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sábado, 21 de setembro de 2013

ANPG assina carta de protesto contra o leilão do petróleo no Campo de Libra

A ANPG uniu-se às entidades e movimentos sociais que elaboraram uma carta que critica a realização dos dos leilões do petróleo no Campo de Libra. O conteúde da carta explica que a exploração desses recursos renderia benefícios muito maiores à sociedade brasileira se fosse feita exclusivamente pela Petrobras.

Brasil, 18 de setembro de 2013
Excelentíssima Senhora
Dilma Vana Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Palácio do Planalto- Brasília, DF.
 
Senhora Presidenta,
1. Nós, entidades representativas, centrais sindicais, associações, movimentos sociais, militantes partidários e cidadãos,  imbuído da vontade de defender os interesses da soberania da nação brasileira e de nosso povo, sobre os nossos recursos naturais, em especial o petróleo, nos dirigimos a V. Exa., para pedir que SUSPENDA o leilão das reservas do PRÉ-SAL, previsto para o próximo dia 21 de outubro de 2013.

2. Louvamos a iniciativa do então Presidente Lula, que no momento da confirmação da existência das reservas do Pré-sal, retirou 41 blocos do nono leilão, que iria ocorrer naquela ocasião. Ao fazê-lo, sabemos, o presidente contrariou fortes interesses, pois as empresas petrolíferas transnacionais, já prevendo a existência de grandes reservas na região, tinham a intenção de fechar contratos de 30 anos de duração. Seriam atos jurídicos perfeitos, em condições benéficas para elas e prejudiciais para a sociedade brasileira. A decisão do presidente Lula preservou os interesses nacionais, naquele momento.

3. Posteriormente, foi elaborado um novo marco regulatório para o setor do petróleo, no qual Vossa Excelência jogou importante papel ainda como Ministra. Consideramos que o novo modelo é muito melhor sob a ótica do benefício social que o modelo das concessões adotado e  praticado no governo FHC.

4. Estamos convencidos, por outro lado, que o caso do campo de Libra é particular e que o mesmo não pode ser leiloado mesmo através desse modelo de partilha adotado para as áreas do Pré-Sal. A área de exploração de Libra não é um bloco, no qual a empresa petrolífera irá procurar petróleo. Libra é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris, faltando apenas cubar o petróleo existente com maior precisão. Como já foi dado a público, o campo de Libra possui, no mínimo, dez bilhões de barris, uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos.

5. O desafio colocado diante de um volume tão grande de petróleo conhecido é o de como maximizar esse benefício para toda  sociedade brasileira. Os legisladores que, junto com membros do Executivo federal, produziram a lei 12.351 de 2010, deram uma brilhante demonstração de lucidez ao redigirem o artigo 12 desta lei. Através deste artigo, a União pode entregar um campo, sem passar por licitação, diretamente para a Petrobras, a qual assinaria um contrato de partilha com a União, com o percentual do "óleo-lucro" a ser remetido para o Fundo Social obtido por definição do governo.

6.Pleiteamos que, no caso das reservas de Libra, o percentual seja bem alto, para beneficiar ao máximo a sociedade. Mas, lembramos isso só pode ser feito se a Petrobras for a empresa contratada pela União.

7. Não basta definir parâmetros no edital e no contrato para maximizar as remessas das empresas "ganhadoras" para o Tesouro e o Fundo Social. Não houve qualquer explicação da ANP, nem de argumentação nem no Edital, que justifique esse leilão do ponto de vista dos  interesses do povo. Ao contrário, a  Resolução n. 5 do CNPE que decide sobre o leilão de Libra é um libelo de prepotência e autoritarismo.  Qual a razão para que nem o MME, o CNPE, a ANP ou a EPE, nenhum destes órgãos ter dado acesso ao público de documentos explicando a perspectiva de descobertas, quanto será destinado para o abastecimento brasileiro e quanto deverá ser exportado?

