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segunda-feira, 31 de março de 2014

Aprovada a PEC de C,T&I na Câmara

PEC 290-2013
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de ontem (25) a PEC 290/2013, conhecida como PEC da C&T. A proposta teve 399 votos a favor e um contrário.
De autoria da Deputada Margarida Salomão (PT-MG), a proposta de emenda à Constituição altera e adiciona dispositivos na Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação. Uma das mudanças altera a redação do inciso V do art. 23 da Constituição, hoje redigido “V – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência” que ficaria assim: “V- proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação”.
A mudança é fundamental para o destravamento das atividades de C,T&I no país, afirmou a presidenta da ANPG, Luana Bonone. Em post publicado nesta tarde numa rede social, Luana defendeu garantia de uma política de financiamento da ciência.
“A ANPG foi ao Congresso Nacional, pressionou e se manterá mobilizada até a aprovação dos quatro documentos que compunham o código de C&T (flexibilização da lei de licitações, isenção de impostos de importação para materiais de pesquisa e o acesso à biodiversidade brasileira para fins de pesquisa biológica). É preciso que se constitua um pacto nacional pela ciência e tecnologia.”
Aprovado em primeiro turno, o texto retorna à Comissão Especial da Câmara para a elaboração da redação para o segundo turno.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Revalidação de diplomas será discutida em audiência no Senado

O senador Inácio Arruda reuniu-se nesta quarta-feira (19), com a presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos, Luana Bonone, e o diretor de Avaliação da Capes, Lívio Amaral, para discutir a revalidação para diplomas de cursos estrangeiros no país. O projeto de lei que trata da questão será discutido em audiência pública no Senado Federal.

“Faz-se necessário ampliar o debate sobre o processo de revalidação dos diplomas tanto no âmbito do Mercosul quanto no nacional. A matéria é muito complexa para ser aprovada sem o debate com todos os segmentos envolvidos. A realização de audiência pública sobre a temática é muito importante para também contemplar as discussões já acumuladas”, destacou Inácio. 

O projeto de lei, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), revalida e reconhece diplomas oriundos de cursos de instituições de ensino superior estrangeiras. Na proposta, a questão mais polêmica envolve a revalidação automática de diplomas de cursos de graduação, mestrado ou doutorado expedidos por instituições de educação estrangeiras. 

A matéria tramita na Comissão de Relações Exteriores e passará ainda pelas Comissões de Assuntos Sociais e Comissão de Educação, Esporte e Cultura, do Senado. 

Ainda não há data definida para a realização da audiência, mas os nomes dos participantes já estão confirmados. São eles Helena Bonciani Nader, presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Vicente Celestino de França, presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (ANPGIEES).

Também estão confirmados os nomes de Carlos Estephanio, presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduados no Mercosul (ABPós Mercosul);Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); José Fernandes de Lima, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE); Marcos Fernando de Oliveira Moraes, presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), e Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). 

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Sen. Inácio Arruda

sábado, 28 de julho de 2012

Mestrando Vitoriense assume cargo na Associação Nacional de Pós-Graduandos

Diretores da Associação de Pós-graduandos da UFPE na 64ª Reunião da SBPC

O estudante do Mestrado em Administração da Universidade Federal de Pernambuco – Anderson Diego (PROPAD/UFPE), participou junto à delegação pernambucana da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em São Luiz – Maranhão. Evento que contou com a participação de entidades e lideranças do meio científico, tecnológico e social de todo o País. Além das apresentações e exposições de trabalhos, ocorreram oficinas, debates e palestras com representantes do Governo e da Sociedade civil.



Posse da Diretoria da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) – Gestão 2012-2014

            Na terça-feira (24 de julho) ocorreu nas dependências da 64ª Reunião da SBPC - no auditório Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) - a posse da nova Diretoria da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG). Durante a cerimônia de posse, foi prestada uma homenagem ao Maranhense José Mochel (in memorian) – Presidente-fundador da ANPG, em 1986.
  

