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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Mais Médicos vai levar profissionais para 626 cidades vulneráveis

Em sua primeira seleção, o Programa Mais Médicos vai levar 1.753 médicos para 626 municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, 51,3% das vagas ocupadas estão em municípios de maior vulnerabilidade social do interior e 48,6% nas periferias de capitais e regiões metropolitanas, todas elas nas áreas prioritárias do programa.



Os médicos com registro brasileiro selecionados têm até o dia 3 às 16h para homologar a inscrição. Ao todo, 2.379 médicos com diploma brasileiro fizeram a escolha dos municípios de preferência para atuar pelo programa. Desses, 507 não foram alocados em suas escolhas por indisponibilidade de vagas e poderão ajustar suas opções até segunda-feira (5).

Os demais 119 que, descumprindo as regras do edital, não apontaram as possibilidades de municípios para trabalhar, poderão voltar a participar do segundo mês de inscrições, que começa no próximo dia 15.

Dos 626 municípios selecionados na primeira etapa, 375 estão em regiões com 20% ou mais de sua população em situação de extrema pobreza, 159 em regiões metropolitanas, 68 estão em um grupo de 100 cidades com mais de 80 mil habitantes de maior vulnerabilidade social e 24 são capitais. Na distribuição dos profissionais foram atendidos ainda 23 distritos sanitários indígenas (Dseis).

Os municípios da Região Nordeste foram contemplados com o maior número de médicos, com um total de 619 profissionais direcionados a 300 cidades e um Dsei. Em segundo lugar, vem o Sudeste, com 460 dos médicos para atender a 122 municípios. Em seguida vem a Região Sul, com 244 médicos em 90 municípios. A Região Norte vai receber 250 médicos em 74 municípios e 17 Dseis; e Centro-Oeste, com 180 médicos em 40 municípios e cinco Dseis.

As vagas estão distribuídas entre Bahia (161), Minas Gerais (159), São Paulo (141), Ceará (138), Goiás (117), Rio Grande do Sul (107) e Amazonas (73)

A partir de terça-feira (6) até dia 8, os médicos que se formaram no exterior e finalizaram o cadastro no programa poderão selecionar os municípios com vagas não ocupadas por brasileiros.

No fim da tarde de hoje, o presidente da Associação Brasileira de Municípios, Eduardo Tadeu Pereira, esteve em reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele pediu que o governo agilizasse acordo com outros países, como Espanha, Portugal, Cuba, Argentina e Uruguai, para a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil. "Com chamadas individuais o problema não vai ser resolvido", defendeu. Em entrevista à Agência Brasil, Pereira avaliou que o Programa Mais Médicos é emergencial e deve suprir a ausência de profissionais, mas que a medida necessária é a formação de mais médicos no Brasil.


Fonte: Agência Brasil



segunda-feira, 17 de junho de 2013

ProUni vai oferecer 90 mil bolsas em universidades privadas

O Programa Universidade para Todos (ProUni) vai oferecer 90.010 bolsas no segundo semestre deste ano, anunciou nesta segunda-feira (17) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Serão 55.658 bolsas integrais e 34.352 parciais, de 50% do valor das mensalidades das instituições particulares. As inscrições para o Prouni começam na sexta-feira (21) e vão até o dia 25 de junho.


 ProUni:
ProUni vai oferecer mais de 90 mil bolsas em universidades privadas no segundo semestre

O programa oferece bolsas de estudo em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior.

Para se inscrever no Prouni é preciso ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ter obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. O candidato não pode ter zerado a redação e deve ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou ter tido bolsa integral em escola particular.

As bolsas integrais do Prouni são para os estudantes com renda bruta familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são para os candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Os estudantes que participaram do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) e atendem aos requisitos podem também participar do ProUni. O Sisu seleciona candidatos às vagas das instituições públicas de ensino superior a partir da nota obtida no Enem. Segundo o balanço divulgado hoje pelo Ministério da Educação (MEC), 788.819 candidatos se inscreveram para 39.724 vagas – uma média de quase 20 candidatos por vaga.

Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 6 de junho de 2013

MEC vai destinar R$ 100 milhões para Programa Escola Sustentável

Para estimular iniciativas voltadas à sustentabilidade em escolas de municípios em situação de vulnerabilidade ambiental, o Ministério da Educação vai destinar R$ 100 milhões para o Programa Dinheiro Direto na Escola – Escola Sustentável. A iniciativa foi anunciada nesta quarta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.