8. Essas dúvidas não foram esclarecidas em audiências públicas que competia à ANP  proporcionar para que a sociedade se manifestasse. Assim, mesmo entre técnicos e especialistas, ninguém pode ter noção de qual a base de calculo para chegar-se a um preço mínimo previsto de arrecadação de R$ 15 bilhões e qual o percentual de óleo lucro a ser remetido para o Fundo Social. A ANP evitou receber opiniões mesmo dos setores sociais como sindicatos, associações e universidades,  vinculados ao tema da energia e do petróleo. De nossa parte propomos que o Ministério das Minas e Energia organize uma consulta aos técnicos e entidades brasileiras que permita a confrontação de informações no tocante à  legislação e ao destino do petróleo do Pré-sal.

9. Todos nós temos consciência da intenção das empresas transnacionais de apoderarem-se das reservas do Pré-sal. A entrega para essas empresas fere o principio da soberania popular e nacional sobre a nossa mais importante riqueza natural que é o petróleo.

10. Os recentes episódios de espionagem patrocinada pelo governo dos Estados Unidos da América no Brasil, que receberam uma posição altaneira e de exigência de explicações por parte de vosso governo, Presidente Dilma, se deram não apenas sobre a vossa pessoa e governo, mas inclusive, como é público e notório, sobre a Petrobras, com o claro interesse de posicionar as empresas estadunidenses em melhores condições para abocanhar as reservas do Pré -sal,  numa clara afronta já soberania da nação e num total desrespeito às prerrogativas exclusivas do Estado e governo brasileiros neste terreno.

11. Presidente Dilma, a senhora mesmo afirmou sua disposição de “ouvir as vozes das ruas”. O povo brasileiro, que há 60 anos protagonizou a campanha “o petróleo é nosso”, que resultou na construção da Petrobras, não pediu e não aceita a entrega de nosso petróleo para as transnacionais que querem pilhar esse recurso vital para o desenvolvimento sócio-econômico em benefício da grande maioria do nosso povo.

Afirmamos, de nossa parte, que não descansaremos na luta em defesa do petróleo brasileiro  e do Pré-sal nas mãos e em benefício de nosso povo. Se qualquer dúvida houver sobre a opinião popular, a senhora, com presidente da República Federativa do Brasil, tem o poder de convocar um plebiscito para que o povo decida quem deve explorar as riquezas do Pré-sal e qual deve ser o seu destino.

São essas as razões que nos levaram a redigir esta carta à Vossa Exa. reivindicando fortemente que a senhora SUSPENDA A REALIZAÇÃO DO LEILÃO DO PETRÓLEO DO CAMPO DE LIBRA, previsto para o próximo dia 21 de outubro.

Nossa proposta é que a exploração do campo de Libra seja entregue unicamente à PETROBRAS, como permite o artigo 12 da lei 12.351.

Estamos prontos e ficaríamos honrados de ser recebido em audiência pela Vossa pessoa, presidente Dilma Rousseff, para discutirmos diretamente as razões que nos levam a esse posicionamento, certos de que é uma solução conforme com os interesses da soberania nacional e do povo brasileiro. 
 
Atenciosamente,
 
1)                  Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)
2)                  Assembléia Popular
3)                  Assembléia Popular   Osasco
4)                  Assembléia Popular  Paraíba
5)                  Associação Brasileira de ONGs (ABONG)
6)                  Central de Movimentos Populares (CMP)
7)                  Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
8)                  Central Única dos Trabalhadores (CUT)
9)                  Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
10)              Confederação das Mulheres do Brasil (CMB)
11)              Comissão Pastoral da Terra (CPT)
12)              Confederação Nacional das Associações de Moradores  (CONAM)
13)              Conselho Indigenista Missionário (CIMI )
14)              Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB)
15)              Consulta Popular
16)              Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS)
17)              Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS  PR)
18)              Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)
19)              Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (FTIUESP)
20)              Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (FISENGE)
21)              Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)
22)              Federação Única dos Petroleiros (FUP)
23)              Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)
24)              Frente de Lutas de Juiz de Fora
25)              Grito dos Excluídos
26)              Jubileu Sul
27)              Juventude Revolução
28)              Levante Popular da Juventude
29)              Marcha Mundial das Mulheres
30)              Movimento Camponês Popular (MCP)
31)              Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE)
32)              Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
33)              Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
34)              Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
35)              Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC)
36)              Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
37)              Movimento Nacional pela Soberania Popular frente a Mineração(MAM)
38)              Movimento Reforma Já
39)              Pastoral da Juventude Rural (PJR)
40)              Pastoral Da Moradia
41)              Pastoral Do Migrante
42)              Pastoral Fé e Política de Jundiaí
43)              Pastoral Fé e Política de Salto  SP
44)              Pastoral Fé e Política de Várzea Paulista SP
45)              Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política
46)              Plataforma Operária e Camponesa para Energia
47)              Rede Fale
48)              Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP CE)
49)              Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP  SP)
50)              Sindicatos dos Eletricitários de Minas Gerais (SINDIELETRO MG)
51)              Sindicatos dos Eletricitários de Santa Catarina (SINERGIA SC)
52)              Sindicatos dos Eletricitários do Distrito Federal (STIU/DF)
53)              Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo (SINERGIA SP)
54)              Sindicato dos Engenheiros (SENGE  PR)
55)              Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte  (SINDIBEL MG)
56)              Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (SISMUC PR)
57)              Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente ( SINTAEMA  SP)
58)              Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo(SINDIPETRO SP)
59-              Sindicato dos petroleiros do Rio de janeiro-RJ
59)              Sindicato Unificado dos Petroleiros da Bahia (SINDIPETRO BA)
60)              Sindicato Unificado dos Petroleiros do Paraná (SINDIPETRO PR)
61)              União de Negros pela Igualdade (UNEGRO)
62)              União Nacional dos Estudantes (UNE)
63)              Via Campesina Brasil