Ao centro, Presidenta empossada da ANPG Luana Bonone (PUC-SP)

Em seguida, foram empossados a nova Presidente da entidade - a Doutoranda em Comunicação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) - Luana Bonone e os demais diretores, entre eles, o Mestrando Vitoriense Anderson Diego, que assumiu a Diretoria nacional de Políticas Públicas de Juventude (PPJ). A pasta terá como principais desafios, a luta pela Aprovação do Estatuto da Juventude que atualmente tramita no Senado Federal, além de uma forte atuação junto ao Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e aos demais espaços de organização juvenil.
No ato da Posse - entre as principais autoridades presentes - estavam o Presidente do CNPq Glaucius Oliva, a Presidenta da SBPC Professora Helena Nader, Representante do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), Presidente do Fórum de Pró-Reitores (FOPROP), Reitor da UFMA, Diretores da UNE, da UBES, representantes do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a Presidenta da gestão cessante da ANPG Elisângela Lizardo e ex-Presidentes da ANPG.
Para maiores informações acerca da participação dos Pós-graduandos na 64ª Reunião da SBPC, poderão ser conferidas no sítio da ANPG – www.anpg.org.br






Por Anderson Diego,
Mestrando em Administração (PROPAD/UFPE)
Diretor de Políticas Públicas de Juventude da ANPG



domingo, 18 de março de 2012

Desafio na pós é conciliar vida acadêmica com militância

O professor Olival Freire, presidente do Conselho de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (CCT), abriu os trabalhos de sábado (3) no 1º Encontro de Pós-Graduandos do PCdoB, realizado na última sexta-feira e sábado (2 e 3) em São Paulo.

Por Luana Bonone, colaboradora do Vermelho


O presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Elisangela Lizardo, o Secretário Nacional de Juventude do partido, Júlio Vellozo e o Secretário Nacional de Organização do PCdoB, Walter Sorrentino, também estiveram na mesa do encontro.

À frente do primeiro debate do dia, Olival fez um histórico da criação do modelo de universidade brasileiro e referenciou 3 momentos principais de desenvolvimento da Ciência e Tecnologia no país: as décadas de 1930, 1950 e 1970. O professor ressaltou contradições que marcaram os momentos centrais de desenvolvimento da política de C&T no país com o momento político que vivia a sua população e ressaltou que esses três momentos foram entremeados por esvaziamento das políticas de C&T, como o período JK e as décadas de 1980 e 1990.

Momento atual da C&T no Brasil

Quanto ao momento atual, o presidente do CCT acredita que ações de cunho estratégico marcam a preocupação do Ministério, especialmente em termos de desenvolvimento tecnológico. Como exemplo, Olival citou o anúncio feito pelo ministro Marco Antônio Raupp (MCTI) de que a Embraer lançará o primeiro satélite geoestacionário brasileiro.

Olival pautou também a relação das políticas de ciência e tecnologia com o desenvolvimento do país: “o sucesso ou fracasso do projeto de ciência e tecnologia está vinculado ao sucesso ou fracasso do governo Dilma em termos de desenvolvimento nacional”, afirmou. Por fim, avaliou que um dos principais gargalos de tal política é a questão da Inovação. Embora tenha citado importantes políticas do governo no sentido de reverter esta cultura, Olival afirma que “não há resposta fácil” a tal questão.

Marxismo é ciência

O segundo debate foi iniciado pelo presidente da Fundação Maurício Grabois, Adalberto Monteiro, que ressaltou o caráter científico reivindicado pela teoria marxista. Na opinião do presidente da Fundação Maurício Grabois, uma teoria científica só pode se atualizar contando com o que a humanidade produz de cultura e de conhecimento. “Portanto, o marxismo defende o avanço da ciência”, afirmou.

Adalberto Monteiro falou da história do movimento comunista no Brasil e a relacionou com a luta de ideias presente na sociedade em cada período. Em especial, deu o exemplo de uma ação positiva do partido junto à intelectualidade na década de 1950, assumindo algumas falhas nessa relação ao tempo em que valorizou o êxito da organização comunista em aproximar figuras como Jorge Amado, Oscar Niemeyer, Caio Prado Jr., Nelson Werneck Sodré, entre outros.