 
 Projeto Escola Sustentável

O  ministério pré-selecionou 10 mil instituições de ensino de 310 municípios em vulnerabilidade ambiental. As escolas devem formalizar a adesão ao programa até o dia 30 de junho. Mercadante destacou a importância de despertar os jovens para o cuidado com o meio ambiente. “Nossa prioridade é trabalhar na prevenção”, disse o ministro, ao participar da abertura de webconferência em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Os recursos do programa serão aplicados na inclusão da temática socioambiental no projeto político-pedagógico da escola e para o apoio à criação e o fortalecimento de comissões de meio ambiente e qualidade de vida. Deve ser usado também para adequar o espaço físico da escola de forma a obter eficiência energética.

O secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre, disse que a educação ambiental é a melhor forma de ampliar a prevenção de desastres naturais. Ele citou que pesquisas mostram que, quanto maior a escolaridade, mais as pessoas têm consciência dos riscos e estão atentas às medidas de prevenção a desastres naturais. “Vamos construir um Brasil muito menos vulnerável a desastres naturais”, disse Carlos Nobre.

Fonte: Agência Brasil


quinta-feira, 28 de março de 2013

Governo vai reajustar a partir de abril valores de bolsas de pós-graduação

As bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) terão reajuste de cerca de 10% sobre o valor atual. O pagamento com os novos valores será feito a partir de maio. 

A partir de 1º de abril, a bolsa de mestrado passará de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200, e por fim, a bolsa de pós-doutorado será reajustada de R$ 3.700 para R$ 4.100. Este é o segundo reajuste em menos de um ano. Em maio de 2012, o governo federal também concedeu um reajuste de 10% para mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e alunos de iniciação científica.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o novo reajuste faz parte da política para aumento do número de mestres e doutores na educação superior. “O reajuste de bolsas é fundamental para estimular jovens talentos”, salientou.

Nos últimos quatro anos, a Capes expandiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação e aumentou a oferta de bolsas. Em 2008, havia cerca de 40 mil bolsistas no país. Em 2011, foram concedidas 72.071 bolsas de pós-graduação e 30.006 no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Em 2012, foram mais de 127 mil bolsas em todas as modalidades. Já o CNPq, em todas as modalidades, no mesmo período, aumentou a oferta de bolsas de 63 mil para cerca de 81 mil. 

Qualificação – A bolsa é um instrumento para viabilizar a execução de projetos científicos, tecnológicos e educacionais nas pesquisas e projetos apoiados pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

O MEC e o MCTI, por meio da Capes e CNPq, mantém programas de qualificação na educação superior, entre eles, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e o Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas no exterior para alunos de graduação em cursos das áreas de exatas.

Antes do reajuste do ano passado, o último reajuste de bolsas de pós-graduação no país havia sido em junho de 2008, quando as de mestrado passaram de R$ 940 para R$ 1,2 mil e as de doutorado de R$ 1,3 mil para R$ 1,8 mil. Entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002. 

Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Cotista terá bolsa de R$ 400; Mercadante diz que já enviou ao Congresso medida provisória


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (8) que a pasta já enviou medida provisória ao Congresso Nacional para criar uma bolsa de assistência estudantil aos cotistas nas universidades federais.

Pela medida, os candidatos que ingressarem pelo sistema de cotas, destinado aos estudantes de escolas públicas, e tiverem renda familiar per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e optarem por cursos com mais de cinco horas diárias de aula, terão direito uma bolsa de R$ 400 mensais durante todo o período da graduação.
"Nós já encaminhamos a medida provisória para o Congresso Nacional. Todos os estudantes que estão entrando pelo sistema de cotas terão direito a bolsa", disse Mercadante.
Segundo o MEC, a proposta de criação da bolsa foi apresentada como uma emenda em uma medida provisória sobre um programa de alfabetização que já tramita no Congresso. A aprovação depende do Orçamento de 2013, que só deve ser votado em fevereiro, quando o Congresso volta do recesso. A expectativa é que a bolsa passe a valer já no primeiro semestre deste ano.
Toda medida provisória do Poder Executivo entra em vigor quando é publicada, mas o Congresso Nacional tem um prazo de 120 dias para votá-la. O texto pode sofrer alterações ou ser rejeitado. 
Ao chegar no Legislativo, a medida provisória tem que ser analisada por uma comissão especial mista, formada por deputados e senadores, que irá emitir um parecer sobre a proposta. Em seguida, a medida provisória é submetida ao plenário da Câmara. Se aprovada, vai para o plenário do Senado. Após passar pelo crivo dos senadores, é enviada ao Executivo para sancioná-la como lei. Se sofrer mudanças no Senado, volta para análise do plenário da Câmara. A vantagem das medidas provisórias é que, por lei, passam na frente dos projetos de lei para serem votadas.
 
As cotas nas instituições federais passam a valer a partir deste ano e serão implementadas aos poucos. Em até quatro anos, 50% das vagas terão que ser destinadas a alunos de escola pública. Nesse primeiro ano, no mínimo 12,5% das vagas terão que ser destinado para cotistas.
 
Fonte: 
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/01/08/cotista-tera-bolsa-de-r-400-mercadante-diz-que-ja-enviou-ao-congresso-medida-provisoria.htm

sábado, 27 de outubro de 2012

ANPG lança consulta pública sobre PNAES

Considerando a necessidade de inclusão dos pós-graduandos nas ações e objetivos do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), estamos lançando hoje uma consulta pública destinada a ouvir as demandas dos estudantes espalhados pelo País. O atual PNAES, executado no âmbito do Ministério da Educação, tem por finalidade ampliar as condições de permanência dos jovens na educação superior pública federal,  visando o atendimento de estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação presencial.
A necessidade de reformulação da política vigente, que também é uma demanda do movimento nacional de pós-graduandos e bandeira da ANPG, está sendo levantada na comissão incumbida de acompanhar as ações do Ministério da Educação (MEC) com vistas à consolidação do processo de expansão das universidades federais e de tratar dos assuntos estudantis correlatos ao tema.
A ANPG tem dois assentos nessa comissão, juntamente com a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e membros do MEC, e apresentará proposições para a continuidade do processo de expansão em relação à pós-graduação e assistência estudantil.   Leia mais aqui
Para contribuir nesse processo de reformulação, basta acessar este link: https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dDZKSkhTeThrbFRmTjROMUp3NGJBNGc6MQ#gid=0 
Em breve,  vamos disponibilizar um link para envio de mais documentos que tratem sobre a assistência estudantil para os pós-graduandos. Aguardem e participem das enquetes interativas!
Vamos apresentar com muita força nossa pauta!  Ajude a compartilhar os instrumentos de consulta sobre o PNAES!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Piso Nacional do Magistério passa para R$ 1.451

Para o Sintepe piso deveria ser de R$ 1.937,26. Na defesa do cumprimento da lei, Sindicato convoca professores para paralisação nacional que vai ocorrer nos dias 14, 15 e 16 de março.



O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (27) o novo reajuste do piso nacional dos professores da rede pública. Com o aumento de 22,22%, o salário do magistério passa de R$ 1.187 para R$ 1.451. O reajuste é baseado no custo-aluno, variação ocorrida do valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente no Fundeb de 2011, em relação ao valor de 2010.

O novo valor é retroativo a 1º de janeiro. De acordo com a lei federal número 11.738, de 16 de junho de 2008, a aplicação do piso é obrigatória para estados e municípios, e refere-se ao pagamento mínimo de professores em jornada semanal de trabalho de 40 horas. Os governos que alegarem não ter verba para o pagamento deste valor podem acessar recursos federais para complementar a folha de pagamento. Contudo, segundo o MEC, desde 2008, nenhum estado ou município recebeu os recursos, pois não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.

A expectativa era que o anúncio do reajuste ocorresse em janeiro deste ano, com a saída do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. Contudo, alguns governos estaduais e municipais tentaram intervir para que o valor fosse corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como ocorre com outras carreiras. Isso acarretaria em um aumento de apenas 7%. Após intensa luta das entidades que defendem uma educação pública de qualidade, o governo decidiu aprovar o custo-aluno como base para o reajuste. Em Pernambuco, o reajuste de 22,22% foi resultado de um acordo firmado na campanha salarial educacional 2011. 

Mobilização

Mesmo acreditando que seja uma vitória da educação pública, para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) o governo interpreta a lei de forma equivocada e o piso deveria ser de R$ 1.937,26. Desta forma, o Sindicato vai aderir à paralisação nacional promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Nos dias 14,15 e 16 de março, o Sintepe convoca todos os professores da rede pública de Pernambuco para uma mobilização que vai cobrar o cumprimento da Lei do Piso.

Fonte: SINTEPE

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Inscrições para o Sisu terminam nesta quinta-feira

Os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 têm até a quinta-feira (12) para se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Para o primeiro semestre de 2012 estão disponíveis 108 mil vagas em 95 instituições públicas de ensino superior, que serão distribuídas a partir das notas dos candidatos no exame.


Até as 18h da terça-feira (10),  o sistema registrou 2,6 milhões de inscrições de 1,3 milhão de participantes – cada candidato pode escolher até dois cursos. O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de inscrições até o momento: 321 mil. Em seguida, vêm Minas Gerais ( 288 mil), São Paulo (226 mil), o Ceará (196 mil) e o Rio Grande do Sul (182 mil).

Ao acessar o sistema, o estudante deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. É necessário informar o número de inscrição e a senha de cadastro do Enem 2011. Diariamente, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Durante esse período, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino de 19 a 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.

A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas nos dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizada para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

Agência Brasil

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Haddad expõe desafios para melhorar qualidade do ensino



Ministro encara tom raivoso de entrevista do Estadão falando sobre o PNE e a valorização do ENEM.
 
Os desafios de melhorar a qualidade do ensino médio, ampliar o acesso de jovens na educação profissional e aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011-2020 foram temas abordados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 8 de agosto.

Para Haddad, na história brasileira, pela primeira vez, um plano de educação nacional trata da qualidade do ensino e fixa metas para alcançá-la. Ao contrário do PNE de 2001-2010, o projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, em dezembro do ano passado, apresenta 20 metas. Todas as etapas da educação estão ali representadas, da creche à pós-graduação. O plano anterior continha 276 metas, mas muitas delas não foram cumpridas.

Sobre as medidas para a melhoria do ensino médio, o ministro destaca os esforços do governo para enxugar o conteúdo do currículo regular e abrir as portas da educação profissional aos jovens. A mudança no currículo, explica Haddad, está sendo feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já a promoção da educação profissional caberá ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que está em análise na Câmara dos Deputados.

"Sem ufanismo", ele avalia que há uma reação na qualidade do ensino, que deve ser alavancada pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O ministro não teme a profusão de emendas feitas pelos deputados, muitas delas preocupadas apenas com reivindicações trabalhistas dos professores. Confira abaixo a entrevista.

O Plano Nacional de Educação (PNE), que está no Congresso, inclui uma série de ideias sugeridas pelas Conferências Nacionais de Educação. O PNE está hoje com quase 3 mil emendas. O que isso tem a ver com o desafio da qualidade da educação?

Na história do País, este é o primeiro plano que fala em qualidade e tem metas de qualidade fixadas, divulgadas e aferidas de maneira centralizada. A segunda virtude do plano, da creche até a pós-graduação, é que ele tem poucas metas, apenas 20. Ao contrário do anterior, que tinha 276 metas. A terceira virtude é que são metas que podem ser acompanhadas pela sociedade. A quarta virtude é a centralidade da figura do professor e a qualidade da sua formação. Em quinto lugar, é um plano que foi acompanhado de uma Lei de Responsabilidade Educacional. Isso também é inédito: responsabilizar o gestor pelos resultados previstos no plano. Por fim, há a fixação de um porcentual (7%) do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido em educação pública, o que também é uma novidade.

Os parlamentares discutem muito o uso do dinheiro do petróleo do pré-sal para a educação. Não é um desperdício de foco debater sobre algo que nem se sabe como será, quanto terá e quando terá?

É importante discutir previamente o destino desses recursos. É importante demarcar posição desde já, pois muitos países produtores de petróleo desperdiçaram a oportunidade de fazer uma revolução na educação justamente porque, até por não contar com um ambiente democrático, não puderam fazer essa discussão com a sociedade.

E a profusão de emendas ao PNE?

O número de emendas não assusta. O mesmo assunto foi tratado em várias emendas. No caso do financiamento, por exemplo, em mais de cem emendas. Mas elas tratam de poucos temas e não alteram substancialmente as metas. O plano está sendo discutido no momento em que a OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) acaba de lançar um vídeo institucional sobre o Pisa (em português, Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em que o Brasil, pela primeira vez, destaca-se positivamente. O Brasil foi o terceiro país que mais evoluiu no Pisa, o que nos valeu um documentário de 20 minutos que está sendo divulgado no mundo todo.

O sr. acha que os dados do Pisa são gloriosos para o Brasil? O vídeo destaca apenas um crescimento.

Não. Nem a OCDE diz isso nem nós. É o terceiro maior crescimento.

Mas esse terceiro maior crescimento nos coloca onde?

Acima da Argentina, da Colômbia, do Peru.

Olhe a pujança econômica e institucional do Brasil e compare com os países que o sr. citou.

A renda per capita da Argentina é maior que a nossa. A tradição educacional argentina é superior à nossa. A Argentina estava na nossa frente em 2000.

Somos um dos países que mais cresceram, mas os resultados do exame ainda são desastrosos.

O que eu estou dizendo é que tivemos a melhor década da educação do ponto de vista do avanço da qualidade. Nós revertemos uma tendência de queda de qualidade que se observou durante todos os anos 80 e 90. Vocês não vão achar uma frase ufanista minha a respeito de educação.

Na primeira metade dos anos 90 não houve nada positivo?

Houve. A Constituinte de 88 foi um marco importante. Ainda no governo Collor (1990-1992), foi feita a primeira tentativa de introduzir o conceito de avaliação no Brasil. Depois (esse conceito) foi aprimorado pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental), embora não tenha tido dinheiro novo da União, dentro de cada Estado ele equalizou minimamente o financiamento. Nós procuramos aprofundar e radicalizar as políticas virtuosas dos anos 1990. A criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é um desdobramento do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), que incluiu a creche e o ensino médio e colocou R$ 10 bilhões de recursos a mais na educação básica, para citar dois exemplos.

A aprovação do Pronatec, para ampliação do acesso ao ensino médio, não está demorando? O governo da presidente Dilma já está entrando no oitavo mês.

Está trancando a pauta (na Câmara). E nós não retiramos a urgência justamente porque entendemos que é um projeto prioritário. Porque o ensino médio brasileiro, que foi o que menos reagiu aos estímulos do MEC, depende de medidas que estão sendo tomadas. Como, por exemplo, o fim do vestibular, a inclusão no Fundeb, a extensão dos programas de apoio que eram restritos ao ensino fundamental (alimentação, transporte, livro didático). Precisamos ter um segundo turno que permita ao jovem ter um currículo mais inteligente. E, no primeiro turno, um currículo menos sobrecarregado de conteúdos que ele jamais vai utilizar. É um enxugamento que o Enem já está promovendo.

Por que o ensino médio foi o que menos reagiu a essas políticas públicas?

Primeiro porque ele recebe menos atenção dos governos estaduais. Segundo, porque o ensino fundamental precisava reagir primeiro. Não havia como melhorar o médio sem melhorar antes o fundamental.

Um dos pontos que o sr. destaca para a melhoria do ensino médio é o fim do vestibular. O que há de meritório no fim do vestibular?


As pessoas, às vezes, misturam dois debates diferentes. O fim do vestibular não significa o fim do processo seletivo, não significa o fim da meritocracia para o acesso à educação superior. Estamos sintonizando o Brasil com os melhores sistemas universitários (chinês, americano, francês, alemão), que não têm esse expediente de cada instituição fazer o seu processo seletivo. Isso acarreta sobreposição de conteúdos cobrados, que acabam se transformando num megacurrículo, intransponível para a escola em três anos. Nós estamos reorganizando o ensino médio em bases racionais e lógicas. Haverá, portanto, um reforço da questão do mérito.

O Enem era um exame de avaliação e passou a ser, na prática, um vestibular nacional. Isso não explica os erros (na impressão e logística) que tumultuaram os últimos exames?

O Enem se tornou o que é com o ProUni. Não foi com a reformulação da prova. Nós tínhamos 1 milhão de inscritos e, com o advento do ProUni, passamos a 3 milhões de inscritos. O grande salto aconteceu em 2005. A logística já vinha sendo tratada desde 2005, pois já tínhamos 3 milhões de inscritos naquela ocasião. Fomos para 4 milhões. De 1 milhão para 3 milhões é uma mudança de patamar. De 3 milhões para 4 milhões é uma evolução quase natural. O Enem não era aceito pelas universidades de ponta porque era considerado uma prova muito fraca, insuficiente para o propósito de substituir o vestibular. Agora, na minha opinião, o equívoco foram as ameaças constantes que o Inep sofria para licitar o exame. Nenhum vestibular, que é uma fração diminuta do Enem (como a Fuvest), faz isso. Não havia como licitar essa operação pelo menor preço, mas o Inep era ameaçado, mesmo por meio dos jornais. Então, se houve um erro, foi o de não ter, às vésperas daquele exame, ido ao encontro dos tribunais e órgãos de controle e ter explicitado: "Olha, não é possível fazer dessa maneira. Nós estamos fazendo dessa maneira porque só tem um concorrente."

Recentemente, o MEC distribuiu livros com erros graves, em que, por exemplo, o resultado de 10 menos 7 era igual a 4. Como passam esses erros?

É sempre lamentável quando acontece um erro de revisão. Mas o Ministério da Educação trabalha com quase 2 mil títulos. Então, do mesmo jeito, no governo Fernando Henrique Cardoso, o Ceará sumiu do mapa. E no governo Serra, em São Paulo, outro Paraguai apareceu no mapa. Não estou querendo justificar o erro.

O sr. acha que é um bom princípio alunos, professores e funcionários terem o mesmo peso na escolha do reitor de uma universidade?

Eu, pessoalmente, defendo a prevalência do docente. É a minha opinião, mas (em função da autonomia universitária) respeito os colegiados superiores que decidiram em sentido contrário

Por Portal MEC e Estadão.
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Governo detalha plano para oferecer 75 mil bolsas de estudo no exterior


Capes vai oferecer 40 mil bolsas com US$ 936 milhões de investimento.

CNPq ficará responsável pelas outras 35 mil bolsas.

Do G1, em São Paulo

Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, se reuniram nesta terça-feira (7) em Brasília com reitores de universidade e de institutos federais de educação, ciência e tecnologia, para discutir as estratégias do plano para criar 75 mil bolsas para brasileiros estudarem no exterior até 2014.
A oferta de bolsas do programa de internacionalização vai envolver a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Capes será responsável por ofertar 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos (US$ 234 milhões por ano). O plano de ação da Capes prevê em 338% o crescimento no número de bolsas no exterior em relação a 2010. O CNPq, por sua vez, será responsável pelas outras 35 mil bolsas.
Entre as modalidades das bolsas da Capes estão a graduação-sanduíche (quando o aluno passa um período no exterior durante sua formação no Brasil), doutorado-sanduíche (com parte dos estudos fora do país), dourado pleno e pós-doutorado.
“Não se trata de um rompante em que levaremos muitos estudantes ao exterior, mas de um grande projeto, que será institucionalizado pelo governo federal”, explicou Haddad. Mercadante, por sua vez, destacou que o CNPq vai ampliar muito a sua oferta atual, que é de 5,3 mil bolsas por ano.
A intenção do governo é dar prioridade para áreas do conhecimento que consideram prioritárias para o desenvolvimento do país, como engenharia e tecnologia. “São áreas em que o mercado de trabalho está aquecido e há déficit de pessoal”, observou Mercadante. “Para cada 50 formandos no país, temos apenas um engenheiro.”
Estudantes de cursos técnicos de nível médio e os de educação profissional também receberão bolsas. Segundo o MEC, serão 6 mil para cursos superiores de tecnologia, 3 mil para licenciatura em matemática, física, química e biologia, 3 mil para bacharelado tecnológico e 3 mil para estudantes de nível médio.
O governo negocia com instituições de ensino de vários países para promoverem intercâmbio de estudantes brasileiros. Segundo o MEC, só nos Estados Unidos, das 97 universidades contatadas, 95% manifestaram interesse em receber estudantes brasileiros. Elas oferecem alojamento gratuito, estágios de pesquisa e treinamento prévio em língua inglesa. França, Alemanha, Espanha, Portugal e Japão também costumam receber estudantes brasileiros.

