sexta-feira, 20 de julho de 2012

Governo reduz projeção de crescimento do PIB para 3% em 2012


A equipe econômica do governo reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira em 2012 de 4,5% para 3,0%. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Planejamento no relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias. Lançado a cada dois meses, o documento contém projeções para a economia e estimativas de gastos do governo com base nas receitas e na meta fiscal.


No relatório anterior, apresentado no fim de março, o governo previa expansão de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB). O relatório manteve em 4,7% a projeção de inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano. 

Embora o Planejamento seja o responsável pela divulgação do documento, as estimativas para a economia são feitas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

As estimativas são mais otimistas que a do Banco Central. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho, a autoridade monetária projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá apenas 2,5% em 2012. Em relação ao IPCA, o Banco Central também prevê que a inflação oficial encerrará o ano em 4,7%.

Por causa da depreciação do real nos últimos meses, o documento também trouxe ajustes em relação às estimativas para o câmbio. De acordo com o relatório, o dólar fechará o ano em R$ 1,95, ante R$ 1,76 projetados anteriormente. A inflação pelo IGP-DI, índice da Fundação Getulio Vargas influenciado por preços no atacado e pelo câmbio, atingirá 6,19%, ante 4,9% previstos no documento anterior.

Com agências
Fonte: www.vermelho.org.br

Reflexão...

"Eu tenho medos bobos e coragens absurdas". 

Clarice Lispector.

Reflexão...

"Amigo é a criatura que escuta todas as nossas coisas sem aquela cara que parece estar dizendo: — E eu com isso?"

[Mario Quintana]

Porque manter a greve nas Universidades Federais?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Brasil avança no trabalho decente, mas mantém chagas históricas


Um relatório divulgado nesta quinta (19) pela representação local da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que o Brasil evoluiu nos indicadores socioeconômicos do chamado "trabalho decente", mas ainda há muitos desafios a serem superados.


trabalho
Para a OIT, a redução da pobreza esteve associada ao crescimento do emprego

Entre os fatores a serem comemorados, o estudo mostra que, entre 2003 e 2009, a pobreza no Brasil caiu 36,5%, o que significa que 27,9 milhões de pessoas saíram dessa condição nesse período. A OIT considera como pobres as pessoas cuja renda fica abaixo de meio salário mínimo mensal per capita. Apesar disso, a extrema pobreza ainda afeta 16,3 milhões de pessoas, 8,5% da população. 

Segundo a Organização, a redução da pobreza esteve diretamente associada ao crescimento do emprego, ao aumento real dos rendimentos do trabalho, à ampliação da cobertura dos programas de transferência de renda e de previdência e assistência social, entre outros. 

Entre os planos sociais e de transferência de renda, a OIT destaca o impacto do Bolsa Família, que em 2004 ajudava cerca de 6,5 milhões de famílias e agora chega a 13,3 milhões de famílias, com um investimento que em 2011 foi de a R$ 16,7 milhões.

Apesar da crise econômica, o Brasil manteve a trajetória de queda do desemprego, e o emprego formal cresceu de forma expressiva, sobretudo nas regiões mais pobres e com mercados de trabalho menos estruturados. Entre 2003 e 2010 foram gerados no Brasil 15,38 milhões de postos formais de trabalho, configurando um aumento acumulado de +53,6% em um período de oito anos. Ainda assim, calcula-se que cerca de 30% da massa laboral do país ainda presta serviços de maneira informal.

O relatório atribui às medidas anticíclicas implementadas pelo governo brasileiro a redução dos impactos das turbulências econômicas. De 2004 a 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 19,3%, com maior taxa no Centro-Oeste (24,9%). Ampliou-se a participação das economias regionais do Norte (de 4,9% para 5%), no Nordeste (de 12,7% para 13,5%) e no Centro-Oeste (de 9,1% para 9,6%). Mesmo assim, acrescenta a entidade, Sudeste e Sul ainda concentram 71,8% do PIB. 

O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu continuamente, passando de R$ 896 para R$ 1.071 entre 2004 e 2009, o que representa um aumento real de 19,5% em apenas cinco anos, apesar da crise.

Desigualdades e "chagas" históricas permanecem

Apesar das conquistas, o relatório aponta que "persistem contundentes desigualdades regionais, de gênero e de raça", além de problemas históricos ainda não terem sido eliminados - como é o caso do trabalho escravo e infantil, aponta Joilson Cardoso, secretário de Políticas Sindicais e Relações Institucionais da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

A OIT aponta que o número de crianças e adolescentes ocupados entre 5 e 17 anos de idade reduziu-se em 1,05 milhão entre 2004 e 2009, passando de 5,3 milhões para 4,2 milhões. Em termos percentuais, a incidência do trabalho infantil e adolescente nesse grupo etário caiu de 11,8% para 9,8%, passando a situar-se abaixo de dois dígitos a partir de 2009.

O trabalho infantil diminuiu em todos os grupos etários. Apesar desse declínio, um contingente de 123 mil meninos e meninas ainda estava trabalhando no ano de 2009. A região Nordeste abrigava 46,3% desse total (o correspondente a 57 mil crianças), seguida pelas regiões Sudeste (24 mil ou 19,5% do total) e Norte (20 mil ou 16,2% do total).

"Temos o que comemorar por um lado, mas ainda há chagas históricas como essas que precisam ser abolidas", disse Cardoso, criticando o fato de o país permitir, a partir da Lei da Aprendizagem, o trabalho de jovens a partir de 14 anos. "Acontece que o jovem que trabalha como cortador de cana não tem nada de aprendiz", afirmou, defendendo a mudança na legislação, uma vez que elaprovocaria confusão.

Adolescentes

De fato, em 2009, 1,15 milhão de adolescentes de 14 e 15 anos de idade estava trabalhando no país, o que correspondia a 16,1% do total de pessoas nessa faixa etária. Destes, apenas 18,6 mil (ou 1,6% do total) era contratado como aprendiz de acordo com a Lei de Aprendizagem.

Joilson Cardoso destaca a importância do relatório no combate ao trabalho ao escravo, já que o estudo identifica os locais em que isso ocorre. Entre 2008 e 2011, 13.841 trabalhadores foram resgatados de situações de trabalho análogo ao de escravo pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização. 

A região Centro-Oeste respondia pelo maior número de pessoas libertadas (3.592) nesse período (260% do total nacional). Quatro estados concentravam quase a metade (6.454 ou 46,6%) do total de pessoas libertadas: Pará (1.929 ou 13,9%), Goiás (1.848, ou 13,4%), Minas Gerais (1.578, ou 11,4%) e Mato Grosso (1.099, ou 7,9%). 

Cardoso lembra que tramita no Senado a PEC do Trabalho Escravo, que prevê punição e até o confisco das terras em que esse tipo de exploração for verificada. "Depende agora da vontade política do Senado para pautar essa questão", obesrvou.

De acordo com o sindicalista, o gargalo do desequilíbrio regional é outro entrave que o Brasil não conseguiu superar, como mostra a OIT. "As regiões brasileiras possuem suas especificdades, então deve haver políticas regionais específicas, de forma a equilibrar o país, sob pena de perpetuarmos um verdadeiro apartheid em um país que é tão unificado. E isso é papel do poder central", avalia Cardoso.

O sindicalista destaca que o trabalho decente está diretamente ligado ao desenvolvimento com distribuição de renda e justiça social. Ele ressalta que, em um momento em que o país aproxima-se do pleno emprego, com aumento nos empregos formais, a questão da alta rotatividade é ainda um grave problema, assim como a elevada jornada de trabalho.

"No Brasil, trabalha-se 44 horas semanais, que se somam a um grande período gasto com o deslocamento para o trabalho, de cerca de quatro horas diárias. É preciso então conseguir reduzir essa jornada, que além de criar mais 2 mil empregos, representaria qualidade de vida para a população. O impacto seria de 1,9% para as empresas, que tiveram um lucro de 190%. Seria então uma contrapartida social para esse momento de desenvolvimento que o Brasil vive", defende.

Desemprego entre jovens

O dirigente sindical destaca ainda os dados relacionados ao desemprego entre jovens. "Seguindo uma tendência mundial, em 2009 a taxa de desemprego entre os jovens (15 a 24 anos de idade) era de 17,8%, sendo mais do que duas vezes superior à taxa total de desemprego (8,4%)", diz o relatório. Além disso, em 2009, um expressivo contingente de 6,2 milhões de jovens (18,4% do total) não estudava nem trabalhava. "Essa é uma situação de risco, porque o Brasil pode perder esses jovens para a criminalidade e a violência", lamenta Cardoso.

Ele também chama a atenção para os números sobre qualificação profissional. "Segundo os dados referentes ao ano de 2007, considerando-se a população de 10 anos ou mais de idade, 3,8% frequentavam algum curso de educação profissional e 18,6% não estavam frequentando, mas haviam frequentado anteriormente. Sendo assim, pouco menos de um quarto da população (22,4%) tinha passado por algum curso de educação profissional", afirma a OIT.

"Este é mais um gargalo que precisamo resolver. A qualificação está sendo desprezada em um momento importante. O governo não está dando a resposta necessária com o Pronatec. Não podemos ter ilhas de excelência cercadas por um cinturão de pobreza. Isso é causado pela falta de políticas de qualificação asoociadas às de desenvolvimento local e regional", conclui.

Da Redação, com informações da OIT

Fonte: www.vermelho.org.br

terça-feira, 17 de julho de 2012

POR ENTENDER


A quem devo culpar o motivo da minha fúria?
A quem devo acusar por ter me feito chorar?
Por quem minhas palavras precisam ser ouvidas?
Eu não sei.
Nunca o vi.
Não sei como são seus olhos.
Não sei como é seu cheiro.
Não sei o tom da sua voz.
Não sei dos seus pensamentos.
E por não saber nada, sei tudo.


