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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Filme: Gonzaga - de Pai para filho...

Indico esse filme!! A história de 2 ícones da música nacional!!

Confira o trailer:


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bienal da UNE recebe inscrições de estudantes de todo país


O maior festival estudantil da América Latina acontecerá em janeiro de 2013 no Recife e em Olinda, no estado de Pernambuco. Com o tema “A Volta da Asa Branca”, a 8º Bienal da UNE - União Nacional dos Estudantes - recebe produções universitárias nas áreas da cultura, ciência e tecnologia e extensão. Os interessados em expor trabalhos devem se inscrever pelo site da entidade até o dia 7 de dezembro.





O tema “A Volta da Asa Branca” se refere ao nordeste brasileiro e à canção imortal de Luiz Gonzaga, cujo centenário está sendo comemorado em 2012. Os estudantes podem participar com trabalhos nas mostras de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais, literatura, ciência e tecnologia e, pela primeira vez nas Bienais, projetos de extensão.

Estudantes de todas as instituições de ensino do Brasil podem inscrever até três trabalhos por categoria. As inscrições podem ser realizadas individualmente ou em grupo, com o preenchimento do formulário disponibilizado no site.

A inscrição custa R$10,00 e a divulgação dos trabalhos selecionados para a Bienal está prevista para o dia 14 de dezembro.

A volta da Asa Branca

Em seus 14 anos de atividades, a Bienal da UNE tem, como característica, trazer temas e discussões voltados à formação do povo brasileiro. Nesta oitava edição, o festival propõe um novo olhar sobre a região nordeste, as idas e vindas de seu povo, seu passado e futuro referenciados pela música de Luiz Gonzaga. “A Volta da Asa Branca” também representa o retorno da Bienal a Pernambuco, dez anos depois da sua terceira edição, no ano de 2003.

Formato da Bienal

Durante cinco dias, a Bienal abre espaço para a produção de ideias, para a apresentação e a descoberta de artistas estudantes, para a troca de saberes artísticos, científicos e de outras vivências acadêmicas. O evento é composto pela grande mostra estudantil, apresentando os trabalhos selecionados entre alunos de todo o Brasil, e pela mostra convidada, com atrações de destaque no cenário nacional.

Há apresentações musicais e teatrais em grandes palcos e uma sala de exibição para cinema e outras produções audiovisuais. Além disso, os estudantes participam de oficinas artísticas e atividades esportivas que acontecem dentro da programação.

A Bienal é aberta com uma aula-espetáculo ligada ao tema abordado e que norteia suas demais discussões. O evento também envolve, tradicionalmente, uma atividade chamada Lado C, em que a juventude dialoga com a comunidade local em visitas turísticas pela cidade ou em pontos culturais. A Bienal é encerrada com uma passeata cultural, a “Culturata”, que nessa edição tomará as ladeiras de Olinda.

Caravanas estudantis

Para a 8ª Bienal são esperados mais de 10 mil estudantes, vindos em caravanas de todo o país, para celebrar uma festa plural onde os sotaques se misturam e a troca de experiências é a riqueza maior. A UNE disponibilizará, em seu site, os contatos dos responsáveis pelas caravanas em cada estado, assim como todas as dicas de viagem, procedimentos e referências para a chegada dos jovens a Pernambuco.

Memória

A Bienal da UNE já passou por Salvador (1999 e 2009); Recife e Olinda (2003); São Paulo (2005); e Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011). O festival tem como principal proposta valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país. É considerada um instrumento de mapeamento e difusão da produção desenvolvida por jovens brasileiros, apresentando também um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos.
Já participaram da Bienal personagens como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara (filha de Che Guevara), Ariano Suassuna, Augusto Boal, José Leite Lopes, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Racionais MCs, Beth Carvalho, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr Catra e Naná Vasconcelos.

Fonte: Site da UNE

quarta-feira, 20 de junho de 2012

*CRÔNICA: “Um novo mundo é possível”

“Minha vida é andar por esse País, pra ver se um dia descanso feliz, 
Guardando as recordações, das terras onde passei, andando pelos sertões 
e os amigos que lá deixei... (Luiz Gonzaga)” 


Tive em minha vida a oportunidade de viajar, apesar de ainda jovem, os quatro cantos da minha querida “nação Pernambuco” e do meu diverso e multicultural Brasil. Além, de vivenciar as realidades do Chile e Paraguai, experiências inesquecíveis, dos quais utilizo como referência para falar também da América Latina. 

Nessas andanças da minha vida pude perceber o quão diverso todos nós somos! Cada qual com seus objetivos, suas ambições, suas metas, suas características, qualidades e defeitos, enfim... 

Mas, algo que fica muito evidente, a meu ver, é o que nos une... O que nos liga... Nos torna irmãos! Esse sentimento, essa sensação que aos nossos olhos muitas vezes passa despercebida, é algo que deve ser valorizado, levado em consideração! 

Pois, nos tempos de hoje, na era do pós-moderno, dos mais diversos avanços tecnológicos, é fundamental valorizarmos nosso território, nossa cultura, nossa gente! É importante para nós, professores em formação, que eduquemos nossos alunos antenados com a realidade, mas, conscientes de suas origens. 

Em minhas andanças, conheci muita gente bacana, arretada, gentil e muitíssimo alegre. Que fala com tanto gosto de sua terra, de seu canto, que inspira sonhos e desperta bastante emoção. 

Falar dessas pessoas é uma tentativa de olhar o mundo sob outra ótica, ou seja, não deixando de levar em conta à fome e miséria existente, a política excludente que o sistema capitalista nos impõe, o ódio entre as pessoas e nações, o egoísmo, entre outros sentimentos e ações negativas que nós seres humanos tanto praticamos no dia-a-dia. Mas, esta é uma forma de demonstrar que assim como existem tantos sentimentos e ações ruins/temíveis, também existem ações e sentimentos belos, positivos, benéficos. 

Portanto, a alternativa de um mundo melhor, parte não apenas dos bons exemplos que damos e do bom exercício e militância política cotidiana, mais da convivência pacífica e respeitosa entre as pessoas, entre as nações. Parte do conhecimento de nossas raízes e cultura, da busca por tornar esse planeta tão belo, em algo habitável para todos. 

Nesta crônica, trago minha contribuição, falando de minhas origens... Da minha terra... Do meu canto... E esperando contribuir na busca por este mundo melhor. Pois, como diria Belchior em uma de suas canções... “Eu sou apenas um rapaz, latino-americano, sem dinheiro no bolso e vindo do interior”. 

Nascido e criado em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil! Tenho em minhas veias, o sangue guerreiro dos heróis pernambucanos. Que tanto lutaram e lutam, por amor a esta terra. Heróis, não apenas no campo de batalha, como ocorrido na Insurreição Pernambucana. Mas, a todos aqueles que em meio a tantas lutas, diárias...inclusive, prevalecem! 

É dessas pessoas que sou descendente, com muito orgulho, e digo que outro mundo é possível, porque é dos sonhos e da nossa imaginação que ele começará a ser desenhado e posto em ação!

Por Anderson Diego,
Mestrando em Administração (PROPAD/UFPE)
*Crônica originalmente apresenta a disciplina de Didática do Ensino Superior (PROPAD/UFPE)