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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Subcomissão vai debater financiamento da mídia alternativa

Atendendo requerimento da deputada federal Luciana Santos (PCdoB), a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a criação de uma subcomissão especial para analisar formas de financiamento para a mídia alternativa. A parlamentar comunista integrará o grupo. 


Segundo Luciana, a análise das opções de financiamento é necessária para a qualificação e difusão das produções em mídias alternativas. “É preciso aproximar a evolução tecnológica da população e garantir o consumo e a produção de conteúdo como bens culturais da sociedade”, afirmou. 

Dentre as propostas da subcomissão estão: criação de fundo público específico, com recursos oriundos dos leilões para concessões dos serviços de TV a cabo e a alteração de leis para inclusão de fundações e associações comunitárias, sem fins lucrativos, entre os beneficiários de fontes específicas de recursos, assim como novas ideias apresentadas por pesquisadores, parlamentares e sociedade civil. 

A intenção é analisar também as possibilidades de financiamento para a produção de espaços na Internet como portais, sites e blogs. “Os avanços na tecnologia trazem novidades praticamente todos os dias, com isso há muita coisa boa e relevante sendo produzida na rede, é preciso garantir incentivo para ampliar e qualificar essas produções e com essa comissão poderemos nos debruçar sobre isso”, argumentou Luciana. 

Fonte: Site de Siqueira, com informações do Blog de Jamildo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Luciana apresenta emendas ao Plano Nacional de Educação


A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) apresentou seis emendas ao Plano Nacional de Educação. Todas as propostas de alteração estão ligadas ao tema da ciência e tecnologia, uma das principais áreas de atuação da parlamentar, que também foi Secretária de Ciência e Tecnologia de Pernambuco. 


Em uma das emendas apresentadas, a deputada quer incluir os estudantes do Ensino Técnico e Tecnológico no Plano Nacional de Assistência Estudantil. Ainda no ensino técnico foi proposto o aumento gradual de oferta de vagas, visando ampliação do ensino profissional no Brasil.

Os programas de pesquisa nas universidades também foram contemplados. Uma das emendas pretende ampliar a oferta de vagas em programas de pesquisa e extensão na graduação; outra foca nos programas de pós-graduação, com o objetivo de fomentar pólos regionais de alta tecnologia voltados a execução de projetos estratégicos para o país.

Luciana solicitou ainda a instalação de laboratórios com acesso a banda larga como alternativas para qualificar a educação. Para a deputada a exclusão digital é certamente um grande entrave para o desenvolvimento e inclusão social e medidas como a implantação desses laboratórios nas escolas poderão melhor a qualidade de seu ensino.

Outra proposta da parlamentar é a inclusão no ensino básico brasileiro de conteúdos como noções do mundo do trabalho, novas tecnologias e esportes.

Mais emendas

Após reunião com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), a deputada Luciana acrescentou outras 18 emendas ao PNE. As propostas buscam assegurar e fortalecer o papel do Fórum Nacional de Educação, regulamentar o ensino privado, instituir e regulamentar o Sistema Nacional de Educação e garantir a formação continuada dos profissionais de educação infantil.

Entre outras questões as emendas abordam o atendimento aos alunos com necessidades especiais; a regulamentação da oferta de ensino superior por instituições privadas; a autonomia da Universidade Pública; e o limite de participação do capital estrangeiro em instituições de educação privadas.

As emendas apresentadas são fruto de amplo debate junto às entidades de representação estudantil – União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), fórum no qual Luciana sente-se à vontade devido sua atuação no movimento estudantil e sua gestão como vice-presidente da UNE em Pernambuco. 



Fonte: www.vermelho.org.br

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Salário mínimo: o Congresso e o poder de Dilma

Nem R$ 600, que é nada mais nada menos que marcação de posição do PSDB pós-eleição, para não dizer outro adjetivo; nem R$ 560, nem tampouco R$ 545. O valor do salário mínimo brasileiro, segundo a Constituição e pelos cálculos do Dieese, que ninguém contesta, deveria ser R$ 2.194,76, em valores de fevereiro. Mas é claro que a Previdência Social, os estados e os municípios não conseguiriam arcar com esta vultosa cifra.

Por Marcos Verlaine*

Esta abertura fática é apenas para dizer que estamos diante de um falso dilema para tentar emparedar o governo e os partidos da base aliada, sobretudo os de esquerda.