Depois de tanto tempo
minha mão pousa sobre as linhas do eucalipto
Percorrendo a ira do meu coração
Só para lhe dizer tudo que nada sei
ao som do vento.




_Manuela Felix_
Correspondente do Blog

LDO aprovado em Comissão prevê salário mínimo de R$ 667,75 para 2013


Publicação: 17/07/2012 18:29 Atualização:

Brasília – A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada hoje (17) pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e em discussão neste momento no plenário do Congresso Nacional, prevê, entre outros pontos, que o valor de salário mínimo no ano que será de R$ 667,75. Atualmente, o salário mínimo e de R$ 622.

Enviada ao Congresso em 13 de abril, a LDO tem como base para concessão do aumento a política de reajuste do salário mínimo aprovada pelo Legislativo. A lei estabelece que o reajuste tem como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Pelas previsões do cenário econômico contidas no texto da LDO, o crescimento do PIB brasileiro será de 4,5% este ano e de 5,5%, em 2013.

A estimativa é superior à ultima previsão feita por analistas do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus divulgado ontem (16), a expectativa do mercado é de expansão do PIB em torno de 1,9% este ano e de 4,1% no ano que vem.

Na justificativa da LDO, o Executivo argumenta que as políticas socais, como os programas de transferência de renda e a política de valorização do salário mínimo, têm contribuído para o desenvolvimento econômico.

Além do reajuste do mínimo, a LDO prevê superávit primário do setor público consolidado de 3,1% do PIB, dos quais a União (orçamentos fiscal e da seguridade social) contribuirá com 2,15% e os estados e municípios, com 0,95%.

A LDO orienta a elaboração e execução do Orçamento anual, das alterações tributárias, dos gastos com pessoal, da política fiscal e das transferências da União. Depois da aprovação da LDO, o Executivo tem até o dia 31 de agosto para encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária (LOA). O documento estima as receitas que o governo espera arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem feitos.

Somente após a aprovação da LDO é que deputados e senadores podem entrar em recesso, cujo início está previsto para amanhã (18).

Sectec garante participação de instituições de ensino do Estado na Reunião da SBPC


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A Secretaria de Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Sectec) está garantindo a participação das instituições de ensino, pesquisa e inovação do Estado na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece entre os dias 22 e 27 de julho, no Maranhão. A Secretaria está disponibilizando dois estandes, com uma área total de 24 metros quadrados, para que as instituições do Estado levem suas equipes e material de divulgação de suas ações.

A Sectec também está garantindo a publicação do material de divulgação da 65ª reunião da SBPC, que acontecerá no Recife. O material será levado para o Maranhão.

A Reunião Anual da SBPC 2012 tem como tema “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”. Entre as instituições pernambucanas presentes estarão a Sectec, Itep, Porto Digital, Espaço Ciência, Facepe, UPE, UFPE, UFRPE, Ifets e Fiepe.

O encontro terá a presença do ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, do secretário pernambucano de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja, além de secretários de C&T de todos os estados brasileiros, e especialistas na área de ciência, tecnologia, inovação e pesquisa de todo o Brasil e de outros países do mundo.

A reunião contará com conferências, mesas-redondas, simpósios, encontros, sessão de pôsteres, atividades culturais (SBPC Cultural), atividades para estudantes do ensino básico (SBPC Jovem) e exposições (ExpoT&C).

Durante o evento, serão debatidos temas como Estratégia Nacional de C,T&I: Desafios e Oportunidades, Pobreza, Família e Desigualdade Social no Brasil, Medicina Tropical no Século XXI, Divulgação e Comunicação Pública de Ciência e Tecnologia e Inovação Social, Fontes Alternativas de Energia, A Internet Ameaçada: Acesso Livre à Informação e A Divulgação Científica no Nordeste e o Papel da Fundação Joaquim Nabuco.

Todas as atividades são gratuitas e a participação é livre para inscritos ou não inscritos, com exceção para os minicursos, que requerem matrícula antecipada tarifada devido ao limite de vagas. A programação, informações para inscrição e outras podem ser obtidas no endereço eletrônico: http://www.sbpcnet.org.br/saoluis/home/

Fonte: SectecPE

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Posse da Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduandos


Convite da Posse da nova gestão da ANPG! 

Terça-feira (24/7) às 18h
Local: Centro Paulo Freire - Auditório Principal - UFMA
64ª RA da SBPC

Fonte: www.anpg.org.br

domingo, 15 de julho de 2012

Reflexão...


As melhores coisas da vida são invisíveis. É por isso que nós fechamos nossos olhos quando nos beijamos, dormimos e sonhamos...

"Cazuza"