sábado, 2 de março de 2013

Dilma: fábrica de submarinos prova potencial tecnológico do país





A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (1º/3) que o Brasil provou ser capaz de cumprir o papel do desenvolvimento cientifico e tecnológico na área de defesa, com a inauguração da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem) – primeira etapa para a construção de submarinos.

Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma inaugura Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, em Itaguaí (RJ)A fábrica faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha. A infraestrutura servirá para a construção e manutenção de cinco submarinos.

“Com este empreendimento entramos em um seleto grupo, dos integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas com acesso ao submarino nuclear”, destacou Dilma, ao ressaltar que atualmente, a tecnologia de propulsão nuclear é dominada apenas pela China, pelos Estados Unidos, pela França, Inglaterra e Rússia – membros permanentes do órgão. Atualmente o Brasil não integra o Conselho de Segurança da ONU. “Uma indústria da defesa é uma indústria da paz, mas, sobretudo, do conhecimento. Aqui se produz tecnologia e tem um poder imenso de difundir tecnologia”, completou a presidenta durante a inauguração da Ufem, em Itaguaí, município da região metropolitana do Rio.

O investimento – que inclui a construção da Ufem, do estaleiro e da base naval, que abrigará os submarinos – será R$ 7,8 bilhões até 2017. O programa foi iniciado em 2008, resultado de uma cooperação entre o Brasil e a França que prevê transferência de tecnologia e criação de consórcios entre empresas dos dois países. Dos cinco submarinos previstos, quatro serão movidos a motor diesel-elétrico e um com reator para propulsão nuclear, que é mais autônomo e gera energia por mais tempo. A planta de propulsão nuclear será desenvolvida com tecnologia inteiramente nacional.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, declarou que a decisão de implementar oprograma demonstra que o Brasil entendeu que a segurança não é algo delegável. “Um país que quer ser autônomo e se firmar no mundo deve cuidar da sua segurança. Se formos eternamente dependentes daquilo que os outros nos fornecerem não teremos nossa autonomia, não poderemos defender nossos recursos, nossa população e a nossa orientação no mundo.”


Amorim também ressaltou que as ações vão gerar emprego e estimular a indústria naval e nacional. De acordo com a Marinha, as construções vão gerar 9 mil empregos diretos e 32 mil postos indiretos. O estaleiro de construção está previsto para ser concluído em dezembro de 2014, a base naval em 2017 e o primeiro dos quatro submarinos convencionais deve começar a operar em 2017. Os demais submarinos convencionais devem ser entregues em intervalos de 18 meses, e o de propulsão nuclear, depois de 2025, após testes no mar.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

NOTA PÚBLICA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO TEM O APOIO DE MAIS DE 80 ENTIDADES

Mais de 80 entidades de vários segmentos da sociedade civil assinaram a nota pública do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação até esta quarta-feira, dia 27. Além das 81 entidades, o manifesto recebeu também 32 assinaturas individuais. Ambas as formas de apoio podem ser realizadas por meio de manifestações de apoio encaminhadas ao endereço secretaria@fndc.org.br. O documento apoia o direito à comunicação à todos e rechaça a postura do governo em não colocar em debate a democratização da comunicação no país. 

Veja quem assina e leia a nota pública logo abaixo.

Entidades assinantes:

