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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Pnad 2011 confirma década inclusiva, diz presidente do Ipea


Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2011) confirmam que a primeira década do século 21 no Brasil foi “inclusiva” do ponto de vista social, com robusta diminuição da desigualdade e redução da pobreza, na avaliação do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


O período guarda os melhores resultados desde quando o país produz estatísticas sobre distribuição de renda. “O Brasil está hoje no menor nível de desigualdade da história documentada”, disse o economista Marcelo Neri, recém-empossado presidente do Ipea. Segundo ele, o Índice de Gini (indicador que mede a desigualdade) foi 0,527 em 2011 - o menor desde 1960 (0,535) - quanto mais próximo de zero menor é a desigualdade.

Segundo Neri, a redução tem a ver com o crescimento da renda per capita nos diferentes estratos sociais. Entre 2001 e 2011, o crescimento real da renda dos 10% mais pobres foi 91,2%. Enquanto os 10% mais ricos, o crescimento foi 16,6%. Na opinião de Neri, a melhoria da renda na base da pirâmide relativiza o tímido desempenho das contas nacionais (medido pelo Produto Interno Bruto – PIB).

Desde 2003, a Pnad aponta que a economia brasileira cresceu 40,7% (acumulado), enquanto a taxa do PIB foi 27,7% (acumulado). O primeiro dado mede a situação dos domicílios, o segundo indicador faz o somatório da riqueza produzida no país. “O que é mais importante?”, pergunta Neri ao avaliar que apesar dos “colegas macroeconomistas não estarem muito satisfeitos, mas quando a gente olha para o bolso das pessoas nota-se um crescimento chinês na base”, comparou.

A frase de Neri repete o raciocínio da presidenta Dilma Rousseff, que após a divulgação de projeção do Banco Central (em julho) de baixo crescimento do PIB este ano, disse que não é com esse indicador que se deve medir uma nação. “Porque uma grande nação, ela deve ser medida por aquilo que faz para suas crianças e para seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto, é a capacidade do país, do governo e da sociedade de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e adolescentes, ” disse a presidenta na ocasião.

Na opinião de Neri, os programas sociais estão bem focados e beneficiando os mais “pobres dos pobres”. Nas contas do Ipea, as transferências do Programa Bolsa Família são responsáveis por 13% da redução da desigualdade. De acordo com ele, o efeito é que a renda cresce mais entre os menos escolarizados, os pretos e pardos, as crianças de até 4 anos, a população do Nordeste e os residentes em áreas rurais – historicamente os setores mais pobres da sociedade brasileira.

Apesar dos bons resultados, a análise do Ipea sobre a Pnad (2011) mostra que a renda está crescendo nos setores econômicos que contratam mão de obra de forma precária e agregam pouco valor à economia, como a agricultura (86%) e as atividades domésticas (62,4%). Outro dado preocupante é que cerca de 35% da diminuição da desigualdade se devem aos repasses feitos pelo governo (além do Bolsa Família, aposentadorias, pensões e benefícios de prestação continuada). Essas transferências estão sujeitas à política fiscal (que pode ser restritiva para que as contas públicas tenham superávit).

Para Marcelo Neri, as transferências são necessárias. “Não dá para o Brasil crescer deixando 70% do país para trás”. Ele pondera que, apesar da dependência das políticas sociais, 58% da queda da desigualdade são causadas pela renda do trabalho, em especial do emprego formal (que dobrou desde 2004) - o que permite sustentabilidade para a queda da desigualdade. “O trunfo é o trabalho. Tem colchão e o mercado está aquecido”, disse, ao lembrar que as pessoas formalmente empregadas têm direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e aviso prévio.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 12 de junho de 2012

No Brasil, 42% têm acesso à internet


O número de pessoas com acesso à internet no Brasil chegou a 82,4 milhões no primeiro trimestre de 2012, segundo pesquisa do Ibope, em parceria com a Nielsen Online, divulgada nesta segunda-feira. O Brasil possui cerca de 194 milhões de habitantes, segundo o IBGE - o que revela uma penetração da web de cerca de 42,4%.


