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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Economia criativa: Desafios de um setor em ascensão na América Latina



A economia criativa é um dos setores da economia que apresenta maior rapidez de expansão, compreendendo áreas como o design, a música, a literatura, as artes visuais, artes cênicas, cinema, fotografia, livrarias, museus, galerias, entre outros. O termo tornou-se popular em 2001, quando o escritor John Howkins aplicou o conceito a 15 indústrias relacionadas com criatividade cultural e inovação, que seriam as "indústrias culturais e criativas”.

Reprodução

Para a Unesco, é preciso compreender que a economia criativa gera valores além dos financeiros, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável inclusivo e centrado nas pessoas.

Na época, Howkins estimava, que no ano 2000, a economia criativa já tinha um valor de US$ 2,2 bilhões de dólares, com crescimento de 5% ao ano.

Para mapear esse setor inovador, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), lançou, recentemente, o relatório Economia Criativa 2013. A 1ª edição mundial em espanhol foi apresentada na cerimônia do Acordo de Cooperação Educacional, Cultural e Científica entre o governo do México e Unesco, realizada no Aberto Mexicano de Design, em novembro último, na Cidade do México.

O documento inclui estudos de caso, análises estatísticas de diversos países e indicadores sobre o valor da criatividade e da cultura, considerados motores do desenvolvimento sustentável. Para o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, "demasiados programas de desenvolvimento bem intencionados têm falhado por não considerarem o contexto cultural... o desenvolvimento nem sempre é centrado suficientemente nas pessoas. Para mobilizar a população, devemos entender e aceitar sua cultura. Isso significa promover o diálogo, ouvir as vozes individuais e garantir a cultura e os direitos humanos conforme o novo rumo do desenvolvimento sustentável”.

A aplicação do termo "indústrias culturais e criativas” pode variar conforme o contexto. Existem muitos modelos e classificações. A economia criativa vai além de produtos, serviços e tecnologias, incluindo também processos, modelos de negócios e modelos de gestão. Um recente modelo proposto pela Fundação do Trabalho no Reino Unido representa essas indústrias através de círculos concêntricos, estabelecendo uma distinção entre as indústrias culturais e criativas, situando ambas dentro da economia como um todo.

De acordo com o relatório, na América Latina e Carib,e o panorama é bem diversificado. Países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Cuba já têm um quadro de economia criativa instaurados, enquanto o México, Peru e Uruguai estão começando a reconhecer o potencial do setor. Já a Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela ainda precisam dar o pontapé inicial. As diferenças entre os países estão relacionadas com a associação da cultura à qualidade de vida e aos direitos sociais, independentemente dos resultados econômicos. Ou seja, em países que priorizam e investem na cultura, a economia criativa tem um ambiente mais favorável.

Reconhecer a cultura como "arte e patrimônio”, implantando políticas para indústrias audiovisuais e de design, por exemplo, são medidas adotadas em nações mais avançadas na economia criativa.

O informe aponta que, na Argentina, a média de crescimento do setor cultural foi de 7,8% (de 2003 a 2011), com especial destaque para a indústria de livros, que produziu a cifra recorde de 31.691 títulos e 118.700.987 exemplares. Já Bogotá, capital da Colômbia, foi nomeada, em 2012, "Cidade da Música” pela Rede de Cidades Criativas da Unesco, também pelo destaque do país no setor.

Mais do que produtos e serviços, a economia criativa se preocupa com a experiência, tanto para quem produz quanto para quem consome. O que difere os produtos e serviços advindos da economia criativa dos demais é, justamente, o valor simbólico que carregam. Dessa interação entre cultura e economia surge a expressão "economia cultural”, revelando a perspectiva de que a economia é também uma parte da cultura.

A economia criativa é considerada pela Unesco e Pnud um dos meios mais transformadores em termos de geração de renda, criação de emprego e benefícios de exportação. De acordo com o informe, o setor movimentou US$ 624 milhões em 2011, com a taxa anual de crescimento em torno de 8,8%.

Entre os obstáculos ao crescimento da economia criativa ainda estão: a falta de infraestrutura e capacitação, falta de proteção da propriedade intelectual, ausência de suporte estatal, investimento de capital insuficiente e renda disponível. A empresa cultural, operando num sistema misto entre atividade comercial e atividade sem fins lucrativos, precisa encontrar um equilíbrio adequado.

O relatório propõe 10 principais recomendações para estimular novos canais culturais para o desenvolvimento. Entre elas estão: investir no desenvolvimento sustentável das empresas criativas ao longo da cadeia de valor; posicionar a cultura nos programas de desenvolvimento econômico e social locais, mesmo dentro de prioridades concorrentes; investir no aumento da capacitação local para potencializar os criadores e empresários culturais, os funcionários da administração e as empresas do setor privado.

Para a Unesco, é preciso compreender que a economia criativa gera valores além dos financeiros, como, por exemplo, o desenvolvimento sustentável inclusivo e centrado nas pessoas. A cultura e a criatividade, como eixos centrais do segmento, devem ser percebidas como facilitadoras do processo de desenvolvimento econômico, social e ambiental. A economia criativa também traz importantes dimensões de empoderamento.

Fonte: Adital

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Defesa pelo Marco Civil da Internet tem apoio de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu, na segunda-feira (16), no Palácio do Planalto, com integrantes do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIB) e se posicionou favoravelmente à neutralidade da rede – princípio segundo o qual todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma e com a mesma velocidade. Em entrevista ao Blog do Planalto, integrantes do CGIB demonstraram otimismo com as posições da presidenta.



De acordo com o professor Sérgio Amadeu, representante do terceiro setor no CGIB, foram tratadas questões relevantes na reunião, como a aprovação do Marco Civil da Internet, segurança da informação, inimputabilidade da rede e privacidade dos usuários e do governo.

O Comitê reinterou seu posicionamento favorável sobre a aprovação do Marco Civil com a neutralidade da rede, da liberdade de expressão e da privacidade. Também foi tratada da preocupação de não se permitir a remoção de conteúdo sem ordem judicial.

