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quinta-feira, 28 de março de 2013

Governo vai reajustar a partir de abril valores de bolsas de pós-graduação

As bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) terão reajuste de cerca de 10% sobre o valor atual. O pagamento com os novos valores será feito a partir de maio. 

A partir de 1º de abril, a bolsa de mestrado passará de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200, e por fim, a bolsa de pós-doutorado será reajustada de R$ 3.700 para R$ 4.100. Este é o segundo reajuste em menos de um ano. Em maio de 2012, o governo federal também concedeu um reajuste de 10% para mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e alunos de iniciação científica.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o novo reajuste faz parte da política para aumento do número de mestres e doutores na educação superior. “O reajuste de bolsas é fundamental para estimular jovens talentos”, salientou.

Nos últimos quatro anos, a Capes expandiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação e aumentou a oferta de bolsas. Em 2008, havia cerca de 40 mil bolsistas no país. Em 2011, foram concedidas 72.071 bolsas de pós-graduação e 30.006 no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Em 2012, foram mais de 127 mil bolsas em todas as modalidades. Já o CNPq, em todas as modalidades, no mesmo período, aumentou a oferta de bolsas de 63 mil para cerca de 81 mil. 

Qualificação – A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos, tecnológicos e educacionais nas pesquisas e projetos apoiados pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

O MEC e o MCTI, por meio da Capes e CNPq, mantém programas de qualificação na educação superior, entre eles, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas no exterior para alunos de graduação em cursos das áreas de exatas.

Antes do reajuste do ano passado, o último reajuste de bolsas de pós-graduação no país havia sido em junho de 2008, quando as de mestrado passaram de R$ 940 para R$ 1,2 mil e as de doutorado de R$ 1,3 mil para R$ 1,8 mil. Entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002. 

Assessoria de Comunicação Social

sábado, 2 de março de 2013

Guia sobre a acumulação de bolsas de pesquisa com atividade profissional

Existem muitas dúvidas referentes ao acúmulo de bolsa com vínculo empregatício. Enquanto a CAPES não se posiciona definitivamente sobre o assunto - e considerando a interpretação equivocada de diversos programas de pós-graduação sobre o que vale atualmente - a ANPG elaborou um infográfico sobre as regras atuais.
Veja a cartilha e ajude a divulgar
Clique na imagem para ampliar

Fonte: http://www.anpg.org.br/gera_noticia.php?codigo=1625&tipo=1

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ANPG e Ubes entregam carta de reivindicações ao Ministro


A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) entregaram na noite deste domingo (20) ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, uma carta de reivindicações.


Entidades estudantis e Ministro debatem educação em Pernambuco.A principal demanda da Anpg é o reajuste em 30% das bolsas de mestrado e doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Em 2012, houve um acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia para um aumento de 40% no valor das bolsas. No segundo semestre do ano passado, houve um reajuste de 10%. Os estudantes pedem a complementação do percentual.

O diretor de Políticas Educacionais da Anpg e mestrando em História Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Lucas Machado, afirma que “sem que o pesquisador seja valorizado não tem como o Brasil projetar e organizar o seu desenvolvimento. A valorização do pesquisador é questão fundamental para pensar estrategicamente a situação brasileira”.

O valor da bolsa de estudos é R$ 1.350, para mestrado, e R$ 2 mil, para estudantes de doutorado. “Qualquer pessoa em início de carreira pode ganhar mais do que o valor da bolsa, o que nos estimula a continuar na universidade? Tem que gostar muito mesmo de pesquisar”, afirma Tamara Naiz da Silva, tesoureira da ANPG.

Secundaristas

A entrega foi feita durante o 2º Encontro Nacional de Grêmios da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), evento sediado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) simultaneamente ao 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Com os secundaristas, na parte da tarde, o tema do debate foi a Lei de Cotas. “Se mais de 80% dos estudantes do Brasil são de escola pública, por que não 50% das vagas nas universidades serem destinadas a eles?”, questionou Mercadante arrancando aplausos dos cerca de 1,5 mil alunos presentes.

A estudante Isadora Faber, autora da página Diário de Classe, também participou do debate. Ela ficou conhecida por manter uma página na internet em que mostra os problemas e cobra melhorias na escola pública onde estuda, em Florianópolis.

