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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sílvio Meira comandará Agência Recife de Inovação


Professor da UFPE e cientista chefe do Cesar estará à frente da Aries no governo de Geraldo Júlio

Publicado em 21/12/2012, às 18h54

 / JC Imagem/Arquivo

JC Imagem/Arquivo

Na última semana, o prefeito eleito do Recife, Geraldo Júlio anunciou sua lista de secretários. Na ocasião, foi dito que o professor do Centro de Informática da UFPE e cientista do Cesar, Sílvio Meira, estaria à frente da criação da Agência Recife de Inovação e Estratégia, o Aries. Mas, o que é essa agência.
O CIn divulgou uma nota sobre os propósitos da agência, que passa a funcionar em 2013. A Aries será uma organização social (OS) autossustentável, ou seja, será uma iniciativa como o Porto Digital, que irá contratar pessoas do mercado.
Leia mais no blog Mundo Bit do portal NE10

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Audiência debate condições de trabalho em Suape

Por proposição do deputado Luciano Siqueira (PCdoB), a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa promove no dia 18 de abril (quarta-feira), a partir das 9h, audiência pública para debater as relações de trabalho neste novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco, com foco no que acontece no Complexo Portuário de Suape. A reunião acontecerá no auditório da Alepe, no 6º andar do Anexo I.



Segundo Luciano, a intenção do encontro é aprofundar a discussão sobre as condições de trabalho em Suape, visando melhorar as condições de trabalho dos milhares de trabalhadores que atuam no complexo, bem como contribuir para a resolução dos conflitos trabalhistas que vem ocorrendo no local.

“O debate vai girar também em torno da necessidade de que sejam elaboradas políticas públicas que reflitam o novo cenário socioeconômico da região onde está instalado o complexo portuário”, adiantou o parlamentar.

Na lista de convidados, os secretários estaduais de Articulação Social e Regional, Sileno Guedes, e do Trabalho, Antônio Carlos Maranhão; o superintendente regional do Trabalho, André Luiz Negromonte; o representante da Força Sindical e dos trabalhadores da construção civil, Aldo Amaral; e o representante da Federação Interestadual dos Metalúrgicos, Moacir Paulino Silveira.

Também estão sendo convidados, líderes políticos; instituições públicas, como Condepe/Fidem, Parlamento Metropolitano e Ministério Público; universidades; prefeituras municipais, com destaque para gestores e técnicos das prefeituras de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho; centrais sindicais, como CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e Conlutas; estudantes, empresários e trabalhadores.

Fonte: Site de Luciano Siqueira

sábado, 17 de dezembro de 2011

Jorge Furtado: A Privataria Tucana

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Terminei de ler o extraordinário trabalho jornalístico de Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”, (Geração Editorial), o livro mais importante do ano. Para quem acompanha a vida política do país através de alguns blogs e da revista Carta Capital, não há grandes novidades além dos documentos que comprovam o que já se sabia: a privatização no Brasil, comandada pelo governo tucano, foi a maior roubalheira da história da república. O grande mérito do livro de Amaury é a síntese que faz da rapinagem, e a base factual de suas afirmações amparadas em documentos, todos públicos. Como bom jornalista, Amaury economiza nos adjetivos e esbanja conhecimento sobre o seu tema: o mundo dos crimes financeiros.

A reportagem de Amaury esclarece em detalhes como os protagonistas da privataria tucana enriqueceram saqueando o país. De um lado, no governo, vendendo o patrimônio público a preço de banana. Do outro, no mercado, comprando as empresas e garantindo vida mansa aos netos. Entre as duas pontas, os lavadores de dinheiro, suas conexões com a mídia e com o mundo político.

Protagonistas

Os personagens principais da maracutaia, fartamente documentada são gente do alto tucanato: Ricardo Sérgio de Oliveira (senhor dos caminhos das offshores caribenhas, usadas pela turma para esquentar o dinheiro), Gregório Marin Preciado (sócio de José Serra), Alexandre Bourgeois (genro de José Serra), a filha de Serra, Verônica (cuja offshore caribenha, em sociedade com Verônica Dantas, lavou pelo menos 5 milhões de dólares), o próprio José Serra e o indefectível Daniel Dantas. Mas o livro tem também informações comprometedoras sobre o comportamento de petistas (Ruy Falcão e Antonio Palocci), sobre Ricardo Teixeira e sobre vários jornalistas.