Papel da Fundação Maurício Grabois

O presidente da FMG e integrante da comissão de formação do Comitê Central do PCdoB afirmou que o momento atual, em que os comunistas pela primeira vez compõem o governo federal e volta a ter um peso maior na sociedade, é propício para que o partido volte a buscar relação com a intelectualidade. Adalberto afirmou que a Fundação Maurício Grabois se propõe a ser o espaço dos quadros comunistas que lidam com este universo para estabelecer a construção de um pensamento marxista avançado.

Em seguida a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Elisangela Lizardo, falou sobre a atuação dos comunistas na ANPG e o impacto da nossa concepção de ciência e de sociedade no desenvolvimento do próprio espaço da entidade na sociedade brasileira – a ANPG compõe, atualmente o Conselho Superior e o Conselho Técnico Científico da Capes , além dos Conselhos Nacionais de Saúde e de Juventude, pleiteia assento no Conselho Deliberativo do CNPq e acaba de ser admitida como entidade filiada à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Militante e cientista

Para Elisangela, o desafio é garantir a possibilidade da militância em sinergia com o desenvolvimento da vida acadêmica dos militantes. “O desafio é capitalizar a organização da nossa força para a atuação, desde a ação mais local na universidade até a participação em atividades gerais, como em espaços da SBPC”.

A sinergia entre vida acadêmica e militante foi a principal defesa do secretário nacional de juventude do PCdoB, Júlio Vellozo. Para Júlio, a nova política de quadros do partido foi concebida no sentido de dar resposta à própria realidade, visto o próprio Programa do PCdoB avalia que vivemos também uma nova luta pelo socialismo, a qual tem como tática central o acúmulo revolucionário de forças.

Para ele, a atuação do PCdoB na universidade vem desmitificando uma ideia que havia de que os comunistas não seriam bem recebidos na Academia. A contradição que os militantes vivem é a exigência de dedicação da Academia por um lado e da militância por outro. Em resposta a isso, Júlio afirmou que “para o PCdoB é muito importante que seus militantes tenham carreira acadêmica brilhante” e finalizou dizendo que é possível conciliar as duas coisas.

Alternativas de militância

Quanto à forma de conciliação entre a vida acadêmica e a militante, Júlio Vellozo propõe três alternativas de atuação: participar de organismos de base do PCdoB nas universidades; ajudar nos debates teóricos do PCdoB; e atuar no Movimento Nacional de Pós-Graduandos, via ANPG, o que ele disse considerar o elemento mais sinérgico dos três.

A intervenção que encerrou as falas da mesa de sábado foi do secretário nacional de organização do PCdoB, Walter Sorrentino, que desafiou os presentes a se imaginarem daqui a 10 anos. Walter comparou o período de 20 anos atrás, que classificou como “período de regressão ideológica”- devido à opressão ao livre pensar instituído pela Ditadura Militar – com os próximos 20 anos da história do Brasil, que ele acredita eu serão interessantes. “É preciso estudar para se situar nos grandes acontecimentos históricos nesses próximos 20 anos”, afirmou Walter.

Sorrentino resgatou a política de quadros aprovada pelo 12º Congresso do PCdoB, que tem como fundamentos a consciência, a qualificação, a especialização e a representatividade e discorreu sobre cada um deles. Por fim, valorizou duas iniciativas do partido que oferecem perspectiva à militância que atua junto à intelectualidade: a primeira é o projeto Estudos Estratégicos, que tem produzido dossiês sobre diversos assuntos considerados fundamentais pelo partido – como o dossiê “Fronteiras da ciência, implicações produtivas e filosóficas”, que teve como curador o professor Olival Freire. A segunda iniciativa citada foi a formação do Coletivo Nacional de Pesquisadores Científicos, cuja proposta é ser um centro de elaboração e de acompanhamento, coordenado pelo professor Olival Freire e composto por Elisangela Lizardo, Luciano Rezende e Felipe Maia.

Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 17 de maio de 2011

CAPES e CNPq anunciam ANULAÇÃO do ofício circular que cancelava bolsas

Após denúncias de pós-graduandos de todo o Brasil sobre o cancelamento de bolsas, a ANPG se reuniu com o presidente da Capes e obteve uma vitória preciosa: a garantia de direitos dos pós-graduandos.

A Capes acaba de divulgar uma entrevista com o seu presidente, Jorge Guimarães, em que ANULA o Ofício Circular nº32/2011 que trata do cadastramento de bolsistas com vínculo empregatício remunerado.A decisão foi tomada após reunião da ANPG com o professor Jorge Guimarães realizada nesta segunda-feira (16) e o novo encaminhamento é compartilhado pela Capes e pelo CNPq.

Na semana passada uma enxurrada de e-mails na caixa da ANPG nos deu a dimensão do problema gerado por um ofício circular da Capes orientando o cancelamento das bolsas de centenas de pós-graduandos do país por conta de uma nova interpretação a respeito da Portaria Conjunta n° 1 de 16 de julho de 2010 .
O ofício ameaçava os programas de perderem suas cotas de bolsas caso não cancelassem até este mês de maio toda as bolsas de estudantes que tivessem vínculo empregatício anterior à bolsa.

Tal informação gerou uma polêmica grande no país e centenas de pós-graduandos recorreram à ANPG. Na mesma semana, a entidade lançou uma nota contra o cancelamento das bolsas e conseguimos marcar uma audiência com o professor Jorge Guimarães.
 
Elisangela Lizardo (presidenta da ANPG), Carolina Pinho(vice-presidenta), João Azuma (Relações Institucionais),Otávio Maioli (APG UFRJ), Rodrigo Barbosa (APG UnB) e o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Foto: Luana Bonone
Na reunião, da qual participaram diretores da ANPG e das APGs da UFRJ e da UnB, o presidente da Capes disse discordar do tom do ofício circular. Ele defendeu a Portaria, mas disse que havia desvios na sua aplicação que precisavam ser corrigidos, motivo pelo qual a Capes e o CNPq divulgaram a nota de esclarecimento de 2 de maio de 2011.

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, apresentou os e-mails recebidos pela ANPG reclamando do cancelamento das bolsas, assim como a nota divulgada pela entidade e as notas e manifestos da APG da UnBdos pós-graduandos da UFF e do Conselho da UFRJ. Em sua intervenção, Elisangela defendeu que a Capes e o CNPq anulassem o cancelamento das bolsas e debatessem ajustes na Portaria para o próximo período. Um abaixo-assinado contra o cancelamento das bolsastambém foi entregue.

O professor Jorge afirmou discordar do conteúdo do ofício circular – e, portanto, do cancelamento das bolsas como este documento impunha – e comprometeu-se a se reunir com o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, para decidir sobre um novo encaminhamento. O diretor de relações institucionais da ANPG, João Carlos Azuma, então sugeriu ao presidente da Capes “descircular a circular”, que é exatamente o que a Capes e o CNPq estão fazendo, como pode ser observado na entrevista de esclarecimento publicada hoje.


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João Azuma e Elisangela Lizardo debatendo a questão com Jorge Guimarães. Foto: Luana Bonone
A Capes e o CNPq anularam o ofício circular – portanto as bolsas não serão canceladas em maio, como previsto – mas alertam que farão um levantamento da situação das bolsas no país para combater possíveis irregularidades – a diferença é que agora será analisado caso a caso.

A vice-presidente da ANPG, Carolina Pinho, apresentou preocupação com o número de professores do ensino básico que teriam as bolsas cortadas de acordo com o oficio circular, ao que o presidente da Capes respondeu categórico: “não serão canceladas bolsas de professores do ensino básico”.

Esta é uma grande vitória de todos os pós-graduandos que resolveram se mobilizar contra o cancelamento generalizado das bolsas anunciado pelo ofício circular. A ANPG agradece a todos os que entraram em contato para apresentar suas demandas, reclamações, histórias, sugestões, manifestos, abaixo-assinados, etc.

