quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Haddad expõe desafios para melhorar qualidade do ensino



Ministro encara tom raivoso de entrevista do Estadão falando sobre o PNE e a valorização do ENEM.
 
Os desafios de melhorar a qualidade do ensino médio, ampliar o acesso de jovens na educação profissional e aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011-2020 foram temas abordados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 8 de agosto.

Para Haddad, na história brasileira, pela primeira vez, um plano de educação nacional trata da qualidade do ensino e fixa metas para alcançá-la. Ao contrário do PNE de 2001-2010, o projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, em dezembro do ano passado, apresenta 20 metas. Todas as etapas da educação estão ali representadas, da creche à pós-graduação. O plano anterior continha 276 metas, mas muitas delas não foram cumpridas.

Sobre as medidas para a melhoria do ensino médio, o ministro destaca os esforços do governo para enxugar o conteúdo do currículo regular e abrir as portas da educação profissional aos jovens. A mudança no currículo, explica Haddad, está sendo feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já a promoção da educação profissional caberá ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que está em análise na Câmara dos Deputados.

"Sem ufanismo", ele avalia que há uma reação na qualidade do ensino, que deve ser alavancada pelo Plano Nacional de Educação (PNE). O ministro não teme a profusão de emendas feitas pelos deputados, muitas delas preocupadas apenas com reivindicações trabalhistas dos professores. Confira abaixo a entrevista.

O Plano Nacional de Educação (PNE), que está no Congresso, inclui uma série de ideias sugeridas pelas Conferências Nacionais de Educação. O PNE está hoje com quase 3 mil emendas. O que isso tem a ver com o desafio da qualidade da educação?

Na história do País, este é o primeiro plano que fala em qualidade e tem metas de qualidade fixadas, divulgadas e aferidas de maneira centralizada. A segunda virtude do plano, da creche até a pós-graduação, é que ele tem poucas metas, apenas 20. Ao contrário do anterior, que tinha 276 metas. A terceira virtude é que são metas que podem ser acompanhadas pela sociedade. A quarta virtude é a centralidade da figura do professor e a qualidade da sua formação. Em quinto lugar, é um plano que foi acompanhado de uma Lei de Responsabilidade Educacional. Isso também é inédito: responsabilizar o gestor pelos resultados previstos no plano. Por fim, há a fixação de um porcentual (7%) do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido em educação pública, o que também é uma novidade.

Os parlamentares discutem muito o uso do dinheiro do petróleo do pré-sal para a educação. Não é um desperdício de foco debater sobre algo que nem se sabe como será, quanto terá e quando terá?

É importante discutir previamente o destino desses recursos. É importante demarcar posição desde já, pois muitos países produtores de petróleo desperdiçaram a oportunidade de fazer uma revolução na educação justamente porque, até por não contar com um ambiente democrático, não puderam fazer essa discussão com a sociedade.

E a profusão de emendas ao PNE?

O número de emendas não assusta. O mesmo assunto foi tratado em várias emendas. No caso do financiamento, por exemplo, em mais de cem emendas. Mas elas tratam de poucos temas e não alteram substancialmente as metas. O plano está sendo discutido no momento em que a OCDE (Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) acaba de lançar um vídeo institucional sobre o Pisa (em português, Programa Internacional de Avaliação de Alunos) em que o Brasil, pela primeira vez, destaca-se positivamente. O Brasil foi o terceiro país que mais evoluiu no Pisa, o que nos valeu um documentário de 20 minutos que está sendo divulgado no mundo todo.

O sr. acha que os dados do Pisa são gloriosos para o Brasil? O vídeo destaca apenas um crescimento.

Não. Nem a OCDE diz isso nem nós. É o terceiro maior crescimento.

Mas esse terceiro maior crescimento nos coloca onde?

Acima da Argentina, da Colômbia, do Peru.

Olhe a pujança econômica e institucional do Brasil e compare com os países que o sr. citou.

A renda per capita da Argentina é maior que a nossa. A tradição educacional argentina é superior à nossa. A Argentina estava na nossa frente em 2000.

Somos um dos países que mais cresceram, mas os resultados do exame ainda são desastrosos.

O que eu estou dizendo é que tivemos a melhor década da educação do ponto de vista do avanço da qualidade. Nós revertemos uma tendência de queda de qualidade que se observou durante todos os anos 80 e 90. Vocês não vão achar uma frase ufanista minha a respeito de educação.