“Nós também colocamos a nossa preocupação de não desvirtuar o Marco Civil como, por exemplo, permitindo a remoção de conteúdos sem ordem judicial. Ela[a presidenta Dilma] disse que também não concordava com isso[a alteração] e pediu para que se tomássemos providências. Então, achamos que a reunião foi excelente e espero que a gente consiga aprovar rapidamente o Marco Civil”, declarou o ativista Sérgio Amadeu. ele se referiu à inclusão do parágrafo 2º, artigo 15, que estabelece a retirada de conteúdos da internet com base na lei de direitos autorais (copyright), sem a necessidade de uma ação judicial. O texto original do PL impede a censura garantindo a permanência de conteúdos, que só poderão ser retirados com ordem judicial. Além disso, o texto do Marco Civil retira a responsabilidade sobre as publicações dos servidores, determinando que somente o autor da publicação é quem deverá ser acionado em caso de ação judicial.



Com informações do Blog do Planalto

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Valorização do professor será prioridade para uso dos royalties

É o que disse a presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (13), durante a formatura de 2.634 alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec-Brasil sem Miséria), em Uberlândia (MG). Segundo Dilma, a valorização dos professores será uma das prioridades dos investimentos em educação, a partir dos recursos que virão dos royalties do petróleo.


 
 Dilma discursou durante formatura de alunos do Pronatec em Uberlândia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Na segunda-feira (9), a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que destina 75% desses recursos à educação e 25% à saúde. Segundo a presidenta, os recursos dos royalties dão garantias para que o Brasil possa investir de forma maciça em educação pelos próximos 30 a 50 anos, o que, em primeiro lugar, significa pagar bem os professores, desde a creche até a pós-graduação. “Não haverá como nós conseguirmos dar educação de qualidade para qualquer nível [de ensino] se não tivermos professor qualificado, bem pago, se a sociedade não valorizar a profissão de professor”, disse Dilma, durante discurso no Ginásio Municipal Presidente Tancredo Neves, conhecido como Sabiazinho, na cidade mineira.




Dilma também reforçou a importância das creches, do ensino na idade certa e de escolas em tempo integral, para que o país atinja um nível educacional comparável ao dos países desenvolvidos. A presidenta disse a defasagem de aprendizado das crianças em idade de alfabetização - que deveriam saber ler e interpretar textos simples e realizar as quatro operações matemáticas - é um problema “seriíssimo”.

“Em alguns estados da Federação, 35% das crianças aos 8 anos de idade não sabem ler e escrever de forma simples nem fazer as quatro operações. Para isso, vamos ter que investir, qualificar professor. Professor alfabetizador, nós temos que tratar como uma das pessoas mais importantes deste país, porque alfabetiza o futuro deste país”, disse Dilma.

A educação em tempo integral também é vista pela presidenta como essencial para a mudança no patamar de desenvolvimento do país.

“Nenhuma nação é desenvolvida sem ensino em dois turnos. Criança não pode ficar pouco tempo no colégio, tem que ficar tempo suficiente para ter uma qualidade de ensino que garanta que os brasileiros e as brasileiras estejam no mesmo nível educacional dos países desenvolvidos”, disse Dilma. Segundo ela, no segundo turno escolar, as crianças devem reforçar o estudo de português, matemática, ciências e de uma língua estrangeira.

A presidenta Dilma está retornando para Brasília neste momento e, no fim do dia, embarca para Porto Alegre, onde passará o fim de semana. Na segunda-feira (16), ela participará, na cidade gaúcha de Rio Grande, da cerimônia de conclusão da construção da plataforma P55, no Estaleiro Rio Grande.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Planalto divulga nota oficial sobre medidas contra espionagem


A presidenta Dilma Rousseff emitiu, nesta segunda-feira (9), nota oficial sobre denúncia de violação das comunicações e de dados do governo brasileiro e da Petrobras pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. 


Segundo a presidenta, “tais tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas”.

Confira abaixo a íntegra da Nota:


Mais uma vez, vieram a público informações de que estamos sendo alvo de mais uma tentativa de violação de nossas comunicações e de nossos dados pela Agência Nacional de Segurança dos EUA. Inicialmente, as denúncias disseram respeito ao governo, às embaixadas e aos cidadãos – inclusive a essa Presidência. Agora, o alvo das tentativas, segundo as denúncias, é a Petrobras, maior empresa brasileira. Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país. Representa, sim, um dos maiores ativos de petróleo do mundo e um patrimônio do povo brasileiro.

Assim, se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos.

Por isso, o governo brasileiro está empenhado em obter esclarecimentos do governo norte-americano sobre todas as violações eventualmente praticadas, bem como em exigir medidas concretas que afastem em definitivo a possibilidade de espionagem ofensiva aos direitos humanos, a nossa soberania e aos nossos interesses econômicos.

Tais tentativas de violação e espionagem de dados e informações são incompatíveis com a convivência democrática entre países amigos, sendo manifestamente ilegítimas. De nossa parte, tomaremos todas as medidas para proteger o país, o governo e suas empresas.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil


Fonte: Blog do Planalto

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Câmara conclui votação sobre a destinação dos royalties

A Câmara dos Deputados concluiu na noite desta quarta-feira (14) a votação do projeto de lei que destina 75% dos recursos oriundos dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. O projeto segue agora para sanção presidencial.



Nas votações dos destaques, o plenário aprovou simbolicamente o destaque do PMDB que retirou do texto a regra que estabelecia em 60% o mínimo de óleo excedente que caberia à União nos contratos de exploração de petróleo da camada pré-sal no regime de partilha.

Os demais destaques que pretendiam retomar o texto aprovado pelo Senado foram rejeitados.

Fonte: Agência Brasil


Emoção marca sessão que devolveu mandatos de deputados cassados

“Voltamos todos”, disse a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em seu discurso na sessão solene que a Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (13), para devolver simbolicamente os mandatos dos deputados comunistas cassados em 1948.


Agência Câmara
Emoção marca sessão que devolveu mandatos de deputados cassados  


A sessão contou também com a fala oficial do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), que pediu desculpas aos parlamentares, familiares e ao povo brasileiro “pelo grave equívoco, injustiça e violência cometida contra os comunistas em 1948”. 

Para o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, “a reparação que ora se faz com a devolução simbólica dos mandatos traz à luz dos nossos dias a memória dessa importante época e revigora a democracia”. 


Renato, a exemplo dos demais oradores, lembrou as propostas e causas defendidas pela bancada comunista de 1946, destacando “a atuação marcante e influente na defesa coerente da democracia, direitos políticos, soberania nacional e reforma agrária”.