O número representa um aumento de 5% ante o primeiro trimestre de 2011, quando o levantamento calculou que 78,2 milhões de pessoas tinham acesso à internet no Brasil.

Se considerados os dados recolhidos pelo censo demográfico realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa do Ibope indica que aproximadamente 43% dos brasileiros têm acesso à web.

O número representa um crescimento de 5% em relação aos 78,2 mi registrados no final do primeiro trimestre de 2011.

O número de usuários ativos (que acessam o serviço ao menos uma vez ao mês), em casa ou no trabalho, em abril de 2012 foi de 48,9 milhões - diminuição de 1,7% em comparação com o mês de março, e crescimento de 14% sobre os 42,8 milhões de abril de 2011.

Sites de hotelaria (3,2%), gastronomia (5,5%), eventos (14,2%), de notícias de finanças (4,3%) e estilos de vida (8,2%) foram os que mais cresceram no período.

Para fator de comparação, os Estados Unidos possuem cerca de 221 milhões de usuários de internet – 158 mi deles estão cadastrados no Facebook, o que garante à rede social penetração de cerca de 71% na região. O Brasil possui cerca de 48 mihões de pessoas cadastradas no Facebook.

Com Info Online
Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 30 de agosto de 2011

IBGE abre inscrições pra concurso de nível médio nesta segunda

Em Pernambuco são oferecidas 224 vagas; o salário é de R$ 850
Da Redação do pe360graus.com
O IBGE abre inscrições, a partir desta segunda-feira (28), para o concurso de nível médio que irá selecionar agentes de pesquisas e mapeamento. Das 4250 vagas oferecidas, 224 são para o estado de Pernambuco. As inscrições podem ser realizadas até o dia 19 de setembro. O salário é de R$ 850.

As inscrições custarão R$ 20 e deverão ser feitas no site da Consulplan, empresa responsável pela operacionalização da seleção. Os candidatos que não dispuserem de acesso à internet poderão realizar a inscrição em postos informatizados do IBGE, no mesmo período, exceto sábados, domingos e feriados.

Edital IBGE Clique no ícone ao lado e confira o edital

As provas objetivas estão previstas para o dia 30 de outubro e as convocações, para o dia 24 de novembro. Os selecionados terão contratos de até dois anos.

A jornada de trabalho do agente de pesquisas e mapeamento será de 40 horas semanais. O candidato portador de deficiência deverá verificar se há este tipo de vaga no município ao qual deseja concorrer.

sábado, 23 de julho de 2011

Capitalismo discrimina para ampliar exploração e maximizar lucro

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 22, revela que mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. É no ambiente de trabalho que se verifica o sentido da discriminação: o capital usa o preconceito para aumentar a taxa de exploração da força de trabalho e maximizar lucros.

De acordo com o estudo, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça. Em seguida, aparecem as relações com a polícia/Justiça (68,3%) e no convívio social (65%). O levantamento foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados e no Distrito Federal, em 2008.

Pesquisa 

A Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça foi feita no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal. Do total dos entrevistados, 96% souberam se autoclassificar e muitos preferem mascarar a realidade para evitar discriminação.

Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, usadas tradicionalmente pelo IBGE em suas pesquisas, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%). Para o órgão, o fato de as pessoas se identificaram com base apenas nessas sete categorias encerra um mito.

Moreno

"Existia um folclore no sentido de que teríamos mais de 100 categorias diferentes para se autoclassificar, uma salada de cores. A pesquisa mostra que não, que as pessoas escolhem uma das sete categorias", diz um dos responsáveis pelo estudo inédito, José Luís Petruccelli.

Embora a população tenha consciência da cor ou raça, muitos usam o termo "moreno" para evitar se declarar como preto ou pardo (negro), acrescenta o pesquisador. "Moreno é um termo para fugir da questão. Pode ser quase qualquer um, pode ser bronzeado de sol ou afrodescendente."

Ascendência europeia
De acordo com a pesquisa, para se autoclassificar, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%.

