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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Artigo do ex-Presidente Lula no Jornal "The New York Times"

Ex-Presidente Lula estréia coluna no Jornal "The New York Times" falando acerca dos recentes protestos e mobilizações por todo o Brasil. 

Confira na íntegra: 

A MENSAGEM DA JUVENTUDE BRASILEIRA
Parece mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não democráticos, como no Egito e na Tunísia, em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens desempregados para marcas assustadoras, como na Espanha e na Grécia, do que quando eles surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde atualmente gozamos das menores taxas de desemprego da nossa história e de uma expansão sem precedentes dos direitos econômicos e sociais.
Muitos analistas atribuem os recentes protestos a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: Eles refletem um esforço para aumentar o alcance da democracia, para incentivar as pessoas a participar mais plenamente.
Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, o Brasil, onde acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicas e políticas. Na última década, o Brasil dobrou o número de estudantes universitários, muitos de famílias pobres. Nós reduzimos drasticamente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes, mas é completamente natural que os jovens, especialmente aqueles que estão obtendo coisas que seus pais nunca tiveram, desejem mais.
Esses jovens não viveram a repressão da ditadura militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles não convivem com a inflação dos anos 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos nossos salários era correr para o supermercado e comprar tudo o possível antes de os preços subirem novamente no dia seguinte. Lembram-se muito pouco da década de 1990, quando a estagnação e o desemprego deprimiu nosso país. Eles querem mais.
É compreensível que assim seja. Eles querem que a qualidade dos serviços públicos melhore. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seus primeiros carros e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público deve ser eficiente, tornando a vida nas grandes cidades menos difícil.
As preocupações dos jovens não são apenas materiais. Eles querem maior acesso ao lazer e a atividades culturais. Mas, acima de tudo, eles exigem instituições políticas que mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico do Brasil, que recentemente se mostraram incapazes de gerir a reforma. A legitimidade dessas demandas não pode ser negada, mesmo que seja impossível atendê-las rapidamente. É preciso primeiro encontrar recursos, estabelecer metas e definir prazos.
A democracia não é um compromisso de silêncio. Uma sociedade democrática é sempre em fluxo, debater e definir as suas prioridades e desafios, em constante desejo por novas conquistas. Apenas em uma democracia um índio pode ser eleito presidente da Bolívia, e um afro-americano pode ser eleito presidente dos Estados Unidos. Apenas em uma democracia poderia, primeiro, um metalúrgico e umam depois, um mulher serem eleitos presidentes do Brasil.
A história mostra que, quando os partidos políticos são silenciados e as soluções são procuradas pela força, os resultados são desastrosos: guerras, ditaduras e perseguição das minorias. Sem partidos políticos não pode haver uma verdadeira democracia. Mas as pessoas simplesmente não querem votar a cada quatro anos. Eles querem interação diária com os governos locais e nacionais, e querem participar da definição de políticas públicas, oferecendo opiniões sobre as decisões que os afetam a cada dia.
Em suma, eles querem ser ouvidos. Isso cria um enorme desafio para os líderes políticos. Exige as melhores formas de engajamento, através da mídia social, nos espaços de trabalho e nos campi, reforçando a interação com grupos de trabalhadores e líderes da comunidade, mas também com os chamados setores desorganizados, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitado por falta de organização.
Tem-se dito, e com razão, que enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica. Se as instituições democráticas utilizassem as novas tecnologias de comunicação como instrumentos de diálogo, e não para mera propaganda, eles iriam respirar ar fresco em suas operações. E seria mais eficaz trazê-los em sintonia com todas as partes da sociedade.
Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que ajudei a fundar e que tem contribuído muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens de forma paternalista.
A boa notícia é que os jovens não estão conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam que odeiam a política estão começando a participar. Quando eu tinha a idade deles, nunca imaginei que me tornaria um militante político. No entanto, acabamos criando um partido político quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora. Através da política conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.
É evidente que ainda há muito a fazer. É uma boa notícia que os nossos jovens querem lutar para garantir que a mudança social continue em um ritmo mais intenso.
A outra boa notícia é que a presidente Dilma Rousseff propôs um plebiscito para realizar as reformas políticas que são tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a educação, saúde e transporte público, em que o governo federal iria fornecer apoio técnico e financeiro substancial para estados e municípios.
Ao conversar com jovens líderes no Brasil e em outros lugares, eu gostaria de dizer-lhes o seguinte: Mesmo quando você está desanimado com tudo e com todos, não desista da política. Participe! Se você não encontrar em outros o político que você procura, você pode achá-la em si mesmo.
Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com o Instituto Lula.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Lula convida América Latina a criar “doutrina de integração”