Entre os discursos de abertura e as falas de encerramento, houve o momento solene de entrega dos diplomas e dos ‘bottons’ com a chamada do nome de cada um dos 14 parlamentares. Estando hoje todos já falecidos, a entrega foi feita aos familiares de sete deles. 

Para aqueles que não foram localizados os familiares, foram entregues a representantes escolhidos entre personalidades e parlamentares. Os diplomas e bottons ficarão na Câmara até que os familiares sejam localizados e possam resgatá-los.

Entrega de ‘bottons’ e diplomas

Maria Marighella (foto), neta de Carlos Marighella recebeu o ‘botton’ do ex-líder da bancada do PCdoB na Câmara, Haroldo Lima, baiano como o homenageado; Olga Crispim, mulher de José Maria Crispim recebeu do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE); Paloma Jorge Amado e João Jorge Amado receberam, em nome do pai Jorge Amado, do deputado Nilmário Miranda (PT-MG); Luiz Eduardo Oest recebeu em nome do avô, Henrique Cordeiro Oest; e João Carlos Amazonas, filho de João Amazonas, recebeu o botton de Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB.

Para a entrega dos ‘bottons’ aos parlamentares que não tiveram familiares localizados foram escolhidos personalidades para representa-los. No caso de Maurício Grabois, os familiares não chegaram a tempo para a solenidade, e ele foi representado por Haroldo Lima, que recebeu o ‘botton’ da líder do PCdoB na Câmara, deputada Manuela D´Ávila (RS).

Por Abílio Fernandes recebeu o deputado Glauber Braga (PSB-RJ); Agostinho Oliveira foi representando pela deputada Jô Moraes (PCdoB-MG); Francisco Gomes pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ); Claudino Silva, o único negro constituinte de 1946, pelo ex-presidente da Seppir e deputado Edson Santos (PT-RJ); Gervásio de Azevedo foi representado pela deputada Luciana Santos (PCdoB-PE); e Alcêdo Coutinho pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). E para receber por Oswaldo Pacheco foi chamado o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).

Para representar Gregório Bezerra, Jandira disse que “nós fizemos questão de chamar uma pessoa que fez história e sofreu demais na luta e na batalha contra a ditadura militar, o ex-deputado Antônio Modesto da Silveira”. 

“Voltamos todos”

Na abertura, Henrique Alves antecipou que aquela seria a sessão mais bonita da história recente do Parlamento. Em belos discursos, com fortes emoções, apresentação de poesia e música, a sessão reuniu parlamentares, familiares, artistas e convidados, enchendo o Plenário da Câmara.

A deputada Jandira Feghali, autora do requerimento da sessão solene - elogiada “pela iniciativa reparadora da história desse país” -, nas palavras do Presidente da Câmara, presidiu a sessão. 

Ela citou o líder comunista, Maurício Grabois, que, em seu discurso final na Câmara dos Deputados, disse “Quando ressurgir a verdadeira democracia, a democracia do povo, quando for respeitada sua vontade, podem estar certos, senhores representantes, que neste instante cassam nossos mandatos, que voltaremos.”

E citando outro comunista, lembrou que Haroldo Lima, ao assumir a liderança da bancada do PCdoB em agosto de 1985 reproduziu essa passagem do discurso de Grabois e proclamou: “E assim, senhor presidente, senhores deputados, povo brasileiro, voltamos”.

“Hoje, após 28 anos de proferido o discurso do Deputado Haroldo Lima, realizamos esta sessão solene, que recupera a biografia e os direitos dos 14 deputados comunistas. E agora podemos dizer: voltamos todos!”, afirmou Jandira Feghali.

Seguir lutando

A líder do PCdoB na Câmara também discursou, quando fez um breve retrospecto da história política de cada um dos 14 parlamentares, destacando que “grande parte das bandeiras desses deputados permanecem atuais, ou porque já foram conquistadas como a garantia da liberdade religiosa, a livre organização sindical e direitos trabalhistas, ou porque é nosso dever seguir lutando não apenas pela memórias desses bravos lutadores, mas pela justeza de suas causas”.

Ela disse ainda que “a devolução desses mandatos não é apenas uma reparação aos comunistas, mas sobretudo ao povo do nosso país. Esses mandatos foram conquistados de forma legítima, 600 mil votos foram confiados a esses 14 representantes do Partido Comunista do Brasil, devolve-los é reconhecer o papel de cada um na história democrática brasileira”.

Em março passado, a Câmara anulou o ato que cassou os mandatos dos 14 parlamentares comunistas, durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, por iniciativa da deputada Jandira Feghali. A extinção dos cargos parlamentares ocorreu, em maio de 1947, depois de o Superior Tribunal Eleitoral ter cancelado o registro do Partido Comunista do Brasil. Os 14 comunistas cassados haviam sido eleitos, em 1945, entre os 328 constituintes, para integrar a Assembleia Constituinte de 1946.

Música e poesia

Em nome dos familiares, falou Paloma Jorge Amado, filha de Jorge Amado. Ela destacou que esses 14 deputados foram cassados unicamente pelo que pensavam. “Agora que voltaram a ser deputados, devem servir de exemplo a todos. E pediu licença para cantar “em homenagem aos 14 e a todos nós”. E cantou a Internacional Comunista: “De pé, ó vitimas da fome / De pé, famélicos da terra / Da ideia a chama já consome / A crosta bruta que a soterra”.

Também discursou o poeta e músico (José Carlos) Capinam, que veio da Bahia para a solenidade e, chorando, destacou a importância dos partidos comunistas - onde aprendeu a ser republicano e democrático - e tem compromisso com a história desse país.

No início da sessão solene foi exibido um vídeo institucional, mostrando a história do fim da ditadura Vargas e da eleição para assembleia constituinte de 1946, como os comunistas surpreenderam e conquistaram 10% dos votos e conquistaram 14 cadeiras na Câmara e ajudaram a escrever a Constituição de 1946. 

“Um dos episódios mais escandalosos da história recente. O presidente Dutra queria agradar os Estados Unidos, que iniciava a Guerra Fria com a União Soviética, e mandou cassar os comunistas dizendo que eles não defendiam os interesses do Brasil”, relembra o vídeo, que mostra ainda o depoimento de João Amazonas contando a história da cassação e prisão dos comunistas e da deputada Jandira Feghali falando sobre o significado da devolução dos mandatos dos comunistas.