A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Opportunity, numa offshore caribenha.

Alguns destaques do livro:

As imagens do Citco Building, em Tortola, Ilhas Virgens britânicas, gavetas recheadas de empresas offshore, "a grande lavanderia", pág. 43.
Sobre a pechincha da venda da Vale, na pág. 70.
Sobre o grande sucesso "No limite da irresponsabilidade", na voz de Ricardo Sérgio., pág. 73.
Sobre o MTB Bank e sua turma de correntistas, empresários, traficantes e políticos de várias tendências, e a pizza gigante de dois sabores (meio petista, meio tucana) da CPI do Banestado, pág. 75.
Como a privatização tucana fez o governo (com o seu, meu dinheiro), pagar aos compradores do patrimônio público, pág.171.
A divertida sopa-de-nomes das empresas offshore, massarocas intencionais para despistar a polícia do dinheiro do crime, pág. 188.
Os grandes personagens do sub-mundo da política, arapongas que trabalham a quem pague mais, pág. 245.
Um perfeito resumo do que realmente aconteceu na noite dos aloprados, no Hotel Ibis, em São Paulo, pág. 282.
Um retrato completo do modus operandi da mídia pró-serra na eleição de 2010, a partir da pág. 295.
Outro resumo perfeito, do caso Lunus, quando a arapongagem serrista detonou a candidatura de Roseana Sarney, pág. 314.
Sobre para-jornalistas que acabam entregando suas fontes e sobre fontes que confiam em para-jornalistas, pág. 325.

Silêncio da mídia
O índice remissivo e a quantidade de dados que o livro de Amaury apresenta já o tornariam uma peça obrigatória na biblioteca de quem pretende entender o Brasil. Mas,A Privataria Tucana também lança um constrangedor holofote sobre a grande imprensa brasileira, gritamente pró-Serra, que é cúmplice, ao menos por omissão, da roubalheira que tornou o país mais pobre e alguns ricos ainda mais ricos.

Imagine você o que esta imprensa – que gasta dúzias de manchetes e longos programas de debate na televisão numa tapioca de 8 reais ou em calúnias proferidas por criminosos conhecidos - diria se um filho de Lula, Dilma ou qualquer petista fosse réu em processo criminal de quebra de sigilo bancário. Segundo o livro de Amaury (e os documentos que ele traz) a filha de José Serra é ré em processo criminal por quebra de sigilo bancário. (p. 278)

O ensurdecedor silêncio dos grandes jornais e programas jornalísticos sobre o livro “A privataria tucana” é um daqueles momentos que nos faz sentir vergonha pelo outro. A imprensa, que não perde a chance - com razão - de exigir liberdade para informar, emudece quando a verdade contraria seus interesses empresariais e/ou o bom humor de seus grandes anunciantes. Onde estão as manchetes escandalosas, as charges de humor duvidoso, os editoriais inflamados sobre a moralidade pública?

Afinal, cadê o moralista que estava aqui?

Fonte: Carta Maior / (*) Publicado originalmente no Blog de Jorge Furtado

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tânia Bacelar: “Crise atual é muito mais do que financeira”


“Este é o passo inicial da nossa pretensão de constituir um fórum permanente de discussão em torno de questões cruciais do desenvolvimento de Pernambuco e questões concernentes a partir de uma visão nacional com a intenção de oferecer a militantes, estudiosos, parlamentares e a todos aqueles que de alguma forma tem interesse em compreender o que se passa no País e em nosso Estado neste momento”, explicou o deputado Luciano Siqueira (PCdoB) ao iniciar o debate aberto promovido por seu Gabinete e pela representação estadual da Fundação Maurício Grabois, de São Paulo, na manhã de segunda-feira (29), no auditório da Assembleia Legislativa.

