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quarta-feira, 13 de março de 2013

MEC estenderá crédito educativo para cursos de pós-graduação


Ideia é estimular mestrado e doutorados em instituições privadas





Estímulo. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, espera que proposta induza o setor privado a investir mais O Globo / Givaldo Barbosa

BRASÍLIA - O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa de crédito educativo do Ministério da Educação (MEC) para cursos de graduação, passará a atender também estudantes de pós-graduação. A decisão foi antecipada ao GLOBO pelo ministro Aloizio Mercadante e busca induzir o setor privado a investir mais em cursos de mestrado e doutorado.

Mercadante diz que o projeto será lançado no ano que vem. Dos 187 mil alunos de mestrado e doutorado em 2011, apenas 29 mil — ou 16% do total — estavam matriculados em instituições particulares de ensino. É o inverso do que ocorre nos cursos de graduação, em que as universidades privadas concentram 73% dos estudantes:

— A pesquisa e a pós no Brasil são um esforço do Estado brasileiro. Vamos continuar avançando (nas instituições públicas), mas é importante que o setor privado dispute essa fatia, invista mais em cursos de pós-graduação qualificados.

Regras estão em estudo

Atualmente, o Fies beneficia mais de 578 mil estudantes de graduação, com juros subsidiados de 3,4% ao ano, taxa menor do que a inflação. O prazo de pagamento também é facilitado: três vezes a duração do período financiado, acrescido de um ano, além de carência de um ano e meio. Quem obtém empréstimo para cursar quatro anos de faculdade tem 14,5 anos para quitar a dívida.

O formato do Fies da pós-graduação está em elaboração.

— Estamos ainda detalhando o programa, mas nós vamos abrir um Fies para a pós-graduação. O financiamento é um caminho muito promissor — diz Mercadante.

A lei do Fies prevê a concessão de empréstimos em mestrados e doutorados, mas isso nunca ocorreu. A lei exige que o financiamento seja direcionado a cursos com resultado positivo nas avaliações oficiais. O mesmo vale para a graduação.

Em outra frente, o MEC quer que as universidades públicas aumentem o número de estudantes de pós-graduação. Um balanço preliminar mostrou que é baixa a proporção de orientandos — alunos em fase de elaboração de tese — por professor. Segundo Mercadante, a relação é de três orientandos por docente, quando poderia ser de sete por um, conforme parâmetros internacionais:

— Podemos pelo menos dobrar o número de (estudantes de) pós-graduação com a nossa capacidade de doutores disponíveis. Vamos fazer uma análise criteriosa: cada doutor quantos orientandos tem e por quê?

Bolsas no exterior

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informa que foram formados 12,2 mil doutores e 39,2 mil mestres no país, no ano passado. Instituições privadas responderam por apenas 1.255 doutores e 8.858 mestres. Ao todo, havia 187,7 mil mestrandos e doutorandos.

Mercadante diz que o governo vai estimular a transformação de mestrados em doutorados. Segundo ele, o governo não pretende propor o fim dos mestrados, mas considera que essa é uma discussão a ser feita, uma vez que há países que ignoram essa etapa, matriculando seus estudantes de pós-graduação diretamente no doutorado. O programa Ciência sem Fronteiras, que concede bolsas no exterior, já encampa esse conceito, atendendo apenas alunos de graduação, doutorado e pós-doutorado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O povo escreve sua história nas paredes!!

 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

UNE lança abaixo-assinado "Educação 10" para recolher milhões de assinaturas


Faça parte de uma das maiores campanhas em defesa da educação pública já promovida no Brasil
A UNE espera realizar, nos próximos meses, a maior campanha em defesa da educação já promovida no Brasil. A mobilização é pela aprovação dos 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal como recursos a serem investidos exclusivamente nesse setor. Todo esse dinheiro deverá ser destinado para erradicar o analfabetismo, melhorar da estrutura das escolas, pagamento de salário digno aos professores, excelência do ensino público na periferia das cidades e nas zonas rurais de todos os municípios, além da ampliação do acesso e da qualidade nas universidades para todas e todos.
A campanha tem o nome #educação10 e contará com um abaixo assinado que, de acordo com as expectativas da UNE, reunirá milhões de assinaturas. “Há na sociedade brasileira, atualmente, um enorme consenso da necessidade de aumentar significativamente os investimentos em educação”, destaca o presidente da entidade Daniel Iliescu.
Os dois objetivos da campanha poderão ser alcançados ainda esse ano. Nos próximos meses, o Congresso deverá votar o projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) do governo federal, que propõe a ampliação dos investimentos no setor para 7% do PIB até 2020, o que não é, definitivamente, suficiente. A UNE defende que o texto seja refeito e garanta o investimento de 10% na educação do Brasil até 2014.
Urgente também é a aprovação do PLS 138/2011, em tramitação no Congresso, que garante 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação. O Fundo Social, criado em 2010, tem o objetivo de garantir que os recursos dessa riqueza natural sejam revertidos com finalidades sociais. A UNE tem certeza que a educação precisa ser, prioritariamente, alvo desses recursos.
Investir na educação pública é a única forma de realmente superar os problemas mais urgentes do Brasil.