Na primeira metade dos anos 90 não houve nada positivo?

Houve. A Constituinte de 88 foi um marco importante. Ainda no governo Collor (1990-1992), foi feita a primeira tentativa de introduzir o conceito de avaliação no Brasil. Depois (esse conceito) foi aprimorado pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental), embora não tenha tido dinheiro novo da União, dentro de cada Estado ele equalizou minimamente o financiamento. Nós procuramos aprofundar e radicalizar as políticas virtuosas dos anos 1990. A criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é um desdobramento do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), que incluiu a creche e o ensino médio e colocou R$ 10 bilhões de recursos a mais na educação básica, para citar dois exemplos.

A aprovação do Pronatec, para ampliação do acesso ao ensino médio, não está demorando? O governo da presidente Dilma já está entrando no oitavo mês.

Está trancando a pauta (na Câmara). E nós não retiramos a urgência justamente porque entendemos que é um projeto prioritário. Porque o ensino médio brasileiro, que foi o que menos reagiu aos estímulos do MEC, depende de medidas que estão sendo tomadas. Como, por exemplo, o fim do vestibular, a inclusão no Fundeb, a extensão dos programas de apoio que eram restritos ao ensino fundamental (alimentação, transporte, livro didático). Precisamos ter um segundo turno que permita ao jovem ter um currículo mais inteligente. E, no primeiro turno, um currículo menos sobrecarregado de conteúdos que ele jamais vai utilizar. É um enxugamento que o Enem já está promovendo.

Por que o ensino médio foi o que menos reagiu a essas políticas públicas?

Primeiro porque ele recebe menos atenção dos governos estaduais. Segundo, porque o ensino fundamental precisava reagir primeiro. Não havia como melhorar o médio sem melhorar antes o fundamental.

Um dos pontos que o sr. destaca para a melhoria do ensino médio é o fim do vestibular. O que há de meritório no fim do vestibular?


As pessoas, às vezes, misturam dois debates diferentes. O fim do vestibular não significa o fim do processo seletivo, não significa o fim da meritocracia para o acesso à educação superior. Estamos sintonizando o Brasil com os melhores sistemas universitários (chinês, americano, francês, alemão), que não têm esse expediente de cada instituição fazer o seu processo seletivo. Isso acarreta sobreposição de conteúdos cobrados, que acabam se transformando num megacurrículo, intransponível para a escola em três anos. Nós estamos reorganizando o ensino médio em bases racionais e lógicas. Haverá, portanto, um reforço da questão do mérito.

O Enem era um exame de avaliação e passou a ser, na prática, um vestibular nacional. Isso não explica os erros (na impressão e logística) que tumultuaram os últimos exames?

O Enem se tornou o que é com o ProUni. Não foi com a reformulação da prova. Nós tínhamos 1 milhão de inscritos e, com o advento do ProUni, passamos a 3 milhões de inscritos. O grande salto aconteceu em 2005. A logística já vinha sendo tratada desde 2005, pois já tínhamos 3 milhões de inscritos naquela ocasião. Fomos para 4 milhões. De 1 milhão para 3 milhões é uma mudança de patamar. De 3 milhões para 4 milhões é uma evolução quase natural. O Enem não era aceito pelas universidades de ponta porque era considerado uma prova muito fraca, insuficiente para o propósito de substituir o vestibular. Agora, na minha opinião, o equívoco foram as ameaças constantes que o Inep sofria para licitar o exame. Nenhum vestibular, que é uma fração diminuta do Enem (como a Fuvest), faz isso. Não havia como licitar essa operação pelo menor preço, mas o Inep era ameaçado, mesmo por meio dos jornais. Então, se houve um erro, foi o de não ter, às vésperas daquele exame, ido ao encontro dos tribunais e órgãos de controle e ter explicitado: "Olha, não é possível fazer dessa maneira. Nós estamos fazendo dessa maneira porque só tem um concorrente."

Recentemente, o MEC distribuiu livros com erros graves, em que, por exemplo, o resultado de 10 menos 7 era igual a 4. Como passam esses erros?

É sempre lamentável quando acontece um erro de revisão. Mas o Ministério da Educação trabalha com quase 2 mil títulos. Então, do mesmo jeito, no governo Fernando Henrique Cardoso, o Ceará sumiu do mapa. E no governo Serra, em São Paulo, outro Paraguai apareceu no mapa. Não estou querendo justificar o erro.

O sr. acha que é um bom princípio alunos, professores e funcionários terem o mesmo peso na escolha do reitor de uma universidade?

Eu, pessoalmente, defendo a prevalência do docente. É a minha opinião, mas (em função da autonomia universitária) respeito os colegiados superiores que decidiram em sentido contrário

Por Portal MEC e Estadão.
 

Diretoria da UNE toma posse e lança jornada de lutas

Prestes a completar 74 anos de vida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) se prepara para dar início a mais um ciclo de mobilização, que teve seu ponto de partida no Congresso da entidade, mês passado em Goiânia, ao final de um processo que envolveu mais de 1,5 milhão de estudantes. Na próxima quarta-feira (10), às 10h, em Brasília, o Auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados será palco da posse oficial da nova diretoria da UNE, que estará à frente da entidade pelos próximos dois anos.


UNE
 
O objetivo também é ocupar o espaço do Congresso para encaminhar as principais pautas de reinvindicações da UNE, como as 59 emendas do Plano Nacional de Educação (PNE), e lançar oficialmente a participação da entidade na Jornada Nacional de Lutas, que este ano engendra o tema “Agosto Verde e Amarelo”. Será um mês de muita mobilização, com diversas marchas e passeatas em todos os cantos do Brasil.

O estandarte da UNE é a defesa incondicional dos 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. Mas em cada lugar haverá a incorporação de bandeiras locais aos protestos, como a luta pela melhoria do transporte público e mais investimentos na educação municipal e estadual.

A principal marcha do mês, a passeata nacional dos estudantes da UNE, UBES e ANPG, acontecerá no dia 31, em Brasília. O conjunto de manifestações unitárias conta também com a presença de movimentos sociais e sindicais. Para o novo presidente da UNE, Daniel Iliescu, o Brasil vive momento único de oportunidades em diversas áreas e precisa se convencer de que é “necessário e urgente priorizar a educação em todas as suas etapas”.

Por isso, a nova diretoria da UNE convoca todos os estudantes a participarem desta grande mobilização: “Vamos às ruas nessa jornada para tornar público o debate deste Plano Nacional de Educação que é tão decisivo. Precisamos envolver a sociedade para discutir a educação que queremos para os próximos dez anos”.

Para ler as 59 emendas do Plano Nacional da Educação (PNE) propostas pela UNE e pela UBES, clique aqui.

Fonte: UNE

Mercadante: As razões do diálogo com os hackers

À medida que o acesso à internet se torna realidade em todas as camadas sociais, milhões de novos usuários desfrutam de suas facilidades e de seu potencial transformador. Ao mesmo tempo, aumenta a dependência da sociedade em relação à rede. Atualmente, mais de um terço das operações financeiras são feitas de modo virtual, e serviços essenciais de energia, de trânsito e de comunicações dependem cada vez mais dela.

Por Aloizio Mercadante, na
Folha de S. Paulo


Esses setores podem sofrer ataques cibernéticos com consequências imprevisíveis, e também o Estado brasileiro precisa se precaver. Por isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Defesa estão trabalhando juntos para o desenvolvimento de tecnologias que permitirão prevenir, defender ou restabelecer serviços essenciais afetados por ataques dos chamados crackers.

Os crackers são criminosos, muitos dos quais nem mesmo sabem programar, sendo usuários avançados de softwares que não necessariamente desenvolveram.

Já os hackers são decifradores, desenvolvedores de softwares e hardwares que permitem adaptação ou construção de novas funcionalidades. Em geral, são jovens autodidatas e criadores de soluções inovadoras para a utilização de tecnologias da informação.

Quase todas as relações sociais existentes na sociedade existem na rede, inclusive os crimes. No entanto, não podemos iniciar um processo de cerceamento das liberdades na internet e de criminalização generalizada por episódios localizados, ainda que preocupantes, tampouco contribuir para simplificar o significado do movimento libertário e transformador que representa a comunidade hacker.

Esse movimento começou nos anos 1960, influenciado pela contracultura. O sociólogo Manuel Castells, em seu livro A Galáxia da Internet, deixou claro que a cultura hacker foi uma das formadoras da internet. A rede mundial de computadores não era o único modelo de rede digital. A França possuía a rede Minitel, completamente centralizada e fechada.