Se José Serra (PSDB) tivesse ganhado a Presidência da República talvez até aumentasse o mínimo para R$ 600, como propôs no debate eleitoral. Porém, este valor ficaria congelado por 4 anos. Não há dúvidas quanto a isto. Assim, a defesa tucana de R$ 600 é uma tentativa, pouco responsável, de reviver a refrega eleitoral.

Ademais, é importante chamar a atenção para o fato de os tucanos não terem número no Congresso para brigar efetivamente pelos R$ 600. A proposta é apenas retórica ou como diz um articulista de um dos "grandes jornais", ao comentar e aprovar o comportamento dos tucanos: "a irresponsabilidade é uma arma perfeitamente legítima do jogo político", chamou a atenção o sociólogo Marcos Coimbra, em artigo publicado no Correio Braziliense de domingo (20).

O DEM, fiel aliado dos tucanos, preferiu percorrer outro caminho. Propôs e brigou, com apoio das centrais sindicais, por um salário de R$ 560. Valor mais realista e, portanto, defensável. Esta também foi a proposta do PDT.

O governo e a base de apoio

Assim, ainda que haja elementos de verdade, é puro terror e/ou especulação que a imprensa publica sobre a relação do governo e sua base de sustentação no Congresso. Pelo menos no que diz respeito ao novo valor do mínimo.

Não é o valor do salário mínimo que dividirá a ampla aliança que o Planalto tem no Legislativo. Este é o que podemos chamar de falso dilema, que a imprensa está a estimular. Sobretudo, neste início de Legislatura, que o governo chega ancorado na grande votação que obteve no segundo turno e também na popularidade com que Lula deixou o poder.

Vamos aos fatos.

O governo fez cálculos, organizou planilhas e chegou à conclusão que era mais prudente elevar o piso nacional para R$ 545. E tomou uma posição. Justo, pois é assim que funciona.

Às centrais sindicais coube provocar a discussão e invocar o acordo celebrado em 2007, que, além da reposição inflacionária, o mínimo deveria receber percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos dois anos anteriores, que no caso de 2009 foi zero.

Nas discussões, não conseguiram convencer a equipe econômica do governo para dar uma antecipação do ganho real que o piso nacional terá em 2012. Paciência, a luta, legítima, continua, nas ruas e no Congresso. Querer que as centrais não tentassem fazer o que de direito e de fato deveriam fazer seria tentar silenciar o movimento dos trabalhadores.

A nova arena de discussão agora é o Congresso, cuja primeira batalha, na Câmara, foi vencida pelo governo, que também, tudo indica, vai vencer a segunda no Senado. O que espanta neste debate são as especulações da imprensa sobre o comportamento dos congressistas –deputados e senadores – sobre o salário mínimo.

Ora, o debate acerca do mínimo nunca dividiu o Congresso ou causou grandes problemas para o governo. Na era Lula, quando a oposição propunha aumento maior que o oferecido pelo Planalto era para tentar expor o governo e sua base original - os partidos de esquerda. Nada mais.

Em abril de 1995, no primeiro mandato de FHC, lembrou Fernando Rodrigues, em sua coluna na Folha de S.Paulo de sábado (19), a Câmara aprovou o aumento do mínimo de R$ 70 para R$ 100 por 339 votos.

Oito anos depois, sob Lula, o piso subiu de R$ 200 para R$ 240, valor aprovado por 278 deputados. Os tucanos queriam R$ 252. Como se vê, não é o valor do salário mínimo que divide o Congresso. Nunca foi. Trata-se de falso dilema.

Quanto ao poder de Dilma e sua relação com o Congresso, a imprensa explora a picuinha, o risível, a pequena política. Assim, repito, não será na definição do valor do salário mínimo que o governo terá contradições com o Congresso. Mas por quê?

Por uma razão muito simples. Nesta nova legislatura, a bancada empresarial teve aumento exponencial. De cada dois deputados, um se diz empresário. São ao todo na Câmara, segundo dados da Radiografia do Novo Congresso, do Diap, 246 deputados e 27 senadores.

E é sabido por todos que empresário, por sua natureza, não gosta de aumentar salário. Por esta razão fundamental não foi difícil para a presidente Dilma e sua equipe convencerem a maioria do Congresso da "justeza" da proposta palaciana.

Assim, ao fim e ao cabo, a grande maioria da Câmara que votou com o governo na definição do novo valor do mínimo, na verdade votou consigo mesma. É duro, mas é a mais pura e objetiva verdade.

* Analista político e assessor parlamentar do Diap

Fonte: Diap