Para assinar online: http://bit.ly/qKyh4V
Baixe aqui a ficha do abaixo-assinado em jpg.
Baixe aqui a ficha do abaixo-assinado em pdf.

sábado, 16 de julho de 2011

Estudantes chilenos dançam Triller para exorcizar má educação

Passeatas estudantis gigantes, pedindo democracia e melhoria da educação, se repetiram em Santiago, capital do Chile nos últimos meses. Entre as atividades o marco das mobilizações estudantis por uma educação de qualidade aconteceu em 24 de julho. Quando milhares de estudantes se reuniram em frente ao Palácio de la Moneda para um protesto bem humorado e coreografado. 


Protesto bem humorado e coreografado (Thiller)



Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 24 de maio de 2011

Professora comove o Brasil com quadro vivo do drama da educação

O vídeo com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube com o protesto da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, comove o Brasil não por falar da situação da educação no RN, mas por pintar um quadro vivo do drama vivido pelos professores em todo país. Pelo eco que o protesto encontrou, a educação está longe de ser uma prioridade para qualquer governo tupiniquim. O protesto de Amanda se insere em uma onda de greves que acontece no estado potiguar.


Em matéria publicada no jornal Tribuna do Norte, de Natal, Amanda Gurgel se diz surpresa pela repercussão que seu depoimento teve na internet. Filiada ao PSTU, a professora viu a rápida difusão do vídeo com ressalvas. Na entrevista que concedeu ao jornal, ela fez reiterados pedidos para que o “discurso político” e “a situação dos professores” tivessem mais peso na publicação do que a sua própria imagem. 

“Queria focar no discurso político, porque eu não tenho o menor interesse de focar na minha imagem. Não participo dessas redes sociais. Tenho uma conta no Orkut, mas nem foto tem lá. Fico surpresa com toda essa repercussão porque o meu discurso não trazia nada de novo. Qualquer professor conhece aquelas situações descritas”, disse Amanda.

“O mais importante na minha fala, que foi transformada em vídeo, e nessa repercussão toda que está tendo, é que isso reflete uma situação existente há muito tempo na nossa categoria. Quem é professor há 20 ou 30 anos conhece o processo de degeneração pelo qual as escolas vêm passando. Isso é o principal e não a minha imagem ou até mesmo as minhas palavras, mas a situação”.


Fonte: Portal Vermelho (www.vermelho.org.br)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Segunda etapa de inscrições no ProUni começa nesta segunda-feira

Prazo vai até quinta-feira (24); primeira chamada será divulgada em 27 de fevereiro

Da Redação do G1

A segunda etapa de inscrições para as bolsas do primeiro semestre de 2011 do Programa Universidade para Todos (ProUni) começa nesta segunda-feira (21) e vai até quinta-feira (24). Há bolsas de estudo integrais e parciais, de 50% do valor da mensalidade, em instituições de educação superior privadas. O Ministério da Educação não divulgou o horário exato da abertura das inscrições.

Os candidatos que se inscreveram na primeira etapa e não foram pré-selecionados, ou aqueles que foram pré-selecionados para cursos em que não houve formação de turma, podem se candidatar novamente, segundo o Ministério da Educação. Estudantes que não se inscreveram na primeira etapa também podem participar. Aqueles que conseguiram bolsa na primeira etapa de inscrições não poderão participar agora.

Na inscrição, o estudante pode escolher até três opções de cursos e instituições. Para concorrer, os candidatos devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010, ter atingido no mínimo 400 pontos na média das cinco notas do exame (ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e a redação) e ter nota superior a zero na redação.

As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet no site do programa. Os candidatos deverão informar seu número de inscrição e senha no Enem 2010 e o CPF.

A primeira chamada será divulgada em 27 de fevereiro e a comprovação dos documentos necessários deverá ser feita até 4 de março. No caso de ainda existirem bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada no dia 13 de março.

Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. Além de ter feito o Enem 2010 e ter alcançado a pontuação mínima, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública, ou em escola particular na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem à bolsa em curso de licenciatura, normal superior ou pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola.