias produtivas nessas seis áreas”, esclareceu Saboya.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelino Granja, o início das atividades do Portomídia marca uma “arrancada definitiva que permite apoiar o produtor cultural, o criador e o artista, da produção à pós-produção, num nível elevadíssimo de condições de apresentar o nosso produto, a nossa ideia criativa”. O secretário lembrou que o Estado tem investido, por ano, mais de R$ 20 milhões no suporte ao empreendedorismo através de políticas de ciência e tecnologia.

Infraestrutura

O espaço conta com duas salas de capacitação equipadas com computadores de última geração e infraestrutura para até vinte alunos por sala. Dispõe ainda de duas salas de incubação para dez empresas, cinco laboratórios de imagem, som, design, animação e interatividade e a mais moderna sala de screen-test para mixagem e finalização de som e imagem do país.

A sala será equipada com aparelhos de ponta, como o BaseLight, que permitirá o tratamento de cor e imagem em 4k em tempo real, scanner e impressora (prototipagem) 3D. Além disso, o Portomídia conta com uma sala de exibição de 100 metros quadrados, equipada com painéis interativos e displays.

Foto: Ailton Pedroza/SectecPE 

Fonte: SectecPE


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Jandira Feghali: A economia criativa cresce, mas pede ajuda

Rapidamente, os tecidos feitos de palha e linho se avolumam no galpão mantido em Santos, no litoral de São Paulo, onde cores vibrantes contrastam com o cinza das paredes. Em meio ao som das máquinas de costura, uma enorme e incrível quantidade de tapetes e tapeçarias ganha forma. Entre mesas, bancadas, cestos e armários. Dali, através de uma cooperativa fundada recentemente, cerca de 30 mulheres conquistarão o mundo através de algo essencial: sua criatividade e arte.


Por Jandira Feghali*



A chamada indústria criativa engloba atividades de produção nas várias linguagens da arte e vem dando mostras robustas de crescimento. As estatísticas deste ano da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostram essa relevância: o setor movimenta U$ 1,8 trilhão no mundo e corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da Europa, sendo 2,5% no Brasil e, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, pouco mais de 4% no Rio de Janeiro.

Contudo, apesar de despontar como uma crescente fatia da produção econômica e cultural do país, a economia criativa do Design e da Moda ainda enfrenta gargalos por políticas públicas consistentes. E isso se reflete na dificuldade de se manter viva essa arte, que é aperfeiçoada nas universidades, através do estudo sobre sua criação e comercialização industrial, ou mantida ao longo dos séculos, na produção tipicamente manufatureira.

Veja um exemplo desse gradual esmagamento. Um estudo encomendado este ano pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) para o Center For Global Trade and Investments da EESP/FGV mostra que, em 2011, as importações brasileiras de origem chinesa no setor têxtil e de confecção somaram US$ 3 bilhões, contra US$ 91 milhões em 2001 – 32 vezes mais. Em 2012, as importações somaram US$ 3,3 bilhões.

Contudo, para realçar a produção brasileira é preciso olhar atento a diversos fatores, como preservação de mercado interno, desconcentração de comercialização, identidade nacional e valorização da mão de obra – além do combate ao trabalho escravo, que persiste em ser fomentado contra todos os tratados internacionais de Trabalho e Direitos Humanos. Questões tributárias, formação de trabalhadores e logística de entrega também afligem o setor. 

E ainda há falta de crédito para pequenos produtores, já que bancos públicos e privados se distanciam na hora de garantir linhas de financiamento, fora que não é bem estabelecido o legado deixado aos artesãos e bordadeiras quando da integração com a alta costura e com os grandes eventos.

Mas na última semana demos um importante passo dentro da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, que presido, na direção de enxergar caminhos para transpor muitos desses obstáculos. 

No lançamento do ciclo de encontros “Expresso 168”, com participação da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, da Frente Parlamentar em defesa da confecção e indústria têxtil, além de representantes de entidades ligados à economia criativa e deputados, decidimos somar esforços e criar um grupo de trabalho para apresentar soluções nos próximos 15 dias. 

O acerto é que o Executivo acolha as propostas e as transforme em realidade, através de políticas públicas reais para essa indústria. Tenho plena certeza que as boas ideias do setor darão vitória a todos: nossa economia, a cultura, o país e as “costureiras de Santos”.

*Deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro e presidenta da Comissão de Cultura da Câmara 

Artigo publicado originalmente no jornal Brasil Econômico

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Economia Criativa e PORTOMÍDIA são temas de seminário do Recife Summer School 2013


Nos dias 4 e 5 do próximo mês de fevereiro o Recife Summer School 2013 vai receber o Seminário Economia Criativa, encontro que será realizado no auditório do Banco do Brasil, localizado na Av. Rio Branco, 240, 9º andar, Bairro do Recife. Os valores das inscrições, que devem ser feitas através do sitehttp://rss.portodigital.org/, custam R$ 15,00 (até o dia 28 de janeiro) e R$ 25,00 (de 29/01 até 05/02).

O evento, promovido pelo Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), tem como objetivo apresentar o contexto do mercado de audiovisual e games e aprofundar o papel do PORTOMÍDIA, conjunto de instrumentos do Porto Digital que servirá de suporte para as empresas da indústria criativa do Estado.

A programação do Seminário vai contar com discussões sobre a lei 12.485/2011, conhecida como a lei da TV paga, e debates sobre o futuro do cinema e o mercado de games. O seminário oferecerá também o Programa HP LIFE – Learning Initiative for Entrepreneurs (Iniciativa de Aprendizado para Empresários) – destinado a empreendedores criativos que estejam iniciando, executando ou trabalhando numa microempresa.

SEMINÁRIO ECONOMIA CRIATIVA
Data: 4 e 5 de fevereiro
Local: Banco do Brasil (Av. Rio Branco, 240, 9º andar, Bairro do Recife)
Inscrições: No site do http://rss.portodigital.org/. R$ 15,00 (até o dia 28 de janeiro) e R$ 25,00 (de 29/01 a 05/02)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CLÁUDIA LEITÃO: ECONOMIA CRIATIVA É MOLA PROPULSORA E AGREGADORA DO DESENVOLVIMENTO






Cláudia Leitão reuniu-se com a equipe MinC Nordeste
A Secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura Cláudia Leitão foi a convidada do último dia de atividades do Seminário Economia criativa e espaço urbano: reflexões sobre o quadrilátero do Bairro de Santo Amaro”. O encontro, que reuniu acadêmicos, estudantes e profissionais de arquitetura, design, T.I. e empreendedores, foi uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano da Universidade Federal de Pernambuco (MDU/UFPE), em parceria com o Porto Digital e a Secretaria das Cidades.
Durante sua fala, a secretária defendeu uma maior mobilização e apropriação de informações acerca das estratégias de fomento à economia criativa, com foco na contribuição deste segmento para o desenvolvimento econômico e social. “Está na hora do Brasil aproveitar o seu potencial de mentes criativas e exportar bens que agreguem idéias e valores, que possuam capital intelectual, com valor cultural e comercial. Basta olhar para o que está estampado, por exemplo, em diversas mídias, como o cinema, o design de moda, os jogos eletrônicos e tantos outros: países como os Estados Unidos, Austrália, e a China estão em um estágio avançado neste setor. Desta forma, eles ampliam o seu campo de ação, reforçando seu desempenho no campo das exportações, como já acontece no setor de alimentos, artigos industrializados e serviços, entre outros.
De acordo com Cláudia Leitão, as possibilidades de aplicação da Economia Criativa só têm a acrescentar ao crescimento do país, a partir da interrelação com diversas áreas, promovendo a qualificação do desenvolvimento a partir da cultura, com foco na inclusão social e na superação da miséria e das desigualdades regionais. “Tudo está interligado e gera aplicações concretas na educação, na saúde, no turismo, na agricultura… basta ser atento e enxergar além”, afirmou a secretária.
Para ilustrar o potencial da economia criativa, Cláudia Leitão apresentou um quadro geral da Secretaria de Economia Criativa no Ministério da Cultura, e exemplificou como o incentivo à pesquisa e inovação podem render inúmeros benefícios à sociedade. “As fontes de conhecimento locais devem ultrapassar os limites acadêmicos e encontrar a rua, o povo, aplicar seus conhecimentos lá fora, estabelecer parceria com parques tecnológicos,  promover o conhecimento e colher crescimento para todos”, concluiu.
O encontro também foi palco do lançamento dos “Anais da I Conferência Internacional sobre Economia Criativa do Nordeste”, um livro que reúne artigos de pesquisadores de universidades nacionais e estrangeiras, que traça um panorama sobre a Economia Criativa, e a aplicação dos mais recentes conhecimentos aplicados aos novos modelos de negócios, aos novos processos, às novas tecnologias.
Os mestrandos em Administração com especialização em Economia Criativa e Mobilidade, Girlaynne Farias e Anderson Diego, acharam positiva a aproximação do Ministério da Cultura na disseminação de novos valores a serem cultivados pela sociedade: “Para nós é muito importante ter este contato. Queremos contribuir na construção de um cenário mais inovador e competitivo,  para que o desenvolvimento seja pleno, para todas as áreas”, afirmou Girlaynne.
A secretaria da Economia Criativa está em diálogo com superintendentes nacionais da Caixa Econômica Federal (CEF) de Micro e Pequenas Empresas,  de Programas Sociais e de Renda Básica, na discussão de propostas com ações conjuntas para fomentar os empreendedores criativos brasileiros, como a inclusão dos artesãos no Microcrédito Crescer Caixa, um programa de financiamento a juros reduzidos dirigido a pequenos empreendedores, assim como a inclusão bancária, a partir de contas simplificadas. Os encontros prosseguem neste fim de ano e devem mostrar resultados em breve.
Texto: Juliano Mendes da Hora – Ascom / MinC RRNE

