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quinta-feira, 3 de março de 2011

A pobreza extrema é 100%, mas não é tudo

O anúncio da presidenta Dilma de que dará prioridade ao combate à miséria não é em si errado. Antes soa positivo e sublinha o compromisso social da gestão que se inicia. Entretanto, pode dar margem a interpretações incorretas, na medida em que se entenda nesse propósito um retorno ao “tudo pelo social” e coisas do gênero.

Por que entender assim é errado? Porque focar a ação de governo no combate à pobreza colide com a necessária universalização das políticas públicas destinadas a melhorar o padrão de vida da população – que, por seu turno, depende do desenvolvimento econômico em bases sustentáveis e socialmente inclusivas.

O PT, tempos atrás, cometia esse equívoco. Lembro-me de uma breve reunião com o Lula (pouco antes de enfrentar a batalha eleitoral que lhe deu a presidência) e o então deputado José Dirceu, no auditório da prefeitura do Recife, em que ambos acentuaram a centralidade da questão nacional numa perspectiva de tirar o País do atraso e divisar novos horizontes pós duas décadas e meia perdidas. Então vice-prefeito, tão logo terminou a reunião, apressei-me em comentar com ambos, Lula e Dirceu, o que me parecia uma posição justa e avançada por eles assumida, concorde com o pensamento do meu partido, o PCdoB.

Dilma mesmo, em seu discurso de posse, fez referências precisas à necessidade de nos costurarmos com nossas próprias linhas no atual ambiente internacional conturbado por uma crise sistêmica persistente. Isso quer dizer manter e elevar o padrão de crescimento econômico com apoio de nossas próprias potencialidades.

Esse, sim, é o verdadeiro caminho de combate à pobreza, mormente se o crescimento se der com distribuição de renda, garantia de direitos e robustecimento da massa salarial. Os programas sociais voltados para o atendimento à população indigente encontram aí a possibilidade de construir portas de saída, essas muito mais importantes do que as portas de entrada.

Está mais do que provado que é impossível melhorar os indicadores sociais à margem do desenvolvimento econômico. Uma coisa não guarda com a outra relação mecanicista de causa e efeito, é claro. Mas uma depende da outra, literalmente. Ou o Nordeste da “era Lula” não demonstra, ao crescer a taxas mais elevadas do que o restante do País a base de uma formidável expansão do consumo popular?

De outra parte, nunca é demais acentuar que a questão nacional – o dever da soberania – é o pano de fundo da necessária ruptura com os pressupostos macroeconômicos vigentes. Superar a sobrevalorização do câmbio, por exemplo, certamente não agradará nossos parceiros internacionais. Mas eles são parceiros, apenas; importa muito mais o interesse do povo brasileiro, do qual parcela substancial ainda sobrevive sob condições de pobreza extrema.

Donde é possível concluir, ao estilo cult de Falcão, que pobreza é 100%, mas não é tudo.

Por Luciano Siqueira,
Deputado Estadual e Secretário Estadual de Juventude do PCdoB-PE

fonte: www.lucianosiqueira.blogspot.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Já foi notícia: Postagens antigas em alguns veículos de comunicação...

RETA FINAL: Elegeremos 02 Senadores compromissados com o desenvolvimento

Reta final de campanhas eleitorais 2010, eleições estas que já nos mostram sua importância histórica para nosso País. Primeiro porque se sucederá um Governo de um operário pernambucano na Presidência da República que mudou a realidade do Brasil, colocou nossa nação entre as principais do mundo, soube superar, contornar as crises econômicas provocadas pelo capitalismo, investiu na infra-estrutura do País (recuperação, duplicação e ampliação das rodovias/estradas, portos e aeroportos, renascimento da Indústria naval, dentre outras), e soube adotar as políticas sociais que mudaram a cara do País (50 milhões de brasileiros ingressaram na classe média “C” saindo da linha de pobreza “D” e “E”; Novos centros universitários e tecnológicos foram construídos, implantou-se o REUNI e PROUNI, Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas Rio 2016, dentre outros).

Segundo porque apesar destes importantes avanços, é preciso aprofundar estas mudanças iniciadas pelo Governo Lula, e para tanto, poderemos nestas eleições eleger uma mulher, economista Presidenta da República. Dilma Rousseff foi Ministra das Minas e Energia do Primeiro Governo Lula, assumindo posteriormente o Ministério da Casa Civil (principal Ministério do Governo).

Dilma é a continuidade e o aprofundamento das mudanças iniciadas pelo Governo Lula. Entre suas propostas: - Acabar com a Miséria no Brasil; - criar um Sistema Nacional de Educação, garantindo o acesso a um ensino público, gratuito e de qualidade; - Ampliação do Ensino Técnico, Tecnológico e Universitário; - Ampliação dos Projetos e Programas Sociais; - Implantação do PAC 2 (combate e reparação as desigualdades sociais em todo o Brasil); - Consolidação das obras estruturadoras de nosso País (Refinaria de Petróleo Abreu e Lima, Transnordestina, Transposição do São Francisco, Exploração do Petróleo da Camada Pré-Sal, realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, dentre outros).

Para tanto, é fundamental elegermos Parlamentares compromissados com este projeto construído pelas forças progressistas e populares do Brasil, sob a liderança do Presidente Lula.
Em Pernambuco, temos as candidaturas da Frente Popular de Armando Monteiro Neto Nº 140 e de Humberto Costa Nº 13 ao Senado Federal. Portanto, eleger Armando e Humberto Senadores, é ter dois senadores atuantes e em sintonia com os Governos de Dilma/Lula e de Eduardo Campos. Apresentando projetos estruturadores, aprovando medidas importantes e defendendo os interesses de nosso Estado e do Brasil.

Lembrando que nestas eleições votaremos duas vezes para o Senado, ou seja, renovaremos 2/3 do Senado Brasileiro, é a nossa chance de elegermos dois Senadores por Pernambuco aliados de Dilma e Eduardo trabalhando para melhorar ainda mais o nosso Estado.

PERFIL:

Armando Monteiro (PTB) – Candidato ao Senado pela Frente Popular, seu número é 140. Atualmente é Presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Deputado Federal por Pernambuco. Um dos responsáveis pela ampliação dos recursos do Bolsa Família, pela atração de 350 novas indústrias e empreendimentos ao nosso Estado, pela formação de milhares de jovens através do SENAI, dentre outros.

Humberto Costa (PT) – Candidato ao Senado pela Frente Popular, seu número é 130. Foi Secretário do Governo João Paulo, Ministro da Saúde do Governo Lula e Secretário das Cidades do Governo Eduardo Campos. Criou importantes projetos como o SAMU, Programa Brasil Sorridente, Academia das Cidades, Programa Habilitação Popular, dentre outros.

Conheça as propostas na íntegra dos candidatos:
Armando Monteiro – www.armando140.com.br
Humberto Costa – www.humberto130.com.br