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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dilma vai a Caracas participar de cúpula pela integração

A presidente Dilma Rousseff viaja amanhã (1º) para Caracas, Venezuela, onde participa nos dias 2 e 3 da 3ª Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc) que fundará formalmente a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Ela se reunirá com o líder anti-imperialista Hugo Chávez, presidente da República Bolivariana da Venezuela, e com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Dilma se encontrará também com vários dos presidentes presentes ao encontro.


As discussões incluem os impactos da crise econômica internacional e o combate à pobreza por meio da inclusão social e do desenvolvimento sustentável. A ideia é reunir os 33 chefes de Estado e de governo que integram a Celac para consolidar a proposta comum de desenvolvimento regional, aproveitando o dinamismo econômico do momento.

No encontro, serão assinados três documentos considerados peças-chave para a consolidação do novo bloco. Um deles se refere aos procedimentos da Celac – estabelecendo datas e metas; no outro, há a declaração final do grupo na qual são expostas as propostas e, por fim, o terceiro que é relativo à defesa da democracia e da ordem constitucional na região.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, o Brasil mantém embaixadas permanentes em todos os países da Celac. Os números mostram ainda que a corrente de comércio com os países da região cresceu cerca de quatro vezes em oito anos, no período de 2002 a 2010.

O intercâmbio comercial do país com a América do Sul, América Central, México e Caribe atingiu, em 2010, US$ 78 bilhões. Em 2011, até setembro, o intercâmbio comercial com a região alcançou US$ 69 bilhões.

Correa critica OEA
Em declarações à imprensa, o presidente do Equador, Rafael Correa, declarou que o país participará da Celac com muitas expectativas e com a aspiração de que ela substitua a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Ele pontuou diversas ações do organismo em favor dos interesses estadunidenses, mas contra a soberania dos povos latino-americanos, como o caso da Guerra das Malvinas, em que o órgão violou o Tratado Interamericano de Proteção Recíproca quando os Estados Unidos não apoiaram um de seus membros, a Argentina, mas o fizeram a um país extrarregional, ficando ao lado da Grã-Bretanha.

Ele ressaltou ainda sua convicção de que é necessária uma mudança profunda no sistema interamericano e que ele seja basicamente latino-americano, porque é claro o poder de gravidade dos Estados Unidos.

Histórico
A primeira reunião da Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc), que lançou a ideia de criar a Celac, foi em 2008, na Bahia. Em 2010, no México, houve a segunda reunião na qual os líderes políticos decidiram criar a Celac, a partir da fusão da Calc e do Grupo do Rio – entidades que englobavam os líderes políticos dispostos a buscar a integração da região.

Com informações da Agência Brasil e da Prensa Latina


Fonte: www.vermelho.org.br

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Unasul estuda plano de ação para combate às drogas

O Conselho de Drogas da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) reúne-se nesta quinta-feira (17) e amanhã para analisar a execução na região do Plano de Ação de Narcóticos, cujo objetivo é intensificar o controle e o combate ao narcotráfico, assim como implementar medidas de apoio aos usuários. As discussões ocorrerão em La Paz, na Bolívia.


O vice-ministro da Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Felipe Cáceres, disse que a ideia é analisar o problema causado pelas drogas em toda a região. Segundo ele, os temas referentes ao assunto incluem a lavagem de dinheiro, a redução da oferta e da procura e medidas de controle e de desenvolvimento alternativo sustentável.

O representante do Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), Cesar Guedes, acrescentou que a produção de drogas nas Américas preocupa a entidade. Segundo ele, entre os países apontados como produtores de cocaína, a Colômbia ocupa o primeiro lugar, com 40% da produção da região.

De acordo com Guedes, o mesmo percentual é identificado no Peru, com a diferença que o mercado colombiano de drogas atinge mais países que o peruano. Em seguida, vem a Bolívia, responsável por 20% de produção de cocaína na América do Sul.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 4 de setembro de 2011

Após três meses, Piñera se rende às reivindicações dos estudantes chilenos

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, admitiu pela primeira vez negociar em torno dos pontos elencados por estudantes e professores mobilizados há três meses em prol de melhorias na educação. No sábado, Piñera recebeu o movimento no Palácio de La Moneda, e foi obrigado a ouvir alguns esclarecimentos.