domingo, 25 de dezembro de 2011

Entidades comemoram proposta que dá 50% do pré-sal para Educação

Instituições estudantis consideram positiva a proposta de destinar metade dos recursos do Fundo Social, que será fomentado com valores do petróleo da camada pré-sal, à Educação. 


Por Viviane Monteiro (*)


Conforme a presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, a medida aprovada representa uma "bandeira" encorpada por entidades estudantis, como ANPG, UNE (União Nacional dos Estudantes) e científicas. "Essa bandeira vem desde a descoberta da camada pré-sal", recorda.

Trata-se do Projeto de Lei (PL) de nº 138/11, do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), em tramitação no Senado Federal, que altera a Lei 12.351 de 22 de dezembro de 2010 (marco regulatório de exploração do petróleo do pré-sal), sancionada com veto parcial da Presidência da República. Um dos vetos foi a destinação de 50% dos recursos do Fundo Social para educação.

Em seu projeto, Arruda quis restabelecer o destino desses recursos para a educação, medida que já foi aprovada na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CEC). Nessa última foram apresentadas emendas pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) nas quais incluiu as áreas de ciência e tecnologia, também, como beneficiárias da reserva de 50% dos recursos do petróleo da camada pré-sal. Desse montante, 70% serão destinados à educação pública básica, 20% para a educação pública superior e 10% para ciência e tecnologia.

Ao justificar sua emenda, Valadares diz acreditar que "entre os setores que mais podem contribuir com o desenvolvimento econômico e social, na sociedade contemporânea pós-industrial, dinamizada que é pelo acesso à informação e pela geração de conhecimento, estão a ciência e a tecnologia". Valadares acrescenta que a destinação de recursos à pesquisa e inovação, produção de novas tecnologias, criação de produtos, processos, gestão e patentes nacionais favorece saltos qualitativos ao desenvolvimento.

No momento, o PLS 138/2011 encontra-se na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para apreciação, em caráter terminativo. Nessa comissão, o relator, novamente o senador Valares, já emitiu parecer favorável ao projeto e aguarda a apreciação dos parlamentares. Se aprovado nessa comissão, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados para, em seguida, ir à sanção presidencial.

Recursos do PIB - Paralelamente ao carimbo de 50% dos recursos do petróleo da camada de pré-sal para Educação, a presidente da ANPG e de outras entidades estudantis defendem o dobro dos investimentos em educação, de cerca de 5%, para 10% do PIB. Esse ponto está sendo discutido no âmbito do Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 (PL 8035/2010), na Câmara dos Deputados.

(*) Jornalista do Jornal da Ciência; colaborou Beatriz Bulhões, representante da SBPC em Brasília

Fonte: Jornal da Ciência

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mercadante, SBPC e ABC defendem pré-sal para educação, CT&I

O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu nesta terça-feira (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado. O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação - CT&I (7%).
A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários. “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”.