Já a internet tem sua inteligência distribuída, é completamente aberta, o que permite que hackers continuem criando soluções inovadoras, como as redes P2P, (do inglês "peer-to-peer"), sistema que permite o compartilhamento de informações conectando dois clientes e transformando o cliente em servidor e vice-versa. Isso a consolidou como uma rede sem centro, sem dono, cuja inteligência encontra-se nas máquinas dos usuários.

A experiência e a genialidade dos criadores de códigos não podem ser ignoradas. No início de julho, estive no Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre. Temos jovens desenvolvendo ciência e tecnologia fora da academia e das grandes empresas, hackers éticos que querem mais transparência e participação na relação com o Estado.

A capacidade criativa desses coletivos de desenvolvedores de tecnologia precisa ser reconhecida e incentivada, porque ela pode gerar inovações importantes para o nosso país. Felizmente, a ciência comunitária e as tecnologias livres avançam, contribuindo para derrubar ditaduras e o pensamento conservador e preconceituoso.

Agora, no Brasil, a cultura hacker terá o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Estamos desenvolvendo um conjunto de políticas públicas para que essa promissora comunidade possa contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias e soluções para a sociedade.

* Aloizio Mercadante é doutor em economia pela Unicamp e ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sport vence Náutico por 2 a 0 e derruba invencibilidade alvirrubra


Marcelinho Paraíba e Maylson marcaram para os donos da casa, que agora estão em quinto na tabela da Série B

Da Redação do pe360graus.com
Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo
A invencibilidade de sete jogos do Náutico caiu justamente diante do maior rival: o Sport venceu por 2 a 0 o Clássico dos Clássicos disputado nesta terça-feira (09), na Ilha do Retiro, em jogo válido pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Os gols dos donos da casa foram marcados por Marcelinho Paraíba e Maylson. O Sport, melhor colocado em campo, ocupou os espaços e impediu que o Náutico tocasse, avançasse ou contra-atacasse, deixando o adversário sufocado em campo.

Com o resultado, o Sport, que tinha 20 pontos e ocupava a 13ª posição, passa para a quinta colocação, com 23 pontos. O Náutico, por sua vez, continua no G-4, com os mesmos 26 pontos, na terceira posição. 

Os times voltam a jogar neste sábado (13): o Sport recebe a Portuguesa, enquanto o Timbu vai a São Paulo, para enfrentar o Grêmio Barueri.

O JOGO
No primeiro tempo, o Sport finalizou mais vezes, mas não conseguiu abrir o placar. Aos 12 minutos, Marcelinho Paraíba tocou a bola para Paulista, em belo cruzamento, mas o atacante não alcançou e desperdiçou grande chance de fazer o primeiro do Leão. Sete minutos depois, aos 19, Diego Torres chutou forte da entrada da área e Gideão espalmou, mandando a bola para escanteio.

Numa boa chance do Timbu, Rogério, aos 21 minutos, recebeu na linha de fundo, se livrou da marcação e cruzou, mas a bola caiu nos pés da zaga do Sport. No minuto seguinte, Eduardo Ramos cobrou falta na direita e lançou na área; Rogério alcançou, mas cabeceou para fora.

Aos 25 minutos, o melhor lance para o Sport: Jeff Silva cometeu falta sobre Rithely na entrada da área; Wellington Saci cobrou muito bem, encobrindo a barreira, e Gideão defendeu melhor ainda, impedindo um gol praticamente feito. Aos 37, foi a vez de Marcelinho Paraíba cobrar a falta: na direita, ele lançou a bola na área, mas ela morreu nas mãos do goleiro alvirrubro.

Aos 39 minutos, outra boa tentativa do Náutico. Em cobrança de falta, Elicarlos chutou rasteirinho e com efeito da entrada da área; Magrão não conseguiu agarrar, mas mandou para escanteio. Na cobrança, a bola passou livre pela zaga do Sport e sobrou para Rogério, mas ele errou o chute.

Os times voltaram para a etapa complementar sem alteração. No começo do segundo tempo, quem deu uma canseira nos donos da casa foi o Náutico: foram três cobranças seguidas de escanteio para o Alvirrubro nos primeiros 4 minutos, mas Magrão não deixou a bola entrar.