 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Professora comove o Brasil com quadro vivo do drama da educação

O vídeo com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube com o protesto da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, comove o Brasil não por falar da situação da educação no RN, mas por pintar um quadro vivo do drama vivido pelos professores em todo país. Pelo eco que o protesto encontrou, a educação está longe de ser uma prioridade para qualquer governo tupiniquim. O protesto de Amanda se insere em uma onda de greves que acontece no estado potiguar.


Em matéria publicada no jornal Tribuna do Norte, de Natal, Amanda Gurgel se diz surpresa pela repercussão que seu depoimento teve na internet. Filiada ao PSTU, a professora viu a rápida difusão do vídeo com ressalvas. Na entrevista que concedeu ao jornal, ela fez reiterados pedidos para que o “discurso político” e “a situação dos professores” tivessem mais peso na publicação do que a sua própria imagem. 

“Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem. Não participo dessas redes sociais. Tenho uma conta no Orkut, mas nem foto tem lá. Fico surpresa com toda essa repercussão porque o meu discurso não trazia nada de novo. Qualquer professor conhece aquelas situações descritas”, disse Amanda.

“O mais importante na minha fala, que foi transformada em vídeo, e nessa repercussão toda que está tendo, é que isso reflete uma situação existente há muito tempo na nossa categoria. Quem é professor há 20 ou 30 anos conhece o processo de degeneração pelo qual as escolas vêm passando. Isso é o principal e não a minha imagem ou até mesmo as minhas palavras, mas a situação”.


Fonte: Portal Vermelho (www.vermelho.org.br)

Inscrições para o Enem já começaram!

Prova será realizada nos dias 22 e 23 de outubro; MEC confirma um segundo exame para os dias 28 e 29 abril

Da Redação do pe360graus.com
Willey de Melo
Foto: Willey de Melo
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão ser feitas a partir das 10h desta segunda-feira (23), exclusivamente pela internet. O prazo termina às 23h59 do dia 10 de junho. O exame ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro. Uma nova edição está marcada para os dias 28 e 29 de abril.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao MEC responsável pela organização do Enem, espera um total de 6 milhões de inscritos nesta edição do exame. O Inep já marcou outro Enem para o primeiro semestre do ano que vem, nos dias 28 e 29 de abril de 2012.

O valor da taxa de inscrição será de R$ 35. No ato de inscrição é emitida uma guia para ser paga em uma agência bancária até o dia 10 de junho. A isenção do pagamento da taxa pode ser feita por meio do sistema de inscrição e é conferida ao aluno que vai concluir o ensino médio em 2011 em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar, ou a estudantes que declarar ser membro de família de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

“Quem tem direito à isenção da taxa, automaticamente, são aqueles candidatos que concluíram o Ensino Médio e que estejam matriculados em escola pública. Aquelas pessoas carentes financeira precisam declarar essa condição e comprovar”, explica a pró-reitora de Graduação da UFRPE, Maria José de Sena. Os documentos serão analisados pelo Inep que poderá negar a isenção.

No ato de inscrição, o candidato deve fornecer o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o seu número do documento de identidade (RG). Estudantes com necessidades especiais deverão informar no ato da inscrição sua situação.

“É importante na hora da inscrição ele declarar que precisa de acompanhamento especial. Além do acompanhamento espacial, tem aqueles que guardam o sábado, em determinadas religiões, esses também precisam declarar essa condição especial. Para poder o Inep dar o suporte na hora da realização da prova”, diz Maria José.

Quem for usar o Enem para obter a certificação de conclusão do ensino médio deverá indicar uma das instituições certificadoras que estará autorizada a receber seus dados cadastrais e resultados.

O edital indica ainda que cabe ao candidato verificar se a inscrição foi concluída com sucesso. O candidato deverá guardar número da inscrição e a senha. Elas são indispensáveis para todo o processo do Enem, como inscrição, realização da prova, obtenção dos resultados e participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona os alunos melhores classificados no Enem para vagas em universidades públicas cadastradas.

Também será usados nos programas de bolsa de estudos (ProUni) e de financiamento estudantil (Fies), entre outros programas do Ministério da Educação. O Comprovante da Inscrição estará disponível no endereço eletrônico do Enem.

As provas
O Enem será realizado nos dias 22 e 23 de outubro. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio:

- ciências humanas e suas tecnologias: história, geografia, filosofia e sociologia;

- ciências da natureza e suas tecnologias: química, física e biologia;

- Linguagens, códigos e suas tecnologias e redação: língua portuguesa, literatura, língua estrangeira (inglês ou espanhol), artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação;

- Matemática e suas tecnologias: matemática.