A soma deste esforço coletivo nos conduziu a esta vitória e pode nos levar a muitas outras, como o necessário reajuste do valor das bolsas de pesquisa. Para alcançar novos êxitos, o momento exige organizar o movimento nacional de pós-graduandos, com a construção de APGs por todo o país.
ANPG.

twitter: @anpg

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ANPG se posiciona contra cancelamento de bolsas e em defesa dos pós-graduandos


Diante da polêmica gerada pela nota de esclarecimento publicada pela Capes e pelo CNPq em 2 de maio deste ano acerca da Portaria Conjunta n° 1, de julho de 2010, que permitiu o acúmulo de bolsas de pesquisa com atividade remunerada, a ANPG vem a público esclarecer sua posição contrária à interpretação e conseqüentes encaminhamentos tomados pelas agências e se coloca ao lado dos/as estudantes de pós-graduação em defesa de seus direitos.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) autorizaram o acúmulo de bolsas de pesquisa com atividade remunerada por meio da Portaria Conjunta n° 1 de 16 de julho de 2010. Em 02 de maio de 2011, entretanto, as agências publicaram uma nota de esclarecimento acerca desta Portaria que trás uma novidade: pela nova interpretação, pessoas com vínculo empregatício antes do recebimento da bolsa não se encaixam no perfil descrito pela medida, que atende, segundo o esclarecimento, apenas a pessoas que adquirem vínculo empregatício após assumirem a condição de bolsista.

A nota de esclarecimento da Capes e do CNPq gerou uma polêmica cuja pior consequência que vem sendo denunciada por pós-graduandos de todo o país é o cancelamento da bolsa e, em alguns casos, até mesmo o pedido de devolução do valor da bolsa recebida.

A polêmica reside no fato de que a Portaria é omissa em relação à existência do vínculo empregatício anterior ao recebimento da bolsa. Muitas pró-reitorias e programas de pós-graduação do país entenderam que se houvesse anuência do orientador, o postulante à bolsa poderia ter vínculo empregatício e, caso contemplado, poderia manter este vínculo. Dessa forma, professores, servidores públicos e certamente profissionais de diversas áreas foram contemplados com bolsas de pesquisa em todo o país, com a devida concordância de seus orientadores de que tal atividade está relacionada à pesquisa desenvolvida e que a carga horária é compatível com ela.

Assim, a nota de esclarecimento publicada em 02 de maio se configura, na prática, como uma nova regulamentação da Portaria, pois lhe impõe uma nova regra: só é aceitável vínculo empregatício após o recebimento da bolsa.

Como a Portaria foi omissa sobre a questão do vínculo empregatício anterior, a ANPG entende que grande parte da responsabilidade acerca da confusão gerada é das próprias agências: Capes e CNPq. Nenhum pós-graduando pode ser prejudicado devido a essa confusão.

Além disso, entendemos que o condicionamento do vínculo empregatício ser adquirido apenas após a concessão da bolsa é uma nova regulamentação da Portaria, que não poderia ser feita por meio de nota de esclarecimento, sem debate em qualquer instância.

Ainda, acreditamos que aqueles estudantes que foram contemplados com bolsas de pesquisa e tiveram a anuência de seus orientadores, coordenações dos programas e pró-reitorias para acumular tal benefício com atividade remunerada possuem direito adquirido a esta bolsa. E assim acreditamos porque no momento da concessão da bolsa esta era a regra estabelecida, visto que a Portaria não faz qualquer referência a proibição do benefício a estudantes que possuíssem vínculo empregatício anterior ao recebimento da bolsa.

Com base neste histórico e nesses entendimentos, manifestamo-nos:

A Associação Nacional de Pós-Graduandos se posiciona, de forma veemente, contrária a qualquer pedido de devolução das bolsas de pessoas que tenha surgido no país pelo critério de ter vínculo empregatício anterior foram consideradas irregulares. Buscaremos todas as medidas que forem cabíveis para garantir o direito de todos os bolsistas que se encontrem sob tal constrangimento;

A ANPG se posiciona, ainda, contrária ao próprio encaminhamento – apresentado sob o pretexto de esclarecimento – de proibir a concessão de bolsas para pessoas com vínculo empregatício anterior ao recebimento do benefício, pois no nosso entendimento tal medida desvirtua o próprio sentido da Portaria.