A sessão foi encerrada com a apresentação de número de músicas e outros diversos discursos enaltecendo a figura dos deputados cassados e a importância da devolução de seus mandatos.

De Brasília
Márcia Xavier


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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Congresso Internacional Software Livre começa hoje em Brasília

Uma cadeira de rodas controlada com a força do pensamento e criada por estudantes universitários brasileiros será uma das tecnologias apresentadas no Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico (Consegi), que começa nesta terça-feira (13) na Escola de Administração Fazendária. A inovação traduz o que pensa o cidadão em comandos. 



No Espaço de Robótica e Inovação também serão expostas, até quinta-feira (15), tecnologias como o robô capaz de apoiar o resgate de vítimas de incêndio, o mouse controlado por movimentos faciais e as lâmpadas que acendem ou apagam por meio do celular. Todas as inovações foram construídas a partir de tecnologias baseadas em softwares e hardwares livres.

Neste ano, o tema do evento é Portabilidade, Colaboração e Integração. A proposta do Consegi é reunir governo, academia e sociedade para trocar experiências e apresentar tecnologias que facilitem o acesso a serviços públicos e a melhorar o cotidiano das pessoas.

Os hackers também terão espaço no evento com o HackDay, onde ativistas e participantes do congresso se reúnem para desenvolver programas e aplicativos, a partir de dados disponibilizados pelo governo, que ajudem o cidadão na hora de fiscalizar o Poder Público.

No Festival de Instalação de Software Livre, instrutores vão promover um mutirão para instalar. Serão feitas ainda oficinas-relâmpago para explicar as principais funcionalidades de softwares livres que podem ser usados para diversão, educação e como instrumentos de trabalho. A programação completa pode ser acessada na página do evento. (http://www.consegi.gov.br/)

O congresso é promovido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e vai oferecer mais de 190 palestras, debates e oficinas gratuitas. Segundo a organização, além de pesquisadores e conferencistas, 720 alunos da rede pública e 600 alunos das universidades federais, estaduais, particulares e institutos federais devem participar do evento.

Fonte: Agência Brasil


Jornada de Lutas da Juventude Brasileira começa nesta terça


  jornada de lutas
Na foto, Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, em São Paulo, em março de 2013.


A Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, que começa na terça-feira (13) pretende mobilizar os jovens brasileiros em prol de mudanças e conquistas coletivas. Em Brasília e em várias outras capitais do país, uma ação organizada da UNE, da UBES, da ANPG e diversas UEEs, CAs e DCEs irá ocupar as universidades e as ruas, dando visibilidade às principais reivindicações do movimento estudantil.




O mês de agosto, que celebrou no último domingo (11) o aniversário da UNE e o Dia do Estudante, será comemorado com protestos em todo o Brasil. No Congresso Nacional, haverá um ato junto ao movimento educacional para pressionar pela votação dos royalties do petróleo e do pré-sal para a educação. 

A presidenta da UNE, Vic Barros, destaca a pontualidade do momento para impedir retrocessos na luta pelo financiamento da educação pública brasileira.

“Nossa ocupação vai pressionar o Congresso Nacional em relação aos royalties e recursos do pré-sal para o setor, envolver mais gente na questão da assistência estudantil, da regulamentação do ensino privado, temas urgentes que, de certa forma, trazem a resposta para quase todas as outras insatisfações que temos visto por parte da sociedade”, pontua Vic.

Diversas outras entidades do movimento social e estudantil participarão da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira no mês de agosto. Em documento divulgado, a União da Juventude Socialista (UJS), convida a população à luta por reformas estruturais para transformar o país. 

 “Para alcançarmos mudanças mais profundas, precisamos de luta, unidade e organização e a juventude é central nesse processo”, declarou André Tokarski, presidente nacional da UJS. 

Na reunião da última quarta-feira (7) foi elaborada uma carta destinada a todos os interessados em fazer este país avançar nos interesses da classe trabalhadora e dos estudantes.

“A juventude nas ruas com demandas progressistas, que implicam necessariamente o fortalecimento da classe trabalhadora, da soberania nacional e do Estado brasileiro, cria um quadro político favorável para avançar no processo de transformação do país”, diz trecho da carta.

Leia a íntegra da Carta:


Carta da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira

"As mobilizações da juventude em junho representam uma mudança na conjuntura política no Brasil e abrem uma janela histórica para a realização das reformas estruturais necessárias para garantir a soberania nacional e os direitos da classe trabalhadora, promovendo o desenvolvimento econômico com justiça social, livre do racismo, machismo e homofobia.

Construímos no começo deste ano uma articulação ampla para fazer um diagnóstico coletivo da conjuntura, promover lutas sociais para pressionar os governos e enfrentar os inimigos do povo brasileiro. Participam diversas entidades que organizam a juventude em movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores da cidade e do campo, entidades estudantis, feministas, juventudes partidárias, religiosas, LGBT, coletivos de cultura e das periferias.

O nosso manifesto de lançamento, apresentado em fevereiro de 2013, proclamava a unidade da juventude para “avançar nas mudanças e conquistar mais direitos para juventude”. Logo depois, fizemos uma jornada de lutas em todo o país em março/abril, com a plataforma que construímos de forma conjunta.

Já havia naquele momento a expectativa de que os jovens sairiam às ruas para cobrar dos governos mais investimentos em educação, melhores condições de vida, mudanças no sistema político e respeito aos direitos. As manifestações de massa que aconteceram por todo o país, que tiveram como estopim a luta contra o aumento das passagens do transporte público, mostrou a disposição dos jovens irem às ruas exigir mudanças.

A juventude nas ruas com demandas progressistas, que implicam necessariamente o fortalecimento da classe trabalhadora, da soberania nacional e do Estado brasileiro, cria um quadro político favorável para avançar no processo de transformação do país. Nesse quadro, temos o compromisso de consolidar a unidade política, enraizando a nossa articulação nas nossas bases, intensificar o processo de luta, tendo como plataforma o nosso manifesto, e contribuir com o processo de mobilização.