O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez o discurso de encerramento da 3ª Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo na noite desta quarta-feira (30), em Havana, Cuba, e reforçou que a América Latina deve levar a proposta de maior integração regional além das reuniões e discursos.


Por Moara Crivelente para o Portal Vermelho 


 
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Entre os dias 28 e 30 de janeiro foi realizada a Conferência Mundial que comemorou o 160º aniversário de nascimento de José Martí.

O ex-presidente Lula iniciou o discurso de encerramento do evento pedindo um minuto de silêncio pelas vítimas da tragédia de Santa Maria (RS). Depois, descontraído, Lula referiu-se a Hugo Chávez, dizendo estar usando uma guayabera vermelha em homenagem ao presidente venezuelano. 

Durante os trabalhos finais da conferência, o ex-presidente propôs a criação de uma “doutrina de integração que sistematize desde o ponto de vista intelectual” tudo o que se tem debatido a respeito. Lula se referia à necessidade de levar a proposta de maior integração regional além dos discursos e reuniões, “pois se trata de um processo que pode mudar a história da América Latina”, afirmou. A rede venezuelana Telesur disponibilizou em sua página, o vídeo integral com o discurso do ex-presidente.

Lula foi descrito por Armando Hart, diretor do Escritório do Programa Martiano e presidente do comitê organizador da conferência, como alguém firmemente comprometido com a democracia, com a redução da pobreza, com o combate à fome e com a erradicação da miséria. Foi também caracterizado pelo diretor de “figura-chave do processo de integração que vive hoje Nossa América”, capaz de representar “o compromisso de José Martí com os pobres da Terra”. 

EUA e América Latina

O ex-presidente fez uma série de reivindicações, em especial aos EUA, para que este país mude a sua política externa para a América Latina, principalmente no tocante ao bloqueio contra Cuba, que só subsiste graças à “teimosia” norte-americana, ao “atrevimento de quem não reconhece que perdeu a batalha”. Ainda afirmou que o país tem “ouvidos moucos” quando se trata dos problemas “da nossa querida América Latina”, mas disse que é otimista, que crê “cegamente” e espera que os EUA tenham um olhar diferente para a região ainda durante o mandato do presidente reeleito Barack Obama.

Lula afirmou que o mundo atual exige o aprofundamento da democracia e precisa continuar avançando nas relações internacionais, o que contribui para os esforços de integração regional que devem ser intensificados. Uma das propostas levantadas pelo petista foi a “revolução na comunicação”; o tema, principalmente aliado à problemática dos monopólios midiáticos, já está em debate através de sucessivas propostas para as Leis de Meios e para a democratização e outras regulamentações da mídia. 

Ainda, disse acreditar que o tratamento midiático dispensado à esquerda, tanto no Brasil quanto a líderes como o presidente boliviano Evo Morales e o venezuelano Hugo Chávez, deve-se à “ira” pelo sucesso das políticas socioeconômicas. “Quem iria imaginar que um índio, com cara de índio, com jeito de índio e com comportamento de índio poderia governar a Bolívia? E dar certo!”, indagou Lula. O ex-presidente contou de reuniões que manteve com Evo, “que queria estatizar todas as empresas brasileiras que atuavam na Bolívia”; disse: “a direita brasileira queria que eu brigasse com o Evo”. Continuou: “eu não consigo entender como é que um metalúrgico de São Bernardo do Campo, do Brasil, pode brigar com um índio da Bolívia? Se fosse com o Bush, se fosse com a Angela Merkel... mas com Evo? Era a última coisa que eu faria no mundo”.