Em relação à ancestralidade, a maioria dos entrevistados reconheceu ascendência europeia (43,5%), entre as noves possibilidades dadas no questionário. Quanto à origem familiar, 21,4% citaram a ancestralidade indígena e 11,8%, a africana.

A pesquisa do IBGE sobre características etnorraciais da população brasileira foi feita em 15 mil domicílios no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal, no ano de 2008.

Capitalismo
Os preconceitos não nasceram com o capitalismo, mas é inegável que a discriminação, no Brasil como em outros países, tem sido estimulada e usada pelo patronato para aumentar a taxa de exploração da classe trabalhadora, reduzindo salários e, com isto, maximizando os lucros. Vale até mesmo, no capitalismo tupiniquim, a exploração do trabalho escravo em pleno século 21.

É por isto que mulheres, negros e jovens constituem o contingente da população trabalhadora mais sujeito ao desemprego, aos baixos salários, à precarização e à violência. O salário de um trabalhador negro equivale em muitos casos à metade do valor pago a um branco, apesar de realizar as mesmas funções. Mulheres e jovens também recebem menos. A diferença é embolsada pelo patronato. Isto confere à luta contra os preconceitos e a discriminação um sentido classista que já foi percebido pelo movimento sindical.

No documento intitulado “Desenvolvimento com soberania e valorização da classe trabalhadora”, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) sustenta que “para avançar no sentido de um projeto de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho é imprescindível combater com energia e intransigência todas as formas de discriminação e preconceito, cabendo em particular ao movimento sindical conferir maior ênfase à luta pela igualdade no mercado de trabalho brasiliero, profundamente marcado pela discriminação contra negros, mulheres e jovens”.

Da Redação, com informações do IBGE e da Agência Brasil



Fonte: Portal Vermelho

quinta-feira, 3 de março de 2011

PIB cresce 7,5% em 2010 e alcança melhor resultado desde 1986

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro acumulado no ano de 2010 cresceu 7,5% – em relação ao mesmo período de 2009 – chegando a R$ 3,675 trilhões, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgadas nesta quinta-feira (3). Esse é o maior resultado desde 1986, quando a economia também teve expansão de 7,5%. O crescimento observado é resultado do aumento de 6,7% do valor adicionado a preços básicos e da elevação de 12,5% nos impostos.

Indústria

O documento do IBGE também aponta que – no que se refere à produção – o PIB da indústria, com alta de 10,1%, foi o que mais cresceu entre os três componentes, puxado pelo bom desempenho da extrativa mineral (15,7%), seguida pela construção civil (11,6%).

Produção agrícola

O PIB agrícola registrou elevação de 6,5%. Neste caso, o resultado foi influenciado pelo aumento de produção de várias culturas importantes da lavoura brasileira, com destaque para a soja, com aumento de 20,2%, do trigo (20,1%), do café (17,6%), do milho (9,4%), da cana (5,7%) e da laranja (4,1%).

Serviços

O setor de serviços teve crescimento de 5,4% em 2010, puxado pelas atividades de intermediação financeira e seguros, e comércio, ambas com alta de 10, 7%. Segundo o IBGE, o crescimento da população empregada, da massa salarial e do crédito foi o fator que sustentou o crescimento das vendas no ano. Além disso, houve expansão de 8,9% em transportes, armazenagem e correio; e de 3,8% em serviços de informação.

Demanda

Já em relação à demanda, o IBGE apurou aumento de 7,0% do consumo das famílias, sétimo ano de alta consecutiva; e elevação de 3,3% no consumo do governo. A formação bruta de capital fixo cresceu 21,8%, representando a maior taxa acumulada em quartos trimestres desde o início da série, em 1996.

No setor externo, houve aumento tanto nas exportações (11,5%) como nas importações (36,2%).

O Produto Interno Bruto representa o total de riquezas produzidas no país e é usado para dimensionar o tamanho da economia nacional. Para calcular o PIB, o IBGE utiliza os resultados de pesquisas do próprio instituto ao longo do ano, em áreas como agricultura, indústrias, construção civil e transporte.

Fonte: Agência Brasil