Não queremos retrocessos, mas lutaremos para o país avançar. A partir de 2003, obtivemos avanços por meio da luta, em um período de crescimento econômico, com políticas sociais e distribuição de renda, porém dentro de um quadro de governo de composição de forças da burguesia e da classe trabalhadora, que tem dado sinais de esgotamento e mantém bloqueadas as reformas estruturais.

A juventude quer fazer política. Queremos casar a energia dos jovens nas ruas com o histórico de organização da classe trabalhadora. O momento é de enfrentar os inimigos do povo brasileiro, fazer pressão sobre os governos e aprofundar as mudanças.
Não queremos medidas paliativas. Precisamos de um novo modelo econômico que rompa com a herança neoliberal, assegure os direitos dos trabalhadores, retome as empresas públicas privatizadas e imponha limites para o capital financeiro.

Não bastam os discursos dos governantes. É necessário ações concretas que apontem no sentido das reformas estruturais e politizem a sociedade brasileira, tendo como motor as demandas da juventude e as lutas sociais.

Não aceitamos o discurso da “governabilidade”. O Congresso Nacional tem uma ampla maioria conservadora que, no contexto de um governo de coalizão, impede as reformas estruturais. O melhor exemplo é o recuo imposto à presidenta Dilma Rousseff depois do lançamento da proposta de realização de um plebiscito para a realização de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para a Reforma Política, mesmo sob o calor dos protestos nas ruas.

É necessário arrebentar as amarras que impedem as transformações sociais. Os governos precisam dar um sinal claro à juventude, aos sindicatos e aos movimentos sociais de que governarão com a sociedade mobilizada em luta para fazer as mudanças.

Estamos em luta por uma Reforma Política para viabilizar as grandes mudanças e enfrentar o problema da corrupção, que tem raiz na relação do Poder Público com o capital privado, cristalizada no financiamento privado de campanhas eleitorais. Precisamos democratizar o sistema político, garantindo a participação permanente da sociedade nas grandes decisões e ampliando a presença dos jovens, trabalhadores, camponeses, estudantes, negros, mulheres e homossexuais.

Estamos em luta pela democratização dos meios de comunicação, que criminalizam os protestos e legitimam a violência policial. Lutamos por mais investimentos na educação pública, com a garantia de 10% do PIB. Lutamos pela vida da juventude que é cotidianamente alvo da violência, especialmente nas periferias das grandes cidades, defendendo a desmilitarização da PM e uma profunda reforma no sistema de segurança pública.

Ficaremos mobilizados durante todo o mês de agosto em diversas atividades. Concentraremos esforços em uma nova jornada de lutas para defender a nossa plataforma entre 28 de agosto a 7 de setembro. Faremos uma manifestação em defesa do investimento em educação pública no dia 28 de agosto. Vamos fazer protestos na frente das sedes da Rede Globo em todo o país em defesa da democratização dos meios de comunicação na última semana de agosto.

Fortaleceremos a mobilização do Gritos dos Excluídos, organizado pelas pastorais e por movimentos populares, na semana do 7 de setembro. Vamos à luta, juventude, fazer as reformas estruturais para transformar o Brasil!"

 
A jornada de lutas da juventude brasileira é uma construção conjunta com entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terrra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Apeosp, CNTE, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Pastoral da Juventude, Fora do Eixo, grupos ligados à questão racial, da diversidade sexual, meio ambiente, transporte e cultura.
 

Com informações do Portal da UNE e da UJS

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Recife cria Porto Mídia e é referência em Economia Criativa

Há mais de uma década que o Recife, capital de Pernambuco, passou a ser respeitada mundialmente na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC), com a criação do Porto Digital, polo de inovação desenvolvido por mentes como o pesquisador Sílvio Meira, voltado ao empreendedorismo e a retenção dos talentos formados pela Universidade Federal de Pernambuco.



Agora, o Porto Digital prepara-se para tornar a terra do Manguebeat referência também em Economia Criativa. Um núcleo sobre o tema, batizado de Porto Mídia, será inaugurado no dia 12 de agosto. A plataforma contemplará pequenas e médias empresas especializadas em transformar criações em produtos e serviços.

Seis grandes áreas serão contempladas: games, multimídia, cine, vídeo e animação, design, fotografia e música. O Porto Mídia promete alavancar e internacionalizar a indústria criativa por meio de um ecossistema empresarial robusto e sustentável. Para traçar esse caminho, a iniciativa foi dividida em quatro módulos: educação, empreendedorismo, experimentação e exibição.

Pessoas de qualquer parte do Brasil interessadas em incubar projetos, estudar, exibir trabalhos e usar estúdios e laboratórios poderão se inscrever para fazer parte do núcleo. De acordo com o presidente do Porto Digital, Francisco Saboya, explicou ao portal PME Estadão, a ideia é estruturar a cidade para ser referência na economia criativa e proporcionar oportunidades para que ninguém precise sair do Recife para produzir e se especializar.

O Porto Mídia recebeu R$ 12 milhões em investimento – o dinheiro foi usado na compra de equipamentos e do imóvel onde a iniciativa funcionará. Com 12 anos de operação, o Porto Digital, localizado no centro histórico da capital pernambucana, reúne 250 empresas e emprega 7,1 mil pessoas. Com faturamento anual de R$ 1 bilhão, possui várias ações e cases de sucesso, principalmente na área de fabricação de software e desenvolvimento de games.

Negócios criativos

A incubadora de negócios criativos é a aposta na área de empreendedorismo, que entrou em operação no primeiro semestre de 2012 com nove negócios em desenvolvimento. Uma startup pode ficar incubada por até 18 meses, segundo as regras do programa. Em 2014, um novo edital será lançado para abrigar novos projetos.

O Porto Mídia inaugura a segunda fase do Porto Digital, que se confunde com a história econômica da região. As portas serão abertas num momento em que o governo de Pernambuco, juntamente com as prefeituras de Olinda e do Recife, estrutura a criação do cluster metropolitano de negócios criativos.

Fonte: Observatório do Recife

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Pesquisa Ibope-OAB diz que 85% querem reforma politica

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (6) pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) revela que 85% dos entrevistados são favoráveis à reforma política e que 92% dos entrevistados são a favor de projeto de lei nesse sentido por iniciativa popular. Quanto ao financiamento de campanha, 78% dos entrevistados se posicionaram contra a participação de empresas nas campanhas. E 90% opinaram pediram punições mais rigorosas contra a prática de “caixa-dois”.

