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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Campus Party Recife acontece em julho e terá banda larga de 10 Gbps

Depois de muito atraso e pouquíssimas informações, a Campus Party foi confirmada no Recife. O evento de tecnologia terá sua segunda edição na capital pernambucana entre os dias 17 a 21 de julho no Centro de Convenções e Chevrolet Hall. Os ingressos começarão a ser vendidos na semana que vem, no site oficial e custarão R$ 200, mesmo preço no ano passado.
O anúncio foi feito no Espaço Ciência, no Recife, nesta quinta (13) e contou com a presença do secretário de tecnologia do Estado, Marcelino Granja. Este ano, a festa acontece mais uma vez no Chevrolet Hall e no Centro de Convenções. Entre os nomes de destaque confirmados estão Dale Stephens, criador da UniCollege e o espanhol Benito Muros, do movimento SOP.
Internet
Este ano, os campuseiros terão uma conexão banda larga com velocidade de 10 Mbps, o dobro em relação ao ano passado. A infraestrutura será fornecida pela Telefonica/Vivo, como aconteceu em todas as edições do evento.
Também será possível utilizar a internet móvel 4G, através de uma antena dedicada instalada no local.
Empreendedorismo
Segundo Bruno Souza, presidente do Instituto Campus Party, o evento dará ainda mais foco no empreendedorismo, reforçando uma vocação da cidade para negócios em inovação. “Queremos que os interessados cheguem no evento e saiam com um negócio todo estruturado”, disse. O secretário de tecnologia disse que o momento hoje no Estado é ideal para que o evento se consolide por aqui.
A Campus Party é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. No Brasil acontece em São Paulo e no Recife. Os campuseiros costumam acampar em uma maratona de eventos que avança pela madrugada todos os dias. Na edição deste ano na capital paulista esteve presente o astronauta norte-americano Buzz Aldrin, entre outros nomes.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Manuela diz que Brasil está “reinventando” a internet

A deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) afirmou nesta quarta-feira (30), durante a Campus Party Brasil 2013, em São Paulo, que o "Brasil está reinventando a (legislação) de internet". Participante das discussões dos projetos de lei do Marco Civil da Internet , que tramita na Câmara - e dos crimes na internet - aprovado ano passado -, ela afirma que o País vive "um belo momento" em termos de legislação da rede.

Segundo a deputada, a demora na aprovação da lei é resultado de disputa política entre "interesses e visões de mundo" diferentes"."Temos uma lei de cibercrimes que não é vigilantista, que somente tipifica os novos crimes; estamos terminando um debate superprofundo sobre a primeira lei no mundo que defende o direito dos usuários; temos um evento como a Campus Party se consolidando. Não é em qualquer país que isso acontece", afirmou.

"A capacidade de mobilização efetiva das pessoas com o uso das redes sociais é impressionante. A gente vê na tragédia de Santa Maria (RS), em que o Hemocentro não conseguia mais recolher doações de sangue", destacou.

Apesar do pioneirismo brasileiro na discussão sobre um marco civil da internet - estabelecendo direitos e deveres de usuários, empresas e governo para o uso da rede -, a votação do projeto se arrasta na Câmara. No ano passado, a votação em Plenário foi adiada inúmeras vezes e acabou ficando para depois do recesso parlamentar, na semana que vem.

A deputada acredita que o projeto deve avançar. "É uma pauta prioritária do presidente (da Câmara, deputado Marco Maia). O relator (o petista Alessandro Molon) conseguiu chegar a textos intermediários nos três artigos mais polêmicos, que tratam de direitos autorais, guarda de logs e neutralidade na rede", afirmou. 

A demora, segundo a deputada, envolve uma disputa política entre "interesses e visões de mundo" diferentes" entre empresas de telefonia e outros setores da sociedade. 

Além disso, ela afirma que, por ser uma lei pioneira, o tempo de discussão é diferente. "A visão do Brasil é pioneira. Leva mais tempo do que copiar uma lei", disse. O aspecto técnico da questão também atrasa as negociações. "A demora na negociação é proporcional ao alto nível técnico do tema", disse.

Fonte: Portal Terra