Com Agência Brasil e Portal ANPG


sábado, 28 de julho de 2012

Mestrando Vitoriense assume cargo na Associação Nacional de Pós-Graduandos

Diretores da Associação de Pós-graduandos da UFPE na 64ª Reunião da SBPC

O estudante do Mestrado em Administração da Universidade Federal de Pernambuco – Anderson Diego (PROPAD/UFPE), participou junto à delegação pernambucana da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em São Luiz – Maranhão. Evento que contou com a participação de entidades e lideranças do meio científico, tecnológico e social de todo o País. Além das apresentações e exposições de trabalhos, ocorreram oficinas, debates e palestras com representantes do Governo e da Sociedade civil.



Posse da Diretoria da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) – Gestão 2012-2014

            Na terça-feira (24 de julho) ocorreu nas dependências da 64ª Reunião da SBPC - no auditório Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - a posse da nova Diretoria da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). Durante a cerimônia de posse, foi prestada uma homenagem ao Maranhense José Mochel (in memorian) – Presidente-fundador da ANPG, em 1986.
  

Ao centro, Presidenta empossada da ANPG Luana Bonone (PUC-SP)

Em seguida, foram empossados a nova Presidente da entidade - a Doutoranda em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) - Luana Bonone e os demais diretores, entre eles, o Mestrando Vitoriense Anderson Diego, que assumiu a Diretoria nacional de Políticas Públicas de Juventude (PPJ). A pasta terá como principais desafios, a luta pela Aprovação do Estatuto da Juventude que atualmente tramita no Senado Federal, além de uma forte atuação junto ao Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e aos demais espaços de organização juvenil.
No ato da Posse - entre as principais autoridades presentes - estavam o Presidente do CNPq Glaucius Oliva, a Presidenta da SBPC Professora Helena Nader, Representante do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Presidente do Fórum de Pró-Reitores (FOPROP), Reitor da UFMA, Diretores da UNE, da UBES, representantes do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Presidenta da gestão cessante da ANPG Elisângela Lizardo e ex-Presidentes da ANPG.
Para maiores informações acerca da participação dos Pós-graduandos na 64ª Reunião da SBPC, poderão ser conferidas no sítio da ANPG – www.anpg.org.br






Por Anderson Diego,
Mestrando em Administração (PROPAD/UFPE)
Diretor de Políticas Públicas de Juventude da ANPG



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Posse da nova Diretoria da ANPG



Na noite desta terça-feira (25/07) ocorreu o ato de posse da nova diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), instalada no auditório Paulo Freire - Universidade Federal do Maranhão (UFMA).  

A posse, ocorreu nas dependências da 64ª Reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Contou com as presenças da Presidenta da SBPC Professora Helena Nader, do Presidente do CNPq Professor Glaucius Oliva, do Reitor da UFMA, UNE, UBES, CONJUVE, dentre outros.

No ato, foi realizada uma homeganem a José Mochel (um dos fundadores da ANPG), em seguida, foi iniciada o ato de posse. 

Neste ato, assumir a Diretoria de Políticas Públicas de Juventude (PPJ).


Por Anderson Diego
Mestrando em Administração


quinta-feira, 12 de julho de 2012

ANPG chega aos 26 anos comemorando as conquistas e planejando o futuro


No dia 12 de julho de 1986, quarenta e sete pós-graduandos reunidos na Universidade Federal do Paraná (UFPR) fundaram a Associação Nacional de Pós-Graduandos. A ANPG foi criada com um documento que assinalava dezesseis objetivos da nova entidade, entre eles lutar por mais e melhores bolsas, elaborar uma estratégia de lutas e prioridades, lançar um jornal oficial e tornar a ANPG influente junto aos demais setores acadêmicos e ao conjunto da sociedade.

Porém, muito antes, nos anos 60 e 70 (a pós-graduação brasileira foi regulamentada em 1965) os pós-graduandos já vinham se articulando em torno de bandeiras próprias. Data da década de 70 a criação das Associações de Pós-Graduandos (APGs) mais ativas na resistência à ditadura, entre elas APG da Unifesp e PUC-Rio (1976).