Ao falar, com carinho, do presidente Chávez, desejando-lhe melhoras e pronta recuperação, a audiência da conferência interrompeu-o, levantando-se para aplausos e manifestações de apoio. Lula havia se reunido com Chávez, com o ex-presidente e líder revolucionário Fidel Castro, e depois com o presidente Raúl Castro, o que, segundo ele, poderia justificar seu ligeiro atraso. 

Ele contou que conheceu Fidel Castro em 1980, quando esteve na Nicarágua, no contexto da Revolução Sandinista, e reforçou os seus laços de grande amizade com o líder e a sua admiração pelo povo cubano, principalmente pela defesa da sua dignidade e soberania. Mencionou ainda os cinco cubanos, agentes da inteligência cubana, encarcerados nos EUA desde 1998, sob pesadas acusações de espionagem, lembrando que a situação foi tema de uma de suas visitas ao país norte-americano, ainda governado por George W. Bush. Porém, a América Latina parece não despertar o interesse que deveria ao país mais rico do mundo, tão próximo desta região, que tem “condições de produzir muito mais do que muitos outros países”. Lula ressaltou que os estadunidenses só conseguiram enxergar a América Latina quando apoiaram os golpes militares que assolaram a região, na década de 1960. 

Lembrou ainda que a comemoração pelos 160 anos de nascimento de José Martí combina também com os 60 anos do assalto ao Quartel Moncada, “esse movimento tão importante na história da Revolução Cubana”. A ação foi protagonizada por Fidel Castro, em 1953, para tomar as bases dos quartéis em um dos esforços por derrubar o governo de Fulgêncio Batista. 

Ideais martianos

A conferência segue o rumo proposto por vários líderes latino-americanos para a maior integração regional e compreensão do contexto e dos desafios políticos e socioeconômicos com os quais é necessário lidar em unidade. A América Latina atual já vem traçando um caminho progressista importante, com conquistas fundamentais no âmbito social, político e econômico e ainda conseguiu fazê-lo criando mecanismos de integração regional e com ênfase no respeito à soberania nacional de cada país. Um exemplo é a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), criada em 2011 como alternativa a iniciativas em que os EUA participam (como a Organização dos Estados Americanos). A presidência da Celac é exercida atualmente por Cuba, e a comunidade realizou recentemente um fórum entre os 33 países que a integram. 

A conferência insere-se também na discussão sobre o imperialismo e a luta pela independência política e autodeterminação dos povos e nações. A profunda crise sistêmica pela qual o mundo tem passado deu ainda mais voz ao debate e às reivindicações já institucionalizadas na América do Sul pela superação da interferência imperialista, antidemocrática e militarista que ainda se verifica em outras partes do mundo, sobre tudo na África.

As lutas, que esta nova postura anti-imperialista já colocou em prática em todo o mundo, baseiam-se nos movimentos de trabalhadores e da juventude, nas lutas das mulheres, do campesinato, dos movimentos de resistência às guerras e em movimentos de libertação nacional, como ressaltado por José Reinaldo. Ainda, Frei Betto, que recebeu o prêmio José Martí, da Unesco, lembrou que o líder revolucionário foi um destacado cientista social de sua época, e que suas ideias geopolíticas têm plena vigência atualmente. 

A conferência é patrocinada pela Unesco, através do Projeto José Martí de Solidariedade Mundial, e tem como principal mote a afirmação martiana “pátria é humanidade”. Para Lula, é “muito importante que uma instituição multilateral com o peso da Unesco” dê apoio a este tipo de evento. O ex-presidente ressaltou ainda que há necessidade de maior definição e eficácia do processo de unidade latino-americana. 

O tipo de integração a ser almejado (cultural, econômica, física ou universitária, por exemplo), de acordo com Lula, precisa ser esclarecido. Isso “contribuiria para mudar um pouco a história da nossa querida América Latina. A integração não pode ser apenas um discurso em época de campanha eleitoral ou em reuniões de chefes de Estado”. O importante é que os participantes da conferência saíssem dela como aliados em algo novo que se queira construir, reafirmou o ex-presidente.

Com exclusividade para o Portal Vermelho, o editor José Reinaldo Carvalho fala sobre a participação de Lula na conferência, diretamente de Cuba, para o “Ponto de Vista” da Rádio Vermelho.