1. ABONG
2. Altercom - Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação
3. AMEI - Associação Comunitária Municipal Educacional e Informativa
4. Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Abraço
5. Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária no estado de Goiás – Abraço GO 
6. Associação Baiana de Radiodifusão Comunitária (Abraço-BA)
7. Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub)
8. Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões – Aneate
9. Auçuba- Comunicação e Educação
10. Blog Brasil Educom
11. BlogueDoSouza
12. Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
13. Centro de Cultura Luiz Freire
14. Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé
15. Cia. Tropa de Palhaços de 5ª (RJ)
16. Cineclube Mate com Angu
17. Clube de Engenharia
18. Coletivo Caxias Cultura Digital
19. Coletivo Nacional de Comunicadores
20. Coletivo Soylocoporti
21. Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do DF – Cojira
22. Comitê Bahia pela Democratização da Comunicação (FNDC-BA) 
23. Conselho de Comunicação e Políticas Públicas da Metrópole de Salvador (Compop)
24. Conselho Federal de Psicologia – CFP
25. Correio do Brasil
26. Central Única dos Trabalhadores – CUT
27. Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência
28. CUT Brasília
29. Dialógica Comunicação Estratégica
30. Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação – ENECOS
31. Federação Alagoana de Rádios Comunitárias
32. Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão – Fitert
33. Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações – FITTEL
34. Federação Nacional dos Farmacêuticos
35. Federação Pernambucana de Cineclubes
36. Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo 
37. Fórum Pernambucano de Comunicação
38. Fórum Sul Fluminense de Comunicação Democrática
39. Grupo Anti-PIG
40. Instituto Bem Estar Brasil
41. Instituto Búzios
42. Instituto Imagem Viva
43. Instituto Patricia Galvão- Midia e Direitos 
44. Instituto Telecom 
45. Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social
46. Jornal Brasil de Fato
47. Jornal Escolar
48. Jornalismo B
49. Juventude do Partido dos Trabalhadores – JPT
50. Levante Popular da Juventude
51. Marcha Mundial das Mulheres – MMM
52. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
53. Movimento em Defesa da Economia Nacional
54. Movimento Fora do Eixo
55. Movimento Mega
56. Nova Central Sindical de Trabalhadores/Nova Central
57. Núcleo Barão de Itararé do Distrito Federal
58. Núcleo de Comunicação Bombando Cidadania
59. Núcleo de Participação Popular do PT de São Bernardo do Campo
60. Núcleo Piratininga de Comunicação – NPC
61. Observatório Cineclubista 
62. Observatório da Mídia: diretos humanos, políticas e sistemas, da Universidade Federal do Espírito Santo
63. Rádio Comunitária Morada dos Sonhos FM
64. Rádio Superação FM – Carazal-MG
65. Rádio Comunitária FMuniversitária – Aragarças – GO
66. Rádio Liberdade FM – Cavalcante – GO
67. Revista Fórum 
68. Revista Lurdinha.Org
69. Sindicato de Profissionais em confecção do ABC
70. Sindicato dos Jornalistas do estado do Rio de Janeiro
71. Sindicato dos Radialistas do Distrito Federal – SINRAD-DF
72. Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário – SINPAF
73. Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação – Sinagências
74. Sindicato dos Radialistas do estado do Pará
75. SINDJUS - Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e Ministério Público da União no Distrito Federal
76. Sociedade Civil Acauã
77. Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro - Ponto de Cultura
78. SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
79. Sou Quilombo
80. Via Campesina Brasil
81. Zora Mídia

Assinaturas individuais:

1. Alexandra Peixoto – blogueira
2. Alexandre Haubrich - jornalista e blogueiro
3. Ana Paula Vizeu Carvalho
4. André Barreto – jornalista
5. Antonio José Martins – engenheiro, conselheiro do Sindipetro-RJ
6. Bernadete Travassos – jornalista
7. Carlos Henrique Demarchi – jornalista e professor universitário
8. Cleusa Pozzetti Siba
9. Conceição Oliveira – Blog Maria Frô
10. Dênis de Moraes – jornalista, professor e escritor
11. Eduardo Guimarães – blogueiro
12. Edson Palmeira de Jesus
13. Emir Sader – sociólogo
14. Ernesto Marques
15. Fábio Costa Pinto
16. Guilherme Fulgêncio de Medeiros – professor/UFRN
17. Hélio Lemos Sôlha - Laboratório de Media e Tecnologias da Comunicação - MediaTec – Unicamp
18. Jonicael Oliveira
19. José Batista dos Santos 
20. Kesia Silva – estudante de jornalismo
21. Luciana Burlamaqui – jornalista e cineasta
22. Luiz Fernando da Mota Azevedo 
23. Mario Sousa
24. Marcos Dias Coelho – historiador e blogueiro
25. Mirela Maria Vieira – jornalista
26. Renato Rovai – jornalista e blogueiro
27. Patrícia de Lima Marques Alves
28. Paulo Roberto Ferreira
29. Tarso Cabral – blogueiro
30. Toucans Burned
31. Vanessa Galassi – jornalista
32. Weliton Teles


NOTA PÚBLICA - GOVERNO FEDERAL ROMPE COMPROMISSO COM A SOCIEDADE NO TEMA DA COMUNICAÇÃO

A declaração do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, no último dia 20, de que este governo não vai tratar da reforma do marco regulatório das comunicações, explicita de forma definitiva uma posição que já vinha sendo expressa pelo governo federal, seja nas entrelinhas, seja pelo silêncio diante do tema.