As APGs foram as bases para a formação de um movimento nacional unificado de pós-graduandos, o que se concretizaria em meados da década seguinte. Elas também funcionaram como núcleos de articulação contra a ditadura, ao lado da UNE e da UBES. Em 1977 os pós-graduandos se mobilizaram para enfrentar a tão notória e vergonhosa invasão da PUC-SP pela Polícia Militar. Também se reuniram com vários segmentos da comunidade acadêmica em torno da iniciativa de organizar a reunião da SBPC daquele ano, ameaçada pelo regime militar.

Thereza Galvão da Silva e Edson Pereira Cardoso (PUC-Rio), Ricardo Berbara e Aristóteles Moraes e Silva Neto (UFRJ), José Augusto Mochel e Luiz Eugênio Mello (Unifesp), Paolo Livotto e Benjamim Mendes (Unicamp) são alguns dos integrantes da 1ª gestão da ANPG. José Augusto Mochel, maranhense, será homenageado durante a Posse da gestão 2012-2014, compondo a programação oficial da 64ª Reunião Anual da SBPC, em São Luís, ainda este mês. 


Saiba mais sobre as atividades da ANPG na 64ª RA da SBPC aqui.

De lá pra cá o Movimento Nacional de Pós-Graduandos cresceu, espalhou-se pelo Brasil e hoje possui raízes fortes de Norte a Sul do país. Não foram poucas as batalhas travadas pela ANPG, desde o Fora Collor, passando pelos difíceis anos FHC (tanto para a ciência como para a educação), até ser, em 2003, pela primeira vez, recebida pelo então Ministro de C&T, Roberto Amaral. Nos anos 2000 a ANPG também concretizou sua aproximação com os grupos PET, com a realização do 1º Encontro de Jovens Cientistas, que terá sua 13ª edição neste mês, também durante a 64ª RA da SBPC.

Não há como falar dos 26 anos da ANPG sem citar a maior sociedade científica do país. Os pós-graduandos sempre estiveram presentes tanto nas reuniões anuais da SBPC como em sua construção cotidiana. Ano passado, na comemoração dos 25 anos da ANPG, durante a 63ª RA da SBPC em Goiás, foi anunciado pela presidenta da entidade, Helena Nader, a ANPG como 99ª entidade científica filiada à SBPC. O reconhecimento de todo o trabalho feito até aqui e o que ainda está por vir. Na ocasião da comemoração dos 25 anos pudemos reunir diversos ex-presidentes e ex-diretores, que puderam juntos compartilhar histórias e experiências de um passado e de um presente de luta em defesa da ciência e do Brasil.Relembre aqui o Ato de 25 anos.

Apesar de jovem, a ANPG é membro da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Superior (CS) e do Conselho Técnico-Científico (CTC) da Capes e do Conselho Deliberativo do CNPq, posições de destaque que coroam a importância da ANPG como entidade representativa dos pós-graduandos brasileiros. Não à toa o recente reajuste de 10% das bolsas de pesquisa, conquistado pela intensa mobilização e pressão da ANPG em conjunto com as APGs em torno da campanha #MinhaBolsaNaoAumentou, foi anunciado pelo presidente do CNPq durante o 23º Congresso Nacional de Pós-Graduandos.

O dia é de comemoração e de muitos planos pelo futuro que está por vir. Toda a história da ANPG aqui brevemente resumida nos dá a dimensão dos desafios que estão postos. Não nos furtaremos às batalhas, muito ainda precisa ser feito. Contamos com a companhia de cada pós-graduando deste país.

Saudações estudantis!

Viva a ANPG!

ANPG
www.anpg.org.br

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sebrae seleciona 50 bolsistas para projeto Agentes Locais de Inovação


São 50 vagas para agentes, 40 de cadastro reserva e dois orientadores. Remuneração será por meio de bolsa do CNPq de R$ 2.400.

Do G1 PE


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está selecionando profissionais para serem orientadores e também para integraram o projeto Agentes Locais de Inovação (ALI). Em Pernambuco, serão selecionados até 90 bolsistas, sendo 50 para contratação imediata e 40 para cadastro de reserva.