 Programa Ponto de Vista com José Reinaldo Carvalho em Cuba


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Instituto da Cidadania divulga fotos de Lula sem barba e cabelo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se antecipou aos efeitos da quimioterapia e raspou o cabelo e a barba, que se tornou uma marca na aparência dele, desde quando era sindicalista, na década de 1970.



As imagens foram divulgadas na tarde desta quarta-feira (16), onde é possível ver que a ex-primeira-dama Marisa Letícia foi quem raspou a barba e cortou o cabelo de Lula, que faz tratamento contra um câncer na laringe. Nas fotos, Lula aparece sorridente e de bigode.

No final da tarde, o Instituto divulgou email para quem quiser enviar mensagem de apoio ao ex-presidente: saudelula@icidadania.org







crédito das imagens: Instituto da Cidadania

da redação



Fonte: www.vermelho.org.br

sábado, 29 de outubro de 2011

Lula fará quimioterapia para combater tumor na laringe

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, 66 anos, recebeu o diagnóstico de um tumor localizado de laringe, após realizar exames hoje (29), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Para combater, fará uma série de sessões de quimioterapia a partir de segunda (31). "O presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza deque, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio", declarou Dilma Rousseff.


"As chances de cura são excelentes", afirmou um dos oncologista da equipe que atende Lula, Artur Katz. Segundo boletim médico do hospital, divulgado por volta das 11h deste sábado, Lula passa bem e deverá realizar o tratamento em caráter ambulatorial. O médico Paulo Hoff, um dos responsáveis pelo tratamento que o ex-presidente vai fazer contra o tumor, disse que Lula estava apresentando rouquidão acima do normal, o que o levou a fazer os exames e permitiu detectar o tumor.

O oncologista Artur Katz declarou que o estado de Lula é "muito bom". "Ele está em ótimo estado geral." Katz destacou que o tumor descoberto na manhã de hoje não é "muito grande". "Deseja-se que ele possa levar uma vida normal em quantidade e qualidade, após o tratamento", disse o médico.

A equipe médica preferiu a quimioterapia à cirurgia, "para preservar as funções da laringe".  

A assessoria de Lula contou que ele foi ao hospital Sírio Libanês ontem por conta de dores na garganta. O ex-presidente, segundo Hoff, pediu aos médicos que sua doença fosse tratada "com transparência". As sessões de quimioterapia já começarão na segunda-feira (31).

Repercussão
Em nota divulgada neste sábado (29), a presidente Dilma Rousseff, comentou a notícia. "O presidente Lula é um líder, um símbolo e um exemplo para todos nós. Tenho certeza deque, com sua força, determinação e capacidade de superação de adversidades de todo o tipo, vai vencer mais esse desafio." 

Ela lembrou sua experiência com a doença, em 2009, quando passou por tratamento para linfoma não-Hodgkin. "Graças aos exames preventivos, a descoberta do tumor foi feita em estágio que permite seu tratamento e cura. Como todos sabem, passei pelo mesmo tipo de tratamento, com a competente equipe médica do Hospital Sírio Libanês, que me levou à recuperação total. Tenho certeza de que acontecerá o mesmo com o presidente Lula.", diz a nota.

E acrescentou: "Como presidenta da República e ex-ministra do presidente Lula, mas, sobretudo, como sua amiga, companheira, irmã e admiradora, estarei a seu lado com meu apoio e amizade para acompanhar a superação de mais esse obstáculo." 

A notícia logo tomou conta das páginas principais das versões on-line de jornais de todo mundo. Na Argentina, tanto no líder em vendas "El Clarín", quanto no concorrente "La Nación". O chileno "La Tercera" repercutiu o anúncio da doença colocando Lula em destaque em seu site.

O site da BBC destacou em sua página inicial a notícia, ressaltando que Lula presidiu o Brasil em um período de forte crescimento econômico, retirando milhões de pessoas da pobreza.

Na Espanha, o site "20 minutos" deixou por algum tempo a informação como notícia principal de sua página, com uma grande fotografia do ex-presidente e os dizeres "Lula padece de câncer".

O português "Diário de Notícias" também comentou, afirmando que o brasileiro terminou em 2010 seu segundo mandato "como o mais bem avaliado da história do Brasil".

