quinta-feira, 5 de julho de 2012

Regulamentação do marco civil na internet precisa de ajustes


Com um formato que privilegia o debate, o encontro trouxe representantes do governo, academia, terceiro setor e empresas para discutir com a sociedade em geral. A sucessão de decisões diferenciadas do Judiciário para casos semelhantes que envolvem práticas na rede mundial foi levantada pelo professor da Fundação Getúlio Vargas, Carlos Affonso de Souza, que ressaltou a importância do marco civil para a garantia de direitos.


Fórum vai até esta quinta-feira, em Olinda. Foto: Katherine Coutinho / G1

"O marco civil na internet é uma resposta a essa bagunça de decisões e discussões na imprensa e na rede. Mas essa é uma bagunça boa, é melhor que as pessoas estejam discutindo o assunto do que deixá-lo de lado. O marco é uma reação muito positiva, que envolve liberdade de expressão, privacidade, direito a imagem, legalidade da rede", enumera Souza.

A necessidade de leis que regulamentem a internet se dá para proteger usuários e empresas. "É uma forma de darmos segurança aos jovens que vão criar o próximo Google. Nos Estados Unidos e Europa já existem leis que lidam com esses assuntos", lembra Macell Leonardi, representante do Google. "Até que ponto um Facebook é responsável por uma ofensa que eu postei na rede? Ele tem que me indenizar? Ele tem que excluir imediamente? São temas como esses que o marco civil traz também. Uma internet livre não é uma internet sem leis, é uma regulamentada para defender os direitos de todos", esclarece a conselheira do Comitê Gestor da Internet no Brasil e advogada, Veridiana Alimonti.

Representante do Ministério da Justiça, Guilherme Alberto Almeida lembra que o foco do marco civil é, antes de mais nada, a garantia dos direitos. "Ele pretende dar mais clareza jurídica à internet, garante os direitos do usuário e também de algo essencial à existência da rede, que é a colaboração. É através da colaboração que podemos aperfeiçoar o projeto e fazer com que ele seja aprovado com mais facilidade", defende Guilherme, destacando que o projeto do marco foi aberto para opiniões no site da Câmara dos Deputados.

Discutir o marco civil acaba levando também a temas como a neutralidade da rede, que não tem nada a ver com neutralidade política, como algumas pessoas podem imaginar. "Não tem nada a ver com partidos políticos, ser de direita ou esquerda. Neutralidade na internet é você não fazer distinção entre os pacotes de dados, você não pode distinguir por origem e destino. Por exemplo, uma empresa que presta serviço de internet e telefone faz com que a conexão da rede Voip, do Skype, seja mais lenta, obrigando assim o usuário a utilizar do telefone dela, isso não seria permitido", detalha Veridiana.

Um ponto polêmico do marco civil lembrado pela advogada foi a questão do log de conexão, que é uma espécie de registro de quando o usuário acessou a rede, quantos minutos ficou conectado e quando desconectou. "Não é por onde ele navegou, apenas quando. O que o marco prevê é que sejam armazenados, durante um ano, os logs de conexão, não de navegação. A grande questão é como esses dados vão ser guardados, como vão poder ser acessados, quando", questiona Veridiana.

Cobrança

Com representante também do Sindicato das Empresas de Telecomunicações na plateia, o debate sobre recaiu sobre a qualidade e o preço do serviço prestado no Brasil, principalmente quando o assunto é cobrar mais de quem consome mais internet. "Se você já paga a velocidade, por que precisa pagar ainda mais porque usa mais?", reflete o integrante do Partido Pirata, vice-presidente da Executiva Nacional dos Estudantes de Computação, Reynaldo Fulin, que veio de Uberlândia (MG) para participar do debate.

Usando a comparação com um elevador de um prédio, no qual um apartamento passa a usar mais o equipamento, não importa por qual razão, Alexander Castro, representante do Sinditel, justifica a diferença na cobrança. "Por que não é justo cobrar mais dessa pessoa, se ela está usando mais o elevador? Se ela está exigindo mais da rede?", pondera Castro, que ressaltou ainda os investimentos que têm sido feitos e que ainda precisam ser ampliados no Brasil, nesse setor.

Ajustes

Embora se defenda o marco civil da internet e sua importância para preservar os direitos tanto de usuários quanto de empresas que se utilizam ou fornecem serviços de rede, o que parece ser consenso entre os presentes no debate é que ajustes ainda precisam ser feitos. "Precisamos pensar além. Quando se fala em renovar os dados armazenados, em que condições isso pode acontecer? Para investigar que tipo de crimes você pode exigir que guarde esses logs de acesso? É preciso aprimorar a defesa dos direitos humanos na internet e através dela", sintetiza Laura Tresco, da organização não-governamental Artigo 19, de São Paulo.