O encontro teve como palestrante a professora e economista Tânia Bacelar que tratou do tema O novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco e o desafio da sustentabilidade. “Uma abordagem fundamentada, rigorosa, conscienciosa, que possibilite um debate rico que incorpore percepções dos fenômenos em curso”, completou o parlamentar.

Tânia Bacelar explicou que a atual crise financeira mundial teve origem nos anos 1970, com a fuga do capital da produção para a área financeira. Ela traçou um paralelo entre a riqueza gerada pelas transações financeiras e as geradas pelo setor produtivo. Segundo a economista, os ativos financeiros somam hoje US$ 860 trilhões, enquanto o PIB (Produto Interno bruto) gerado pelo setor produtivo mundial é de USS 60 trilhões.

“A crise atual é muito mais do que financeira”, disse Tânia, ao chamar a atenção para o surgimento no mundo de novos paradigmas, que se colocam para além da crise financeira. Ela citou como exemplo, o novo conceito de desenvolvimento, que há décadas se pautava pelo crescimento econômico e industrial sem levar em conta os custos socioambientais do desenvolvimento, e a necessidade de um novo padrão energético, que se apoie na utilização de recursos renováveis, como água, vento e biomassa, e não só no petróleo.

“O debate do conceito de desenvolvimento não dá para sair da nossa mente. No caso de Suape, por exemplo, a pergunta é: Dá para fazer diferente? Dá para combinar melhor o respeito à natureza com o crescimento econômico? Dá para combinar melhor a questão social coma dimensão econômica? Essa é a reponsabilidade que está sobre nós. Esse é o nosso tema cotidiano que está aí cada vez mais forte, é um desafio da sociedade e não podemos desistir”, afirmou.

Entre os novos paradigmas que estão surgindo na sociedade, a economista citou ainda a inovação tecnológica; o novo padrão de consumo, marcado pela crise do “american way life” (estilo de vida americano); novo equilíbrio geopolítico construído a partir da crise na hegemonia dos EUA; e a quebra da onda liberal.

Educação e inovação
Segundo Tânia Bacelar, a mudança fundamental que vai marcar o século 21 será a transformação da sociedade em uma sociedade do conhecimento, com destaque para a educação e a capacidade de inovar.“Acho que, no Brasil, temos uma grande oportunidade na educação que é o recurso do pré-sal, que vai gerar uma receita pública adicional importante. Acho que a sociedade brasileira cada vez mais está cobrando isso. E nós temos essa chance na hora em que a sociedade está melhorando a consciência sobre o papel estratégico que a educação precisa jogar no Brasil e temos do outro lado uma fonte potencial de financiamento. Então, é um momento muito especial que vamos viver nos próximos anos”, destacou a economista.“Com relação à inovação, creio que esse é um grande desafio para o Brasil. Quando avaliamos a trajetória da industrialização brasileira observamos que conseguimos ser a oitava economia do mundo, mas importando tecnologia. A natureza do nosso processo de industrialização não foi estimulante da inovação e isso acomodou o meio empresarial. Agora, queremos dar o passo seguinte que é continuar com o processo de inovação e industrialização, onde no mundo o padrão mudou e tem o requisito básico da necessidade permanente de inovar”.

Ela discorreu ainda sobre os desafios do Brasil no início do século XXI, o novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco e a reinserção do Estado no contexto nacional. “Os investimentos sinalizam para um novo ciclo puxado pela indústria e para transformações na estrutura produtiva, a partir do surgimento de novas atividades - petróleo, construção naval, indústria automobilística, siderúrgica, farmacoquímica-, e da redefinição de segmentos tradicionais, como produtos alimentares e bebidas, têxtil, metal-mecânica e material elétrico”, ressaltou.

Ela destacou ainda a ampliação dos investimentos na infraestrutura viária, hídrica e urbana, bem com o aumento dos investimentos na formação e qualificação profissional, o empreendedorismo e a eficiência na gestão pública como elementos potencializadoras do desenvolvimento do Estado. Segundo Tânia, a Região Metropolitana do Recife abrigará dois terços dos novos empreendimentos produtivos.