O projeto busca aumentar a competitividade das pequenas empresas por meio da difusão de informações sobre inovação, tecnologia e aplicação de soluções do Sebrae, conforme as características de cada negócio. A função do agente é atuar junto a pequenas empresas, identificando oportunidades de inovação.

Todos os selecionados vão passar por um curso de 300 horas no Sebrae, onde devem aprender a metodologia desenvolvida para o ALI e, em seguida, iniciar a atividade com aplicação, diagnóstico, sugestão do plano de negócio e acompanhamento. A duração da atividade é de dois anos, com remuneração através de bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) no valor de R$ 2.400 para todos os agentes.

Os candidatos a bolsa de agentes devem estar formados há até três anos em um curso de nível superior reconhecido pelo Miniostério da Educação (MEC) e ter disponibilidade integral para participar do projeto de formação.

Além dos 50 agentes, serão selecionados dois orientadores, que devem ter no mínimo mestrado, e vão ter como missão orientar todos os Agentes Locais de Inovação. Outro pré-requisito é ter formação superior mínima de seis anos, além de experiência em extensão nas áreas de inovação ou tecnologia, fora ter conhecimento dos setores da indústria, comércio e serviços.


As inscrições vão até o dia 16 de maio e devem ser feitas no site do projeto.



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Comissão da Capes e do CNPq se reúne para tratar do acúmulo das bolsas com vínculo empregatício

A 1ª reunião da comissão criada em dezembro de 2011, para tentar dar uma solução definitiva à confusão gerada pelas próprias agências, Capes e CNPq, acontecerá dia 14 de fevereiro, próxima terça-feira, em Brasília. A comissão foi instituída com o objetivo de “analisar as situações detectadas pelos programas e/ou pró-reitorias de pós-graduação ou equivalentes, que representam tipos de vínculos empregatícios, e que poderiam estar em desacordo com as regras para a concessão de bolsas estabelecidas pela Portaria Conjunta CAPES/CNPq nº 01/2010, bem como propor ajustes à legislação, caso necessário”, conforme publicado no DOU com a data de 14 de dezembro de 2011.

Além da Capes e do CNPq, a comissão é composta pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes, que a coordenará), pelo Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop) e pela ANPG. 

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, que acompanhou todo o processo, desde o lançamento da portaria que permitiu o acúmulo do vínculo empregatício com as bolsas de pesquisa, até a confusão criada em 2011, comporá a comissão pela entidade. Ela alerta que “tudo está em discussão novamente: se haverá ou não o acúmulo, como será nas instituições públicas, como será nas particulares, se será permitido o acúmulo antes ou depois do ingresso no programa, antes ou depois do pós-graduando ter a bolsa, enfim, todos aqueles pontos que tanto discutimos quando aquela catástrofe do corte de bolsas aconteceu ”.

Postura firme

Desde já a ANPG se posiciona em favor de uma solução para os centenas de pós-graduandos atingidos desde maio pelas decisões das agências. Não será admitido nenhum retrocesso e nenhum corte de bolsas.
Enfática, Elisangela afirmou: “sigo com o compromisso de defender com todas as minhas forças que os pós-graduandos não sejam prejudicados. Caso a situação seja muito feia, gritarei e conto com o eco de vocês. De qualquer modo, há quatro anos sem reajuste de bolsas, com corte de bolsas no meio do ano, acho que 2012 terá que ser bem agitado para todos nós, muita luta nos espera”.

Entenda o caso


Caso tenha alguma sugestão, denúncia, informação, manifesto, nota ou outro documento sobre o cancelamento das bolsas, envie para anpg@anpg.org.br

Da Redação.
Fonte: www.anpg.org.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Governo detalha plano para oferecer 75 mil bolsas de estudo no exterior


Capes vai oferecer 40 mil bolsas com US$ 936 milhões de investimento.

CNPq ficará responsável pelas outras 35 mil bolsas.