Rodrigo Adonis. Presidência do Chile
 
A primeira rodada de conversas não foi exatamente agradável para Piñera: os protestos seguem e só se aceita negociar as bases de uma educação pública.
Os líderes do movimento, o maior desde a redemocratização do país, há duas décadas, informaram que estão apenas abrindo a rodada de conversas, e terão de ouvir as respectivas bases antes de tomar qualquer decisão. Acrescentaram que seguem mobilizados, realizando massivas marchas, enquanto não se chegue a um consenso.

“A reunião está no marco de uma primeira instância de diálogo na qual se deixaram claras as posturas dos distintos atores, ainda que estejamos conscientes de que faltam muitos outros”, afirmou Camila Vallejo, representante da Universidade do Chile, que acrescentou que as propostas serão submetidas a aprovação do movimento tão logo as apresente o presidente, o que deve ocorrer na manhã de segunda-feira (5). “O importante é que aqui existe vontade de avanço, que se apresentaram suficientemente claras as posições e são nossos companheiros os que têm de tomar uma decisão.”

A mesa de diálogo representa uma mudança fundamental na postura que Piñera manteve ao longo dos últimos três meses. Após o início dos protestos, o presidente apresentou um pacote de mudanças que somavam US$ 4 bilhões em incentivos que basicamente manifestavam a crença no sistema atual, centro da discórdia para os estudantes. Atualmente, a educação no Chile, do ensino básico ao médio, é dividida entre pública e privada subsidiada, o que criou um sistema no qual empresários lucram às custas do Estado. No ensino superior, a situação é mais complicada, já que todas as instituições, públicas ou privadas, cobram mensalidades dos estudantes, o que deu origem a um sistema de crédito que endivida os jovens.

Piñera, em meio a uma crise de popularidade, chegou a trocar oito de seus ministros, e lançou um novo pacote de incentivos à educação, passando a taxar de intransigentes os estudantes mobilizados. Além disso, acusava-os de se negar ao diálogo e de trabalhar contra o desenvolvimento do país. “Nós nunca condicionamos o diálogo às marchas e mobilizações. Ratificamos que vamos seguir mobilizados até que não tenhamos respostas concretas a respeito de nossa pauta de reivindicações, que é algo que ressaltamos desde o início destas mobilizações”, explicou Rodrigo Rivera, porta-voz dos estudantes secundários, ao comandante de La Moneda.

O presidente do Colégio de Professores, principal entidade docente do país, adiantou a Piñera que na segunda-feira os movimentos por educação na América Latina lhe entregarão documentos de protesto nas respectivas embaixadas e consulados. Jaime Gajardo destacou ainda que a opção dos manifestantes é pela educação pública, e somente sobre esta base de ideias poderá haver avanço na negociação. “O que se fez nesta mesa de diálogo é reafirmar que há temas centrais que seguem pendentes, sobre os que se terá de seguir discutindo, como a questão do fim do lucro, da desmunicipalização, de terminar com o financiamento compartilhado”.

Fonte: Rede Brasil Atual

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Integração: Mercosul faz 20 anos em momento positivo e com planos de expansão

Criado com o intuito de integrar as economias de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o Mercosul completa 20 anos em 2011 em espírito "reflexivo" e com a ambição de se adaptar aos novos ventos econômicos globais, de expandir sua atuação e de se proteger das turbulências que atingem os países desenvolvidos.

A avaliação é dos ministros de Estado que participaram na terça-feira (28) da abertura da 41ª cúpula do bloco, em Assunção, Paraguai."Quando o Tratado de Assunção foi assinado, em 1991, o mundo era diferente: a China não era um parceiro comercial significativo dos países do bloco, e o mundo em desenvolvimento não era o motor do comércio internacional”.Leia também
“Essas características fazem com que vivamos em um ambiente de acelerada transformação, o que exige acompanhamento detido para que não sejam perdidas oportunidades interessantes de inserção internacional", afirmou o chanceler Antonio Patriota.

O ministro afirmou que o bloco vive momento favorável, tendo atingido o recorde de US$ 45 bilhões em trocas comerciais internas em 2010. Neste ano, diz esperar que o comércio alcance ao menos US$ 50 bilhões.

