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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Defesa pelo Marco Civil da Internet tem apoio de Dilma

A presidenta Dilma Rousseff se reuniu, na segunda-feira (16), no Palácio do Planalto, com integrantes do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIB) e se posicionou favoravelmente à neutralidade da rede – princípio segundo o qual todas as informações que trafegam na rede devem ser tratadas da mesma forma e com a mesma velocidade. Em entrevista ao Blog do Planalto, integrantes do CGIB demonstraram otimismo com as posições da presidenta.



De acordo com o professor Sérgio Amadeu, representante do terceiro setor no CGIB, foram tratadas questões relevantes na reunião, como a aprovação do Marco Civil da Internet, segurança da informação, inimputabilidade da rede e privacidade dos usuários e do governo.

O Comitê reinterou seu posicionamento favorável sobre a aprovação do Marco Civil com a neutralidade da rede, da liberdade de expressão e da privacidade. Também foi tratada da preocupação de não se permitir a remoção de conteúdo sem ordem judicial.

“Nós também colocamos a nossa preocupação de não desvirtuar o Marco Civil como, por exemplo, permitindo a remoção de conteúdos sem ordem judicial. Ela[a presidenta Dilma] disse que também não concordava com isso[a alteração] e pediu para que se tomássemos providências. Então, achamos que a reunião foi excelente e espero que a gente consiga aprovar rapidamente o Marco Civil”, declarou o ativista Sérgio Amadeu. ele se referiu à inclusão do parágrafo 2º, artigo 15, que estabelece a retirada de conteúdos da internet com base na lei de direitos autorais (copyright), sem a necessidade de uma ação judicial. O texto original do PL impede a censura garantindo a permanência de conteúdos, que só poderão ser retirados com ordem judicial. Além disso, o texto do Marco Civil retira a responsabilidade sobre as publicações dos servidores, determinando que somente o autor da publicação é quem deverá ser acionado em caso de ação judicial.



Com informações do Blog do Planalto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Proposta de marco civil da internet é referência, diz relator

Após participar de seminário internacional sobre liberdade de expressão na internet, em Londres, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), relator do projeto do marco civil da internet, concluiu que o Brasil está na direção certa. Segundo ele, a discussão da proposta brasileira vem sendo acompanhada de perto no exterior. No seminário, que contou com a presença de representantes de 24 países, Molon explicou que um dos objetivos do marco civil é garantir os direitos dos usuários da rede.
"Marco civil protege muito a privacidade do usuário, além da sua liberdade. E isso ficou claro lá, né? Infelizmente, práticas mercadológicas tendem a acabar com a privacidade do usuário, tentando bisbilhotar, investigar a sua navegação, sem que o usuário saiba, para vender essas informações como mercadoria para marketing direcionado. Isso é uma violação dos direitos humanos do usuário, do direito a sua privacidade"

Os participantes do seminário, segundo Molon, destacaram a necessidade de garantir a liberdade de expressão na internet. Para o deputado, a Justiça é quem deve decidir sobre o que é legal ou não.

"Alguém posta na rede um comentário a meu respeito, eu notifico o provedor, dizendo que aquele comentário é ilegal e o provedor - com medo de ser ilegal o conteúdo e depois ter que responder na Justiça - tira imediatamente. Isso acaba limitando a liberdade de expressão. O marco civil transfere essa responsabilidade de decidir o que é legal e o que é ilegal para o Judiciário. Isso foi muito elogiado lá"

Outro ponto do projeto brasileiro é a proibição da venda dos dados que permitem informar por onde o internauta navegou. Os provedores de acesso não teriam como guardar esses dados por mais de um ano e os provedores de serviço ou redes sociais só poderiam usar os dados a partir de uma autorização do internauta.

"Fica facultada a guarda dos logs de acesso a aplicativos nestes aplicativos e somente neles, caso seja necessário para a boa prestação de serviço".

Um dos pontos mais polêmicos do projeto é o princípio da neutralidade que obrigaria as prestadoras a tratar os clientes da mesma forma, sem discriminação de velocidade, conteúdo e serviço acessado. O marco civil da internet está na pauta do Plenário da Câmara.

Fonte: Agência Câmara