O que é a doença?

A laringe é um órgão situado na região do pescoço e tem funções respiratórias e relacionadas ao aparelho vocal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, o câncer de laringe atinge principalmente homens e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço. 

O site do instituto informa que fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe que não fumantes. Mas também existem causas virais e não é possível ainda dizer o que levou ao desenvolvimento do tumor de Lula. "As chances de cura são excelentes", completou. Lula é ex-fumante e tinha o hábito de fumar cigarrilhas. 

O câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na região da cabeça e pescoço, segundo o Inca. O instituto informa que dois terços dos tumores do gênero ocorrem na corda vocal.
 
com agências

Fonte: www.vermelho.org.br

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lula recebe título de Doutor Honoris Causa de universidades pernambucanas

A cerimônia de entrega será realizada no Teatro de Santa Isabel, das 10h às 12h, nesta sexta; ex-presidente chega nesta quinta-feira, para concerto da Orquestra Criança Cidadã

Da Redação do pe360graus.com
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virá a Pernambuco nesta quinta-feira (21). Durante sua visita, além de participar do concerto de aniversário da Orquestra Criança Cidadã, Lula receberá, na sexta-feira (22), o título de Doutor Honoris Causa, concedido pelas universidades Federal (UFPE), Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade de Pernambuco (UPE). A cerimônia de entrega será realizada no Teatro de Santa Isabel, das 10h às 12h.

A concessão do título pela UFPE foi aprovada pelo Conselho Universitário em 2002, sendo a primeira universidade a fazer esta homenagem a Lula. Os demais títulos foram concedidos posteriormente, a UFRPE, em 2003, e a UPE, em 2009. Por isso, a cerimônia será presidida pelo reitor Amaro Lins e terá como presidente de honra o governador do Estado, Eduardo Campos. 

Em função das dimensões do teatro, o evento será restrito a convidados. Participarão representantes dos Conselhos Universitários das três instituições de ensino superior e outros convidados das universidades, do Governo do Estado e da Prefeitura do Recife.

sábado, 11 de junho de 2011

Inscrições do Encontro de Blogueiros até segunda-feira



Evento debate comunicação alternativa e confirma a participação do ex-presidente Lula.
As inscrições para o 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistasdevem se encerrar na próxima segunda-feira (13). O evento, que acontece entre os dias 17 e 19 de junho, em Brasília, irá contar com uma vasta programação cujo objetivo é ampliar conhecimentos e compartilhar experiências sobre a comunicação alternativa à velha mídia oligárquica. Também está confirmada apresença do ex-presidente Lula, que deve comparecer no dia de abertura do Encontro. 
Contatos e inscrições podem ser feitos através do e-mail contato@baraodeitarare.org.br. O valor da inscrição é de R$ 60, porém estudantes pagarão apenas R$ 20. Finalmente, o evento será integralmente coberto, ao vivo, pela TV dos Trabalhadores (TVT).
Confira abaixo a programação:
II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas
Data: 17, 18 e 19 de junho.
Local: Centro de Convenção da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC)
SGAS. Avenida W-5, Quadra 902, Bloco C – Telefone: (61) 3214-8000

- Dia 17 de junho, sexta-feira

17 horas – Início do credenciamento.
19 horas – Palestra do ministro Paulo Bernardo sobre os desafios da comunicação no governo Dilma Rousseff;
21 horas – Festa de confraternização.

- Dia 18 de junho, sábado

9 horas – A luta por um novo marco regulatório da comunicação.
- Deputada Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão;
- Jurista Fábio Konder Comparato – autor da Ação de Omissão (ADO) do Congresso Nacional na regulamentação da comunicação;
- Professor Venício Lima – autor do livro recém-lançado “Regulação das comunicações”.