A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff. O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou uma cópia do abaixo-assinado para os senadores.

De acordo com cálculo feito pelas entidades científicas, só o percentual de 30% dos valores destinados a estados e municípios pode gerar R$ 3,97 bilhões anuais, “quantia que possibilitaria dar um salto na qualidade do ensino, especialmente na educação básica”, diz o documento.

“O Brasil precisa se preparar para a economia do conhecimento, para a economia verde e sustentável. O pré-sal é o grande passaporte para a gente dar esse salto. Essa visão imediatista é um erro. É só olhar para os países grandes produtores de petróleo. A Venezuela aqui do lado descobriu os grandes reservatórios de petróleo em 1974, mas não conseguiu se desenvolver. Outros países, como a Noruega, conseguiram. Vamos seguir os bons exemplos”, declarou Mercadante.

A liderança do governo no Congresso trabalha para que criar uma nova forma de partilha dos royalties, evitando a derrubada do veto do então presidente Lula à chamada Emenda Ibsen, referência ao deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que determinava a divisão igualitária dos royalties do pré-sal entre todos os estados e municípios.

Após o veto, Lula ainda encaminhou ao Parlamento um projeto de lei estabelecendo uma parcela maior aos estados produtores; e criando um fundo social para educação, ciência, tecnologia e inovação, combate à pobreza, meio ambiente e esporte.

Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 24 de março de 2011

Dilma recebe entidades estudantis após passeata com 5 mil

A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realizaram nesta quinta-feira (24) uma passeata em Brasília, para pedir que 10% do Produto Interno Bruto (PIB), além de 50% dos recursos do fundo social do pré-sal, sejam destinados à educação. As entidades foram recebidas pelos ministros Gilberto Carvalho e Fernando Haddad e a própria presidente Dilma Rousseff esteve na audiência com os estudantes.

UNE

Cerca de 5 mil estudantes participaram do ato em Brasília nesta quinta-feira (24).














A passeata que reuniu cerca de 5 mil estudantes em Brasília é parte da Jornada de Lutas 2011 da UNE, Ubes e ANPG. Desde segunda-feira diversos debates, ocupações de universidades e atos de rua ocorrem por todo o país. A campanha também repercute na internet, sendo que esta quinat-feira (24) foi eleita para a realização de um “Twittaço” da campanha #educacaotemqueser10, mote da Jornada de Lutas deste ano, que tem na pauta o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020.







Uma hora com Dilma

Após a passeata, as entidades foram recebidas pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em audiência que durou cerca de uma hora. As entidades apresentaram as principais pautas em relação ao PNE, com prioridade àquelas relacionadas ao financiamento da educação. A presidente concordou com a necessidade de priorização da educação e falou da necessidade de reconhecimento profissional, valorização social e dignidade salarial dos professores. Segundo Dilma, este é um elemento basilar da ação política concreta do governo.

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Fernando Haddad (Educação) participaram da audiência da presidente Dilma com os estudantes.


O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, consideram simbólico o fato da presidente ter recebido as entidades após a passeata. “Foi uma demonstração de compromisso grande da relação que ela quer ter com o movimento social e em especial com o movimento estudantil”, avaliou Augusto. O presidente da UNE considera que a audiência foi importante também pelo seu conteúdo. “Apresentamos as bandeiras relativas ao PNE e a presidenta se mostrou muito favorável, por exemplo, em relação à questão do pré-sal. Ela está convencida de que a prioridade deve ser educação, disse que sempre foi simpática à bandeira e continua sendo. Dilma se disse convencida, também, de que para o Brasil melhorar deve priorizar educação”, relata.

O presidente da Ubes disse a Dilma que o Brasil precisa de uma revolução no ensino médio.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidente Dilma disse ser simpática à proposta do fundo social do pré-sal priorizar a educação, mas não se comprometeu com porcentagens.
Para ele, o desafio é a constituição de um forte sistema de educação pública, que integre esporte e cultura. “Conquistamos muito no último período, mas a Ubes não está satisfeita”, concluiu Yann.

A presidente Dilma respondeu que está convencida da importância do investimento em educação. Ela disse que o governo manterá a proposta de investimento de 7% do PIB em educação, mas deixou bem claro que a disputa será no Congresso – por medida aprovada ao final do governo Lula, a Presidência da República não poderá vetar qualquer artigo que se relacione a financiamento da educação no PNE. Dilma falou muito sobre ensino técnico também.