O Sport voltou ao ataque aos 5 minutos, em cobrança de falta de Marcelinho Paraíba. A barreira com Jeff Silva e Eduardo Ramos não ajudou e o goleiro do Náutico acabou colocando a mão numa bola que naturalmente encobriria o gol. Escanteio para o Leão, que a zaga do Náutico defendeu.

Foi o suficiente para o Sport recomeçar a pressão contra o arquiinimigo. Teve lateral, escanteio, bate-rebate e, por fim, a bola sobrou para Paulista, que lançou na área. A zaga do Náutico errou e entregou nos pés de Marcelinho Paraíba; ele mandou rasteiro, perto da trave do goleiro Gideão.

O Leão insistia: aos 11 minutos, em dividida com Marlon, Paulista disse ter sido derrubado na área, mas o juiz não marcou pênalti. Em outra jogada, na sequência, Júnior Viçosa desceu sozinho pela esquerda, se livrou da marcação e chegou à área, mas terminou desarmado por Jeff Silva.

Em dividida com Gabriel, o camisa 11 do Náutico, Rogério, terminou machucando o tornozelo e foi substituído pelo também atacante Alexandro.

De tanto insistir, o gol do Sport saiu aos 14 minutos. Marcelinho Paraíba cruzou na área; Diego Torres tentou completar, mas a bola já tinha entrado, no cantinho da meta do goleiro Gideão.

Em sequência, o Náutico fez as duas substituições que faltavam e o Sport realizou sua primeira mudança na equipe. Eduardo Ramos deu lugar a Elton e Kieza saiu, para a entrada de Moisés; pelo lado rubro-negro, Paulista saiu e Bruno Mineiro o substituiu.

O Náutico tentou, aqui e ali, empatar. Aos 30 minutos, Moisés cobrou falta da entrada da área lançando a bola; Marlon cabeceou e quase mandou para dentro, não fosse Magrão bem colocado.

Substituindo Diego Torres aos 34 minutos, Maylson entrou para ampliar a vantagem do Sport. No minuto seguinte, ele recebeu na área chute perfeito de Marcelinho Paraíba – que recebeu linda bola de Bruno Mineiro, tocada de calcanhar – e só teve que mirar e escorar para as redes, fazendo o segundo gol do Leão no clássico.

Aos 43, Elicarlos, bem posicionado na entrada da área, recebeu a bola e girou rapidamente, mandando a bola rasteira pertinho da trave de Magrão. Seria o último ataque do Timbu.

Aos 44 do segundo tempo, o técnico Mazola fez a última alteração: Daniel Paulista no lugar de Marcelinho Paraíba, que saiu do gramado ovacionado pela torcida rubro-negra. A essa altura, os torcedores do Náutico já estavam deixando a Ilha do Retiro, aos gritos de "olé" da torcida rubro-negra.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Repressão violenta a estudantes chilenos e mais de 800 presos


Carabineiros de Piñera usam força indiscriminada para proibir novas manifestações pela Educação.
Os conflitos entre manifestantes e policiais nesta quinta-feira (04/08) no Chile levaram à prisão de pelo menos 874 pessoas em várias cidades do país, segundo o jornal local La Tercera. Desobedecendo à proibição de protestos do governo chileno, estudantes lideraram as manifestações e ocuparam várias ruas de Santiago e do interior.

A repressão à manifestação de ontem pode ter sido a mais violenta dos últimos três meses, desde o início do movimento estudantil, em maio. Os universitários e secundaristas reivindicam a ampliação da educação pública e gratuita e a ampliação de investimentos no setor. Mais de cinco mil pessoas foram às ruas do Chile.

O  vice-ministro do Interior, Rodrigo Ubilla, negou que civis foram feridos, mas confirmou que 29 policiais se machucaram. Das 552 pessoas detidas, 284 protestavam na capital. Em comunicado, o serviço de segurança informou que as detenções ocorreram motivadas pela “desordem, por porte de armas ou explosivos”.

Os policiais usaram gás lacrimogêneo e jatos de água na tentativa de dispersar os manifestantes. O clima de tensão tomou conta de várias avenidas no país. As manifestações duraram, em média, cinco horas. Na última quarta-feira (03), o governo do Chile anunciou de forma "categórica e definitiva" que não autorizaria novas passeatas estudantis pela principal rua de Santiago, La Alameda. O anúncio ocorreu em momento de tensão, após os movimentos estudantis não aprovarem 21 medidas para a reforma da Educação.
Por Opera Mundi.
 