Participaram do debate representantes de diversos segmentos sociais do Estado, entre eles, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB); o deputado federal e ex-prefeito do recife, João Paulo (PT); o deputado estadual Diogo Moraes (PSB), o presidente da representação estadual da Fundação Maurício Grabois, Paulo Dantas, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Recife, José Bertotti, representantes do Sebrae-PE, Fetape e Pastoral da Terra.

Fonte: Site de Luciano Siqueira

terça-feira, 19 de julho de 2011

Progrape, mestrado e doutorado da UPE serão gratuitos

Alunos dos cursos de mestrado e doutorado e do Programa Especial de Graduação em Pedagogia (Progrape) da Universidade de Pernambuco (UPE) serão contemplados com a gratuidade nas taxas de matrícula e mensalidades de seus cursos.



A iniciativa foi possível graças a um decreto assinado pelo governador Eduardo Campos na última sexta-feira (15), beneficiando cerca de 350 pós-graduandos e 1.130 alunos do Progrape. A cerimônia de assinatura do documento, realizada no Campus da UPE em Garanhuns, contou com a presença de professores, alunos, gestores, políticos e representantes da comunidade científica do Estado.

Em seu discurso durante a solenidade de assinatura do decreto, o governador Eduardo Campos comentou que os números já dão conta de que Pernambuco está em posição de destaque no País nos índices de Educação, alcançando, inclusive, melhores posições que os estados de Santa Catarina e Paraná. “Em 2013, com essa turma do Progrape, estaremos no pódio do ensino fundamental e médio no Brasil, profetiza o governador, referindo-se ao ano de finalização do Programa, em 2013.

Para o secretário Marcelino Granja, o decreto fortalece a formação de professores e a pós-graduação, que está desafiada a resolver os problemas da população. “Esse tipo de ação é decisiva para impulsionar o crescimento que o Estado precisa para o desenvolvimento na Educação”, comentou.

Criado em 1999 pelo Governo em parceria com municípios do Estado com o objetivo de complementar a formação e capacitar os professores da rede pública de ensino que não possuem licenciatura (apenas o antigo magistério), o Progrape já formou mais de 12 mil professores em cursos presenciais e a distância instalados em 42 polos que agregam 82 municípios do Estado.

Atualmente, existem cerca de 2.380 alunos regularmente matriculados no Programa da UPE, sendo que apenas 1.250 são beneficiados com a isenção do pagamento das mensalidades, em função de atuarem como docentes na rede pública municipal ou estadual de ensino e terem suas mensalidades custeadas pelos municípios e Governo do Estado. O restante dos professores, que será favorecido com a gratuidade, custeia mensalmente cerca de R$ 160 do curso.

O diretor geral da UPE em Garanhuns, Pedro Falcão, lembrou que a assinatura do decreto se junta a outras ações do Governo para alavancar o desenvolvimento da Educação no Estado, como o Prevupe - o pré-vestibular da UPE para alunos carentes; e a assinatura do projeto de lei do Proupe no último mês de junho, que irá beneficiar com bolsas de estudo parciais e integrais alunos das 13 Autarquias Municipais de Ensino Superior do Estado. “Essas iniciativas também contribuem para resgatar a cidadania desses alunos”, complementou.

Os valores das mensalidades dos cursos serão repassados pelo Governo do Estado à UPE no limite do número de alunos matriculados por unidade de ensino. Cerca de R$ 2,1 milhões por ano serão investidos na gratuidade do Progrape e da pós-graduação stricto senso da Universidade, sendo R$ 1,15 milhão por ano no Progrape até sua extinção, no final de 2013, e R$ 967,2 mil por ano na gratuidade da pós-graduação da UPE.

Fonte: Sectec

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O projeto político de cada município em 2012

As eleições de 2012 estão quase na esquina e em toda parte se especula sobre nomes para prefeito e possíveis arranjos partidários. Pouco se fala em projeto – ou seja, em torno de que ideias fulano ou sicrano pretende juntar forças a seu favor e conquistar o eleitorado. Isso rebaixa a política, enfraquece os partidos e condena o poder local à mesmice.

