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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Correa: “América Latina tem uma das piores imprensas do mundo”

Reeleito com folga à presidência do Equador neste domingo (17), Rafael Correa declarou que pretende buscar "uma nova Lei de Comunicação que regule os claros excessos que tem certa imprensa". Ele justifica: "A América Latina tem uma das piores imprensas do mundo". E por isso, defende que seu país tenha "uma imprensa honesta e responsável".

Miguel Ángel Romero/Presidencia de la República

Presidente reeleito do Equador, Rafael Correa 
O setor da imprensa é uma das prioridades do presidente, que ganhou destaque no mundo todo no ano passado, quando concedeu asilo diplomático ao fundador do WikiLeaks, que cumpria prisão domiciliar na Inglaterra e afirma ser perseguido pelo governo norte-americano depois de ter publicado documentos sigilosos da Casa Branca e de empresas.

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Para alguns setores da imprensa equatoriana, o gesto de Correa foi uma forma de melhorar sua imagem quanto à liberdade de expressão. Mas a verdade é que, independente do objetivo, seu nome passou a ser relacionado ao tema democracia depois de ter sido o primeiro procurado por Assange.

Respondendo se ele será o sucessor de Hugo Chávez na liderança da América Latina, Correa, em nome do presidente venezuelano e de seus colegas de Argentina, Bolívia e Nicarágua, além dos líderes cubanos Raúl e Fidel Castro, Correa afirmou que "não buscamos nada para nós, e sim estaremos onde formos mais úteis para nossas pátrias pequenas e para a pátria grande".

Veja o especial do Vermelho sobre as Eleições no Equador

Com Sul21




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cúpula das Américas: Equador repudia exclusão de Cuba

O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou nesta quinta (9) que é inadmissível que Cuba seja excluída da próxima Cúpula das Américas e reiterou que seu país se ausentará se a ilha não for convidada.


"Não há nenhuma razão para que nossa irmã Cuba não assista a esta Cúpula política das Américas", declarou Patiño à Prensa Latina em uma coletiva de imprensa na qual abordou vários temas de atualidade.

O chefe da diplomacia equatoriana ratificou que seu país mantém a posição proposta pelo presidente Rafael Correa durante a reunião dos países da Aliança para os Povos de Nossa América (ALBA), celebrada recentemente em Caracas.

Nesse foro regional, Correa propôs que os Chefes de Estado das nações da ALBA não vão ao encontro colombiano caso que a ilha antilhana seja excluída, ao argumentar que também é parte da geografia regional.

Patiño expôs que esta é uma cúpula política e não da Organização de Estados Americanos (OEA), e expressou sua confiança de que a chanceler de Colômbia, María Angela Holguín, em visita a Havana, tenha conversado sobre o tema com o diplomata cubano, Bruno Rodríguez.

"Esperamos que a decisão da Colômbia seja convidar a Cuba", expressou o ministro equatoriano, que apontou que esta Cúpula é um foro de caráter político em que participam os Chefes de Estados da região.

"A opinião dos Estados Unidos é uma, a nossa é esta, e acho que ela representa a da ampla maioria na América Latina", apontou em alusão a declarações da nação norteña sobre a negativa à participação cubana na Cúpula das Américas.

Fonte: Prensa Latina