Por fim, reafirmamos nossa opinião emitida no momento da publicação da Portaria, em julho de 2010: a medida veio atender a uma demanda reprimida de centenas ou até milhares de pós-graduandos pelo país, entretanto, não admitiremos que a sua consequência seja um novo período de congelamento do valor das bolsas – que estão há três anos sem reajuste – de forma a promover a sua desvalorização.

É fundamental fortalecer o sistema nacional de bolsas, considerando o pesquisador bolsista enquanto elemento chave da produção científica nacional. A bolsa de pesquisa deve ser entendida como instrumento central de estímulo e, portanto, de elevada importância ao interesse e desenvolvimento da C,T&I no país.


ANPG - Associação Nacional de Pós-Graduandos

Vejam Mais: www.anpg.org.br

Pernambuco sediará o 38º CONAP da ANPG

Entre os dias 18 e 21 de agosto as cidades de Recife e Olinda receberão os pós-graduandos brasileiros para a realização do 38º Conselho Nacional de APGs (CONAP) da ANPG.

O CONAP é constituído pelas diretorias da ANPG e de APGs, Pró-APGs, Federações de Cursos e Associações de Médicos Residentes cadastradas de cada Instituição de Ensino Superior ou Pesquisa que mantenham programa de pós-graduação, tendo cada diretoria o direito a um voto.

Este fórum da entidade terá como tema central o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG). Discutir seus avanços e limitações, e possíveis ações frente a isso são algumas das expectativas pra o encontro. O CONAP terá, ainda, a importante tarefa de convocar o maior e mais importante fórum da ANPG: o XXIII Congresso Nacional de Pós-Graduandos, previsto para acontecer em 2012.

Avaliar os resultados da Campanha de Bolsas da ANPG e um Seminário sobre as Organizações Sociais também estão previstos.

Em breve serão divulgados o Regimento Interno do CONAP e a Programação.

Recife e Olinda

O estado de Pernambuco é conhecido não só pelas suas belezas naturais mas também pelo imponente Carnaval que realiza.

Conta com 8,8 milhões de habitantes e detém o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) do Nordeste.

Conhecido por sua ativa e rica cultura popular, Pernambuco é berço de várias manifestações tradicionais, como o frevo, o maracatu e os pastoris, bem como detentor de um vasto patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, sobretudo no que se refere ao período colonial. O estado também deu origem a grandes romancistas e poetas brasileiros, como Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto, e participou do movimento de renovação e internacionalização das artes visuais brasileiras, com Cícero Dias e Vicente do rego Monteiro. Na década de 1990,surgiu em Pernambuco o mangue beat, amálgama do rock, do pop, do rap e do funk com os ritmos locais.

O município do Recife é uma das três maiores aglomerações urbanas da Região Nordeste. Ocupa uma posição central, a uma distancia em torno de 800 km das outras metrópoles, Salvador e Fortaleza, disputando com elas o espaço estratégico de influência na Região.A Universidade Federal de Pernambuco sediará atividades do encontro de pós-graduandos do Brasil todo.

O título de Patrimônio da Humanidade foi concedido pela UNESCO em 1982 a Olinda, depois de uma luta iniciada pela Prefeitura em 1978, com o apoio de personalidades como o embaixador olindense Holanda Cavalcanti, o então ministro Eduardo Portela, além de Aloísio Magalhães.

Com esse título, Olinda inscreveu-se na lista de monumentos mundiais e figura ao lado de bens da humanidade como a Catedral de Notre-Dame, em Paris, o sítio arqueológico de Nemrut Dag, na Turquia, o Parque Nacional do Serengeti, na África, e a Cidade do Vaticano, entre outros 400 monumentos em todo o mundo.

As cidades de Recife e Olinda receberão, conjuntamente, as atividades políticas e culturais do CONAP.

Mobilize a sua APG e faça parte deste capítulo da história dos pós-graduandos!

Da Redação.

*fotos: Wikipédia

Fonte: www.anpg.org.br