A pesquisa quis saber, também, qual o melhor modelo para eleger deputados, ficando 56% a favor de mudanças e pela instituição do voto em lista (lista e propostas de candidatos), contra 38% favoráveis à maneira atual, no nome do candidato. 

Dentre os temas prioritários de propostas, os entrevistados elegeram saúde em primeiro lugar, seguido por educação e controle dos gastos do governo. 

De acordo com o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado, a pesquisa é importante para orientar os próximos passos da campanha em defesa do anteprojeto de lei de iniciativa popular “Eleições Limpas”. 

“Estamos convidando todas as entidades que compõem o movimento de defesa, bem como o público interessado, para intensificarmos esforços no sentido pressionarmos o Congresso a não mais adiar a reforma política”, disse Marcus Vinicius após reunião com a diretoria do Conselho Federal realizada no domingo (4) em Brasília. 

Para o presidente nacional da OAB, é preciso contar com a pressão da sociedade para que a reforma política no Brasil seja, de fato, aprovada e consolidada. Ele enfatizou que o atual sistema político – identificado tanto pelas campanhas durante as eleições quanto o período do mandato – geram vícios que facilitam a corrupção. 

“O fundamental é que tenhamos recursos públicos aplicados de forma adequada no Brasil”, disse. Para que isso ocorra, Marcus Vinícius destacou os três eixos para a reforma política: criminalização do “caixa-dois” de campanha e instituição do financiamento democrático, o voto transparente e a liberdade de imprensa. 

A presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros, que participou da divulgação da pesquisa, disse, nas redes sociais, que “é a sociedade unida para aprofundar a democracia e combater a corrupção através de uma Reforma Política democrática que acabe com o financiamento privado de campanha e centre os debates eleitorais no projeto de país que queremos”. 

Ela destacou que 98% do dinheiro das campanhas vem do caixa de grandes empresas. Dentre elas, inclusive, empresas devedoras da Receita Federal. “Acabar com o financiamento privado de campanhas contribui para atacar as causas da corrupção - os políticos eleitos devem prestar contas exclusivamente ao povo, não às empresas e seus interesses privados”, afirmou. 

O Ibope entrevistou 1.500 pessoas em todo o país de 27 a 30 de julho. 

Da Redação em Brasília 
Com informações da OAB 



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Venda de ingressos da Copa do Mundo começa em agosto

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou nesta sexta-feira (19), em entrevista coletiva, como será a venda de ingressos para a Copa do Mundo, que será disputada no próximo ano no Brasil. A primeira fase das vendas começa no dia 20 de agosto e os preços variam de R$ 30 a R$ 1.980, conforme a localização das cadeiras e a fase dos jogos.



Os ingressos mais caros são os da categoria 1, que terá cadeiras com melhor visão do campo, e os mais baratos, da categoria 4, com lugares localizados atrás das balizas de gol. Os bilhetes para a partida de abertura custarão R$ 160, na categoria 4, com meia entrada a R$ 80; R$ 440 na categoria 3; R$ 660, na categoria 2; R$ 990, na categoria 1. Na fase de grupos, os preços são: R$ 60, na categoria 4, com meia entrada a R$ 30; R$ 180, na categoria 3; R$ 270, na categoria 2; e R$ 350, na categoria 1. Os ingressos para as oitavas de final serão vendidos a R$ 110, na categoria 4, com meia entrada a R$ 55; R$ 220, na categoria 3; R$ 330, na categoria 2 e R$ 440, na categoria 1.

Nas quartas de final, o bilhete mais barato, R$ 170, é o da categoria 4, com a meia entrada a R$ 85. Na categoria 3, o preço é R$ 330, na 2, R$ 440 e na 1, R$ 660. Para as semifinais, o tíquete valerá R$ 220 na categoria 4, com ma meia entrada a R$ 110, na 3, R$ 550, na 2, R$ 880, e na 1, R$ 1.320. Na disputa do terceiro lugar, os preços serão os seguintes: R$ 170 na categoria 4, com meia entrada a R$ 85, R$ 330 na 3, R$ 440 na 2 e R$ 660 na 1. Para a decisão do título, os bilhetes custarão R$ 330, na categoria 4 (meia entrada a R$ 165), R$ 880 na 3, R$ 1.320 na 2 e R$ 1.980 na 1.

Do total de 1 milhão de ingressos que serão colocados à venda, 500 mil estarão disponíveis exclusivamente para brasileiros: 400 mil na categoria 4, além de 100 mil distribuídos meio a meio entre participantes do Programa Bolsa Família e para operários que trabalharam nas obras dos estádios. A meia entrada é destinada a estudantes e idosos.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, os 50 mil ingressos serão dados de cortesia aos beneficiários do Bolsa Família vão seguir critérios. "Eles terão tratamento específico por parte do governo brasileiro, mas ainda será definida a forma de fazer a distribuição."

A venda de ingressos ocorrerá em duas fases: na primeira, que vai de 20 de agosto até 10 de outubro, é possível comprar pela internet. Basta criar uma conta no site da Fifa. Os ingressos serão vendidas por sorteio, ou seja, a ordem de quem compra primeiro não fará diferença. "Todos terão a mesma chance, não precisam se apressar", disse o diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weild. Ele ressaltou, porém, que haverá um período de alocação dos ingressos que não foram vendidos, de 5 a 28 de novembro, em que a ordem de encomenda passará a valer.

Na segunda fase, de 8 de dezembro a 30 de janeiro do ano que vem, as vendas ocorrerão da mesma maneira. Após esse período, haverá sorteio de ingressos, seguido pela alocação e o período final, de 26 de fevereiro a 1 de abril de 2014. De dia 15 de abril a 13 de julho, será possível também a compra de última hora, que seguirá a ordem de procura. A retirada dos bilhetes começará no dia 15 de abril.

Segundo Weild, algumas lições que ficaram após a Copa das Confederações serão levadas em conta para a Copa do Mundo. Uma delas é investir em mais pontos de distribuição, mais próximos do centro das cidades. "Aconteceu, no Rio de Janeiro, de ter de ir até a Barra da Tijuca para buscar", lembrou Weild. Uma das propostas é levar esses centros de distribuição aos aeroportos para que os turistas possam retirar seus ingressos com mais facilidade. A retirada dos bilhetes poderá ser eita em qualquer ponto de distribuição, independentemente do local da partida.