Para a realização das provas o candidato deverá usar somente caneta com tinta esferográfica preta.

As provas terão início às 13h. No dia 22 de outubro serão realizadas as provas de Ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias. No dia 23 serão realizadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias. As provas terão 5h30 de duração. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova.

O Inep recomenda que os candidatos cheguem no local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar Boletim de Ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.

Você deverá conferir os dados antes de iniciar a prova
Antes de iniciar as provas, de acordo com o edital, o candidato deverá verificar se o seu caderno de questões contém a quantidade de questões indicadas no seu cartão-resposta e contém qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões. O estudante deverá ler e conferir todas as informações registradas no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na lista de presença e demais documentos do exame. E notar alguma coisa errada, o candidato deverá imediatamente comunicar ao aplicador de sua sala para que ele tome as providências cabíveis no momento da aplicação da prova.

Segundo o edital, a capa do caderno de questões possui informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque, e caberá obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta, a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões; transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões. As respostas das provas objetivas e o texto da redação do deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, nos respectivos cartões-resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador ao terminar o exame.

O que não pode
O edital proíbe ao candidato, sob pena de eliminação, falar com outros candidatos, usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, calculadora, agendas eletrônicas, celulares, smartphones, tablets, ipod, gravadores, pen drive, mp3 ou similar, relógio ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

“Hoje, o Inep está mais atento a questão da segurança. Ao entrar na sala para fazer a prova, o candidato vai ter todos os objetos recolhidos num porta-objeto. Ele vai desligar o celular, colocar no porta-objeto e lacrar. Ele só vai entrar com RG e a caneta de material transparente e cor preta. Essa é a orientação do Inep”, diz a pró-reitora Maria José de Sena.

A redação
A redação do Enem é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor.

A nota atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores. De acordo com o edital, o Inep considera que a metodologia empregada na correção das redações contempla recurso de ofício.

Será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; Linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".

Os resultados
Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados na página do Inep até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas. Os candidatos poderão acessar os resultados individuais do Enem 2011, em data a ser posteriormente divulgada, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônico.

O Inep diz que a utilização dos resultados individuais do Enem para fins de certificação, seleção, classificação ou premiação não é de responsabilidade do Inep, mas das entidades às quais os dados serão informados pelo candidato.

O Inep não fornecerá atestados, certificados ou certidões relativas à classificação ou nota dos candidatos. De acordo com a portaria publicada no 'Diário Oficial', a inscrição do participante implica a aceitação das disposições, diretrizes e procedimentos para a edição do Enem contidas no edital. Para os adultos submetidos a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas, que incluam privação de liberdade, haverá um edital para o processo de inscrição específico.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segunda etapa de inscrições no ProUni começa nesta segunda-feira

Prazo vai até quinta-feira (24); primeira chamada será divulgada em 27 de fevereiro

Da Redação do G1

A segunda etapa de inscrições para as bolsas do primeiro semestre de 2011 do Programa Universidade para Todos (ProUni) começa nesta segunda-feira (21) e vai até quinta-feira (24). Há bolsas de estudo integrais e parciais, de 50% do valor da mensalidade, em instituições de educação superior privadas. O Ministério da Educação não divulgou o horário exato da abertura das inscrições.

Os candidatos que se inscreveram na primeira etapa e não foram pré-selecionados, ou aqueles que foram pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma, podem se candidatar novamente, segundo o Ministério da Educação. Estudantes que não se inscreveram na primeira etapa também podem participar. Aqueles que conseguiram bolsa na primeira etapa de inscrições não poderão participar agora.

Na inscrição, o estudante pode escolher até três opções de cursos e instituições. Para concorrer, os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, ter atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e a redação) e ter nota superior a zero na redação.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet no site do programa. Os candidatos deverão informar seu número de inscrição e senha no Enem 2010 e o CPF.

A primeira chamada será divulgada em 27 de fevereiro e a comprovação dos documentos necessários deverá ser feita até 4 de março. No caso de ainda existirem bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada no dia 13 de março.

Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Enem 2010 e ter alcançado a pontuação mínima, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública, ou em escola particular na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem à bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.