É possível inverter a equação, pondo os bois adiante do carro e discutindo projetos políticos concretos antes da definição de nomes e coligações? Possível é, embora não seja fácil tal a força da cultura sedimentada em sentido contrário. E se é possível, vale tentar, pois isso é mais do que necessário nesse tempo de mudança que o país vive, que repercute sobre a vida municipal.

Caso de Pernambuco, estado que alcança um padrão de crescimento econômico importante, com sinais de sustentabilidade e em dimensão sem precedentes. Muda a matriz produtiva, diversifica territorialmente as atividades econômicas, dinamiza polos para além da Região Metropolitana e se espraia interior afora. Difícil é encontrar um dos cento e oitenta e cinco municípios que esteja à margem desse processo e onde as correntes políticas não sejam instadas a repensarem o desenvolvimento local.

É certo que em gra
nde parte dos municípios do país (em Pernambuco é assim) o grau de construção de uma consciência social esclarecida e de partidos aptos a abordarem a realidade de modo sistêmico é ainda rarefeito. Mas pelo menos nas grandes e médias cidades há condições subjetivas potenciais para tanto.

Impõe-se, portanto, a todo partido que deseja disputar o protagonismo político no município – como o PCdoB, por exemplo – se apresentar diante dos demais e da sociedade com uma opinião consistente sobre a realidade local, suas possibilidades, desafios e riscos; o governo atual, que se pretenda manter ou substituir; as linhas essenciais de inserção do município no ciclo de desenvolvimento em curso no estado; o modo de assegurar a gestão democrática; o papel dos movimentos sociais, etc.
Formatar assim um projeto político para o município também demanda diálogo com as forças vivas da sociedade, o movimento popular, técnicos, intelectuais, personalidades influentes, igrejas, empresários. Um bom exercício de construção coletiva das ideias. Um fator de amadurecimento partidário - uma das pedras de toque do fortalecimento de nossa jovem e ainda instável democracia.



por Luciano Siqueira,
Deputado Estadual pelo PCdoB.

sábado, 14 de maio de 2011

Pernambuco e a Interiorização do Desenvolvimento

Gás natural no polo gesseiro

. Informa o Valor Econômico a chegada, ainda como projeto-piloto, do gás natural ao "Chapadão do Araripe", no extremo oeste de Pernambuco, aumentando as expectativas de crescimento do polo gesseiro em quatro municípios da região.
. Cerca de 95% do gesso consumido no Brasil, algo em torno de 5 milhões de toneladas por ano, vêm dessa área. O dinamismo da construção civil já acelerou a procura pelo gesso, mas as cidades do polo e as empresas sofrem com problemas de infraestrutura. Praticamente todas as fábricas se abastecem de lenha e coque.
. Em uso há pouco mais de um mês, o gás natural, mais limpo e eficiente, pode ajudar o setor a atender melhor a demanda, que em 2010 avançou 30%.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Vento na Ilha




Vento é um cavalo:
ouve como ele corre
pelo mar, pelo céu.
Quer me levar: escuta
como ele corre o mundo
para levar-me longe.
Esconde-me em teus braços
por esta noite erma,
enquanto a chuva rompe
contra o mar e a terra
sua boca inumerável.
Escuta como o vento
me chama galopando
para levar-me longe.
Como tua fronte na minha,
tua boca em minha boca,
atados nossos corpos
ao amor que nos queima,
deixa que o vento passe
sem que possa levar-me.
Deixa que o vento corra
coroado de espuma,
que me chame e me busque
galopando na sombra,
enquanto eu, protegido
sob teus grandes olhos,
por esta noite só
descansarei, meu amor.
Pablo Neruda

Fonte: www.lucianosiqueira.blogspot.com

sábado, 2 de abril de 2011

Jornada de Lutas mobiliza dois mil estudantes no Recife

As entidades estudantis nacionais e estaduais realizaram na ultima quinta-feira (24), no centro do Recife, uma grandiosa mobilização para lembrar a Jornada Nacional de Lutas promovida anualmente em todo o País pela UNE – União Nacional dos Estudantes, UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e ANGP - Associação Nacional dos Pós-Graduandos, durante o mês de março.