Fonte: G1 PE

Reflexão!

“Quando prestamos atenção em nossa escolha de palavras, mudamos nossas vidas para melhor.” 

(Yehuda Berg)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Reflexão! Boa tarde, Charlie Chaplin!


A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.

Charlie Chaplin

1º Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação

O 1º SBTI é promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sistemas de Informação (NEPSI), pela UFPE e pela UFRPE, e neste ano será realizado nas dependências da UFPE, na Cidade Universitária (CDU) em Recife-PE. Mais especificamente, será realizado nas dependências do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) e do Centro de Informática (CIn) e acontecerá nos dias 23 e 24 de agosto.

O quê?: 1° Simpósio Brasileiro de Tecnologia da Informação (SBTI)

Para quê?:Estimular a produção científica numa perspectiva multidisciplinar, envolvendo as áreas de Administração, de Computação e de Sistemas de Informação; e promover sua divulgação em nível nacional. 

Para quem?: O evento é voltado para profissionais, alunos e pesquisadores dessas áreas, no intuito de trocar experiências que enriqueçam visões mercadológicas e acadêmicas. Ou seja, quem produz, quem implementa e quem utiliza os processos e tecnologia da informação são alvo do SBTI.

Quando?: 23 e 24 de agosto de 2012

Para mais informações: www.ufpe.br/sbti (em atualização) ou aqui pelo perfil do evento.

Fonte: Redes Sociais

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Reflexão...Bom final de semana!!

Todo dia é uma ocasião especial. Guarde apenas o que tem que ser guardado: lembranças, sorrisos,poemas, cheiros, saudades, momentos, os "bons".

Martha Medeiros

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Confiram a programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) 2012


10% do PIB para educação vai exigir mudanças no financiamento


Movimentos sociais e parlamentares comemoram a aprovação na Câmara do Plano Nacional de Educação (PNE) que incluiu uma meta de investimento público de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, a ser atingida no prazo de dez anos. A conquista, entretanto, não significa um aumento imediato da verba para a educação.


Os municípios, estados e a União terão que buscar novas fontes de recursos e rever a contribuição de cada um dos entes federados nesta conta para que a meta saia do papel.

Os dados mais recentes apontam que o país investe 5,1% do PIB em educação, segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A parcela de contribuição de cada um dos estados e do Distrito Federal é bem diferente: em 2009, o governo federal foi o responsável por 20% do investimento público em educação e os estados e os municípios por cerca de 30% cada.

Um dos caminhos para aumentar os investimentos na área é repartir melhor essa conta. O professor da Universidade Católica de Brasília, Cândido Gomes, acredita que a contribuição do governo federal na educação básica poderia ser maior. Hoje boa parte dos recursos que a União aplica é no ensino superior para custear as universidades federais. “Teremos que repactuar tudo. Essa é uma conta muito pesada para os municípios. A relação já melhorou, mas ainda falta caminhar muito. E os municípios e estados têm a obrigação de aplicar esses recursos [que são repassados pela União], e isso precisa ser cobrado”, disse.

O próprio texto do PNE aprovado ontem (26) prevê que no prazo de dois anos um novo projeto de lei complementar deverá estabelecer “normas de cooperação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios” para garantir “equilíbrio na repartição das responsabilidades e dos recursos”.

Além de repactuar o investimento, também será necessário buscar novas fontes de recursos. A expectativa do próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante, é que os recursos da exploração de petróleo e gás da camada pré-sal possam ser aplicados em educação e assim aumentem o volume de dinheiro para atingir a meta dos 10%. A determinação para que os recursos obtidos com a exploração sejam investidos nas redes de ensino também consta no PNE.

“Agora que existe a meta dos 10% do PIB, será necessário pensar de onde esse dinheiro vai sair. Existem muitas expectativas em relação ao pré-sal, mas esse é um dinheiro que ainda vamos demorar para ver”, avalia Gomes.

Para o especialista em financiamento em educação, além de garantir mais recursos, é necessário melhorar a eficiência dos gastos. Atualmente o país gasta muito dinheiro, por exemplo, com o problema da repetência e da evasão escolar. Gomes avalia que um ótimo investimento seria aplicar mais recursos na educação infantil que garante um melhor desenvolvimento da criança e por consequência aumenta as chances de sucesso de sua trajetória escolar.