Aquele que desistir de assistir a algum jogo e quiser devolver o ingresso poderá recorrer a uma plataforma criada pela própria Fifa. O objetivo é evitar a atuação de cambistas e a venda irregular dos tíquetes.

Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Criada plataforma para ampliar diálogo entre jovens e governo

O Observatório Participativo da Juventude (Participatório), plataforma virtual criada para dar espaço à participação e mobilização dos jovens na formulação de políticas de juventude, foi lançado em versão experimental nesta quarta-feira (17), pela Secretaria Nacional de Juventude, da Secretaria-Geral da Presidência da República. O portal é aberto a todos e tem o objetivo de ampliar o canal de diálogo entre a juventude e o governo federal.



A abertura de um canal de diálogo na internet tem a vantagem de permitir que jovens que não fazem parte de conselhos e organizações sociais ou que não têm oportunidade de chegar até as conferências regionais e nacionais também participem das discussões, segundo a secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo.

Para Severine, usar a internet é uma forma de abertura para além dos meios tradicionais de participação. “Queremos que esses jovens que militam e não podem participar de uma conferência tenham diálogo com outros jovens e com o governo federal.”

Após as manifestações que tomaram as ruas do país, a presidenta Dilma Rousseff chamou representantes de movimentos de juventude para ouvir demandas e, logo após a reunião, Severine Macedo informou que o Observatório Participativo seria lançado para funcionar como um canal de diálogo permanente com os jovens, por meio das redes sociais.

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, negou, no entanto, que o Participatório tenha surgido por causa das manifestações. Segundo ele, o projeto já estava em execução, mas o lançamento ocorreu agora por ser este o momento oportuno. “Há mais de um ano, estamos trabalhando no projeto. Havia previsão de lançamento em julho ou agosto. Claro que ele é oportuno neste momento, mas, de forma alguma, foi planejado a partir das manifestações. Não teríamos condição de lançar uma ferramenta com esta qualidade em um mês”, ressaltou o ministro.

Para fazer parte do Participatório, é preciso entrar no site do programa e se cadastrar. O que for debatido poderá contribuir para criação ou aperfeiçoamento de política pública ou leis, por exemplo. Ao longo dos debates o Participatório deverá organizar modelo semelhante ao das consultas públicas, em que um tema prioritário será trabalhado por um período determinado e sistematizado em um documento com os principais propostas que será, então, encaminhado ao governo.

De acordo com a Secretaria Nacional de Juventude, todos os assuntos que mobilizam a juventude são válidos no Participatório e podem ser propostos por seus integrantes, que devem respeitar os temos de uso definidos no site. Postagens com conteúdo ilegal ou em desacordo com os termos de uso não serão toleradas.

A versão lançada nesta quarta-feira funciona experimentalmente – ainda não foi marcada a data de lançamento da versão definitiva. O ministro Gilberto Carvalho disse que a presidenta Dilma Rousseff irá participar do lançamento da versão final.

Conheça a plataforma Participatório

Fonte: Agência Brasil


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quem ganha com o aumento dos gastos do governo?


Foi com um ar de espanto que o jornal O Estado de S. Paulo noticiou que a despesa do governo passou a marca de R$ 1 trilhão. O jornalão questiona os gastos de natureza social mas se cala a respeito da montanha de juros que o governo para à especulação financeira, e que constitui o verdadeiro peso morto que atrapalha o desenvolvimento do país.

Por José Carlos Ruy


Dívida publica em 15 de julho
O gráfico publicado por O Estado deS. Paulo
























A principal notícia econômica de O Estado de S. Paulo desta segunda-feira (15) diz, em tom de alarme e escândalo: “Despesa do governo supera inflação e passa de R$ 1 trilhão pela primeira vez”.



O jornalão paulista teria razão se, na análise da notícia, destacasse a real motivo de alarme e escândalo nela revelado: o enorme peso dos juros sobre as despesas da União, que constituem a verdadeira trava para os investimentos destinados ao desenvolvimento do país. Juros que alimentam os grandes especuladores financeiros e sugam os recursos do país em benefício da pequeniníssima parcela da população que concentra, em suas mãos, a riqueza do país,


O jornalão paulistano revela que as despesas do governo federal tiveram aumento real de 6,6% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2012, levando os desembolsos a ultrapassarem aquele valor mítico de R$ 1,01 trilhão. E gerando a dificuldades que o governo terá para realizar o almejado, pela especulação financeira, corte entre R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões de seus gastos. E constata: “o que se vê na prática, é que os investimentos estão estagnados, enquanto as demais despesas sobem”.

Quais despesas subiram? Foram os gastos sociais do governo, como o Minha Casa Minha Vida (que os conservadores consideram como custeio e não como investimento, fazendo aumentar as despesas do governo). Outros gastos cujo crescimento causa o alarme conservador são aqueles ligados ao aumento do salário mínimo, que influencia pagamentos de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais a idosos e deficientes físicos de baixa renda. Além disso avaliam o aumento da folha de pagamento do governo, que praticamente não cresceu neste ano (foi de meros 0,3%), revelando - diz o jornalão da famiglia Mesquita - “que há pouco espaço para cortes adicionais na rubrica. Ali, o aperto já foi feito”.

Avalia também os investimentos feitos pelo governo, no primeiro semestre, para concluir que, dos R$ 90,2 bilhões previstos, R$ 19 bilhões haviam sido empenhados até junho, sendo que apenas R$ 3,7 bilhões foram efetivamente pagos com recursos do orçamento de 2013, e outros R$ 16,8 bilhões, que foram liberados nesse período, eram verbas de orçamentos de anos anteriores - os chamados restos a pagar.

Isto é - o jornalão paulistano se alarma com a perspectiva do governo encontrar dificuldades para realizar os cortes orçamentários anunciados (que podem chegar a R$ 15 bilhões, havendo inclusive analistas conservadores que propõe R$ 25 bilhões!). Dificuldades que derivam do propósito permanentemente reafirmado pela presidenta Dilma Rousseff de não realizar cortes nos gastos sociais do governo. A União, sugere o jornalão, fica então sem alternativa...

Trata-se de uma conclusão que interessa apenas aos especuladores que ganham rios de dinheiro com a dívida pública. Alternativa existe, e ela é revelada pelo próprio gráfico que ilustra a matéria de OESP (ver acima), que mostra os gastos do governo entre 2009 e 2013.

Aqueles R$ 1,01 trilhões de reais gastos pelo governo em 2013 incluem R$ 389,1 bilhões em amortizações e refinanciamento da dívida mais R$ 66,7 bilhões em juros e encargos da dívida. Isto é, a especulação financeira abocanhou R$ 455,8 daqueles gastos, ficando com 45% do total. As despesas que permitem ao governo governar e investir no crescimento do país ficaram muito abaixo, somando R$ 20,5 bilhões no item investimentos, mais R$ 29,7 bilhões em inversões financeiras feitas pelo governo, mais R$ 108 bilhões no item pessoal e encargos, mais R$ 396,9 em despesas de custeio (que, aliás são da mesma dimensão da amortização refinanciamento da dívida: R$ 389,1 bilhões).

Os R$ 20,5 bilhões anotados como investimentos representam apenas 4,5% do total de R$ 455,8 bilhões gastos com a especulação financeira! É irrisório e indica outro caminho, real e produtivo, que permitiria cortes para dobrar os investimentos feitos: a montanha dos juros gerados pela dívida pública! Se o governo decidir dobrar os investimentos, chegando a R$ 41 bilhões, mesmo assim estará agastando apenas 9% daquilo que é abocanhado pela especulação!

Outra forma de medir o verdadeiro obstáculo que o governo enfrenta para fomentar o desenvolvimento, que é representado pela voracidade da especulação financeira, foi indicado pelo “dividometro” publicado pelo portal Auditoria Cidadã da Dívida. Ele mostra que até 1º de junho (nos cinco primeiros meses do ano, portanto) a dívida consumiu R$ 406 bilhões de reais (ao ritmo alucinante de 2,7 bilhões por dia!), representando até aquele dia 51% do gasto federal.

O país não aguenta pagar tanto juro para especuladores. Precisa trazer esses recursos para investimentos em seu desenvolvimento e não esteriliza-los aumentando as contas bancárias de uma elite voraz e improdutiva!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Reforma da mídia: Um passo para uma democracia mais forte

No terceiro vídeo da série Reformas Democráticas você vai saber por que os meios de comunicação estão nas mãos de poucas famílias, o papel da internet nas lutas sociais, quais os desafios para se democratizar a comunicação e o que propõem aqueles que defendem uma mídia livre. Produzida pela equipe do Vermelho, a série conta com seis vídeos temáticos sobre as reformas estruturais necessários para que o Brasil continue se desenvolvendo e avance nas mudanças. 




Veja também:

Reformas democráticas: O caminho para um Brasil 
Reforma da Educação: Urgente e fundamental para o desenvolvimento

Fonte: Vermelho


1º Encontro Nacional de Gestão e Produção Cultural do PCdoB

Na prróxima sexta-feira (12) e sábado (13), o Partido Comunista do Brasil irá realizar o 1º Encontro Nacional de Gestão e Produção Cultural na sede nacional, situada na Rua Rego Freitas, 192, em São Paulo. As inscrição podem ser feitas pelo site www.fmauriciograbois.org.br, e as despesas ficam por conta integralmente dos participantes.






Objetivos: melhorar a articulação e formulação política do partido para área cultural; nortear nossa atividade nas gestões municipais e estaduais e orientar a participação da frente cultural no processo do Congresso Nacional do PCdoB.

Público convidado: militantes dos coletivos de cultura ; responsáveis partidários pela área cultural; integrantes de conselhos de cultura; gestores nas áreas federal, estadual e municipal; artistas ;produtores culturais;professores ;pesquisadores ; diretores da Fundação Mauricio Grabois nos estados ; dirigentes de entidades como a UNE, UBES , CTB, CONAM ,UNEGRO, UBM E UJS .; intelectuais, jornalistas e artistas interessados em conhecer nossa atividade cultural/partidária .

Programação:

SEXTA - 12/07

19h30 | ABERTURA: “CULTURA E POLÍTICA, IDEIAS PARA UM PROJETO NACIONAL“

Palestrantes: Prof. Celso Frederico (Escola de Comunicações e Artes da USP) e Jorge Mautner (compositor, cantor, poeta e escritor). Coordenação: Adalberto Monteiro (presidente da FMG), Javier Alfaya (Coletivo Nacional) e Tininha Petta (Coletivo Nacional, São Paulo).

SÁBADO - 13/07

9h | MESA REDONDA: “BALANÇO DA POLITICA CULTURAL E DESAFIOS ATUAIS. MARCAS DA GESTÃO DO PCDOB. PROPOSTAS “

PalestrantesJuana Nunes (Diretoria de Educação e Comunicação para a Cultura do MINC); Altamiro Borges (Instituto Barão de Itararé, mídia democrática); Marlene Alves (Secretaria de Cultura de Campina Grande ); Alexandre Santini (Pontos de Cultura) , Rosana Alcântara (diretora da ANCINE) , representação da UNE, Instituto CUCA UNE. Coordenação :Deputada Luciana Santos (Presidente da Frente Parlamentar de Cultura) .

14h30 | MESA REDONDA: ” CONFERENCIA NACIONAL DE CULTURA. ATUAÇÃO NAS ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. ARTICULAÇÃO PARTIDÁRIA - COLETIVOS NACIONAL E LOCAIS. CONGRESSO DO PCdoB”

Palestrantes e Coordenação: Deputada Luciana Santos (Presidente da Frente Parlamentar de Cultura); Javier Alfaya (Coletivo Nacional); Representantes da Comissão de Organização e da Comissão de Movimentos Sociais do Comite Central, , representação da UNEGRO, UJS,CTB e CONAM.

Mais informações: grabois.rose@gmail.com; leocrsp@gmail.com e jalfaya65@gmail.com;
tel: (11) 33 61 86 07 / 86 12 com Rose ou Leo;

 
 

Viva a Cultura Brasileira !!
Saudações Socialistas e Culturais
Javier Alfaya (Coletivo Nacional de Cultura )
Adalberto Monteiro (Presidente da Fundação Mauricio Grabois)