A justificativa utilizada – a de que não haveria tempo suficiente para amadurecer o debate em ano pré-eleitoral – é patética. Apesar dos insistentes esforços da sociedade civil por construir diálogos e formas de participação, o governo Dilma e o governo do ex-presidente Lula optaram deliberadamente por não encaminhar um projeto efetivo de atualização democratizante do marco regulatório. Mas o atual governo foi ainda mais omisso ao sequer considerar a proposta deixada no final do governo do seu antecessor e por não encaminhar quaisquer deliberações aprovadas na I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009. O que fica claro é a ausência de vontade política e visão estratégica sobre a relevância do tema para o avanço de um projeto de desenvolvimento nacional e a consolidação da democracia brasileira.

A opção do governo significa, na prática, o alinhamento aos setores mais conservadores e o apoio à manutenção do status quo da comunicação, nada plural, nada diverso e nada democrático. Enquanto países com marcos regulatórios consistentes discutem como atualizá-los frente ao cenário da convergência e países latino-americanos estabelecem novas leis para o setor, o Brasil opta por ficar com a sua, de 1962, ultrapassada e em total desrespeito à Constituição, para proteger os interesses comerciais das grandes empresas.

Ao mesmo tempo em que descumpre o compromisso reiterado de abrir um debate público sobre o tema, o governo federal mantém iniciativas tomadas em estreito diálogo com o setor empresarial, acomodando interesses do mercado e deixando de lado o interesse público.

No setor de telecomunicações, na mesma data, foi anunciado um pacote de isenção fiscal de 60 bilhões para as empresas de Telecom para o novo Plano Nacional de Banda Larga em sintonia com as demandas das empresas, desmontando a importante iniciativa do governo anterior de recuperar a Telebrás, e encerrando o único espaço de participação da sociedade no debate desta política – o Fórum Brasil Conectado. Somando-se ao pacote anunciado de benesses fiscais, o governo declara publicamente a necessidade de rever o texto do Marco Civil da Internet que trata da neutralidade de rede, numa postura totalmente subserviente aos interesses econômicos.

Na radiodifusão, faz vistas grossas para arrendamentos de rádio e TVs, mantém punições pífias para violações graves que marcam o setor, conduz a portas fechadas a discussão sobre o apagão analógico da televisão, enquanto conduz de forma tímida e errática a discussão sobre o rádio digital em nosso país. Segue tratando as rádios comunitárias de forma discriminatória, sem encaminhar nenhuma das modificações que lhes permitiriam operar em condições isonômicas com o setor comercial.

Diante desta conjuntura política e do anúncio de que o governo federal não vai dar sequência ao debate de um novo marco regulatório das comunicações, ignorando as resoluções aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, manifestamos nossa indignação, ao mesmo tempo em que reiteramos o nosso compromisso com este debate fundamental para o avanço da democracia.

De nossa parte, seguiremos lutando. A sociedade brasileira reforçará sua mobilização e sua unidade para construir um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para um novo marco regulatório das comunicações.

Os caminhos da economia em 2013


Para entender os desafios atuais da economia.

Foto: Claudio Capucho/Vale/AE
Foto: Claudio Capucho/Vale/AE
O ciclo do desenvolvimento consiste nas seguintes etapas:
1. Formação da demanda, através do fortalecimento do mercado interno e das exportações.
2. Fortalecimento da produção interna, para atender à demanda.
O aumento da produção interna gera mais investimentos, que geram mais empregos, que fortalecem mais o mercado interno, completando-se o círculo virtuoso.
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Por enquanto há dificuldades em completar o segundo ciclo, apesar dos avanços da redução dos juros e melhoria do câmbio.
O fato do fator 2 não ter se completado faz com que todo aumento de demanda de produtos comercializáveis (aqueles negociados no mercado internacional) seja atendido pelas importações, gerando uma pressão nas contas correntes brasileiras.
No ano passado, o consumo de industrializados cresceu mais de 8%; a produção caiu 2,8%. No setor químico, o consumo aparente tem crescido 7,1% ao ano desde 2007. E a produção continua no mesmo patamar. Em cinco anos, houve estagnação interna, enquanto o aumento de consumo foi totalmente absorvido pelas importações.
A indústria química fechou 2012 com um déficit de US$ 28,1 bilhões. Em 2013, o buraco será maior. Apenas em janeiro o déficit em conta corrente foi de US$ 11 bilhões.
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As reservas internacionais permitem empurrar algum tempo com a barriga. Mas esse desequilíbrio terá que ser desmontado em algum momento, sob pena de uma crise futura nas contas externas.
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Trata-se de uma equação complexa. Os salários melhoraram, o emprego melhorou e existe mais crédito disponível para consumo. Como a produção interna não atende a essa demanda, há um aumento dos preços de serviço e de moradia e uma pressão nas contas externas.

Este é nó central. Para ser desarmado, exigiria um reajuste muito mais acentuado do câmbio. Mas aí se esbarra na outra perna da equação: os efeitos sobre a inflação e sobre a renda.
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No ano passado, procedeu-se a uma corajosa desvalorização cambial de cerca de 30%. Mas não se resolveu o problema da competitividade interna.
Além disso, o discurso desconexo do Ministro da Fazenda Guido Mantega lançou uma nuvem de imprevisibilidade sobre os agentes econômicos. Somado ao aumento dos preços de alimentos, provocou essa alta da inflação no final do ano passado e início deste ano.
Grandes fabricantes – como Nestlé, Gessy Lever, Procter & Gamble, conseguiram emplacar reajustes médios de 10% nos atacadistas. Esses reajustes concentraram-se no setor alimentício.
Pode-se tratar o problema com antibiótico ou antigripal. O antibiótico seriam medidas duras na área de crédito, com impacto sobre o consumo – e sobre o PIB. Não é o caso ainda.
***
Tem-se um desafio imediato, que consiste em desarmar as expectativas inflacionarias, trabalho que vem sendo conduzido pelo discurso mais sólido do presidente do Banco Central Alexandre Tombini. O recuo recente dos preços de alimentos ajudará nessa empreitada.
Para compensar o câmbio apreciado, o governo vem procedendo a uma série de desonerações tributárias. Mas ainda se mostram insuficientes.
De qualquer modo, a estratégia está montada. Os próximos meses indicarão se foi bem sucedida ou exigirá dosagens maiores.

Fonte: Carta Capital

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Reflexão...

‎"Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice."

China, Índia e Brasil sustentarão mercado high-tech em 2013


Setor prevê crescimento de 5,1% do volume de negócios neste ano

Publicado em 27/02/2013, às 09h50

Da AFP

A China, o segundo mercado mundial à frente do Japão, Índia e Brasil sustentarão grande parte do crescimento do mercado mundial de alta tecnologia em 2013, enquanto a Europa sofre por sua situação econômica, considerou nesta quarta-feira (27) a federação alemã do setor.
"O setor da high-tech é um importante motor do crescimento no mundo", afirma a federação Bitkom em um comunicado, poucos dias antes do início do grande salão de high-tech Cebit, em Hannover (norte).
Para 2013, esta federação profissional prevê um crescimento de 5,1% do volume de negócios do setor para alcançar 2,7 bilhões de euros no mundo.
O maior crescimento é esperado na Índia (+13,9%), Brasil (+9,6%) e China (+8,9%), afirma a Bitkom, que se baseia em dados de seu próprio instituto de pesquisa.
Na Europa, o setor crescerá muito menos (+0,9%), assim como no Japão (+1,4%), que cedeu à China a vaga de segundo mercado de high-tech, atrás dos Estados Unidos, cujo crescimento se situará neste ano em 6,5%.
"Na situação atual, um crescimento de 1% na Europa é alentador", afirmou o presidente do Bitkom, Dieter Kempf, citado no comunicado.
Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado de high-tech, com 26,8%, muito à frente da China (9,5%), que supera pela primeira vez o Japão (8,3%).
Em seu conjunto, a União Europeia ocupa 26,8% do mercado mundial de high-tech, do qual a Alemanha responde por 4,5%, o que lhe situa na quinta posição, atrás do Brasil (5%).
O Salão da Tecnologia da Informação e da Comunicação (Cebit), o maior do setor, será realizado de 5 a 9 de março.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Medvedev destaca laços estratégicos da Rússia com América Latina

Os laços com a América Latina e o Caribe, considerados estratégicos, e o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, que considerou anacrônico, foram alguns dos tópicos tratados pelo primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, em entrevista à agência noticiosa cubana Prensa Latina.
Para o primeiro-ministro russo, “as relações com os países da América Latina e Caribe não são conjunturais e nada têm a ver com as relações com outros países, sejam os Estados Unidos ou outras nações; aqui temos vários países amistosos com os quais estamos desenvolvendo uma colaboração em todos os níveis”. 

Tendo em conta a análise do papel político e econômico da região, Medvedev afirma que se trata de uma região “de interesse estratégico e de aliados, por isso mantemos excelentes relações diplomáticas e econômico-comerciais com os países da região”. 

O governante russo conta que acaba de visitar o Brasil, “o maior país da região, a quinta economia do mundo, que participa do Brics e com o qual mantemos vínculos muito variados”. Destacando o papel de outros países da região, assinala: “Podemos dizer o mesmo sobre a Argentina, o Chile, a Venezuela, o Equador e outros países com os quais mantemos relações muito avançadas”.

Rússia e Cuba

O primeiro-ministro russo se considera “otimista” quanto ao desenvolvimento das relações com Cuba. E explica os motivos. “Agora estou realizando uma visita a Cuba, que inclui todos os principais componentes de nossas relações, boas, tradicionais e avançadas. Nos últimos anos temos conseguido restabelecer um alto nível das relações cubano-russas e russo-cubanas. Nesta visita mantivemos negociações sobre todos os aspectos de nossa cooperação, seja econômica, humanitária e de política externa”.

Medvedev explica ainda que as relações entre a Rússia e Cuba não têm nenhum tema problemático. “Pelo contrário, avançamos em todas as direções”, enfatiza. Ele exemplifica que os dois governos assinaram 10 documentos muito importantes, cada um dos quais inclui oportunidades econômicas e soluções estatais e conta que manteve negociações amistosas e de confiança com o presidente do Conselho de Estado e de Ministros da República de Cuba, Raúl Castro Ruz. “Foi o nosso segundo encontro, já que nosso colega cubano visitou a Rússia há pouco.” Medvedev lembrou que em 2009 ele e Raúl Castro assinaram o memorando sobre relações estratégicas entre Cuba e a Federação Russa e que o desenvolvimento das relações entre os dois países se rege por este plano.

Medvedev detalha os aspectos que considera importantes nessas relações: “Colaboramos em muitas esferas, tanto tradicionais como novas. Não vou falar muito sobre projetos energéticos, pois uma parte deles já está realizada, ao passo que a outra parte será realizada. Gosto muito de nossos projetos no âmbito das altas tecnologias, seja a medicina, o espaço ou alguns planos industriais nos quais temos avançado muito”.

O primeiro-ministro teceu considerações sobre o estágio de desenvolvimento das relações comerciais e econômicas: “Provavelmente o atual intercâmbio comercial não esteja no nível que deveria, um pouco mais de US$ 200 milhões, o que não é muito. Os planos de investimentos são bons e crescerão, mas a circulação de mercadorias não é muito grande. Contudo, estou seguro de que é um assunto em mutação e que este indicador irá subindo e adquirindo novas formas de colaboração”.

Uma das áreas mencionadas por Medvedev foi o turismo. “Recuperamos em grande parte os contatos de circulação de pessoas. No ano passado, cerca de 90 mil turistas russos visitaram Cuba, apesar da enorme distância entre os dois países. Nossa gente conscientemente escolhe Cuba como destino para descanso e turismo. As pessoas gostam daqui, sentem-se cômodas aqui e têm sentimentos amistosos para com os cubanos, gostam de descansar aqui. Temos um fundamento muito sólido criado em outro período histórico e creio que é sumamente importante para nós não só conservar o que foi feito, mas também fortalecê-lo”.

Medvedev encerra seus comentários sobre as relações com Cuba, mencionando os encontros que manteve com os líderes da Revolução. “Depois da reunião com Raúl Castro tive uma conversação com o comandante Fidel, de carácter informal. Foi meu segundo encontro desse tipo com ele, o primeiro foi em 2008. Foi muito interessante falar com Fidel, escutar suas sensações sobre o que está ocorrendo, ele está muito bem informado sobre todos os acontecimentos internacionais. Falamos de distintos assuntos, como o desenvolvimento da economia cubana e os problemas mundiais. Em geral, falamos das coisas mais diversas e até de alguns fatos extraordinários como a explosão de um meteorito no céu sobre a Rússia ou o problema do gás de xisto. Parece-me que conversações como estas demonstram que o potencial de nossas relações não só tem muita história, mas também um futuro maravilhoso. Para mim pessoalmente é muito interessante.”

Rússia e EUA

A entrevista com o primeiro-ministro russo abordou temas estratégicos de interesse mundial, nomeadamente as relações bilaterais com os Estados Unidos. “Temos passado por diferentes períodos em nossas relações. É preciso reconhecer que em geral nos últimos anos nossas relações não se desenvolveram mal, porque temos conseguido preparar e assinar documentos muito importantes, inclusive o Tratado de Redução de Armas Estratégicas Ofensivas e alguns acordos comerciais. Nossos colegas estadunidenses favoreceram nosso ingresso na Organização Mundial de Comércio (OMC). São fatos positivos. 

Contudo, nossas atitudes a respeito de alguns assuntos se diferenciam seriamente. Um deles é o armamento, inclusive a defesa antimísseis. Apesar de todas as nossas tentativas de explicar aos estadunidenses que vemos a defesa antimísseis europeia em seu estado proposto como um sistema dirigido contra a Federação Russa e nosso potencial atômico (com o qual agora se mantém uma paridade nuclear no mundo), os Estados e a Otan não gostam dos nossos argumentos. Tratam de tranquilizar-nos dizendo ‘não é contra vocês, mas contra outros países’. Infelizmente, estas considerações não nos parecem convincentes”. 

Medvedev adverte para os perigos que tais divergências encerram para a situação internacional. “Se não conseguimos chegar a nenhum acordo, as consequências para as relações internacionais poderiam ser muito desagradáveis, porque teríamos que tomar medidas de resposta; qualquer governo russo, teria que tomar, qualquer dirigente da Rússia teria que tomar medidas, simplesmente porque assim determinam os nossos interesses estratégicos.”

O chefe do governo russo menciona ainda outros fatores agravantes nas relações com os Estados Unidos. “De fato, depois de nosso ingresso na OMC e de uma aparente normalização das relações econômico-comerciais e da abolição de certas emendas discriminatórias muito conhecidas... os Estados Unidos gostam de aprová-las e algumas eram dirigidas contra nosso país; mencionaremos também o bloqueio econômico a Cuba e por certo, quero destacar que não mudaremos nossa posição e consideramos que é uma medida indigna, um anacronismo e quanto antes seja eliminado, melhor será para todos, não só para os cubanos, mas para os estadunidenses em primeiro lugar. Voltando às nossas relações com os Estados Unidos, simultaneamente com a revogação da chamada emenda Jackson-Vanik, aprovaram um documento claramente anti-Rússia, a chamada 'Ley Magnitski'.” 

“Em reiteradas ocasiões, dei minha visão sobre a natureza deste documento e considero que se trata da politização de um caso muito triste que ocorreu com um cidadão da Rússia. Mas algumas forças políticas, não digo que seja a administração dos Estados Unidos no sentido estrito da palavra, fizeram aprovar este documento, com o apoio dos legisladores. Tivemos que responder. Eu falei sobre isso quando era presidente e o mandatário atual, Vladimir Putin, também tinha avisado os Estados Unidos. Mas tivemos que tomar medidas em resposta como a lei sobre a responsabilidade das pessoas que violam os direitos humanos e interesses dos cidadãos russos. Este é um bom caminho? Não. É um mau caminho e quanto menos motivos surjam, melhor será para as relações russo-americanas em particular e as relações internacionais em geral.”

O primeiro-ministro da Federação Russa também discorreu sobre a crise econômica internacional e se mostrou otimista com o desenvolvimento de seu país nos campos econômico, social, científico e tecnológico. Medvedev crê que a Rússia pode desempenhar um papel ativo na construção de uma nova arquitetura econômico-financeira mundial, baseada na cooperação e no policentrismo.

Com Prensa Latina

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Boa tarde, Martha Medeiros!


‎"Eu gosto de pessoas inteligentes que enxergam o mundo com humor. Tem muitas pessoas em quem eu bato o olho e penso: deve ser legal ser amiga dele. É gente que não carrega o mundo nas costas, que fala olhando nos olhos, que não se leva tão a sério, que é franca na hora do sim e na hora do não. É difícil sacar as qualidades de uma pessoa sem antes conhecê-la, mas intuição existe pra isso. Tenho vários amigos que enriquecem minha vida e se encaixam no meu conceito de “pessoas especiais”, mas meu coração é espaçoso e está em condições de receber novos inquilinos."

Eduardo diz que vai brigar pela autonomia de Suape

O governador Eduardo Campos (PSB) sinalizou que moverá mundos e fundos para garantir a autonomia do Porto de Suape, ameaçada pela Medida Provisória 595/2012, chamada de MP dos Portos, que tramita no Congresso e prevê mudança nas regras de operação dos terminais portuários brasileiros, entre elas a transferência para o governo federal das tomadas de decisões sobre os portos, o que afetaria diretamente o Complexo de Suape.



O socialista criticou a falta de diálogo do governo federal, autor da proposta. "Todos tomaram conhecimento [da MP] quando ela foi publicada", reclamou, em entrevista com a imprensa no seminário Juntos por Pernambuco, nesta quinta-feira (21), em, Gravatá, no Agreste do Estado. Entretanto, de acordo com o socialista, agora, o governo afirmou que está aberto ao diálogo.

"Eu vou ao governo federal defender a manutenção das regras do jogo. Eu tô falando pelo Porto mais eficiente do Brasil, não tô falando pelas docas não sei de onde do governo federal, que ao longo de anos acumularam vícios. Suape foi feito com recursos dos pernambucanos, é um porto estadual. Se é o melhor, por que vai mudar?", alfinetou.

Fonte: Blog de Jamildo- JC
Foto: Eduardo Braga/divulgação

Revalidação de diplomas será discutida em audiência no Senado

O senador Inácio Arruda reuniu-se nesta quarta-feira (19), com a presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos, Luana Bonone, e o diretor de Avaliação da Capes, Lívio Amaral, para discutir a revalidação para diplomas de cursos estrangeiros no país. O projeto de lei que trata da questão será discutido em audiência pública no Senado Federal.

“Faz-se necessário ampliar o debate sobre o processo de revalidação dos diplomas tanto no âmbito do Mercosul quanto no nacional. A matéria é muito complexa para ser aprovada sem o debate com todos os segmentos envolvidos. A realização de audiência pública sobre a temática é muito importante para também contemplar as discussões já acumuladas”, destacou Inácio. 

O projeto de lei, de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), revalida e reconhece diplomas oriundos de cursos de instituições de ensino superior estrangeiras. Na proposta, a questão mais polêmica envolve a revalidação automática de diplomas de cursos de graduação, mestrado ou doutorado expedidos por instituições de educação estrangeiras. 

A matéria tramita na Comissão de Relações Exteriores e passará ainda pelas Comissões de Assuntos Sociais e Comissão de Educação, Esporte e Cultura, do Senado. 

Ainda não há data definida para a realização da audiência, mas os nomes dos participantes já estão confirmados. São eles Helena Bonciani Nader, presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC); Luana Bonone, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e Vicente Celestino de França, presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos em Instituições Estrangeiras de Ensino Superior (ANPGIEES).