Mais bolsas

Durante a reunião da presidente Dilma Rousseff com os estudantes, o diretor da ANPG Thiago Custódio entregou o abaixo-assinado que a entidade organiza pelo reajuste do valor das bolsas de pesquisa e “ela anunciou de pronto mais bolsas no pais e no exterior”, conforme informação postada pelo pós-graduando no Twitter. As entidades participam de nova reunião com o ministro da educação, Fernando Haddad, às 17 horas desta quinta-feira (24).

Para a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, as entidades acertam ao colocar o centro da pauta na questão do financiamento, “porque ele é que possibilita investimentos na formação de professores, em mais pesquisas, no desenvolvimento de tecnologia e inovação, para a constituição de uma escola mais plural, com mais assistência, para uma formação mais aprimorada”.

Fotos: Marcello Casal Jr/ABr (a de cima) e G1 (a de baixo)
Ubes defende que "só por meio de protesto os estudantes conseguem ser ouvidos pelo governo".
PNE no Congresso

As entidades apresentam 59 emendas ao PNE, relacionadas às mais diversas pautas, embora o carro-chefe sejam as que se relacionam ao financiamento.

A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra (PT/RN), disse que o PNE vai exigir uma ampla discussão dentro do parlamento. “A Câmara vai se debruçar sobre o debate do PNE. Ele é fruto de uma ampla discussão no país e, por isso, não pode ser aprovado a toque de caixa.”

Para a diretora da Ubes Gabrielle D'Almeida, só por meio de protesto os estudantes conseguem ser ouvidos pelo governo. "Tem que haver algum diferencial pra que essas pautas sejam avaliadas. Por isso usamos a irreverência da juventudade", completa.

80 bilhões para o PNE

Na quarta-feira (23), o ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve na Câmara dos Deputados e defendeu os investimentos de 7% do PIB na área, o que, segundo ele, é suficiente para cumprir as metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), de R$ 80 bilhões.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá cumprir até 2020. Na terça-feira (22) foi criada na Câmara dos Deputados uma comissão especial para discutir o projeto de lei enviado pelo Executivo. Um dos pontos que deverá ser alvo de emendas é justamente o que define um percentual mínimo para investimento na área. Além dos estudantes, parlamentares e outras entidades querem que o patamar incluído no PNE seja de 10%.

Da redação, Luana Bonone, com agências
Atualizado às 16h29 para correçaõ de informação: as entidades apresentam 59 emendas ao PNE, e não 58, como anteriormente informado.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já foi notícia: Postagens antigas em alguns veículos de comunicação...

UEP sai em defesa do pré-sal para a educação

Nesta terça-feira (23) ocorrerá no centro da Cidade do Recife uma manifestação dos estudantes Pernambucanos em defesa de 50% do fundo social do pré-sal para a educação.

Esta manifestação surge a partir das recentes descobertas de Petroléo na camada pré-sal e que possibilitará ao Brasil um volume de recursos equivalentes ao seu PIB atual (ou seja, dobrar o seu PIB).

Os estudantes defendem que os royalties sejam divididos de forma justa entre todos os Estados da Federação, e que parte deste recurso, ou seja, 50% do Fundo Social do Pré-Sal seja investido em Educação. Estima-se a participação de cerca de 5 mil estudantes, além de diversas entidades do segmentos sociais do Estado e de lideranças políticas das mais diversas correntes.

Além da manifestação, ocorrerá uma homenagem a todos/as que contribuiram para a importante conquista da Gratuidade da UPE, no Palácio do Campo das Princesas, com a presença do Governador do Estado de Pernambuco - Eduardo Campos, da Secretária de Ciência, Tecnologia e Meio-Ambiente - Luciana Santos, do ex-Prefeito do Recife - João Paulo, do Prefeito de Olinda - Renildo Calheiros, do Secretário das Cidades - Humberto Costa, Deputados, Vereadores, ex-Presidentes de Gestões do DCE UPE, dos Sindicatos da UPE, dentre outros.



por Anderson Diego.
Postado em 23 de março de 2010