Experiências Químicas: Marco Luque realiza experiências em seu programa ao vivo


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Globalização da ciência brasileira

Presença Internacional do Brasil destaca em sua reportagem de capa que, da mesma forma que as empresas, a ciência brasileira também se torna cada vez mais global.

Em reportagem de 12 páginas, a publicação bimestral da Totum Excelência Editorial, com edições em português e inglês, apresenta exemplos do crescimento da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no País e como esse cenário positivo tem ampliado a internacionalização nesse setor.

"Entre 1997 e 2007, o número de artigos brasileiros em publicações científicas internacionais mais que dobrou, chegando a 19 mil por ano - mais que Holanda e Suíça. A participação brasileira nas publicações científicas internacionais subiu de 1,7%, em 2002, para 2,7%, em 2008." Esses são alguns dos indicadores apresentados pela reportagem a partir de dados do Relatório Unesco sobre Ciência 2010.

Outro indicador importante é o aumento na quantidade de pesquisadores no Brasil por milhão de habitantes, que subiu de 401, em 2000, para 657, em 2007.

A reportagem também aponta a ampliação de acordos de cooperação em CT&I firmados por instituições do Brasil e do exterior. Entre os destaques são citados acordos assinados pela Fapesp com agências de fomento e instituições de ensino superior e de pesquisa na França, no Reino Unido e em diversos outros países.

"Essa parceria tem gerado intenso tráfego de pesquisadores de lá que vem para cá, e daqui que vão para os Estados Unidos", disse à reportagem Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp. De acordo com a revista, a "cooperação de pesquisadores brasileiros com seus colegas europeus nas duas organizações contribuirá para elevar os índices do País no ranking de colaboração científica internacional (...). O momento, no entanto, é bom para subir degraus".

"A ciência no Brasil já atingiu um patamar que facilita as parcerias internacionais, e há muita gente de outros países interessada em parcerias em áreas como bioenergia e agricultura, entre outras", disse Brito Cruz.

A reportagem cita como exemplo do aumento do interesse internacional pelo Brasil como parceiro de pesquisas a criação, em 2010, de um escritório local do Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS) da França, principal instituição estatal francesa de fomento à pesquisa, com orçamento anual de 3,4 bilhões de euros.

"É um esforço de mão dupla. Além de identificar oportunidades de conjugação de esforços, o escritório também exibirá mais claramente a realidade brasileira para os franceses. Mostrará que aqui também há pesquisadores, instituições e estruturas de pesquisa de primeira linha", disse Jean Pierre Briot, diretor do escritório sediado no Rio de Janeiro.

Mas a reportagem ressalta que não basta se tornar mais internacional. "Para render os efeitos econômicos e sociais esperados das economias do conhecimento, a pesquisa e a ciência brasileiras precisam enfrentar ainda o desafio de integrar-se mais decididamente à atividade econômica privada, criando raízes nas empresas de forma a gerar inovação em produtos e serviços oferecidos no mercado."

"Nessa área, parece haver ainda longo caminho a ser percorrido. Afinal, lembra Brito Cruz, em 2009 foram concedidas, nos Estados Unidos, exatas 103 patentes a inventores brasileiros - apenas cinco a mais do que em 2000 (inventores indianos, por comparação, registraram 679 patentes em 2009, ante 131 em 2000)", disse a revista.

De acordo com o estudo da Unesco, em 2008 o setor público ainda respondia por 55% do investimento bruto em pesquisa no Brasil, cabendo às empresas os 45% restantes - na União Europeia, o índice correspondente ao setor privado atinge 65% do total.

"Na opinião de Brito Cruz, o menor desenvolvimento da pesquisa empresarial não decorre de falta de recursos ou estímulos, pois há aqui ações de fomento competitivas com as de outros países: ele se deve, principalmente, a questões macroeconômicas, como a carga tributária e o custo do capital muito elevados. 'Também é preciso mais estímulo à exportação, pois o mercado internacional exige competitividade, o que demanda mais pesquisa'", destacou a PIB.

A reportagem Nas redes do conhecimento integra o número 13 - Mar/Abr 2011 da revista, que pode ser lido gratuitamente em www.revistapib.com.br/pdf/PIB-ed13.pdf

Fonte: Agência Fapesp