Também estão confirmados os nomes de Carlos Estephanio, presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduados no Mercosul (ABPós Mercosul);Jorge Almeida Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); José Fernandes de Lima, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE); Marcos Fernando de Oliveira Moraes, presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), e Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). 

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Sen. Inácio Arruda

Dilma chega a Malabo, na Guiné Equatorial


Presidente vai participar 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África

Publicado em 22/02/2013, às 07h42

Da Agência Brasil

Dilma viajou acompanhada dos ministros Antonio Patriota, Helena Chagas e Fernando Pimentel / Foto: PEDRO LADEIRA / AFP

Dilma viajou acompanhada dos ministros Antonio Patriota, Helena Chagas e Fernando Pimentel

Foto: PEDRO LADEIRA / AFP

A presidenta Dilma Rousseff chegou na madrugada desta sexta-feira (22) a Malabo, na Guiné Equatorial, onde participa da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África (ASA). Dilma tem atividades durante todo o dia, com almoço, reuniões e encerramento previsto para as 18h30 (14h30 em Brasília). A presidenta viajou acompanhada por vários ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
A Cúpula América do Sul-África (ASA) representa a consolidação de compromissos baseados na integração sul-americana e o aprofundamento das relações com o Continente Africano. Na quinta-feira (21), o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, destacou a importância da cúpula. “É a reafirmação do compromisso político com a busca de novas modalidades de aproximação entre os dois continentes”, disse.
Patriota ressaltou que a soma entre os continentes da América do Sul e da África resultada em um território de 48 mil quilômetros quadrados, com  riqueza de recursos naturais e biodiversidade, além de uma população considerada jovem, em um total de 1,4 bilhão de pessoas. Segundo ele, as duas economias atingem um Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 6 trilhões.
“Hoje, abre-se espaço para que a voz da América do Sul e da África, como países em desenvolvimento, seja cada vez mais ouvida. É fundamental aproveitar o momento, promover a discussão da necessidade de maior participação de nossos países nos foros da governança global”, destacou o chanceler brasileiro.
Patriota reiterou a necessidade de o Conselho de Segurança das Nações Unidas refletir o crescimento exercido pelos países sul-americanos e africanos. “O Conselho de Segurança da ONU reflete uma ordem internacional que não existe mais. O conselho não tem membros africanos ou sul-americanos no seu núcleo decisório de integrantes permanentes”, disse.
Para o chanceler, “a ampliação [do conselho], com novos assentos permanentes e não permanentes para países em desenvolvimento, é essencial para torná-lo mais legítimo e representativo. "Afinal de contas, juntas, a América do Sul e a África representam 66 países-membros das Nações Unidas”, acrescentou.
Patriota aproveitou para defender a candidatura brasileira à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), por intermédio do embaixador Roberto de Azevêdo. “Na OMC, devemos aproveitar a oportunidade para eleger um novo diretor-geral proveniente de um país em desenvolvimento, preferencialmente da América do Sul ou da África”, disse.
O chanceler lembrou que os continentes estão empenhados em vencer o que chamou de “desafios comuns”, como a erradicação da pobreza, a garantia da segurança pública, a promoção da competitividade econômica e a distribuição mais equitativa da renda proveniente de recursos naturais.
O intercâmbio comercial entre as duas regiões aumentou consideravelemente no período de 2002 a 2011. Pelos dados do governo brasileiro, o comércio entre o Brasil e a África passou de US$ 5 bilhões, em 2002, para US$ 26,5 bilhões, em 2012. “Mas é essencial continuar a construir pontes - por meio de linhas marítimas e aéreas, cabos de fibras óticas, turismo e encontros culturais - para que haja uma genuína aproximação entre nossas sociedades”, destacou Patriota.
O ministro lembrou ainda a história que une as duas regiões: “A verdade é que a África civilizou boa parte da América do Sul, o que faz deste um encontro entre irmãos. No passado, o Atlântico Sul foi marcado por séculos de violações sistemáticas dos direitos humanos em que milhões de africanos migraram para o nosso continente como escravos”.
Patriota ressaltou que hoje, em contraste com aquele passado atentatório à dignidade humana, os dois continentes trabalham para a construção de sociedades que conjuguem paz, desenvolvimento sustentável e justiça social, em benefício de uma ordem internacional mais democrática.