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Economia Criativa em debate no próximo dia 20 na UFPE

A Secretaria de Gestão da Informação e Comunicação (SeGIC) da UFPE promove, no próximo dia 20, o I Colóquio Economia Criativa, com o objetivo de disseminar o conceito de economia criativa entre os participantes. O evento acontecerá a partir das 9h, no auditório do Centro de Informática (CIn) da Universidade. As inscrições são limitadas e gratuitas, sendo feitas no site do evento até o dia 15 deste mês. As vagas são limitadas.

O conceito de economia criativa engloba processos que envolvem criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos, em áreas como Arquitetetura, Artes, Publicidade, Design, Cinema, Moda, Editoração, Artes Cênicas, Softwares de Lazer e Música, entre outras.

A programação inclui palestras da professora Manuela Costa, diretora de Cultura da UFPE; de Francisco Ribeiro, da REC Produtores Associados; do professor Geber Ramalho, que atua no CIn/UFPE e é pesquisador do Cesar; Felipe Calheiros, cineasta e diretor de Relações Institucionais do Núcleo de Televisão e Rádios Universitárias (NTVRU); Cristiana Tejo, coordenadora de Capacitação e Difusão Cultural da Diretoria de Cultura da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) curadora do Projeto Made in Mirrors; e Mariana Longman, diretora da Proa Cultural, primeira empresa formalizada na área de Economia Criativa no Porto Digital. 

Fonte: UFPE

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Economia Criativa e Espaço Urbano em debate...

Secretária Nacional da Economia Criativa, Profa. Dra. Claudia Leitão (ao centro)

Tive a oportunidade de participar no dia de hoje (12/12/12) de um evento promovido pelo Porto Digital e o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano, denominado "Economia Criativa e Espaço Urbano: Reflexões sobre o Quadrilátero do Bairro de Santo Amaro".

Pela manhã, ocorreram palestras, o lançamento dos anais do Congresso Internacional de Economia Criativa, além de um coffee break para a integração dos presentes. Uma das convidadas a palestrar, foi a Secretária Nacional da Economia Criativa, Profa. Dra. Claudia Leitão, do qual apresentou o Plano Brasil Criativo (consta disponível no portal do Minc- Ministério da Cultura).

Espaços como estes corroboram para o fortalecimento desse, que é um dos grandes desafios do Brasil no próximo período, que é a Economia Criativa.

Por Anderson Diego


sábado, 28 de julho de 2012

Prefeitura formaliza primeira empresa de Economia Criativa do Porto Digital

Proa, empresa embarcada no Porto Digital que desenvolve estratégias de marketing com foco em cultura, tornou-se a primeira empresa de Economia Criativa do parque tecnológico a ser contemplada, pela Prefeitura do Recife (PCR), com o benefício fiscal de redução do ISS. Desde a sanção da Lei Municipal 17.762/2011, empreendimentos da indústria criativa localizados no território do Porto Digital podem requisitar o benefício.
 
Segundo Mariana Longman, uma das sócias da Proa, a empresa enxerga a cultura como uma oportunidade de negócios. “Através de projetos específicos para cada cliente, oferecemos ao mercado uma inovadora ferramenta de marketing”, comentou Mariana. A Proa visa incorporar ao planejamento estratégico de marketing a vertente cultural e, assim, desenvolver produtos culturais para atingir os objetivos das empresas a curto, médio e longo prazo.
 