Do G1, em São Paulo

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, se reuniram nesta terça-feira (7) em Brasília com reitores de universidade e de institutos federais de educação, ciência e tecnologia, para discutir as estratégias do plano para criar 75 mil bolsas para brasileiros estudarem no exterior até 2014.
A oferta de bolsas do programa de internacionalização vai envolver a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Capes será responsável por ofertar 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos (US$ 234 milhões por ano). O plano de ação da Capes prevê em 338% o crescimento no número de bolsas no exterior em relação a 2010. O CNPq, por sua vez, será responsável pelas outras 35 mil bolsas.
Entre as modalidades das bolsas da Capes estão a graduação-sanduíche (quando o aluno passa um período no exterior durante sua formação no Brasil), doutorado-sanduíche (com parte dos estudos fora do país), dourado pleno e pós-doutorado.
“Não se trata de um rompante em que levaremos muitos estudantes ao exterior, mas de um grande projeto, que será institucionalizado pelo governo federal”, explicou Haddad. Mercadante, por sua vez, destacou que o CNPq vai ampliar muito a sua oferta atual, que é de 5,3 mil bolsas por ano.
A intenção do governo é dar prioridade para áreas do conhecimento que consideram prioritárias para o desenvolvimento do país, como engenharia e tecnologia. “São áreas em que o mercado de trabalho está aquecido e há déficit de pessoal”, observou Mercadante. “Para cada 50 formandos no país, temos apenas um engenheiro.”
Estudantes de cursos técnicos de nível médio e os de educação profissional também receberão bolsas. Segundo o MEC, serão 6 mil para cursos superiores de tecnologia, 3 mil para licenciatura em matemática, física, química e biologia, 3 mil para bacharelado tecnológico e 3 mil para estudantes de nível médio.
O governo negocia com instituições de ensino de vários países para promoverem intercâmbio de estudantes brasileiros. Segundo o MEC, só nos Estados Unidos, das 97 universidades contatadas, 95% manifestaram interesse em receber estudantes brasileiros. Elas oferecem alojamento gratuito, estágios de pesquisa e treinamento prévio em língua inglesa. França, Alemanha, Espanha, Portugal e Japão também costumam receber estudantes brasileiros.

 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Encontro debate políticas de pós-graduação para Pernambuco

foto:Evane Manço / Secetec

Encontro debate políticas de pós-graduação para Pernambuco

Ampliar o número de agentes promotores da política de Ciência e Tecnologia; dar maior expressividade às fundações de amparo à pesquisa; criar estratégias para minimizar as desigualdades regionais, promovendo o desenvolvimento nacional; e integrar agências de fomento, governos, setor empresarial e sociedade. Essas foram algumas das ações sugeridas no seminário “Possibilidades de políticas de pós-graduação para o Estado de Pernambuco”, realizado na tarde desta quarta-feira (26), no auditório da Secretaria de Ciência e Tecnologia. O encontro, que contou com a exposição da coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Suely Galdino, reuniu professores e pesquisadores para debater a criação de cursos de mestrado e doutorado em instituições pernambucanas, em especial a Universidade de Pernambuco (UPE), com foco na inovação.

Em sua exposição, Suely fez um apanhado histórico do desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no País, desde o período de criação dos principais atores de fomento à pesquisa, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre as décadas de 50 e 60, até os dias atuais. A intenção foi traçar um panorama da área, mostrando os principais indicadores de pesquisa e desenvolvimento no Brasil e apontando soluções para impulsionar a produção de conhecimento.

“Pernambuco ocupa o 5º lugar em investimentos em bolsas e fomento, segundo dados do CNPq. Temos números significativos, mas os pesquisadores precisam ser reanimados com ações de estímulo na área, como a criação de programas de pós-graduação em rede, a inserção social e a aplicação de pesquisas a projetos estruturadores. É preciso aliar e absorver as ideias de inovação tecnológica e social”, explicou.

Para o secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, iniciativas como essa são relevantes no sentido de contribuir para a formação de recursos humanos qualificados no Estado, consolidando Pernambuco numa posição estratégica de desenvolvimento. “O cenário atual do Estado é extremamente favorável ao fortalecimento da formação de quadros qualificados, à interiorização do conhecimento e ao seu avanço como centro de pesquisa. A política nacional de desenvolvimento regional se comunica com a ideia de integrar a Ciência e 
Tecnologia a serviço da sociedade”, finalizou. 
Fonte: www.sectma.pe.gov.br

terça-feira, 17 de maio de 2011

CAPES e CNPq anunciam ANULAÇÃO do ofício circular que cancelava bolsas

Após denúncias de pós-graduandos de todo o Brasil sobre o cancelamento de bolsas, a ANPG se reuniu com o presidente da Capes e obteve uma vitória preciosa: a garantia de direitos dos pós-graduandos.