14 horas – Oficinas autogestionadas e simultâneas.
  1. Os partidos e a luta pela democratização da comunicação.
    - José Dirceu (PT), João Arruda (PMDB), Brizola Neto (PDT), Renato Rabelo (PCdoB), Randolfe Rodrigues (PSOL) – mediação: José Augusto Valente;
  2. O sindicalismo na era da internet.
    - Artur Henrique (CUT), Luis Carlos Mota (FS), Nivaldo Santana (CTB), Ricardo Patah (UGT), Ubiraci Dantas (CGTB) e Toninho (Diap) – mediação: Rita Casaro;
  3. A política da internet, tecnologias e a neutralidade na rede
    - Sérgio Amadeu, Marcelo Branco, Ricardo Poppi, José Carlos Caribé, Tatiane Pires – mediação: Diego Casaes;
  4. “Arte, humor, militância e compromisso: agora por nós mesmos. Compartilhando experiências”
    - Mediação: Sérgio Teles e Paula Marcondes;
  5. Reforma agrária e as perspectivas na comunicação
    - Gilmar Mauro, Rodrigo Vianna, Letícia Silva, Sergio Sauer – mediação: Igor Felippe;
  6. Mulheres na blogosfera.
    - Luka da Rosa, Amanda Vieira, Mayara Melo – mediação: Niara de Oliveira;
  7. Perseguição e censura contra a blogosfera.
    - Paulo Henrique Amorim, Esmael Morais e Lino Bocchini – mediação: Altamiro Borges.
  8. A militância digital e as redes sociais
    - Eduardo Guimarães, Luis Carlos Azenha, Conceição Oliveira (Maria Frô) – mediação: Conceição Lemes.
  9. Lan Houses e a internet na periferia.
    - Mediação: Mario Brandão.
  10. A economia da outra comunicação: os caminhos e desafios da sustentabilidade da blogosfera
    - Ladislau Dawbor, Marcio Pochmann, Clayton Mello – mediação: Renato Rovai.
• Oficina sobre ferramentas do blog – mesa: Marcos Lemos;

- Dia 19 de junho, domingo

9 horas – reuniões em grupo: troca de experiência, balanço e desafios da blogosfera progressista;
14 horas – Plenária final: aprovação da carta dos blogueiros e constituição da nova comissão nacional organizadora.

Fonte: www.ujs.org.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já foi notícia: Postagens antigas em alguns veículos de comunicação...


Debate: Reforma Política e a Crise no Senado
























Foto: Representante do Ministério Público, Jayme Asfora – Presidente da OAB/PE, Mendonça Filho (DEM), Vereador Luciano Siqueira (PCdoB).



O Diretório Acadêmico do Curso de Direito da UFPE (Gestão Contestação), realizou um importante debate esta semana, com o tema: “Reforma Política e a Crise no Senado”, trazendo como debatedores: representante do Ministério Público de Pernambuco, Jayme Asfora (Presidente da OAB/PE), ex-governador Mendonça Filho (DEM), Vereador Luciano Siqueira (PCdoB). Tendo o debate ocorrido no anfiteatro da Faculdade de Direito do Recife (UFPE).

Os debatedores apresentaram seus pontos de vistas e responderam aos questionamentos feitos por parte dos estudantes e demais presentes ao local. O que ficou bastante explícito, no decorrer do debate, foi que apesar das “discordâncias pontuais e ideológicas”, ambas as correntes de opiniões presentes na mesa, concordam na necessidade emergencial de uma profunda Reforma Política em nosso País.

Tiveram importantes intervenções de representantes da União dos Estudantes de Pernambuco Cândido Pinto (UEP), de representantes sindicais e de órgãos governamentais.

E ainda espaços para polêmicas, onde tivemos uma defesa sistemática (no decorrer do debate) por parte de do ex-governador Mendonça Filho (DEM) da saída do Presidente do senado, José Sarney e em defesa do nome de José Serra (PSDB) na corrida Presidencial.

Por outro lado, o Vereador do Recife Luciano Siqueira (PCdoB), trouxe aspectos históricos da política nacional e pontos necessários e urgentes que a Reforma Política deva abordar como o financiamento público de campanha e do sistema de listas partidárias preordenadas, além disso, opinou acerca dos avanços que o Brasil vem tendo nos últimos anos com a ascensão das forças democráticas populares ao poder, sob a liderança do Presidente Lula, e por fim citou a realização da I Nacional de Comunicação.

Mais informações e acessem:
http://lucianosiqueira.blogspot.com/ (Blog do Luciano Siqueira)
http://www.vermelho.org.br/
Por Anderson Diego
Postado em 15 de setembro de 2009