A Lei 17.762/2011, sancionada no final do ano passado pela PCR, expandiu o território do Porto Digital para Santo Amaro e incorporou as atividades de Economia Criativa (cinema, produção audiovisual, design, fotografia, games e multimídia) ao Porto Digital. Esta legislação também atualizou a Lei 15.563/91, que estabelece os respectivos serviços sobre os quais se aplica o ISS. Agora, empresas de TIC e Economia Criativa instaladas no Porto Digital podem solicitar a redução do ISS à Prefeitura do Recife.
 
Com isso, a região de Santo Amaro também passa a ser contemplada com os benefícios fiscais voltados para as empresas que se instalam no território do Porto Digital, que passou a incorporar ao seu território o Quadrilátero da Rua da Aurora, composto pela área delimitada entre a Rua da Aurora, Av. Mário Melo, Av. Cruz Cabugá e Avenida Norte. A resolução em relação à empresa Proa foi publicada no Diário Oficial da Prefeitura do Recife.



Fonte: Porto Digital

sábado, 16 de junho de 2012

Encontro Internacional Pernambuco Criativo


O EVENTO

O BNDES, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco, apresenta o 1º Encontro Internacional Pernambuco Criativo, com patrocínio da CHESF e do SEBRAE. Um evento que pretende consolidar e ampliar o debate sobre a economia criativa no Brasil, voltado para gestores (públicos e privados), empreendedores, profissionais ligados às cadeias produtivas criativas e demais interessados no tema. Vai reunir palestrantes de diferentes países, incentivando os participantes a buscar caminhos inovadores e criativos para o desenvolvimento sustentável das cidades pernambucanas.


A ARENA

O palco principal do evento será uma arena de debates, montada na praça central do Paço Alfândega, onde os palestrantes convidados irão expor suas ideias e responder às perguntas dos participantes sobre os diversos aspectos da economia criativa. Neste mesmo ambiente, serão propostas atividades para estimular os presentes a pensar em alternativas que tornem a cidade mais atrativa, engajando as pessoas na construção de um futuro melhor.


GRUPOS DE TRABALHO (GTs)

Serão formados três grupos de trabalhos (até 10 pessoas) com especialistas, gestores, profissionais convidados e participantes selecionados através de análise de currículo. Os grupos vão discutir e propor ações para os seguintes temas:

1. Qualificação profissional e industrialização em Pernambuco
2. Financiamento para o Desenvolvimento
3. Dinâmica das grandes metrópoles.

Participe enviando um email para: 
Com um breve currículo e um resumo da sua intenção em participar e contribuir com o grupo.


DEBATES PARALELOS (LIVRARIA CULTURA)

No auditório da Livraria Cultura serão discutidos assuntos complementares aos 4 temas centrais do Encontro. Os debates acontecerão pela manhã, no mesmo horário em que os grupos de trabalho estarão reunidos. 
Capacidade: 80 pessoas.


ENCONTROS PREPARATÓRIOS - FÓRUM

Nas faculdades e no interior do estado estão sendo realizados encontros preparatórios que ampliam a discussão sobre o tema economia criativa, divulgando e fortalecendo o 1º Encontro Internacional Pernambuco Criativo. Salgueiro, Caruaru, Garanhuns, Goiana e Petrolina foram as cidades contempladas no projeto.

O certificado do encontro será disponibilizado para download no site após o término do evento.

Mais informações e inscrições: http://www.encontrocriativo.com.br/

Fonte: Encontro Criativo


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Câmara aprova e Porto Digital se expande para Santo Amaro

A Câmara Municipal do Recife aprovou quarta-feira (21) o marco legal que reconhece a expansão do Porto Digital para o bairro de Santo Amaro. A ampliação da faixa territorial do Parque faz parte da estratégia do Porto Digital de incorporar as suas atividades ao setor da Economia Criativa. Agora, o projeto aguarda apenas a sanção do prefeito do Recife, João da Costa, para se tornar lei municipal.



O território do Porto Digital irá se estender definitivamente para o Quadrilátero Aurora, uma área de 450mil m2 situada em Santo Amaro, entre as Avenidas Norte, Cruz Cabugá e Mário Melo e a Rua da Aurora.

Faz parte ainda do projeto da Câmara a redução do ISS para os empreendimentos da chamada economia criativa que se fixarem no bairro de Santo Amaro. “Assim, fica claro que o Porto Digital faz cada vez mais parte das estratégias de desenvolvimento da Prefeitura para a nova economia do Recife”, diz a entidade.