A Capes acaba de divulgar uma entrevista com o seu presidente, Jorge Guimarães, em que ANULA o Ofício Circular nº32/2011 que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado.A decisão foi tomada após reunião da ANPG com o professor Jorge Guimarães realizada nesta segunda-feira (16) e o novo encaminhamento é compartilhado pela Capes e pelo CNPq.

Na semana passada uma enxurrada de e-mails na caixa da ANPG nos deu a dimensão do problema gerado por um ofício circular da Capes orientando o cancelamento das bolsas de centenas de pós-graduandos do país por conta de uma nova interpretação a respeito da Portaria Conjunta n° 1 de 16 de julho de 2010 .
O ofício ameaçava os programas de perderem suas cotas de bolsas caso não cancelassem até este mês de maio toda as bolsas de estudantes que tivessem vínculo empregatício anterior à bolsa.

Tal informação gerou uma polêmica grande no país e centenas de pós-graduandos recorreram à ANPG. Na mesma semana, a entidade lançou uma nota contra o cancelamento das bolsas e conseguimos marcar uma audiência com o professor Jorge Guimarães.
 
Elisangela Lizardo (presidenta da ANPG), Carolina Pinho(vice-presidenta), João Azuma (Relações Institucionais),Otávio Maioli (APG UFRJ), Rodrigo Barbosa (APG UnB) e o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Foto: Luana Bonone
Na reunião, da qual participaram diretores da ANPG e das APGs da UFRJ e da UnB, o presidente da Capes disse discordar do tom do ofício circular. Ele defendeu a Portaria, mas disse que havia desvios na sua aplicação que precisavam ser corrigidos, motivo pelo qual a Capes e o CNPq divulgaram a nota de esclarecimento de 2 de maio de 2011.

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, apresentou os e-mails recebidos pela ANPG reclamando do cancelamento das bolsas, assim como a nota divulgada pela entidade e as notas e manifestos da APG da UnBdos pós-graduandos da UFF e do Conselho da UFRJ. Em sua intervenção, Elisangela defendeu que a Capes e o CNPq anulassem o cancelamento das bolsas e debatessem ajustes na Portaria para o próximo período. Um abaixo-assinado contra o cancelamento das bolsastambém foi entregue.

O professor Jorge afirmou discordar do conteúdo do ofício circular – e, portanto, do cancelamento das bolsas como este documento impunha – e comprometeu-se a se reunir com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, para decidir sobre um novo encaminhamento. O diretor de relações institucionais da ANPG, João Carlos Azuma, então sugeriu ao presidente da Capes “descircular a circular”, que é exatamente o que a Capes e o CNPq estão fazendo, como pode ser observado na entrevista de esclarecimento publicada hoje.


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João Azuma e Elisangela Lizardo debatendo a questão com Jorge Guimarães. Foto: Luana Bonone
A Capes e o CNPq anularam o ofício circular – portanto as bolsas não serão canceladas em maio, como previsto – mas alertam que farão um levantamento da situação das bolsas no país para combater possíveis irregularidades – a diferença é que agora será analisado caso a caso.

A vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, apresentou preocupação com o número de professores do ensino básico que teriam as bolsas cortadas de acordo com o oficio circular, ao que o presidente da Capes respondeu categórico: “não serão canceladas bolsas de professores do ensino básico”.

Esta é uma grande vitória de todos os pós-graduandos que resolveram se mobilizar contra o cancelamento generalizado das bolsas anunciado pelo ofício circular. A ANPG agradece a todos os que entraram em contato para apresentar suas demandas, reclamações, histórias, sugestões, manifestos, abaixo-assinados, etc.

A soma deste esforço coletivo nos conduziu a esta vitória e pode nos levar a muitas outras, como o necessário reajuste do valor das bolsas de pesquisa. Para alcançar novos êxitos, o momento exige organizar o movimento nacional de pós-graduandos, com a construção de APGs por todo o país.
ANPG.

twitter: @anpg