No Recife, a concentração dos estudantes aconteceu no Ginásio Pernambucano. De lá, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio do Campo das Princesas, na Praça da República, no Centro, onde apresentaram ao Governo do Estado a pauta nacional de lutas da categoria, bem como reivindicações específicas dos estudantes pernambucanos como a solidarização do Governo com a pauta nacional, contra o corte de três bilhões na educação, mais democracia nas escolas com relação a eleição de grêmios estudantis e a implementação de um plano estadual de assistência estudantil (casa do estudante, alimentação, material de estudo, etc).

Os estudantes foram recebidos no Palácio por Aurélio Molina representante da secretaria de educação e Marcelo Canuto, representante do governo do Estado. Na ocasião, houve uma reunião onde foi formada uma comissão para tratar as reivindicações estudantis com o Governo de Pernambuco. Esta comissão é composta por: Manuela Braga presidente da UMES, Virgínia Barros presidente da UEP, Ane Bennevides diretora da associação dos pós-graduados, José Alberto representante da União dos Jaboatonenses dos Estudantes Secundaristas, Jacilene Souza representante do grêmio da IFPE, Angela Raniere da UEP e Tamires Lucena presidente do DCE da UPE.

De acordo com a presidente da UMES Manuela Braga, a mobilização da Jornada de Lutas foi vitoriosa. “ Em levar mais uma vez milhares de estudantes as ruas do Recife, em torno das pautas de reivindicações e formar uma comissão para tratar diretamente com o governo do Estado, com isso esperamos uma resposta imediata no retrocesso que astabeleceu nas escolas integrais com a proibição dos grêmios”.

Na ultima quinta-feira (31), a comissão estudantil se reuniu às 14h, na secretaria de educação com o secretário de educação e um representante do Governo do Estado para receber alguma resposta sobre o que foi direcionado nas reivindicações entregues na Jornada de Lutas.

NA TRIBUNA

A Jornada Nacional de Lutas foi lembrada pelo deputado Luciano Siqueira (PCdoB) durante a sessão legislativa da Assembleia Legislativa. Além de registrar a mobilização estudantil no Recife, o parlamentar destacou os principais pontos da pauta nacional de lutas apresentada pela UNE, UBES e ANGP, que reflete as reivindicações e anseios dos estudantes.

“Na pauta nacional de lutas o movimento estudantil pretende que não só os deputados e senadores debatam o Plano Nacional de Educação (PNE) que está em tramitação no Congresso Nacional. Eles reclamam a participação no debate de estudantes, professores, funcionários e dos diversos seguimentos da sociedade para que o PNE - que vem a ser uma proposta avançada - possa contemplar determinadas reinvindicações, entre as quais se destacam a destinação de 10% do PIB nacional para a educação, assim como 50% dos recursos advindos futuramente do petróleo e do gás da camada do pré-sal”.

Luciano adiantou ainda que em Pernambuco o movimento estudantil apresentará ao Governo do Estado duas reinvindicações específicas: uma, é a adoção de um Plano de Atenção ao Estudante no âmbito da Universidade de Pernambuco, e a outra seria a de demover a Secretaria de Educação de proibir a organização de grêmios representativos dos estudantes nas escolas de ensino integral. Eu uso o termo na condicional pois se trata de algo que precisa ser melhor esclarecido. Ao encerrar, Luciano manifestou sua solidariedade e apoio do PCdoB à Jornada Nacional de Lutas.

A Jornada é uma manifestação tradicional que acontece anualmente em homenagem ao estudante secundarista Edson Luiz, morto em 28 de março de 1968 por militares enquanto protestava contra o aumento do preço da refeição na universidade onde estudava.

Do Recife,
Elaine de Paula com informações da mídia local.
Fonte: www.vermelho.org.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

A pobreza extrema é 100%, mas não é tudo

O anúncio da presidenta Dilma de que dará prioridade ao combate à miséria não é em si errado. Antes soa positivo e sublinha o compromisso social da gestão que se inicia. Entretanto, pode dar margem a interpretações incorretas, na medida em que se entenda nesse propósito um retorno ao “tudo pelo social” e coisas do gênero.