Com a aprovação dos vereadores do Recife, o Parque deixa de ser unicamente um ambiente voltado à inovação tecnológica para passar a abranger os setores econômicos e negócios da cultura. Ou seja, passa a atuar também no setor da economia criativa.

Em Santo Amaro, o Porto Digital terá capacidade de receber empresas de grande porte, que demandam grandes áreas, em prédios modernos. Lá, os empreendimentos poderão ser erguidos em altas torres, tendo em vista que não há restrições para demolições ou requisitos de preservação histórica por parte do IPHAN. A região é também uma área habitacional e com grande potencial de construção de estacionamentos para os novos empresariais que devem surgir.

“O Porto Digital sabe da contribuição que deu ao Bairro do Recife. O Parque transformou e resgatou o “Recife Antigo” nos últimos 10 anos. Mas agora é hora de navegar por outros rumos. Agora é hora de abranger também os setores econômicos e negócios da cultura potencializados pelas TICs, a tal chamada economia criativa”, pregam os gestores.

Fonte: Blog de Jamildo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Encontro discute economia criativa

Tema, que é bastante atual, será discutido por especialistas no Recife. Confira ficha de inscrição e participe!

Divulgação
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Uma arena de pensamentos, imaginação e inovações pautadas na economia criativa. É assim como pode ser visto o Encontro Criativo 2011, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e Secretaria de Cultura/Fundarpe, entre os dias 12 e 14 deste mês, no Teatro Hermilo Borba Fillho, no Bairro do Recife.

FICHA DE INSCRIÇÃO

“O encontro servirá para reflexão e debate sobre o futuro das nossas cidades e sobre como vamos construir esse futuro. Para isso vamos apresentar um modelo diferente de palestra, onde o público vai interagir com os convidados, fazendo parte da conversa”, adianta Luciano Gonçalo, coordenador de Economia da Cultura da Secretaria de Cultura.

Ao longo de três dias, governo e sociedade civil estarão integrando-se para a construção de cenários criativos, reunindo artistas, empreendedores e gestores públicos. Entre outros temas a serem debatidos estão Consumo e demanda de produtos culturais, formação, inclusão e diversidade modelando novos cenários; Fomento, sustentabilidade, financiamento. Como estimular a cultura empreendedora e a profissionalização; e Bacias criativas, consórcio de municípios para o desenvolvimento da economia criativa no interior.

“Acreditamos cada vez mais no potencial de contribuição das cadeias produtivas criativas para o desenvolvimento sustentável do nosso estado”, acentua Luciano Gonçalo. “Será um encontro com o olhar para o futuro, do nosso estado e do Brasil”.

Potencial individual


Diferentemente da economia tradicional, de manufatura, agricultura e comércio, a economia criativa, essencialmente, foca no potencial individual, na imaginação e na capacidade intelectual para o desenvolvimento de algo que gere renda. Grande parte dessas atividades vem do setor de cultura, moda, design, música e artesanato. Outra parte é oriunda do setor de tecnologia e inovação, como o desenvolvimento de softwares, jogos eletrônicos e aparelhos de celular.

Para debater estes conceitos incluídos na definição de economia criativa, estarão no encontro, entre outros, palestrantes como Álvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura de Porto Alegre; Júlia Zardo, mestre em mídas e mediações socioculturais pela Escola de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Lala Deheinzelin, uma das especialistas mundiais em economia criativa, sustentabilidade e futuros devido a um raro perfil transdisciplinar conduzindo ao desenvolvimento de metodologias próprias e Paulo Miguel, doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea e professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia.

No Brasil e no mundo


De acordo com o Relatório de Economia Criativa 2010, produzido pela Unctad – Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento, apesar de uma queda de 12% no comércio global em 2008, os serviços e bens da economia criativa cresceram até 14%. Segundo ainda o relatório, a China é o país com mais produção na economia criativa seguida pelos Estados Unidos e Alemanha.

O Brasil ainda não se encontra entre os 20 maiores produtores do setor, em nível internacional. No entanto, com base em dados do IBGE, é possível concluir que o setor representa 4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que foi da ordem de R$ 2,4 trilhão em 2007. Pensando na necessidade de informações sobre o setor devido ao seu potencial, foi implementada em janeiro de 2011 a Secretaria da Economia Criativa sob o comando do Ministério da Cultura.
Fonte: Fundarpe