“Realmente o Brasil precisa de um aumento dos recursos financeiros para educação, mas nada disso valerá se nós não melhorarmos o aproveitamento desse dinheiro. A criança [público da educação infantil] é o elo perdido. Mas, no Brasil, é como se nós só nos preocupássemos com a árvore depois que ela está torta”, disse.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. Além do aumento no investimento em educação pública, o plano prevê a ampliação das vagas em creches, a equiparação da remuneração dos professores com a de outros profissionais com formação superior, a erradicação do analfabetismo e a oferta do ensino em tempo integral em pelo menos 50% das escolas públicas. Todos os objetivos terão que ser alcançados no prazo de dez anos, a contar da sanção presidencial. A proposta aprovada pela Câmara segue agora para avaliação e votação no Senado Federal.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 26 de junho de 2012

Prosa de amor


E Deus disse-lhe:
Que o doce sentimento do amor seria eterno. Será?
O toque a toque, corpo a corpo...
As carícias, o desejo, a ternura...
Seriam algo sem explicação...
Como o arco-íris, os raios do sol ou o amanhecer...

Mas, eu acho que o amor...
Que queima como fogo,
Ardentemente, loucamente...
Está em extinção

Pois aquelas serenatas, as flores e as profundas declarações...
Estão dando espaço ao modernismo desenfreado...
Ao “amor moderno”

Mas, isso não me importa,
O que me importa é o que eu sinto e penso,
Não simplesmente sobre o amor...
Mais sobre o que ele gera...
E significa na vida de todos aqueles que o aceitam...

O que ele faz com as pessoas,
Solidificando vidas,
Unindo nações com a mensagem da paz,
E apaixonante...

Levando como um vôo de um pássaro
O meu coração que bate ainda acelerado
Por esse amor...
Que é uma prosa doce e pura
Que escrevo em sua homenagem!

Pronto, acabei!
Preciso do teu amor... Da tua ternura e dessa paixão ardente...
Para clarear com carinho
A minha vida e o meu caminho
Que percorre esse País pra ver se um dia...
Encontro-te, minha amada!

Por Anderson Diego (2001)

PALESTRA - "Perspectivas e experiências de pesquisa em EAD no campo da administração e ciências contábeis"


PALESTRANTE: Profa. Drª Kely Cesar Martins de Paiva (Faculdade Novos Horizontes - BH)

DATA: 29/06/12

LOCAL: Anfiteatro do CCSA - UFPE
HORÁRIO: 09h00min
Inscrições no Local.

Realização: Pró-ADM - Capacitação Docente para EAD
Apoio: NEaD - CCSA/UFPE

Também serão exibidos pôsteres de integrantes do Projeto Pró-ADM - Capacitação Docente para EAD que foram apresentados no IV Seminário de Educação a Distância: Tão Longe, Tão Perto - realizado pelo Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED/UFMG) nos dias 04 e 05 de Junho de 2012. O evento, de caráter internacional, ocorreu Campus Pampulha da UFMG em Belo Horizonte. 
Grato pela atenção,
Atenciosamente,

Prof. Ricardo Mendonça.

Fonte: PROPAD/UFPE

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Brasil, Argentina e Uruguai decidirão em conjunto sobre Paraguai


O governo do Brasil acompanha atentamente os desdobramentos políticos no Paraguai, mas só tomará iniciativas em conjunto com a Argentina e o Uruguai. A exemplo da medida adotada neste domingo (24), que suspendeu o Paraguai do Mercosul (bloco econômico que reúne o Brasil, a Argentina, o Uruguai, Paraguai e mais seis parceiros), o Brasil sinaliza que não reconhecerá um Estado que desrespeita a ordem democrática.


Diplomatas que acompanham o processo político nas Américas analisam que deverá ser aberta uma via de negociação alternativa para as questões envolvendo as áreas de fronteira do Paraguai com o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Suspenso do Mercosul, o Paraguai precisará manter o diálogo com os vizinhos e uma das possibilidades será uma via alternativa.

Os diplomatas avaliam ainda que a suspensão do Paraguai valerá apenas durante o período em que o novo presidente, Federico Franco, estiver no poder, pois haverá somente a reunião de cúpula nos dias 28 e 29, além de mais uma no fim do ano. Em seguida, em abril, serão realizadas eleições presidenciais no Paraguai.

Às vésperas da votação do impeachment do ex-presidente Fernando Lugo até a conclusão do processo, o governo do Brasil insistiu sobre a necessidade de conceder espaço e tempo à defesa. Para as autoridades brasileiras, há suspeitas sobre a forma como o processo foi conduzido, principalmente pelo curto espaço de tempo. Em menos de 24 horas, houve a aprovação do impeachment.

No sábado (23), a presidenta Dilma Rousseff convocou uma reunião para discutir o assunto. Foram chamados os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Celso Amorim (Defesa) e Edison Lobão (Minas e Energia), além do assessor especial para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Ao final, foi emitida uma nota condenando o processo de impeachment de Lugo no Paraguai. Porém, o governo brasileiro esclarece que não pretende impor sanções nem restrições ao país vizinho. Nas ruas de Assunção, capital paraguaia, os paraguaios temem por eventuais medidas do Brasil contra o país.

Fonte: Agência Brasil