Por que entender assim é errado? Porque focar a ação de governo no combate à pobreza colide com a necessária universalização das políticas públicas destinadas a melhorar o padrão de vida da população – que, por seu turno, depende do desenvolvimento econômico em bases sustentáveis e socialmente inclusivas.

O PT, tempos atrás, cometia esse equívoco. Lembro-me de uma breve reunião com o Lula (pouco antes de enfrentar a batalha eleitoral que lhe deu a presidência) e o então deputado José Dirceu, no auditório da prefeitura do Recife, em que ambos acentuaram a centralidade da questão nacional numa perspectiva de tirar o País do atraso e divisar novos horizontes pós duas décadas e meia perdidas. Então vice-prefeito, tão logo terminou a reunião, apressei-me em comentar com ambos, Lula e Dirceu, o que me parecia uma posição justa e avançada por eles assumida, concorde com o pensamento do meu partido, o PCdoB.

Dilma mesmo, em seu discurso de posse, fez referências precisas à necessidade de nos costurarmos com nossas próprias linhas no atual ambiente internacional conturbado por uma crise sistêmica persistente. Isso quer dizer manter e elevar o padrão de crescimento econômico com apoio de nossas próprias potencialidades.

Esse, sim, é o verdadeiro caminho de combate à pobreza, mormente se o crescimento se der com distribuição de renda, garantia de direitos e robustecimento da massa salarial. Os programas sociais voltados para o atendimento à população indigente encontram aí a possibilidade de construir portas de saída, essas muito mais importantes do que as portas de entrada.

Está mais do que provado que é impossível melhorar os indicadores sociais à margem do desenvolvimento econômico. Uma coisa não guarda com a outra relação mecanicista de causa e efeito, é claro. Mas uma depende da outra, literalmente. Ou o Nordeste da “era Lula” não demonstra, ao crescer a taxas mais elevadas do que o restante do País a base de uma formidável expansão do consumo popular?

De outra parte, nunca é demais acentuar que a questão nacional – o dever da soberania – é o pano de fundo da necessária ruptura com os pressupostos macroeconômicos vigentes. Superar a sobrevalorização do câmbio, por exemplo, certamente não agradará nossos parceiros internacionais. Mas eles são parceiros, apenas; importa muito mais o interesse do povo brasileiro, do qual parcela substancial ainda sobrevive sob condições de pobreza extrema.

Donde é possível concluir, ao estilo cult de Falcão, que pobreza é 100%, mas não é tudo.

Por Luciano Siqueira,
Deputado Estadual e Secretário Estadual de Juventude do PCdoB-PE

fonte: www.lucianosiqueira.blogspot.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já foi notícia: Postagens antigas em alguns veículos de comunicação...

Estudantes Pernambucanos declaram apoio a Dilma no 2º Turno


Dia histórico para a juventude Pernambucana. Na última sexta-feira (22/10), estudantes Pernambucanos reunidos em Assembleia Geral na Rua do Lazer (UNICAP), decidiram por aclamação, declarar apoio neste segundo turno das eleições presidenciais a Dilma Rousseff.

A Assembleia Geral dos Estudantes Pernambucanos foi organizada pelas entidades estudantis UEP (União dos Estudantes de Pernambuco) e UMES (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas) e contou com as presenças do Presidente da UBES Yann Evanovick e do Diretor da UNE Luís Felipe Maciel.
Além das presenças do Senador Eleito Humberto Costa e de Deputados Federais e Estaduais eleitos da Frente Popular de Pernambuco: Deputada Federal Ana Arraes, Deputado Federal Paulo Rubem, da Deputada Estadual Teresa Leitão e do Deputado Estadual Luciano Siqueira.
O ato foi realizado na Rua do Lazer (UNICAP) e contou com a presença de cerca de 1.500 estudantes oriundos de Escolas e Universidades de todas as regiões de nosso Estado. Em seguida, após o término da Assembléia dos Estudantes, realizou-se uma grande passeata pelo centro do Recife que culminou na junção da passeata dos Estudantes e a caminhada pró-Dilma na Conde da Boa Vista.