Ainda assim, o chanceler afirmou que o bloco passa por momento de "reflexão sobre o futuro", em que têm sido discutidos "novos rumos e correções de assimetrias". Entre as ideias destacadas pelo ministro está a adesão da Bolívia e do Equador. Segundo Patriota, a proposta conta com a simpatia dos dois países e foi objeto de debate entre os chanceleres do bloco nesta terça-feira.

O subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe, Antonio Simões, disse que uma delegação do Mercosul deve visitar em breve ambos os países para discutir a viabilidade do ingresso. Atualmente, Bolívia e Equador são Estados associados do Mercosul, ao lado de Chile, Colômbia, Peru e Venezuela – esta depende apenas de um aval do Congresso paraguaio para ingressar no bloco.

Crise econômica global

Se por um lado o bloco busca expandir sua atuação e tirar maior proveito das mudanças mundiais em curso, por outro, pretende proteger-se de respingos da crise econômica global.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, "nós devemos cuidar que nossos mercados sirvam para estimular o nosso crescimento, e não o crescimento dos outros países".

Mantega, que se reuniu na terça-feira com os ministros da Fazenda da Argentina, Uruguai e Paraguai, disse que serão discutidas na reunião entre os chefes de Estado do bloco, na quarta-feira, formas de impedir que os mercados sul-americanos "sejam invadidos por produtos de países que não têm para quem vender".

"O que nós combinamos é que os mercados latino-americanos devem ser desfrutados pelos países do continente. Devemos preservar esses mercados para nós", disse o ministro. Ele afirmou que as medidas visam responder à postura tanto dos Estados Unidos e da União Europeia quanto de países asiáticos, que tradicionalmente exportam para europeus e norte-americanos, mas, devido à crise nessas regiões, têm buscado com avidez os mercados sul-americanos.

Encontro bilateral

A presidente Dilma Rousseff aproveitará a cúpula do Mercosul para fazer uma reunião bilateral com o governo paraguaio. No encontro, os governos devem tratar de cooperação nas áreas de segurança, pesca e de televisão digital.

Será o primeiro encontro de Dilma com o presidente paraguaio, Fernando Lugo, após o Brasil aprovar o aumento nos valores pagos ao Paraguai pelo uso da energia da usina hidrelétrica de Itaipu.

Após se encontrar com Lugo, Dilma deve se reunir com outros chefes de Estado do Mercosul. O grupo, no entanto, estará desfalcado: a presidente argentina, Cristina Kirchner, cancelou sua visita ao Paraguai. Ela sofreu uma queda na semana passada e disse ter sido aconselhada a evitar a viagem.


Fonte: www.vermelho.org.br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Parlatino solicita ao Paraguai ingresso da Venezuela no Mercosul

O grupo venezuelano do Parlamento Latino-Americano (Parlatino) submeterá ao Congresso do Paraguai um acordo aprovado nesta quarta (08), que solicita a incorporação da Venezuela ao Mercosul. 

O acordo destaca que "a incorporação da Venezuela como membro pleno do Mercosul, ratificaria o compromisso com a luta contra a pobreza (...) a segurança energética e petroquímica e a plena vigência das instituições democráticas, que resultará no benefício para todos os povos o Mercosul". 

O texto ainda defende que, "na atualidade, a integração sul-americana deixou de ser um exercício de simples retórica, para empreender um amplo caminho de realizações e feitos sem precedentes na região que expressam uma vontade coletiva, renovada, unificadora e democrática". 

Segundo o documento, "o maior desafio da América Latina e do Caribe é alcançar novos e mais elevados níveis de desenvolvimento em meio à crise que se registra no âmbito planetário". 

O acordo foi aprovado com os votos dos deputados do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e do Partido Comunista (PCV). Os parlamentares da aliança opositora, Mesa da Unidade Democrática (MUD), se abstiveram. 

A incorporação da Venezuela como sócia plena foi aprovada pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mas barrada no Congresso do Paraguai, cujos legisladores da oposição formularam múltiplas críticas ao governo venezuelano por suas políticas internas. 

O Mercosul, criado por iniciativa da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, mediante o Tratado de Assunção, em 26 de março de 1991, tem como objetivo fortalecer a integração de seus estados por meio da ampliação do intercâmbio comercial e da aplicação de políticas econômicas e produtivas comuns. 

Fonte: Ansa