Fotos do ato disponivel no Orkut: UJS Pernambuco

Por Anderson Diego,
Estudante de Marketing e Diretor de Comunicação da UJS-PE
Postado em 25 de outubro de 2010

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UEP sai em defesa do pré-sal para a educação

Nesta terça-feira (23) ocorrerá no centro da Cidade do Recife uma manifestação dos estudantes Pernambucanos em defesa de 50% do fundo social do pré-sal para a educação.

Esta manifestação surge a partir das recentes descobertas de Petroléo na camada pré-sal e que possibilitará ao Brasil um volume de recursos equivalentes ao seu PIB atual (ou seja, dobrar o seu PIB).

Os estudantes defendem que os royalties sejam divididos de forma justa entre todos os Estados da Federação, e que parte deste recurso, ou seja, 50% do Fundo Social do Pré-Sal seja investido em Educação. Estima-se a participação de cerca de 5 mil estudantes, além de diversas entidades do segmentos sociais do Estado e de lideranças políticas das mais diversas correntes.

Além da manifestação, ocorrerá uma homenagem a todos/as que contribuiram para a importante conquista da Gratuidade da UPE, no Palácio do Campo das Princesas, com a presença do Governador do Estado de Pernambuco - Eduardo Campos, da Secretária de Ciência, Tecnologia e Meio-Ambiente - Luciana Santos, do ex-Prefeito do Recife - João Paulo, do Prefeito de Olinda - Renildo Calheiros, do Secretário das Cidades - Humberto Costa, Deputados, Vereadores, ex-Presidentes de Gestões do DCE UPE, dos Sindicatos da UPE, dentre outros.



por Anderson Diego.
Postado em 23 de março de 2010

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Debate: Reforma Política e a Crise no Senado
























Foto: Representante do Ministério Público, Jayme Asfora – Presidente da OAB/PE, Mendonça Filho (DEM), Vereador Luciano Siqueira (PCdoB).



O Diretório Acadêmico do Curso de Direito da UFPE (Gestão Contestação), realizou um importante debate esta semana, com o tema: “Reforma Política e a Crise no Senado”, trazendo como debatedores: representante do Ministério Público de Pernambuco, Jayme Asfora (Presidente da OAB/PE), ex-governador Mendonça Filho (DEM), Vereador Luciano Siqueira (PCdoB). Tendo o debate ocorrido no anfiteatro da Faculdade de Direito do Recife (UFPE).

Os debatedores apresentaram seus pontos de vistas e responderam aos questionamentos feitos por parte dos estudantes e demais presentes ao local. O que ficou bastante explícito, no decorrer do debate, foi que apesar das “discordâncias pontuais e ideológicas”, ambas as correntes de opiniões presentes na mesa, concordam na necessidade emergencial de uma profunda Reforma Política em nosso País.

Tiveram importantes intervenções de representantes da União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto (UEP), de representantes sindicais e de órgãos governamentais.

E ainda espaços para polêmicas, onde tivemos uma defesa sistemática (no decorrer do debate) por parte de do ex-governador Mendonça Filho (DEM) da saída do Presidente do senado, José Sarney e em defesa do nome de José Serra (PSDB) na corrida Presidencial.

Por outro lado, o Vereador do Recife Luciano Siqueira (PCdoB), trouxe aspectos históricos da política nacional e pontos necessários e urgentes que a Reforma Política deva abordar como o financiamento público de campanha e do sistema de listas partidárias preordenadas, além disso, opinou acerca dos avanços que o Brasil vem tendo nos últimos anos com a ascensão das forças democráticas populares ao poder, sob a liderança do Presidente Lula, e por fim citou a realização da I Nacional de Comunicação.

Mais informações e acessem:
http://lucianosiqueira.blogspot.com/ (Blog do Luciano Siqueira)
http://www.vermelho.org.br/
Por Anderson Diego
Postado em 15 de setembro de 2009